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Sábado, Julho 11, 2026
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Mineração ilegal na Zambézia provoca perdas de mais de 200 milhões de meticais

Este ano, o Estado moçambicano registou perdas superiores a 200 milhões de meticais, aproximadamente 3,1 milhões de dólares, devido à mineração ilegal na província central da Zambézia. Este fenómeno continua a representar uma séria ameaça para a economia local e nacional.

A revelação foi feita pelo director do Serviço Provincial de Infra-estruturas, João Sembane, durante uma entrevista à Rádio Moçambique. O responsável explicou que grupos de garimpeiros têm invadido áreas concessionadas a empresas licenciadas, vandalizando equipamentos e extraindo recursos minerais que são posteriormente comercializados no mercado negro.

A prática de mineração ilegal não apenas prejudica as empresas legalmente constituídas, mas também resulta na diminuição das receitas do Estado. Presentemente, 16 empresas operam de forma legal na exploração de recursos minerais na Zambézia. Sembane alertou que esta actividade criminosa impede o bom funcionamento das instituições envolvidas, enfraquece o ambiente de negócios e compromete a criação de postos de trabalho formais.

O director enfatizou que, quando a exploração é realizada legalmente, as empresas garantem emprego, pagam impostos e contribuem para o desenvolvimento das comunidades locais. Uma parte significativa das receitas geradas pela mineração é revertida directamente para as comunidades; 2,75% são canalizados para as áreas onde ocorre a exploração, enquanto 7,25% destinam-se ao investimento em infra-estruturas e projectos de interesse comunitário.

Sembane alertou ainda que a mineração ilegal coloca os garimpeiros em situações de risco devido à falta de condições de segurança adequadas.

Neste sentido, o responsável apelou às comunidades para abandonarem esta prática, priorizando a colaboração com as instituições governamentais e as empresas devidamente licenciadas, com o intuito de garantir benefícios económicos e sociais sustentáveis para a província.

Tailândia rompe acordo de paz com o Camboja após explosão fronteiriça

A Tailândia anunciou a suspensão do acordo de paz com o Camboja, cujo anúncio foi feito por Donald Trump no final de Outubro. A decisão foi comunicada pelo porta-voz do governo tailandês.

A medida ocorre na sequência da explosão de uma mina nas proximidades da fronteira, que resultou em ferimentos em dois soldados tailandeses. O porta-voz, Siripong Angkasakulkiat, indicou que o acompanhamento da declaração conjunta realizada ao longo da última semana chegará ao fim. Esta situação está também relacionada com a libertação de 18 soldados cambojanos.

O futuro das relações entre os dois países permanece incerto, à medida que a tensão na região aumenta.

Confrontos armados e explosivos provocam 31 mortes em prisão de Machala

Na sequência de um dia de confrontos violentos, trinta e uma pessoas perderam a vida na prisão de Machala, situada no sudoeste do Equador.

As autoridades prisionais confirmaram que os eventos começaram na noite de sábado, quando confrontos armados com armas de fogo e explosivos resultaram em quatro mortos. Durante o domingo, foram reportadas mais 27 mortes, muitas delas devido à asfixia.

Os moradores da área circundante da prisão relataram ter ouvido disparos, explosões e gritos de socorro provenientes do centro de detenção, por volta das 03:00 horas locais. A autoridade penitenciária, SNAI, anunciou que além dos mortos, 33 reclusos e um agente da polícia ficaram feridos, sendo que sete indivíduos foram detidos.

Segundo a SNAI, os confrontos ocorreram em virtude da iminente transferência de alguns detidos para uma nova prisão de alta segurança, construída pelo governo do presidente Daniel Noboa na província costeira de Santa Elena, cuja abertura está prevista para este mês.

Horas depois dos primeiros confrontos, as autoridades descobriram mais 27 cadáveres, em um ato de violência separado. A maioria das mortes foi atribuída a asfixia provocada por terceiros, sugerindo casos de enforcamentos ou estrangulamentos.

Este não é um caso isolado, visto que no final de Setembro, confrontos na mesma prisão resultaram em 14 mortes, incluindo a de um guarda. Em 2024, as prisões do Equador foram colocadas sob controlo do exército, após a declaração do presidente Noboa de um estado de conflito armado contra cerca de vinte organizações criminosas ligadas a cartéis internacionais. Recentemente, em Agosto, algumas prisões, incluindo a de Machala, foram transferidas para a responsabilidade da polícia.

Desde 2021, a violência nas prisões equatorianas já causou aproximadamente 500 mortes, com o maior número de vítimas registado em 2021, quando mais de 100 detidos perderam a vida numa prisão em Guayaquil.

CTA saúda estratégia de gestão da dívida pública e destaca impacto no ambiente de negócios

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) expressou a sua satisfação pela recente aprovação da Estratégia de Gestão da Dívida Pública de Médio Prazo 2025–2029 pelo Governo moçambicano.

Em comunicado divulgado à imprensa, a CTA classificou esta estratégia como um elemento essencial para consolidar a credibilidade macroeconómica e melhorar o ambiente de negócios no país. A organização destacou que a nova abordagem visa uma gestão responsável da dívida pública, assegurando um equilíbrio adequado entre custos e riscos.

Nesta perspectiva, a CTA enfatizou a importância da transparência para restaurar a confiança dos agentes económicos, criando condições propícias para atrair investimento privado e estimular a economia nacional.

A decisão é vista como um passo significativo no contexto de diversas melhorias estruturais, incluindo a recente saída de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI), considerada uma conquista importante para a reputação do sistema financeiro do país.

A agremiação recordou também as iniciativas direccionadas ao sector do Turismo anunciadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que visam fortalecer a diversificação económica. A CTA observou que tais reformas são determinantes para a recuperação do Investimento Directo Estrangeiro (IDE), com um crescimento previsto a partir de 2026, impulsionado pela implementação da nova Lei de Investimentos e da Lei Cambial.

A instituição reconheceu ainda os esforços contínuos do Executivo em modernizar a gestão pública e consolidar as finanças públicas, factores cruciais para garantir segurança e previsibilidade aos investidores. A execução eficaz das reformas em curso é considerada fundamental para transformar o ambiente político-económico e gerar benefícios reais tanto para empresas como para os cidadãos.

O sector privado manifestou o seu compromisso em colaborar com o Governo no âmbito do Diálogo Público-Privado (DPP), com o objectivo de identificar e resolver os obstáculos que afectam o ambiente de negócios, promovendo uma economia mais competitiva e geradora de emprego.

A CTA anunciou também que se encontram em marcha os preparativos para a 20.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que terá como lema “Reformar para Competir: Caminhando para o Relançamento Económico”, prevendo-se a mobilização de cerca de 1,5 mil milhões de dólares em novos projetos de investimento.

Por fim, a Confederação reafirmou a sua determinação em mobilizar o sector privado, promovendo a produtividade, a inovação e a criação de riqueza, com o intuito de construir um Moçambique mais receptivo ao investimento e ao desenvolvimento sustentável.

Mais de 130 pessoas feridas em acidente de comboios na Eslováquia

Um violento acidente ferroviário ocorreu à noite, a aproximadamente 20 quilómetros da capital eslovaca, Bratislava, envolvendo a colisão de dois comboios. 

O incidente deixou mais de 130 feridos, dos quais 79 necessitaram de hospitalização. Apesar da gravidade da situação, não foram registadas vítimas mortais.

Cerca de 800 pessoas estavam a bordo dos comboios, muitos dos quais estudantes que regressavam a casa. Testemunhas oculares relataram um “estrondo” ensurdecedor no momento do impacto, que ocorreu quando um dos comboios embateu na traseira do outro.

As primeiras investigações indicam que um comboio poderá não ter respeitado um sinal vermelho, no entanto, a causa exacta do acidente continua a ser analisada pelas autoridades competentes.

Este incidente marca o segundo acidente ferroviário na Eslováquia no último mês, tendo ocorrido um caso similar em Outubro, quando dois comboios colidiram na região leste do país, resultando em 91 feridos. As autoridades estão a trabalhar para garantir a segurança nas linhas ferroviárias e para evitar que tragédias semelhantes voltem a ocorrer.

Ex-Presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol acusado de favorecer inimigo

O Ministério Público da Coreia do Sul apresentou acusações contra o ex-presidente Yoon Suk-yeol, alegando que ele prejudicou os interesses militares do país ao ordenar o envio de drones para a Coreia do Norte, configurando assim uma suposta ajuda ao inimigo.

Desde o conflito que ocorreu entre 1950 e 1953, a Coreia do Sul e a Coreia do Norte permanecem tecnicamente em estado de guerra, com um armistício em vigor, mas sem um tratado de paz formal. Em Outubro de 2024, a Coreia do Norte afirmou ter evidências de que drones do Sul sobrevoaram a sua capital, Pyongyang, para distribuir panfletos de propaganda. Contudo, a acusação não foi confirmada por Seul.

Em resposta a estas alegações, o Ministério Público sul-coreano iniciou uma investigação em 2025 para apurar se Yoon tentava provocar a Coreia do Norte de forma deliberada, com o intuito de usar a reacção como justificativa para um conflito armado.

Park Ji-young, assistente do procurador especial, esclareceu que o ex-líder conservador e outras pessoas conspiraram para criar uma situação que pudesse levar à declaração de uma lei marcial de emergência, aumentando o risco de confrontos intercoreanos e prejudicando os interesses militares do país.

Yoon Suk-yeol enfrenta acusações de ter favorecido o inimigo, bem como de abuso de poder. Actualmente detido, o ex-presidente foi destituído em Abril após uma série de acontecimentos caóticos que culminaram na breve imposição da lei marcial em 3 de Dezembro de 2024, quando invocou ameaças norte-coreanas para justificar a sua decisão.

Durante as investigações, foram descobertas provas irrefutáveis contidas numa nota do ex-chefe da contraespionagem de Yoon, que sugeria criar uma situação de instabilidade ou aproveitar uma oportunidade que pudesse surgir. A nota recomendava que o exército visasse locais que, se atacados, iriam desencadear uma retaliação inevitável, como Pyongyang ou a cidade costeira de Wonsan.

Durante o seu mandato, Yoon Suk-yeol adotou uma postura dura em relação a Pyongyang e buscou estreitar laços com os Estados Unidos, considerado um inimigo pela Coreia do Norte. Em 3 de dezembro de 2024, ele enviou tropas ao parlamento para assumir o controlo, mas um número suficiente de deputados conseguiu reunir-se e votou pelo fim da lei marcial.

Yoon foi detido em janeiro, destituído em abril e substituído em junho por Lee Jae-myung, o seu rival democrata, que defende uma abordagem de pacificação com Pyongyang. O ex-presidente continua a ser julgado por insurreição em relação ao golpe tentado.

Insurgentes sequestram duas crianças em Mocímboa da Praia

Duas crianças, com idades de 12 e 13 anos, foram raptadas na vila de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, por elementos supostamente ligados a grupos terroristas. A informação foi confirmada à Lusa por fontes da comunidade local.

O incidente ocorreu na noite de 4 de Novembro, quando os presumíveis insurgentes entraram disfarçados no bairro de Nabubusi, localizado nos arredores da vila. Até ao momento, o paradeiro das crianças permanece desconhecido, levantando a suspeita de que este rapto se insira nas estratégias de recrutamento dos grupos armados que têm assolado a região.

Embora não tenham sido registadas vítimas mortais decorrentes deste ataque, a situação gerou um clima de pânico entre os residentes do bairro e nas áreas circundantes, devido aos disparos ouvidos durante a noite.

Além deste caso, pelo menos três pessoas já haviam sido raptadas anteriormente por supostos terroristas no distrito de Metuge, situado a cerca de 50 quilómetros da cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado. As vítimas, camponeses locais, foram sequestradas enquanto tentavam atravessar um riacho nas matas de Matemo, a caminho dos seus campos agrícolas.

A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, tem sido alvo de ataques extremistas desde 2017, com o primeiro ataque documentado a ter ocorrido a 5 de Outubro desse ano no distrito de Mocímboa da Praia. De acordo com um levantamento da organização Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED), entre 13 e 26 de Outubro foram registados pelo menos 12 eventos violentos relacionados com os grupos extremistas, resultando em 18 mortes de civis.

Desde o início da insurgência armada em Cabo Delgado, em Outubro de 2017, a ACLED contabilizou 2.236 eventos violentos, sendo que 2.061 destes envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM). O novo balanço revela que os ataques perpetrados durante este período resultaram em 6.659 mortos, incluindo as 18 vítimas reportadas nas últimas duas semanas de Outubro.

O relatório da ACLED destaca ainda um aumento da atividade insurgente na região, com os militantes a atacarem forças de segurança nos distritos de Montepuez e Muidumbe, provocando baixas. Os insurgentes têm continuado a assassinar civis, especialmente nas áreas de Mocímboa da Praia, Muidumbe e Metuge, onde as operações do EIM são agravadas por instabilidades em torno das zonas de mineração em Montepuez.

Moçambique regista 29% das mortes por doenças não transmissíveis

O ministro da Saúde, Ussene Isse, alertou que as doenças crónicas não transmissíveis são responsáveis por 29% das mortes no país, com destaque para a hipertensão arterial, diabetes, acidente vascular cerebral (AVC) e doença renal.

O aviso foi feito durante a sessão de encerramento da Primeira Reunião Científica de Saúde Cardio Vascular, realizada em Maputo.

Durante o evento, o presidente da reunião, Dr. Fidélio Citefane, revelou que 33% da população moçambicana sofre de hipertensão, identificando-a como o principal factor de risco para doenças cardiovasculares. A província de Maputo tem registado aproximadamente 300 mortes mensais devido a estas patologias, factores que estão a ser exacerbados pelo aumento do sedentarismo e pelo consumo de alimentos industrializados ricos em sal, especialmente entre os jovens.

Para enfrentar este contexto alarmante, foram apresentadas duas iniciativas de grande importância. A primeira, chamada “Uma Sala de Peso, Um Estetoscópio, Um Oxímetro”, tem como objectivo reforçar o rastreio de cardiopatias infantis nas unidades de saúde.

Esta estratégia utiliza a rotina de pesagem infantil como uma oportunidade para identificar sinais precoces de doenças cardiovasculares, através da utilização de oxímetros e estetoscópios. O projecto será inicialmente implementado na província da Zambézia e poderá ser expandido a outras áreas do país no futuro.

A segunda iniciativa, designada “Cantinho da Hipertensão”, está actualmente em fase piloto e propõe a medição sistemática da pressão arterial a todos os utentes, independentemente da razão da consulta. O propósito é melhorar a detecção precoce de hipertensão, reduzir o número de internamentos e diminuir as mortes que poderiam ser evitadas por complicações cardiovasculares.

O ministro Isse destacou a importância do fortalecimento dos cuidados primários para uma vigilância contínua da saúde cardiovascular, sublinhando que 65% da população vive em zonas rurais, onde o acesso a cuidados especializados é restrito. A formação contínua dos profissionais de saúde foi descrita como crucial para melhorar a prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares.

Durante a reunião, foram premiados os melhores posters e trabalhos científicos, reconhecendo a inovação e mérito na investigação relacionada com a saúde cardiovascular em Moçambique.

O ministro comprometeu-se a apoiar a próxima edição da reunião científica, enfatizando que este encontro é fundamental para fortalecer as estratégias de prevenção e reforçar a resposta do sistema de saúde às doenças cardiovasculares, que representam um dos maiores desafios na carga de doenças que aflige o país.

Igreja Católica analisa denúncia de abusos sexuais contra Bispo em Cádis

O bispo Rafael Zornoza, de 76 anos, está sob investigação do Vaticano devido a acusações de abuso sexual de um rapaz menor de idade, supostamente ocorridos na década de 1990, quando ele era director do seminário de Getafe.

Trata-se do primeiro caso conhecido em Espanha que envolve um chefe de uma diocese em alegações de abuso sexual.

Segundo o jornal El País, a investigação foi iniciada após uma denúncia que descreve episódios de abuso que começaram quando a vítima tinha apenas 14 anos e se estenderam até aos 21. Os abusos ter-se-ão dado no seminário maior do Cerro de los Ángeles, durante fins de semana, retiros e acampamentos.

O denunciante afirmou que Zornoza utilizava a sua posição de autoridade para manipular e silenciar a vítima, tendo inclusive encaminhado o rapaz para uma terapia de conversão da homossexualidade.

Embora o caso tenha já prescrito na Justiça civil, a Igreja Católica está a proceder à sua análise. A investigação está a ser conduzida pelo arcebispo de Sevilha, uma vez que a diocese de Cádis está sob a sua jurisdição.

Apesar da gravidade das acusações, Zornoza continua a desempenhar as suas funções episcopais, tendo celebrado missas e participado em eventos públicos recentemente. Até ao momento, a Conferência Episcopal Espanhola não se pronunciou oficialmente sobre o processo.

Esta situação marca um momento inédito em Espanha, uma vez que é a primeira vez que se torna público um processo de abuso sexual contra um bispo em funções.

Mais de 200 pessoas acusadas de traição na Tanzânia após protestos

Mais de 200 indivíduos foram acusados de traição na Tanzânia em consequência dos protestos que se seguiram às eleições gerais realizadas a 29 de Outubro. A informação foi reportada por fontes judiciais à agência de notícias France-Presse (AFP).

Na passada sexta-feira, cerca de uma centena de pessoas compareceu no Tribunal de Primeira Instância de Kisutu, na capital, onde o Ministério Público da Tanzânia anunciou as acusações. O advogado Peter Kibatala, que se pronunciou à saída do tribunal, indicou que foram apresentadas mais de 250 acusações em três casos distintos, sendo que as fontes judiciais confirmaram pelo menos 240 acusações registadas.

Conforme os documentos apresentados, a maioria dos acusados é suspeita de ter tentado “obstruir as eleições gerais [presidenciais e parlamentares] de 2025 de forma a intimidar o poder executivo” no dia 29 de Outubro. Os protestos, que em alguns casos tomaram um rumo violento, eclodiram no dia das eleições e prolongaram-se por três dias em várias cidades do país, sendo reprimidos pela polícia com o uso de gás lacrimogéneo e munições reais. Em resposta, o Governo impôs um recolher obrigatório e cortou o acesso à Internet em todo o território.

Fontes dos serviços de saúde confirmaram à agência de notícias EFE que pelo menos 150 pessoas perderam a vida em Dar es Salaam durante as manifestações. O Partido da Democracia e do Progresso (Chadema), principal movimento da oposição, acusou as forças de segurança de terem causado até mil mortes em diferentes locais do país, conforme relatou a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

A Ordem dos Advogados de Tanganica anunciou que começou a distribuir formulários para que a população registe os seus familiares desaparecidos ou alegadamente mortos, uma vez que o Governo se recusa a entregar os corpos. O Chadema também denunciou que a polícia está a recolher cadáveres de hospitais para “apagar provas e estatísticas”.

Ainda esta semana, o vice-presidente do Chadema, John Heche, que estava detido, foi acusado de terrorismo. A polícia informou que está à procura de outros membros do partido, incluindo o secretário-geral, John Mnyika, o vice-secretário, Amani Golugwa, e a porta-voz, Brenda Rupia, solicitando que se “entregassem imediatamente”.

Durante o mês de Outubro, semanas antes da votação, tanto a HRW como outras organizações acusaram o Governo de intensificar a repressão da oposição e de silenciar críticos e meios de comunicação. A Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, foi investida na segunda-feira para um mandato de cinco anos, após a Comissão Eleitoral Nacional Independente a ter declarado vencedora das eleições com 97,66% dos votos.

Moçambique pede acesso facilitado a fundos climáticos durante COP30

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, expressou a necessidade urgente de um financiamento climático previsível e acessível durante a sua participação na Cimeira dos Líderes Mundiais da COP30, que teve lugar em Belém do Pará. 

Chapo enfatizou que a justiça climática deve ser uma realidade para nações vulneráveis como Moçambique, que enfrenta severas consequências das mudanças climáticas.

Na conferência de imprensa que assinalou o término da sua participação no evento, Chapo salientou que a posição de Moçambique se fundamentou em dois eixos principais: justiça ambiental e financiamento climático. “Os países que mais poluem devem compensar financeiramente os que sofrem as consequências, como Moçambique, que quase não polui”, declarou, realçando que a verdadeira justiça climática não será alcançada sem recursos financeiros estáveis.

O Chefe de Estado recordou que Moçambique é um dos dez países mais vulneráveis do mundo, enfrentando cheias, inundações, secas e ciclones anualmente, todos os impactos directos das mudanças climáticas. Chapo elogiou o empenho do Presidente brasileiro, Lula da Silva, na mobilização de recursos, anunciando um total de 5,5 mil milhões de dólares americanos para apoiar acções de mitigação e adaptação a nível global.

O Presidente Chapo referiu que Moçambique já aprovou o seu Plano Estratégico de Financiamento Climático e criou os instrumentos necessários para aceder a esses recursos. Apelou à redução da burocracia e à maior flexibilidade nos mecanismos de acesso, em particular para os países em desenvolvimento.

Além disso, destacou o compromisso do país em melhorar os mecanismos internos relacionados ao mercado de carbono e compartilhar experiências de adaptação climática, reforçando assim a voz de Moçambique nas instâncias internacionais. Chapo assegurou que o país está determinado a cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris até 2030 e sublinhou a importância de transformar discussões em acções concretas.

A presença de Moçambique na COP30 foi considerada uma oportunidade para consolidar a voz do país no debate global sobre mudanças climáticas, estabelecer parcerias e identificar novos instrumentos para acesso ao financiamento internacional. Durante a sua estadia no Brasil, o Presidente manteve encontros bilaterais com diversas personalidades, incluindo Lula da Silva e o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Ould Tah.

Chapo também se reuniu com estudantes moçambicanos residentes no Estado do Pará, reforçando o laço entre a diáspora e o país.

Vagas de emprego do dia 10 de Novembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 10 de Novembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Oficial de Monitoria e Avaliação

A CELIM pretende recrutar um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

2. Vaga para Procurement Specialist

A World Bank pretende recrutar um (1) Procurement Specialist. Saiba mais.

3. Vaga para Civil Works Engineer

A Saipem pretende recrutar um (1) Civil Works Engineer. Saiba mais.

4. Vaga para Supply Manager

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Supply Manager. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Brewing Process Operator

A AB InBev pretende recrutar um (1) Brewing Process Operator. Saiba mais.

2. Vaga para Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento. Saiba mais.

3. Vaga para Security Officer

A DP World pretende recrutar um (1) Security Officer. Saiba mais.

4. Vaga para Procurement Intern

A DP World pretende recrutar um (1) Procurement Intern. Saiba mais.

5. Vaga para Humanitarian Program Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Humanitarian Program Manager. Saiba mais.

6. Vaga para Health and Nutrition Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Officer. Saiba mais.

7. Vaga para Health and Nutrition Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Manager. Saiba mais.

8. Vaga para Engenheiro Sénior de Procurement e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Engenheiro Sénior de Procurement e Logística – Projeto. Saiba mais.

9. Vaga para Senior Supply Chain Associate

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Senior Supply Chain Associate. Saiba mais.

10. Vaga para Chief Accountant

A ENI pretende recrutar um (1) Chief Accountant. Saiba mais.

11. Vaga para Especialista em Infraestructura (Matola)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista em Infraestructura (Matola). Saiba mais.

12. Vaga para Associate

A Acasus pretende recrutar um (1) Associate. Saiba mais.

13. Vaga para Especialista em Gestão de Propostas

A Nippon Koei Mozambique pretende recrutar um (1) Especialista em Gestão de Propostas. Saiba mais.

14. Vaga para Administrador de Projectos

A CELIM pretende recrutar um (1) Administrador de Projectos. Saiba mais.

15. Vaga para Gestor de Transportes e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Gestor de Transportes e Logística – Projeto. Saiba mais.

16. Vaga para Director do Projecto SBIS

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.

17. Vaga para Oficial – Finanças (Maputo)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Finanças (Maputo). Saiba mais.

18. Vaga para Quality Inspector

A McDermott International pretende recrutar um (1) Quality Inspector. Saiba mais.

19. Vaga para Climate Change Technician

A Peace Parks Foundation (PPF) pretende recrutar um (1) Climate Change Technician. Saiba mais.

20. Vaga para Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV. Saiba mais.

21. Vaga para Engenheiro de Garantia de Qualidade

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Engenheiro de Garantia de Qualidade. Saiba mais.

22. Vaga para Gestor de Controlo de Qualidade

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Controlo de Qualidade. Saiba mais.

23. Vaga para Community Engagement and Livelihood Technician

A Peace Parks Foundation (PPF) pretende recrutar um (1) Community Engagement and Livelihood Technician. Saiba mais.

24. Vaga para Secretária Comercial e Executiva

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Secretária Comercial e Executiva. Saiba mais.

25. Vaga para Videomaker

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Videomaker. Saiba mais.

26. Vaga para Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.

27. Vaga para Project Officer

A COSV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Project Officer. Saiba mais.

28. Vaga para Accountant and Finance Officer

A COSV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Accountant and Finance Officer. Saiba mais.

29. Vagas para Graduados

A Vodacom pretende recrutar Graduados – Programa de Graduados Vodacom 2025. Saiba mais.

30. Vaga para Cabeleireira

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

31. Vaga para Barbeiro

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar um (1) Barbeiro. Saiba mais.

32. Vaga para Agente de Angariação e Vendas

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente de Angariação e Vendas. Saiba mais.

PRM prolonga operação anistia e reforça apelo à entrega voluntária de armas

A Polícia da República de Moçambique (PRM) já recolheu 160 armas ilegais de diversas regiões do país, no âmbito da “Operação Anistia”, que iniciou a 1 de Setembro e se prolongará até 15 de Dezembro.

Segundo o porta-voz da PRM, LeoneL Muchina, que se dirigiu a jornalistas nem Maputo, foram recolhidas armas de fogo e armas de ar comprimido em todo o território nacional. As províncias de Tete (33 armas), Inhambane (29 armas) e a Cidade de Maputo (20 armas) destacaram-se como as áreas que mais armas entregaram às autoridades. Em Cabo Delgado, região afectada por actos de terrorismo nos últimos oito anos, foram entregues 13 armas.

Muchina salientou que a campanha nacional visa recolher e regularizar armas ilegais ou irregulares e que, embora inicialmente tivesse a data de término prevista para 31 de Outubro, foi decidida a sua prorrogação até 15 de Dezembro de 2025.

O porta-voz frisou que a efectivação dessa recolha resulta da colaboração entre a Polícia e as comunidades locais. “Continuamos a apelar à entrega voluntária das armas nas esquadras e subesquadras policiais, enfatizando que essa atitude não resultará em detenções”, afirmou.

Além disso, Muchina fez um apelo àqueles que ainda possuem armas para que as entreguem, não sendo necessário um mapeamento prévio. A fase de mapeamento será implementada quando a fase de recolha coerciva iniciar.

O Comando-Geral da PRM apela a todos os cidadãos que detêm armas ilegais ou irregulares para que as entreguem voluntariamente às unidades e subunidades policiais mais próximas. O envolvimento de todos é considerado fundamental para a manutenção da paz, segurança e estabilidade em Moçambique.

Fundação Tony Elumelu e UE lançam nova fase do WE4A em Maputo

A Fundação Tony Elumelu, em colaboração com a União Europeia, a Cooperação Alemã (GIZ) e a Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico (OACPS), apresentou a segunda edição do Programa de Empreendedorismo Feminino para África (WE4A). 

Esta iniciativa visa fortalecer o papel das mulheres no desenvolvimento económico do continente africano.

O programa, que será implementado em oito países, disponibiliza financiamentos não reembolsáveis de 5.000 dólares, além de formação e mentoria especializada para mulheres empreendedoras que ambicionam expandir os seus negócios. Na fase anterior, 2.000 mulheres africanas já foram contempladas com este apoio.

O lançamento em Moçambique teve lugar em Maputo, e assinalou o início de uma campanha de divulgação destinada a inspirar e apoiar novas candidaturas ao programa.

Moyo Awotile, Directora de Comunicação e Marketing da Fundação Tony Elumelu, realçou a importância da iniciativa: “Queremos informar e inspirar mulheres sobre as oportunidades do programa, partilhar histórias de sucesso e incentivar novas candidatas.”

As inscrições para o programa estarão abertas até Janeiro de 2026. As candidatas elegíveis devem ser empreendedoras moçambicanas com negócios estabelecidos em África, abrangendo qualquer sector económico.

Com este programa, a Fundação Tony Elumelu e os seus parceiros reafirmam o seu compromisso com um futuro mais inclusivo e sustentável, promovendo o empoderamento feminino e o crescimento económico em África.

Parlamento aprova reforma do regime jurídico dos seguros em Moçambique

A Assembleia da República (AR) de Moçambique aprovou, em plenário, a autorização legislativa que possibilitará ao governo proceder a alterações significativas no regime jurídico dos seguros no país. 

Esta medida visa modernizar e reformar integralmente a legislação vigente, respondendo assim às dinâmicas de um mundo em constante evolução.

A nova legislação poderá alinhar as normas moçambicanas com os padrões e melhores práticas internacionais, particularmente os estabelecidos pela Associação Internacional de Supervisores de Seguros e pelo Comité das Autoridades de Supervisão de Instituições Financeiras não Bancárias.

A votação foi consensual entre todas as quatro bancadas parlamentares, representadas pelo partido no poder, a Frelimo, e pelos partidos de oposição, nomeadamente o Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), a Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Durante a sessão, a ministra das Finanças, Carla Louveira, partilhou dados relevantes sobre o mercado segurador nacional. Neste ano, o sector abriu espaço para 21 seguradoras, três micro-seguradoras e um número considerável de mediadores, totalizando em 2024 aproximadamente 24,16 mil milhões de meticais (cerca de 375,6 milhões de dólares). Este valor representa um crescimento de cerca de 11,5% em comparação a 2023, resultando numa taxa de penetração dos seguros na economia de 1,66%.

A ministra salientou que esta evolução revela um vasto potencial de crescimento a ser explorado, sublinhando que a revisão da legislação irá reforçar a transparência e a responsabilidade na governação dos operadores do sector.

Com o intuito de mitigar conflitos de interesse, a nova proposta abrangerá a proibição da acumulação de cargos pelos membros dos órgãos sociais, bem como a promoção da figura do provedor do cliente. Este profissional, devidamente acreditado pela entidade de supervisão, actuará em defesa dos interesses dos consumidores de seguros.

Em intervenções durante o debate, a deputada Ana Comoane, da Frelimo, afirmou que a autorização legislativa é um instrumento crucial para a modernização do sector e a implementação da figura do provedor do cliente. O deputado Gabriel Alberto, do PODEMOS, reforçou a necessidade de uma pessoa jurídica responsável pela fiscalização e gestão transparente dos seguros.

Por sua vez, o deputado Arnaldo Chalaua, da Renamo, destacou a importância da actualização da legislação para que o país esteja em sintonia com a globalização e as novas tendências globais.

Por fim, a deputada Judite Macuácua, do MDM, chamou a atenção para os desafios estruturais que o mercado de seguros enfrenta, mencionando o fato de que muitas seguradoras estão sob controle de entidades estrangeiras, o que coloca em risco a cobertura de sinistros internos.

Esta legislação, assim aprovada, representa um passo significativo para o fortalecimento e a modernização do sector de seguros em Moçambique.

Quénia solicita a Zelensky ajuda para o regresso de cidadãos detidos

O Presidente do Quénia, William Ruto, fez um apelo ao seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para ser facilitada a libertação de jovens quenianos detidos na Ucrânia.

De acordo com Ruto, estes jovens terão sido “recrutados ilegalmente pela Rússia para combater na guerra”.

Ruto expressou a sua preocupação em relação a esta situação através de uma publicação na rede social X. “Manifestámos a nossa inquietação sobre os jovens quenianos recrutados de forma ilícita [pela Rússia] para participar no conflito na Ucrânia e comprometemo-nos a sensibilizar a população para os perigos associados a estas iniciativas”, afirmou.

Na mesma comunicação, o Presidente queniano pediu a Zelensky que “facilite a libertação de quaisquer quenianos detidos sob custódia ucraniana” e agradeceu ao líder ucraniano pela sua disposição em atender a este pedido.

Piratas abordam petroleiro ao largo da Somália utilizando lança-granadas

Um petroleiro de pavilhão maltês foi alvo de uma abordagem pirata ao largo da costa da Somália, no mar Arábico. O ataque foi perpetrado por um grupo de indivíduos armados com metralhadoras e lança-granadas, conforme reportado por autoridades britânicas.

O alerta foi emitido pelo centro militar de operações da Marinha Mercante do Reino Unido, em conjunto com a empresa de segurança Ambrey. Ambas instâncias advertiram os navios que navegavam naquela área sobre a situação alarmante.

A embarcação afectada, denominada Hellas Afhrodite, realizava uma rota entre Sikka, na Índia, e Durban, na África do Sul. Fontes indicaram que se tratava, muito provavelmente, de piratas somalis que recentemente se apoderaram de um navio de pesca iraniano, utilizando esta embarcação para realizar as suas actividades criminosas.

Após o ataque, o navio alterou a sua rota e reduziu a velocidade. Contudo, nem o armador, nem o proprietário do petroleiro, assim como os responsáveis pela Operação Atlanta da Força Naval Europeia para a Somália, estiveram disponíveis para prestar esclarecimentos à agência noticiosa norte-americana Associated Press.

Os actos de pirataria na região somali atingiram o seu pico em 2011, contabilizando 237 ataques que resultaram em perdas estimadas em sete mil milhões de dólares para a economia global, incluindo cerca de 160 milhões de dólares em resgates, segundo o relatório do observatório Oceans Beyond Piracy. Nos últimos anos, a incidência de tentativas de abordagens a embarcações diminuiu, em grande parte devido ao aumento da presença de patrulhas internacionais e ao fortalecimento do governo central da Somália.

Contudo, no último ano, houve um ressurgir da pirataria, impulsionado pela instabilidade provocada pelos rebeldes Huthi no Iémen e pela recente guerra Israel-Hamas na Faixa de Gaza.

Deloitte Moçambique alerta para crescente onda de fraudes nas empresas

A Deloitte Moçambique emitiu um alerta sobre o crescimento alarmante das fraudes e crimes financeiros nas empresas do país, revelando que cerca de 35 por cento das organizações enfrentaram algum tipo de incidente no último ano.

Esta informação foi divulgada por Vera Pita, investigadora da Deloitte Moçambique, durante o Fórum Bancário organizado pelo Banco ABSA, realizado em Maputo.

O evento serviu como plataforma para a apresentação de resultados inéditos do novo Estudo sobre Crimes Financeiros e Fraudes em Moçambique, que aponta para um fenómeno complexo e em expansão. Vera Pita destacou que as organizações moçambicanas estão a encarar riscos tanto internos quanto externos, exigindo uma resposta estruturada e tecnológica.

O estudo revela que 88 por cento das empresas identificam fraudes em meios de pagamento como o tipo mais comum de crime interno, seguidos pelo uso indevido de recursos e roubo de bens. No que diz respeito aos crimes externos, um terço das empresas reportou fraudes perpetradas por clientes, fornecedores ou parceiros comerciais. Além disso, 19 por cento das organizações enfrentaram ataques cibernéticos e igual percentagem sinalizou a falsificação de documentos.

Vera Pita enfatizou que as tipologias de fraude estão a tornar-se cada vez mais sofisticadas, tornando urgente o reforço dos mecanismos de controlo e a implementação de detecções proactivas. A investigadora apontou a subutilização da tecnologia em Moçambique como um desafio, pois 72 por cento das empresas não possuem ferramentas adequadas para detectar irregularidades em tempo útil. Os principais obstáculos identificados para esta situação incluem os elevados custos de software, a resistência à mudança e as dificuldades de integração entre sistemas.

Com base nas conclusões do relatório, a Deloitte sugere uma reforma que deve assentar em quatro pilares essenciais: cibersegurança, monitorização contra o branqueamento de capitais, gestão de riscos macroeconómicos e a melhoria da Governança corporativa, bem como a cultura de risco.

O diagnóstico apresentado pela Deloitte é preocupante, evidenciando o aumento das fraudes, a fragilidade dos controlos e a baixa adopção tecnológica no sector.

Contudo, o relatório também aponta para a inovação, automatização e uma cultura de integridade como fundamentais para a construção de um sistema financeiro mais seguro e competitivo em Moçambique.

 

Governo Trump pode impedir pessoas transgénero de escolher género em documentos

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos autorizou o Governo de Donald Trump a impedir pessoas que se identificam como transgénero e não binárias de escolherem o sexo que figura nos seus passaportes.

Esta decisão provisória, que reflecte a maioria conservadora do tribunal, representa uma nova vitória para a agenda do ex-presidente, permitindo que a política seja aplicada enquanto um processo judicial sobre o tema continua a ser analisado em tribunais inferiores.

A medida suspende uma ordem de um tribunal inferior que exigia que o Governo mantivesse a opção de escolha entre os géneros masculino, feminino ou “X”, de forma a alinhar os passaportes com a identidade de género das pessoas em questão. As três juízas de orientação liberal do Supremo expressaram a sua discordância em relação à decisão.

As regras para a emissão de passaportes foram alteradas pelo Departamento de Estado após uma ordem executiva emitida por Trump em Janeiro, que afirmava que os Estados Unidos apenas reconhecem dois sexos, masculino e feminino, baseando-se em certidões de nascimento e “classificação biológica”.

A actriz transgénero Hunter Schafer, por exemplo, denunciou em Fevereiro que o seu novo passaporte foi emitido com um marcador de género masculino, apesar de se identificar como mulher há anos, conforme reflectido na sua carta de condução e passaporte anterior.

Manica ganha fábrica de processamento de madeira

A governadora da província de Manica, Francisca Tomás, lançou a primeira pedra para a construção de uma fábrica de processamento de madeira e seus derivados, localizada no povoado de Mussunza, na localidade de Nhambonda, no distrito de Gondola.

Este projetco é da responsabilidade da empresa Global Shenglin Wood Industry CO, LTDA, de capitais chineses, que prevê um investimento aproximado de 10 milhões de dólares americanos.

A obra está programada para ser executada ao longo dos próximos dois anos, com a expectativa de diversificar a economia local, criar novas oportunidades de emprego para a juventude da província e contribuir para a balança de pagamentos do país.

A madeira processada na nova fábrica terá como principais mercados a China, a Índia, países do Médio Oriente, Europa e Estados Unidos da América.

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