A venda e o consumo de bebidas alcoólicas no barco de transporte de passageiros, que liga Maputo e KaNyaka, deixa passageiros inseguros por constituir uma violação das medidas de prevenção da Covid-19.
Alegam que no barco não há observância das medidas de prevenção da contaminação e propagação do novo coronavírus, numa altura em que os números de infecções e de mortes aumentam diariamente.
Constatou-se, no sábado (30), que uma vez observada a lavagem das mãos e a medição da temperatura na ponte-cais em Maputo, os passageiros relaxam quando estão na embarcação.
Na viagem do “KaNyaka”, que dura cerca de duas horas, há passageiros que descartam as máscaras e não há intervenção da tripulação para manter a ordem. Só voltam a usar a protecção sob obrigação da Polícia que se encontra posicionada na Inhaca.
A situação repete-se em quase todas as viagens, incluindo da Inhaca para Maputo, no regresso.
Durante a viagem, alguns passageiros, maioritariamente jovens, consomem álcool no meio de tantas pessoas.
A. Cossa, residente em Marracuene, província de Maputo, disse que é uma injustiça proibir a venda e consumo de bebidas nas barracas, quando no barco o negócio corre normalmente, com riscos de propagação da Covid-19.
Cidadãos ouvidos defendem uma intervenção urgente das autoridades, para impor a ordem, e a viagem de e para a Inhaca não se transforme em foco de transmissão e propagação da Covid-19.
Rosália Anália, Delegação Marítima de KaNyaka, disse que se tem esforçado em sensibilizar os passageiros e tripulação para garantir o cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19.
Referiu que caso a situação continue, vai ordenar a suspensão da tripulação, porque ela é responsável pelo barco e pela viagem.













