Um petroleiro de pavilhão maltês foi alvo de uma abordagem pirata ao largo da costa da Somália, no mar Arábico. O ataque foi perpetrado por um grupo de indivíduos armados com metralhadoras e lança-granadas, conforme reportado por autoridades britânicas.
O alerta foi emitido pelo centro militar de operações da Marinha Mercante do Reino Unido, em conjunto com a empresa de segurança Ambrey. Ambas instâncias advertiram os navios que navegavam naquela área sobre a situação alarmante.
A embarcação afectada, denominada Hellas Afhrodite, realizava uma rota entre Sikka, na Índia, e Durban, na África do Sul. Fontes indicaram que se tratava, muito provavelmente, de piratas somalis que recentemente se apoderaram de um navio de pesca iraniano, utilizando esta embarcação para realizar as suas actividades criminosas.
Após o ataque, o navio alterou a sua rota e reduziu a velocidade. Contudo, nem o armador, nem o proprietário do petroleiro, assim como os responsáveis pela Operação Atlanta da Força Naval Europeia para a Somália, estiveram disponíveis para prestar esclarecimentos à agência noticiosa norte-americana Associated Press.
Os actos de pirataria na região somali atingiram o seu pico em 2011, contabilizando 237 ataques que resultaram em perdas estimadas em sete mil milhões de dólares para a economia global, incluindo cerca de 160 milhões de dólares em resgates, segundo o relatório do observatório Oceans Beyond Piracy. Nos últimos anos, a incidência de tentativas de abordagens a embarcações diminuiu, em grande parte devido ao aumento da presença de patrulhas internacionais e ao fortalecimento do governo central da Somália.
Contudo, no último ano, houve um ressurgir da pirataria, impulsionado pela instabilidade provocada pelos rebeldes Huthi no Iémen e pela recente guerra Israel-Hamas na Faixa de Gaza.
















