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Sábado, Julho 25, 2026
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Canadá declara grupo de extrema-direita Proud Boys como organização terrorista

O Canadá declarou ontem, o grupo Proud Boys, uma entidade terrorista, de forma a travar o crescimento da extrema-direita no país.

O ministro da segurança pública do Canadá, Bill Blair, classificou os Proud Boys como uma “ameaça significativa à segurança interna” do país. E incluiu o grupo numa lista onde estão presentes entidades terroristas como o DAESH e o ISIS.

O anúncio surge menos de um mês depois de alguns membros dos Proud Boys se juntarem à violenta invasão ao Capitólio, em Washington, nos Estados Unidos, após participarem num comício do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, na esperança de anular as eleições presidenciais. Cinco pessoas, incluindo um agenda da polícia do Capitólio, morreram naquele ataque.

Segundo o The Washington Post, “a designação como grupo terrorista acarreta consequências financeiras e jurídicas. A polícia pode apreender a propriedade do grupo ou dos membros; os bancos podem confiscar os ativos. Os membros do grupo podem ter ser proibidos de entrar no Canadá”.

ACLLN rende-se aos heróis

A Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN) enaltece o papel dos heróis nacionais na defesa da pátria e da integridade territorial, numa altura em que grupos armados aterrorizam e desestabilizam o funcionamento normal das instituições públicas e privadas na região norte de Cabo Delgado e nas províncias de Manica e Sofala, retardando o desenvolvimento harmonioso do país.

Fernando Faustino, secretário-geral da agremiação, fez o elogio por ocasião da passagem ontem (03) do Dia dos Heróis Nacionais, data que coincide com a celebração do 52º aniversário da morte de Eduardo Mondlane, fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e promotor da unidade nacional.

Nas suas declarações, Fernando Faustino disse que tal como ontem quando os combatentes lutavam pela libertação da pátria hoje continuam comprometidos com a defesa da mesma. Referiu que Moçambique é alvo de cobiça internacional devido à riqueza dos solos e subsolos. Tal facto origina acções terroristas semelhantes às que decorrem no norte de Cabo Delgado em que grupos sem rosto perseguem a população, pilham os seus bens atrasando o desenvolvimento da província e do país em geral. Cenário idêntico decorre na zona centro do país em que grupos armados aterrorizam a população.

Fernando Faustino explicou que mercê da clareza do Presidente da República e Presidente da ACLLN, Filipe Nyusi, os combatentes têm sabido assumir o seu papel nos mais diferenciados processos de desenvolvimento da pátria, sem vacilações.

“Com o Presidente Nyusi estamos e estaremos sempre na vanguarda da luta. Apoiamos os seus esforços com vista à devolução da paz o mais rapidamente possível para o norte de Cabo Delgado e apoiamos o diálogo que tem mantido visando a paz duradoura com a Renamo. Os que se situam à margem desse diálogo serão castigados pela história”, indicou o secretário-geral, numa mensagem clara e directa ao líder da junta militar da Renamo, Mariano Nhongo, que se recusa ao diálogo com o Governo.

A fonte salientou que sob a liderança de Filipe Nyusi, as Forças de Defesa e Segurança continuarão a perseguir tanto os terroristas no norte de Cabo Delgado como aos grupos de Nhongo no centro do país e todos os que forem encontrados nessa ilegalidade serão chamados a responder pelos seus actos.

Bolsonaro inclui projeto de armas e mineração em terras indígenas nas prioridades

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, entregou na quarta-feira ao Congresso uma lista de propostas legislativas consideradas prioritárias pelo Governo Federal, que inclui projetos de armas, mineração em terras indígenas e reformas estruturais.

A entrega do documento surgiu a propósito do abertura das atividades legislativas do Congresso, após a eleição, na segunda-feira, dos novos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, aliados de Bolsonaro.

A nível das reformas estruturais, a lista de Bolsonaro estabelece como prioritárias a reforma tributária – que tramita em separado nas duas Casas legislativas – e a reforma administrativa, assim como a aprovação das propostas de emenda à Constituição (PEC) da emergência fiscal e do pacto federativo.

Outro dos principais pontos é a privatização da estatal Eletrobras, a maior empresa de energia elétrica da América Latina, que enfrenta resistência no Congresso.

Naquele que foi o primeiro encontro oficial de Bolsonaro com Lira e Pacheco no comando das duas casas legislativas, o chefe de Estado colocou ainda como prioridade dois projetos que flexibilizam regras sobre a compra, porte e posse de armas de fogo, e a análise de um polémico projeto que regulamenta a mineração em terras indígenas, proposta essa vem sendo defendida publicamente pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, para conter as atividades de garimpo ilegal e, consequentemente, a desflorestação na Amazónia.

Entre as propostas indicadas pelo executivo está também a que regulamenta a educação domiciliar de crianças e adolescentes, denominado ‘homeschooling’ e o aumento de pena para abuso de menores e da transformação da pedofilia em crime hediondo.

A eleição dos dois candidatos apoiados pelo Governo para os cargos de presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado brasileiros, na passada segunda-feira, poderá beneficiar o executivo na votação de reformas estruturais e de outras prioridades de Bolsonaro, segundo disseram à Lusa analistas políticos.

Após o encontro com Lira e Pacheco, Jair Bolsonaro discursou na abertura das atividades legislativas do Congresso, onde pediu união entre Poderes.

“O actual cenário em que o Brasil se encontra exige de todas as autoridades públicas uma atuação ainda mais coordenada, integrada, harmoniosa e fulcrada no espírito público para, juntos, construirmos um Brasil mais próspero e mais justo para todos”, frisou o mandatário.

Já os novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado comprometeram-se em promover uma agenda “positiva” em ambas as casas parlamentares, para colaborar na busca da “necessária harmonia entre os poderes da Nação”.

Venda de camarão, incumprimento da norma pode tornar pescarias insustentáveis

O incumprimento da venda da pesca de camarão que iniciou a 1 de Novembro de 2020 e que vai até 31 de Março deste ano, em toda a costa moçambicana, poderá tornar a exploração deste recurso pesqueiro insustentável nos próximos tempos.

O sector de fiscalização do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas (MIMAIP) tem vindo a reportar, nos últimos dias, casos de apreensão de embarcações e produto pescado ilegalmente, assim como a destruição de material usado para o efeito, um pouco por todo o país.

Fonte do MIMAIP disse que estes actos têm ocorrido com maior incidência nas províncias de Gaza, Sofala, Zambézia e Cabo Delgado, onde também tem sido levadas a cabo campanhas de sensibilização para desencorajar a prática.

A título de exemplo, uma equipa de fiscalização realizou recentemente em Cabo Delgado uma actividade de rotina nos centros de pesca de Nacole e Ruela, nos quais foram aprendidas três embarcações, sendo duas a motor e uma à vela, assim como três redes mosquiteiras usadas na captura do marisco.

Também nesta província, no centro de pesca de Nloco foram inspeccionadas 14 artes usadas pelos pescadores, das quais, sete de emalhar de superfície, quatro de linha de mão e três de arrasto, estás últimas consideradas nocivas para a actividade, culminando com a sua apreensão e destruição.

Em Sofala, uma missão com o mesmo objectivo trabalhou nos centros de pesca da Praia Nova, Rio Maria e Régulo Luís. Neste locais foram inspeccionadas 10 redes de emalhar de superfície e cinco palangres, tendo sido constatada anormalidade no que diz respeito ao cumprimento da legislação pesqueira vigente no país.

Uma vez que durante este período fica interdita a aquisição, transporte, manipulação, processamento ou venda de novos lotes de camarão de superfície, foi interpelado, no bairro Icidua, cidade de Quelimane, um camião com 38 sacos de pescado diverso. O mesmo tinha como destino o distrito de Mocuba. Ainda em Quelimane, foram apreendidos cerca de 10 quilogramas de camarão no centro de pesca de Chipaca.

Em Gaza, técnicos dos Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE) do distrito de Chibuto apreenderam 13 redes mosquiteiras que eram usadas para pesca ao longo das margens do rio Limpopo, tendo sido incineradas para desencorajar o acto.

Chefes da diplomacia dos países da UA em reunião anual desde ontem

A Eleição dos novos comissários da União Africana (UA) será o ponto alto da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da organização, que decorre deste ontem (03), em antecipação à cimeira, marcada para o fim de semana.

A reunião anual do Conselho Executivo da organização irá juntar, este ano em ‘online’, os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Externas dos 55 Estados-membros da organização.

O encontro, que antecede a cimeira de chefes de Estado e de Governo do próximo fim de semana, decorre em sessões à porta fechada, durante as quais serão aprovados vários relatórios e documentos técnicos, que irão integrar a agenda da cimeira.

Este ano, além dos habituais dos balanços anuais sobre a actividade da UA e dos seus órgãos executivos, os chefes da diplomacia africanos irão analisar um relatório sobre a resposta da organização à pandemia de Covid-19 no continente.

O momento alto da reunião será, no entanto, a eleição para vários cargos nos órgãos executivos da organização, incluindo os seis novos comissários da UA, uma corrida na qual está a engenheira agrónoma angolana Josefa Leonel Correia Sacko.

A diplomata e actual comissária da UA para a Agricultura e Economia Rural, a única representante lusófona na lista de 25 candidatos pré-qualificados para cargos na Comissão, vai procurar a reeleição para a mesma pasta, que passará também a integrar a Economia Azul e o Ambiente.

De acordo com a lista final de candidatos pré-qualificados, a que a agência Lusa teve acesso, a candidata angolana é a mais bem avaliada entre os quatro candidatos a esta pasta, com uma pontuação de 81,65%.

Os adversários de Sacko na corrida são representantes da Gâmbia, Uganda e Marrocos.

Serão ainda escolhidos quatro juízes para o Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos, os seis membros do Comité Africano de Peritos sobre os Direitos e Bem-Estar da Criança, seis membros do Conselho Consultivo da União Africana sobre a Corrupção (AUABC) e o Presidente da Universidade Pan-Africana.

A nova Comissão da União Africana, a primeira a ser eleita após o processo de reforma iniciado em 2016 sob supervisão do Presidente ruandês, Paul Kagamé, terá menos comissários e será escolhida através de um novo sistema baseado no mérito.

A nova estrutura executiva da UA será composta por oito membros, incluindo um presidente, um vice-presidente e seis comissários, menos dois lugares do que na anterior comissão.

Para a presidência da comissão, o actual presidente e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Chade, Moussa Faki Mahamat, recandidata-se sem oposição, mas precisa de conseguir dois terços dos votos dos países para se manter no posto.

O presidente e o vice-presidente da Comissão serão escolhidos apenas na cimeira de chefes de Estado e de Governo, que este ano decorre sob o tema “Artes, Cultura e Património: Alavancas para a construção da África que queremos”.

A UA integra 55 países, incluindo a República Árabe Saharaui Democrática (RASD), e a sua presidência é ocupada rotativamente pelos países pelo período de um ano.

Nyusi garante protecção aos jovens que fugirem dos terroristas

Rendição foi a mensagem de força eleita por Filipe Nyusi para transmitir aos moçambicanos, no dia em que o país prestou homenagem aos heróis nacionais.

O Presidente da República garante que não haverá retaliação contra os jovens que decidirem desmembrar-se das fileiras do terrorismo em Cabo Delgado e dos ataques armados atribuídos à Junta Militara da Renamo em Manica e Sofala.

O país “parou” hoje para recordar os homens e mulheres que, inconformados com a opressão colonial, arriscaram suas vidas para conduzir a pátria à conquista da independência. Mas o feriado nacional coincide com a passagem dos 52 anos da morte de Eduardo Mondlane, considerado arquitecto da unidade nacional, vítima de uma bomba colocada num livro, a 3 de Fevereiro de 1969, em Dar-Es-Salaam, na Tanzânia, reza a história.

Discursando a partir da Praça dos Heróis na cidade de Maputo, o Chefe do Estado apontou os desafios que ameaçam as conquistas da Nação. “Entre os desafios com que nos debatemos na actualidade e que inspirados nos nossos heróis temos a convicção de os superar, destacamos o combate contra o terrorismo, a eliminação dos ataques armados da Junta Militar da Renamo, a resposta à COVID-19 e aos efeitos das mudanças climáticas”, introduziu o Chefe de Estado.

Sobre o terrorismo, o Presidente da República usou da ocasião para chamar à consciência “os nossos concidadãos, na maioria jovens, dos 14 aos 20 anos, recrutados pelos terroristas, a não hesitarem quanto ao seu retorno às suas famílias, como têm manifestado nos últimos tempos”, no sentido de se “juntar às suas comunidades”.

Mas o Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança sabe que os visados podem temer retaliações ao tomar essa decisão, pelo que deixou uma garantia: “as estruturas locais e as Forças de Defesa e Segurança tudo farão para vos receber em segurança e garantir o vosso enquadramento”.

Do norte ao centro do país, Filipe Nyusi começou por considerar os ataques protagonizados pela Junta Militar da Renamo “uma afronta ao desejo dos moçambicanos de viver em paz e harmonia”.

Também sobre este assunto apelou, mais uma vez, a Junta Militar para depor as armas e juntar-se ao processo do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) em curso, sobretudo, neste momento em que grande parte das pessoas que compõem o movimento “estão a ganhar a consciência de que a solução mais acertada é todos os irmãos da Renamo juntarem” ao processo.

O Governo assume a sua responsabilidade de, em conjunto “com a direcção da Renamo e com o apoio da comunidade internacional, continuar a “desarmar, desmobilizar e reintegrar, convenientemente, os ex-guerrilheiros da Renamo”, conforme o acordo alcançado por via do diálogo.

Venezuela recebe 22 toneladas de ajuda humanitária da Cruz Vermelha

A Venezuela recebeu na quarta-feira um novo carregamento de ajuda humanitária da Cruz Vermelha, o primeiro de 2021, com 22 toneladas de material médico, para dar resposta à pandemia de covid-19 no país.

Em comunicado, a Cruz Vermelha Venezuelana (CVV) explicou que a ajuda humanitária inclui máquinas de ultrassom, óculos de proteção, ‘kits’ de limpeza hospitalar, dispensadores de gel antibacteriano, termómetros, leitores de dados de temperatura e sacos de lixo biológico.

Segundo o presidente da CVV, com este carregamento de material sanitário será possível “ampliar as operações na rede de hospitais e ambulatórios da Cruz Vermelha no país e garantir a segurança do pessoal sanitário e dos voluntários” que combatem a doença.

A nova ajuda destina-se a reforçar oito hospitais e 24 hospitais ou centros de saúde da Cruz Vermelha na Venezuela e a atender comunidades mais vulneráveis, através de jornadas de saúde gratuitas.

Segundo a CVV, a Venezuela recebeu, em 2020, 1.855 toneladas de ajuda humanitária internacional, através da Cruz Vermelha, que permitiram dar atenção local a 1,5 milhões de pessoas, em áreas como a saúde, higiene, migração e inclusão.

Desde o início da pandemia, a Venezuela contabilizou 127.752 casos de doentes com o novo coronavírus e 1.202 mortes provocadas pela doença.

O país está em quarentena preventiva desde março de 2020, aplicando atualmente um sistema conhecido localmente como “7+7”, que consiste em sete dias de estrito confinamento, seguidos por sete dias de flexibilização.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.253.813 mortos resultantes de mais de 103,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Famílias situadas em Machaze já recebem assistência

A localidade de Mazvissanga, no posto administrativo de Save, em Machaze, continua isolada de todo o resto da província de Manica, desde que os rios Save e Búzi transbordaram em consequência do ciclone “Eloise” e cortaram o acesso via rodoviária. Das mais de 1.618 famílias sitiadas, apenas 130 já receberam assistência alimentar composta por cereais e leguminosas.

Neste momento, em Mazvissanga há mais de nove mil pessoas sitiadas e que necessitam de todo tipo de apoio, com maior destaque para produtos de primeira necessidade. O número corresponde a 1.618 famílias, de acordo com as autoridades.

Foi escalada a zona que fica a cerca de 500 quilómetros da cidade de Chimoio. Da capital provincial de Manica até a sede do distrito de Machaze, Chitobe, faz-se uma viagem de 300 quilómetros, através de viaturas com tracção às quatro rodas.

De Chitobe à Mazvissanga são cerca de 200 quilómetros. Todas as vias de acesso estão intransitáveis desde que o ciclone “Eloise” fustigou as províncias de Manica, Sofala, Zambézia e Inhambane. A nossa chegada à zona foi possível recorrendo a um helicóptero do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), que sobrevoava para deixar bens alimentícios às famílias.

“Falta tudo aqui. Não temos farinha, arroz, óleo, sal e açúcar”, contou Felisberto Manuel, ao “O País”. Encontrámo-lo sentado debaixo de um embondeiro, mas com os olhos fixos no helicóptero, uma vez que sabia que o meio aéreo transportava bens alimentares para atenuar a miséria da população.

“Na verdade, aqui começou a chover desde finais de Dezembro do ano passado. Depois veio o ciclone “Eloise” que aumentou o problema, cortando as vias de acesso, o que não permite a entrada de camiões transportando mercadoria”, disse Lázaro Manuel, outra vítima da força da natureza.

À altura da entrevista, Lázaro estava na fila para receber o seu kit básico de produtos alimentícios, para os 10 membros da sua família.

Menos da metade das vítimas já tiveram apoio

Das mais de 1.618 famílias sitiadas, apenas 130 já receberam assistência alimentar composta por cereais e leguminosas, segundo Deolinda Chitsumba, substituta da administradora de Machaze.

“Em termos de quantidades, cada família está a receber 25 quilogramas de arroz, 5 quilogramas de feijão, 1 litro de óleo e 1 quilograma de açúcar. Isso é suficiente para alimentar cada família por duas semanas”, disse Deolinda Chitsumba, acrescentando que o óleo alimentar e o açúcar apenas estão a ser distribuídos às famílias com membros que sofrem de desnutrição.

O delegado do INGD em Manica, Alexandre Augusto, avançou que serão distribuídas 10 toneladas de produtos alimentares, o que no seu entender está a decorrer de forma normal, uma vez que as chuvas já abrandaram. Assim, há condições para realizar pelo menos três voos diários, cada 400 a 600 quilogramas de carga.

Neste momento, a instituição do Estado está a encetar contactos com o Programa Mundial da Alimentação (PMA) para prover mais alimentos aos necessitados, segundo Alexandre Augusto.

“Eloise” gera especulação de preços e prejudica madeireiros

A intransitabilidade das vias de acesso provocou a escassez de produtos, sobretudo de primeira necessidade em Machaze. A situação pode também estar a contribuir para a especulação de preços por parte de um pequeno grupo de comerciantes que tinha mercadoria reservada.

A nossa reportagem constatou, por exemplo, que o quilo de farinha de milho, que antes era comercializado a 50 meticais, passou para 65 meticais. Dez quilos de arroz passaram de 1.050 para 1.500 meticais. O preço do óleo alimentar subiu de 400 para 600 meticais o galão de 5 litros.

Razão Armando, um dos dois comerciantes que ainda tem farinha de milho, pese embora em poucas quantidades, revelou que caso não haja intervenção nas vias de acesso, a situação poderá ser dramática nos próximos tempos, em Mazvissanga. É que o ciclone “Eloise” arrasou toda a produção dos camponeses.

Outrossim, Machaze é um dos distritos com peso na arrecadação de receitas para os cofres de Estado na província de Manica, através do licenciamento de madeireiros. Mas neste sector as metas para este ano podem estar comprometidas.

Só para se ter uma ideia, desde Dezembro do ano passado, os operadores madeireiros estão de mãos atadas, uma vez que as condições das vias de acesso em Machaze não permitem que camiões façam o manuseamento de carga no distrito.

Há venda e consumo de álcool no barco KaNyaka

A venda e o consumo de bebidas alcoólicas no barco de transporte de passageiros, que liga Maputo e KaNyaka,  deixa passageiros inseguros por constituir uma violação das  medidas de prevenção da Covid-19.

Alegam que no barco não há observância das medidas de prevenção da contaminação e propagação do novo coronavírus, numa altura em que os números de  infecções  e de mortes  aumentam diariamente.

Constatou-se, no sábado (30), que uma vez observada a lavagem das mãos e a medição da temperatura na ponte-cais em Maputo, os passageiros relaxam quando estão na embarcação.

Na viagem do “KaNyaka”, que dura cerca de duas horas, há passageiros que descartam as máscaras e não há intervenção da tripulação para manter a ordem. Só voltam a usar a protecção sob obrigação da Polícia que se encontra posicionada na Inhaca.

A situação repete-se em quase todas as viagens, incluindo da Inhaca para Maputo, no regresso.

Durante a viagem, alguns passageiros, maioritariamente jovens, consomem álcool no meio de tantas pessoas.

A. Cossa, residente em Marracuene, província de Maputo, disse que é uma injustiça  proibir a venda e consumo de bebidas nas barracas, quando no barco o negócio corre normalmente, com riscos de propagação da Covid-19.

Cidadãos ouvidos defendem uma intervenção urgente das autoridades, para impor a ordem, e a viagem de e para a Inhaca não se transforme em foco de transmissão e propagação da Covid-19.

Rosália Anália, Delegação Marítima de KaNyaka, disse que se tem esforçado em sensibilizar os passageiros e tripulação para garantir o cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19.

Referiu que caso a situação continue, vai ordenar a suspensão da tripulação, porque ela é responsável pelo barco e pela viagem.

Roubo de material ferroviário pode levar ao descarrilamento de comboios no centro do país

As acções da Polícia da República de Moçambique (PRM), em colaboração com as lideranças comunitárias, não estão a ser suficientes para travar a onda de roubo de materiais ferroviários de fixação nas linhas férreas de Sena, que liga Beira à vila carbonífera de Moatize; e a linha de Machipanda, que liga Beira ao vizinho Zimbabwe.

Em Janeiro passado, o roubo de materiais ferroviários foi acima de 3.500 unidades, entre chumbadores, chapins e pandrois. O último roubo foi protagonizado na linha de Machipanda, no distrito de Dondo, em Sofala, na passada segunda-feira, supostamente por um indivíduo ora detido.

O acusado foi surpreendido pela Polícia na posse de materiais que pretendia vender para um vizinho, também detido. Este último, que a corporação considera autor moral do crime, confessou o seu envolvimento no crime e explicou que pagava quatro meticais por cada quilo.

Os materiais roubados em diferentes pontos das linhas férreas na região centro do país têm sido vendidos a ferro-velho e empresas de fundição.

Algumas entidades já foram levadas à barra do tribunal, indiciadas de comprar material ferroviário roubado, mas continuam a operar normalmente. O facto levou o director Ferroviário dos Caminhos de Ferro de Moçambique, Boaventura Mahave, na zona centro, a sugerir medidas duras contra os indivíduos acusados de roubo, uma vez que, no seu entender, põem em risco a vida centenas de pessoas, caso haja um descarrilamento de locomotiva.

“Não basta a Polícia e os Caminhos-de-Ferro de Moçambique neutralizar pessoas de má conduta, tal como aconteceu na passada segunda-feira. Temos que tomar acções mais fortes para pôr fim a estas ondas de roubo, nem que as empresas de fundição e as de sucata, envolvidas nestes roubos, fossem enceradas”, afirmou Boaventura Mahave.

Para evitar acidentes ferroviários, técnicos dos CFM-centro fazem vistorias diárias nas duas linhas.

 

Detidas 105 pessoas em operação internacional por fraude a bancos dos EUA

Pelo menos 105 pessoas foram detidas em vários países, incluindo no espaço da União Europeia, por suspeitas de pertencerem a uma rede organizada que roubou mais de 12 milhões de euros a instituições bancárias norte-americanas, divulgou a Europol.

A Agência da União Europeia (UE) para a Cooperação Policial (Europol) precisou que a rede de crime organizado desmantelada, especializada em fraude e branqueamento de capitais, era integrada principalmente por cidadãos gregos.

De acordo com a Europol, a estratégia adotada pela organização criminosa consistia na criação de empresas de fachada nos Estados Unidos e na abertura de contas bancárias em instituições norte-americanas.

Numa primeira fase, a rede transferia fundos de países europeus para ganhar a confiança dos bancos norte-americanos, entidades estas que emitiam cartões de débito e de crédito vinculados às contas bancárias.

Posteriormente, os suspeitos envolvidos no golpe, a maioria a operar a partir de Espanha, utilizava os montantes disponíveis nesses cartões.

Para branquear os fundos obtidos ilicitamente, os valores eram transferidos para diferentes contas bancárias abertas pela rede criminosa em vários países da UE.

O estratagema lesou 50 entidades financeiras e bancárias norte-americanas, tendo gerando um prejuízo superior a 12 milhões de euros.

A operação policial internacional, liderada pela Polícia Nacional de Espanha e pelos serviços secretos norte-americanos, levou à emissão, desde o início de outubro do ano passado, de 19 mandados de detenção europeus e à detenção de 105 suspeitos em vários países, nomeadamente em Espanha (23 detenções), Grécia (11), Áustria (dois) e Reino Unido (um).

Durante a operação internacional, coordenada pela Europol a partir de Haia, Holanda (sede da agência), foram realizadas 88 buscas domiciliárias e foram apreendidos 406 mil euros em dinheiro e 14 veículos de alta cilindragem.

Ainda no âmbito desta operação, 87 contas bancárias num valor superior a 1,3 milhões de euros foram congeladas.

A operação contou ainda com a cooperação dos serviços de polícia da Áustria, Dinamarca e da Grécia e com o apoio do Departamento de Justiça norte-americano e da Rede de Investigação de Crimes Financeiros dos Estados Unidos (FinCEN), agência tutelada pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

Plano “o silenciar das armas até 2020” vai fracassar na União Africana

A União Africana reconhece fracasso no plano em referência, que tinha sido traçado para o silenciar das armas no continente até 2020. Moussa Faki, presidente da Comissão da União Africana, pede mais esforços para que haja o fim dos conflitos armados que mancham a África.

Em 2013, a União Africana adoptou um plano que visava o silenciar das armas até 2020. Oito anos depois, a organização reconhece que o plano falhou devido à violência armada que ainda prevalece em vários países do continente, tal é o caso de Moçambique, onde terroristas protagonizam ataques em Cabo Delgado, desde Outubro de 2017. Há ainda os ataques armados atribuídos à Junta Militar da Renamo, em Manica e Sofala.

Diante desta realidade, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki, afirma: “O ano transacto foi dedicado ao silenciar das armas em África. Mas, olhando para o ponto de situação agora, percorremos apenas meia distância”.

Moussa Faki, que falava durante a 38ª reunião do Conselho Executivo da União Africana, justificou a posição dizendo que no continente africano “ainda existem conflitos pós-eleitorais, situações de ataques de grupos armados e persistem casos de violação de direitos humanos”.

Para o dirigente, “os Estados-membros que são apoiados pela União Africana devem melhorar as suas acções” no que diz respeito “ao que enferma os seus países”.

Na reunião virtual do Conselho Executivo da União Africana, Moçambique está representado pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.

No encontro que que iniciou ontem e termina hoje, o Conselho Executivo da União Africana reconheceu ser necessária a contínua mobilização de vacinas contra a COVID-19 para o continente, uma vez que os casos da doença continuam a subir.

Mambinhas empatam com Costa do Sol no penúltimo teste antes do CAN

A seleção moçambicana de futebol de sub-20 empatou, na quarta-feira, com o Costa do Sol a um golo naquele que foi o quinto e penúltimo teste enquadrado na preparação para o Campeonato Africano das Nações, que decorrerá na Mauritânia de 14 de Fevereiro a 5 de Março.

O único golo dos Mambinhas foi apontado por Cipriano, aos 47 minutos.  Os canarinhos, orientados pelo técnico português Horácio Gonçalves, empataram por intermédio de Raymond (63′).

Foi o primeiro jogo de preparação que os comandados de Dário Monteiro realizaram à noite, uma forma de se habituarem a jogar com a luz artificial, já que no CAN realizarão pelo menos dois jogos à noite.

Foi também o primeiro empate da equipa moçambicana. Nas partidas anteriores venceu o Matchedje de Maputo (2-1), e perdeu diante da União Desportiva do Songo (2-1), Seleção provincial de Nampula (3-1) e Black Bulls de Hélder Duarte (2-1).

Ainda sobre o empate com o Costa do Sol, Dário Monteiro mostrou-se agradado com o resultado frente ao campeão moçambicano, sobretudo pela evolução do coletivo durante toda a campanha de preparação, na qual o grupo ganhou competitividade realizando jogos com equipas de gabarito do futebol moçambicano.

Os Mambinhas farão um último jogo na sexta-feira diante do Estrela Vermelha de Maputo, da 2.ª Divisão.

No CAN, Moçambique estará envolvido no grupo A juntamente com a anfitriã Mauritânia, Camarões e Uganda.

Dom Cláudio Dalla Zuanna quer jovens que lutem pelo bem-estar do país

O arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, exortou,  ontem (3), os jovens a saberem diferenciar os interesses colectivos dos individuais, para melhor contribuírem, com acções concretas, no robustecimento social e económico do país.

Dom Cláudio Dalla Zuanna falava na Praça dos Heróis Moçambicanos, na cidade da Beira, onde participou nas cerimónias alusivas aos cidadãos que lutaram pela libertação da pátria.

Para o arcebispo, em cada 3 de Fevereiro, todos os moçambicanos deviam reflectir, profundamente, em torno dos actos dos jovens que em 1969 souberam pôr os interesses do país acima dos seus interesses pessoais e das suas próprias vidas.

A efeméride serve para “honrar esses heróis e para nos inspirarmos nos seus ideais. O objectivo da nossa vida não é satisfazer os nossos interesses pessoais, como se fossemos as únicas pessoas a viver nesta Nação. Temos que encontrar caminhos para contribuir na construção de um país mais justo e solidário”, apelou Dom Cláudio Dalla Zuanna.

Dalla Zuanna entende que a realização de sonhos individuais depende do bem-estar da Nação e para tal “é fundamental que os jovens se inspirem nos exemplos dos que hoje são considerados heróis nacionais”.

“Os jovens que têm grandes sonhos, que coloquem como prioridade nos seus sonhos a necessidade de todos estarmos bem e crescermos juntos como uma Nação. Temos que continuamente nos inspirarmos nos heróis nacionais. Não só aqueles cujos nomes e rostos conhecemos, mas nos tantos moçambicanos que deram as suas vidas no campo de batalha, na área agrícola, na saúde e na educação para o bem-estar do país”, afirmou o arcebispo.

Mario Draghi aceita formar Governo de emergência em Itália

O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi aceitou na quarta-feira a missão de formar um Governo de “emergência” em Itália, após o fracasso das negociações políticas para reeditar o executivo de Giuseppe Conte.

“É um momento difícil. O Presidente recordou a dramática crise sanitária e os seus graves efeitos na vida das pessoas, na economia e na sociedade. A emergência requer soluções à altura. Respondo positivamente ao chamamento do Presidente”, disse Draghi após uma reunião com o chefe de Estado, Sergio Mattarella.

Draghi admitiu que será um desafio “vencer a pandemia, continuar a campanha de vacinação e relançar o país, mas mostrou-se “confiante de que a união emergira das discussões com os partidos políticos e os grupos parlamentares”.

Mattarella pediu na terça-feira a Draghi para formar Governo para enfrentar imediatamente a crise económica e sanitária causada pela pandemia de covid-19 e também como alternativa às eleições antecipadas.

Pediu também ao Parlamento para aprovar o Governo de emergência face ao fracasso das negociações entre as forças da antiga coligação para a formação de um novo executivo.

“Apelo às forças políticas do país para que deem vida a um Governo que não se identifique” com qualquer partido e que tenha “um alto perfil” para “enfrentar a atual emergência”, disse Mattarella, ao referir-se à crise sanitária, económica e social que o país atravessa.

Na intervenção, o Presidente italiano admitiu que outra opção possível seria a convocação de eleições antecipadas, mas justificou a decisão de não o fazer porque acarretaria a falta de um Governo em pleno funcionamento durante meses cruciais na luta contra a pandemia.

O pedido de Matterella surgiu depois de o presidente da Câmara dos Deputados de Itália, Roberto Fico, lhe ter comunicado o fracasso da sua mediação para se formar um novo Governo, após a crise política aberta por Matteo Renzi, líder do partido Itália Viva (IV).

“Não se registou qualquer unanimidade nem disponibilidade para dar vida a uma maioria” entre os partidos da coligação, disse Fico à saída de um encontro com Mattarella, a quem comunicou a falta de consenso entre os partidos políticos da antiga coligação governamental liderada pelo então primeiro-ministro, Giuseppe Conte.

A saída da Renzi da coligação governamental desencadeou a crise política, agravada depois pela posterior demissão do primeiro-ministro italiano, há uma semana.

A 13 deste mês, Renzi concretizou as ameaças e anunciou a saída da IV da coligação, tendo anunciado também a demissão do Governo de duas ministras e do subsecretário de Estado pertencentes ao partido.

Cinco dias depois, Conte superou um voto de confiança na Câmara dos Deputados com uma maioria absoluta, mas permaneceu com uma maioria simples no Senado, apesar do apoio dos parlamentares do Grupo Misto, cenário em que a governação se tornou muito complicada.

Renzi defendeu sempre que os motivos que provocaram a rutura foram a baixa ambição do Plano de Recuperação, com o qual serão distribuídos os fundos europeus para o alívio da pandemia, entre outras razões, voltando hoje ao mesmo argumento.

“Pedimos um salto de qualidade na gestão da coisa pública. Isso significa apostar em projetos que aumentem os empregos […], que melhorem a gestão de vacinas […] e que tenham uma visão para 30 anos, não para 30 minutos”, referiu então.

Terceira economia da zona euro e o primeiro país europeu a ser atingido duramente pela epidemia, Itália enfrenta a sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

A crise governamental poderá ainda dificultar a aprovação de um novo plano de ajudas públicas de vários milhares de milhões de euros para apoiar os setores mais afetados pelos confinamentos para travar a progressão do novo coronavírus.

Governo da Zambézia preocupado com incumprimento do uso da máscara

O governador da Zambézia, Pio Matos, mostrou-se preocupado com incumprimento das medidas impostas no contexto da Situação de Calamidade Pública para conter a propagação do novo Coronavírus. A secretária de Estado defendeu o envolvimento de todos no combate da pandemia.

Nos mercados da cidade de Quelimane é notório o incumprimento do distanciamento entre as pessoas durante a compra de produtos. Outros citadinos fazem-se à via pública sem máscaras de protecção do nariz e da boca contra o novo Coronavírus.

Sobre o facto, os timoneiros da Zambézia reagiram, esta quarta-feira, na Praça dos Heróis em Quelimane, onde houve deposição de flores por ocasião do 03 de Fevereiro, Dia dos Heróis Moçambicanos. O governador da Zambézia reiterou a necessidade de haver responsabilidade para evitar a infecção de mais pessoas pela pandemia da COVID-19.

“Felizmente não temos muitas mortes” devido à COVID-19 na província, “mas lamentavelmente a contaminação continua a subir”, considerou o dirigente.

“Temos que reconhecer que a subida de casos da pandemia na nossa província é por causa do nosso desleixo. Temos que mudar de atitude, temos que ser compreensivos. Nos mercados, nos locais de aglomeração, nos transportes públicos e mesmo nos nossos afazeres do dia-a-dia, temos que mudar de atitude se queremos, de facto, preservar a nossa vida”, disse Pio Matos.

Já a secretária de Estado da Zambézia, Judith Mussácula, que orientou as cerimónias alusivas ao Dia dos Heróis Moçambicanos, referiu que no combate à pandemia da COVID-19 é fundamental o envolvimento de todos.

“Vamos todos continuar a apoiar a nossa população, continuar a difundir as recomendações” emanadas pelo Governo, afirmou Judith Mussácula.

Moçambique: COVID-19 infecta mais 1.173 pessoas e mata outras 12

Há registo de mais 12 óbitos provocados pelo novo Coronavírus no país, 1.173 infectados e 475 pessoas recuperadas da doença, segundo o balanço do Ministério da Saúde, divulgado na quarta-feira.

Dos pacientes que perderam a vida, dois são estrangeiros e 10 moçambicanos. As idades variam de 25 a 77 anos.

Alguns dos óbitos anunciados ocorreram no dia 29 do mês passado e outros nos dias 02 e 03 de Fevereiro corrente, o que eleva o total para 415.

Com as 1.173 pessoas infectadas, o país atingiu 41.433, dos quais 41.117 de transmissão local e 316 importados.

Relativamente aos 475 indivíduos que venceram a luta contra a COVID-19, o Ministério da Saúde disse que elas elevam o total para 25.485.

Em apenas 24 horas, 56 pessoas foram internadas por causa da COVID-19 e outras 16 tiveram alta hospitalar. Ao todo, 335 doentes continuam a receber cuidados médicos nos centros preparados para o tratamento da doença e em alguns hospitais.

Neste momento, Moçambique conta com 15.529 casos activos.

Liga confirma jogo à porta fechada frente ao Portimonense

A Liga de Clubes confirmou que o SC Braga vai cumprir o jogo de castigo à porta fechada na receção ao Portimonense, partida da 17.ª jornada que está agendada para a próxima quinta-feira (21 horas).

O SC Braga tinha sido castigado com um jogo à porta fechada e multado em quase 20 mil euros pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol por não ter cedido as imagens do sistema de videovigilância de vários jogos realizados no Estádio Municipal de Braga em 2019.

A SAD minhota, porém, prescindiu do prazo regulamentar que estabelece que o castigo só seria executado 15 dias após a pronúncia do mesmo, pelo que o jogo à porta fechada será cumprido diante do Portimonense, ainda que nesta altura o acesso de público aos estádios esteja interdito devido à pandemia da Covid-19.

Na semana passada o SC Braga confirmou que vai recorrer da punição para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) e que, caso lhes seja dada razão, avançara com um processo contra a Liga e FPF por danos e prejuízos de imagem.

França regista mais de 26 mil novos casos

Nas últimas 24 horas foram detetados 26.362 novos casos de ​​​​​​​covid-19 em França, elevando assim o total de casos confirmados desde o início da pandemia para 3.251.160, segundo divulgaram na quarta-feira as autoridades francesas.

Ainda desde terça-feira morreram 357 pessoas devido ao vírus e o total de óbitos é já de 77.595 em terras gaulesas.

As novas variantes do vírus “continuam a desenvolver-se” em França sem que isso tenha causado no país uma explosão de casos, mas fazendo oscilar o número de novos casos diários entre 20 mil no início desta semana e cerca de 26 mil casos esta quarta-feira.

“As variantes continuam a desenvolver-se e merecem toda a nossa atenção. Não há nem uma acalmia, nem uma explosão de casos”, disse esta quarta-feira o porta-voz do Governo, Gabriel Attal, após mais um Conselho de Defesa no Palácio do Eliseu.

Tal como o número de casos, também o número de internamentos continua a subir havendo atualmente 27.955 pessoas hospitalizadas e 3277 desses pacientes estão internados nos cuidados intensivos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.253.813 mortos resultantes de mais de 103,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Acidente de viação faz sete feridos em Maputo

Um acidente de viação ocorrido por volta das 21 horas de quarta-feira, na zona da Junta, cidade de Maputo, fez sete feridos, segundo contaram testemunhas. As vítimas foram encaminhadas, minutos depois, a um hospital localizado nas proximidades.

Segundo testemunhas, tudo aconteceu quando um autocarro da Empresa Municipal de Transportes Públicos da Matola (ETM), que seguia o trajecto cidade da Matola-Benfica, tentou ultrapassar uma viatura ligeira, numa rotunda localizada junto à estátua Filipe Samuel Magaia, tendo embatido nela e, de seguida, despistado e caído numa vala de drenagem ali existente.

A Polícia esteve no local e confirmou a existência de feridos, levados ao hospital, mas sem quantificar.

O condutor do autocarro em causa, que também contraiu ferimentos na cabeça e nos braços, explicou que problemas nos travões podem ter originado o acidente. Mas alguns passageiros contaram que o condutor estava a andar a alta velocidade, e por isso não conseguiu descrever a rotunda.

Até a hora que a nossa equipa saiu do local, os dois veículos continuavam imobilizados.

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