O governo do Japão acaba de suspender o serviço da dívida pública de Moçambique de cerca de USD 1 milhão e quatrocentos mil.
Com esta decisão, o executivo moçambicano vai dispor de mais recursos para a implementação do Plano Quinquenal 2020/2024, a contenção do impacto negativo do terrorismo e do novo coronavírus, ente outras adversidades.
Um acordo nesse sentido foi assinado, na segunda-feira (05) em Maputo, pelo embaixador de Japão, Kimura Ajime e pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.
Na ocasião, Verónica Macamo agradeceu o gesto do governo japonês, sublinhando que o mesmo reflecte as excelentes relações de amizade e cooperação bilateral.
O serviço da dívida pública de Moçambique para com o Japão está orçado em cerca de um milhão e quatrocentos mil dólares.
Para além deste montante, o Japão concedeu assistência humanitária às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado e a Força de Protecção Marítima Lacustre e Fluvial no valor de cerca de seis milhões e quinhentos mil dólares.
Há algum tempo que circulam imagens e modelos 3D do próximo topo de gama da Huawei – o Huawei P50 – e, graças ao canal de Waqarn Khan no YouTube (via GizChina), temos direito a mais exemplares.
Os modelos 3D que pode ver na galeria acima foram baseados nas informações e rumores que têm circulado, com o destaque a ir para o grande módulo de câmara na face traseira. Tal como no modelo P50 Pro, este P50 tem uma câmara composta por dois grandes círculos, com dois sensores cada um.
A maior diferença entre o P50 e o P50 Pro parece estar mesmo no ecrã que, no caso do modelo standard, deverá ser plano.
Acredita-se que a série P50 da Huawei só deverá ser lançada oficialmente entre maio e junho.
O juiz brasileiro Noé Pacheco de Carvalho, da cidade de Floriano, interior do estado do Piauí, no Brasil, foi notícia em todo o país após ter tomado uma medida inusitada e ilegal.
Ele concedeu liberdade ao próprio filho, o estudante Lucas Manuel Soares Pacheco, detido pouco antes pela polícia local completamente embriagado depois de ter provocado um acidente, felizmente sem vítimas fatais.
O exame feito no local do acidente revelou que Lucas tinha uma concentração de 1,6 gramas de álcool por litro de sangue, teor muito acima do permitido, e o estudante foi levado para a esquadra, onde foi autuado.
Levado em seguida para o tribunal, para um juiz determinar se continuaria ou não detido, os polícias estranharam o alvoroço que se seguiu à chegada do rapaz ao tribunal, e logo descobriram a razão.
O juiz de plantão era ninguém menos do que o pai do detido, que, simplesmente, determinou a libertação imediata de Lucas, através de uma ordem onde ele mesmo escreveu saber que era ilegal, pois a lei brasileira não permite que um magistrado decida em casos que envolvem familiares até ao terceiro grau. Na ordem de libertação, o magistrado reconheceu a ilegalidade do seu gesto, mas alegou que o outro juiz que poderia substituí-lo está de férias e que o procedimento normal para casos assim, esperar que o Tribunal de Justiça do Piauí, localizado em Teresina, a capital do estado, a 240 km de Floriano, demoraria vários dias, pelo que optou por tomar ele mesmo a decisão, acrescentou, para não prejudicar o direito de defesa do detido.
Foi um constrangimento geral no tribunal e na cidade, mas o magistrado não se mostra arrependido e diz até que, se houver outra situação semelhante, agirá da mesma forma. Numa curta declaração à imprensa, o magistrado afirmou que, entre a lealdade à toga e à justiça e a lealdade à família, optará sempre pela defesa dos seus.
Pesquisadores sul-africanos descobriram a variante “mais transmissível” do novo coronavírus SARS-Cov-2 na primeira sequenciação genómica realizada com amostras recolhidas em Angola.
A variante foi descoberta no mês passado em três cidadãos tanzanianos, em Angola, disse o professor Túlio de Oliveira, que lidera a equipa de cientistas sul-africanos da Universidade do KwaZulu-Natal, especialistas em inovação e sequenciamento genómico, que realizou o estudo.
Angola contabiliza 22.579 casos de infecção do novo coronavírus e 540 mortes associadas à covid-19, segundo o centro de monitoria global da doença pandémica da Universidade John Hopkins.
“Quando comparada com outras variantes de preocupação (VOC, na sigla em inglês) e variantes de interesse (VOI, na sigla em inglês), esta é a mais divergente”, disse Túlio de Oliveira, salientando que a descoberta foi relatada como sendo “um novo VOI dada a constelação de mutações com significado biológico conhecido ou suspeito, especificamente resistência a anticorpos neutralizantes e transmissibilidade potencialmente aumentada”.
“Embora tenhamos detectado apenas três casos com esta variante, isto justifica uma investigação urgente, pois o país de origem, a Tanzânia, tem uma epidemia em grande parte não documentada e poucas medidas de saúde pública em vigor para prevenir a propagação dentro e fora do país”, explicou Túlio de Oliveira ao semanário sul-africano Sunday Tribune, que se publica em Durban.
Os cientistas sul-africanos da Plataforma de Inovação e Sequenciamento de Pesquisa KwaZulu-Natal (KRISP, na sigla em inglês), sublinharam que a nova variante “não foi ainda reportada em nenhum outro país”, nomeadamente na África do Sul.
“Não temos ideia se ainda é novo ou se foi a variante dominante na Tanzânia, e é por isso que pedimos atenção urgente, pois realmente precisamos ter uma melhor compreensão do vírus e da epidemiologia na Tanzânia”, referiu por seu lado Richard Lessells, investigador do KRISP, especialista em doença infecciosas.
“Recebemos amostras adicionais de Angola e estamos actualmente a gerar e a analisar dados”, adiantou.
O estudo realizado pelos cientistas sul-africanos contou com a participação de várias entidades, nomeadamente o Ministério da Saúde de Angola e África CDC.
A Tanzânia rejeitou receber cerca de 600 deslocados moçambicanos, sobreviventes do ataque jihadista a Palma, em 24 de Março, denunciou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
“Cerca de 600 moçambicanos à procura de asilo foram repelidos da Tanzânia”, afirmou em comunicado o ACNUR, manifestando “preocupação” em relação à sorte destas pessoas “reenviadas à força” para o seu país. Ao final do dia, o governo não tinha ainda reagido a estas informações.
À 24 de Março, grupos armados atacaram Palma, cidade portuária com 75.000 habitantes, matando dezenas de civis, polícias e militares. O ataque sigilosamente preparado, lançado a apenas alguns quilómetros do mega-projecto de gás do grupo francês Total, na península de Afungi, foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI).
O exército moçambicano retomou na segunda-feira (05), o controlo — pelo menos parcial — da cidade, segundo as autoridades moçambicanas. Cerca de 10.000 pessoas foram deslocadas pelo ataque, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM). Perto de 23.000 pessoas encontram-se atualmente na região de Afungi, sob proteção militar, segundo a OIM.
As autoridades acreditam, no entanto, na presença de rebeldes infiltrados entre os deslocados. Muitos habitantes encontraram refúgio no mato, sem acesso a comida ou água, fugindo para distritos mais a sul, agora sob controlo do exército, ou mais a norte, junto à fronteira tanzaniana.
Conductores da cidade da Beira viveram na manhã de ontem (05) um enorme congestionamento no tráfego automóvel, devido a um camião-cisterna que tombou durante a madrugada nas proximidades dos semáforos da Munhava.
A viatura circulava no sentido bairro do Vaz-Porto da Beira, naquela rodovia o que obrigou a presença da Polícia para regular o trânsito.
O acidente resultou em avultados danos materiais e a remoção dos destroços do camião obrigou à intervenção de uma grua pesada o que resultou na paralisação, da circulação de viaturas por um longo período matinal e atrasos.
As autoridades policiais no local, consideram o excesso da velocidade como a causa do sinistro em virtude de o automobilista não ter conseguido dominar o entroncamento.
O condutor do camião, um cidadão zambiano, identificado como Jhofren William, alegou a fadiga e a deficiência mecânica como principais causas do sinistro, pois um dos pneus frontal estoirou provocando uma travagem brusca que resultou no seu capotamento.
Testemunhas oculares apontam que casos semelhantes são frequentes naquela zona de intenso tráfego sendo que o último episódio provocou a morte de cinco pessoas da mesma família quando um camião despistou-se e invadiu uma residência nas bermas da plataforma das faixas de rodagem.
Por isso, a autoridade reguladora do Código de Estradas apela aos automobilistas no sentido de observarem rigorosamente a condução defensiva para evitar danos humanos e materiais.
Vendedores informais que operam nos passeios e bermas da Avenida de Moçambique, na cidade de Maputo, foram ontem (05) impedidos de vender, após uma incursão da Polícia Municipal, principalmente nas paragens de transportes públicos de passageiros.
A medida desencadeada pelas autoridades visa fazer cumprir a postura municipal e desencorajar a prática de venda informal em locais impróprios.
A acção iniciou nas primeiras horas da manhã e surpreendeu centenas de vendedores que se fizeram ao local, como de costume, para desenvolverem os seus negócios, nas paragens de semi-colectivos de passageiros.
O facto gerou indignação dos visados e pedem integração nos mercados municipais.
Segundo Mateus Cuna, porta-voz da Polícia Municipal da Cidade de Maputo, a retirada dos vendedores iniciou no entroncamento entre a Av. de Moçambique e de Namaacha abrangendo o Terminal Rodoviário da Junta até ao bairro do Jardim.
A fonte explicou que a proibição da venda informal nesta via vai decorrer de forma faseada e paulatinamente será estendida a outros pontos.
“Nos últimos meses a via está a ser atentada pela proliferação de carinhas de tracção animal, vulgos “txova”, usadas sobretudo na venda de frutas, o que embaraça o tráfego rodoviário e aumenta o risco de ocorrência de acidentes de viação. Antes que o fenómeno atinja proporções alarmantes foi tomada a decisão de contê-lo”, sublinhou.
Assegurou que os informais serão reintegrados nos mercados, num processo de devolução de estética urbana na cidade de Maputo.
A abertura de igrejas e templos no domingo de Páscoa, no Brasil, autorizada por um juiz do Supremo Tribunal Federal, tornou-se tema de acesa discussão no país, por acontecer na pior fase da pandemia da covid-19.
Numa altura em que o número de mortes provocadas pelo novo coronavírus ultrapassou as 330.000, as igrejas e templos abriram hoje em todo o país para celebrar cultos e missas, depois do aval de Kassio Nunes Marques, um dos 11 magistrados do Supremo, que considerou o seu encerramento contrário ao direito de liberdade religiosa.
As celebrações religiosas tinham sido proibidas por alguns dos governadores e prefeitos brasileiros, no âmbito de uma série de restrições impostas para conterem a propagação de uma doença que continua fora de controlo no país.
O Brasil ultrapassou sábado os 330.000 mortos por covid-19 e aproxima-se dos 13 milhões de casos, depois de registar vários recordes de infeções e óbitos nas últimas semanas.
Kassio Marques, que foi indicado para o Supremo pelo Presidente Jair Bolsonaro, considerou que a atividade religiosa é um serviço “essencial” em “momentos tão difíceis” como o que o país atravessa.
Considerou ainda que a Semana Santa “representa um momento de singular importância para a celebração das crenças” num país em que 80% da população é cristã, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Contudo, a decisão foi contestada publicamente pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, o qual advertiu que iria manter a proibição de cultos e missas presenciais na capital do Estado de Minas Gerais.
“Em Belo Horizonte acompanhamos o pleno do Supremo Tribunal Federal. O que vale é o decreto do prefeito. Estão proibidos os cultos e missas presenciais”, declarou Kalil, sábado à noite, na sua conta no Twitter.
Hoje, Nunes notificou o prefeito de Belo Horizonte para cumprir “com a máxima urgência” a decisão judicial, a qual limita a 25% a ocupação dos espaços religiosos e exige o uso de máscara no seu interior.
A determinação do juiz, que deverá ser analisada pelo plenário do Supremo, contradiz a decisão que ratificou a autonomia dos governadores e prefeitos na adoção de medidas para travar a propagação do vírus.
A Frente Nacional de Prefeitos instou o presidente do tribunal, Luís Fux, a pronunciar-se sobre a decisão de Nunes e sobre qual a norma que deve ser seguida.
“[Seguimos] a decisão do plenário (do Supremo) que determinou que os municípios têm a prerrogativa de estabelecer a abertura ou encerramento das atividades nos seus territórios ou essa cautelar?”, questionou o presidente da Frente, Jonas Donizette.
A maioria dos Estados e municípios do Brasil impôs medidas para conter a propagação do vírus, entre os quais São Paulo e Rio de Janeiro, que determinaram o encerramento de todos os serviços não essenciais e o adiamento de uma série de celebrações para restringir a circulação de pessoas.
Essas medidas foram duramente criticadas por Bolsonaro, que instou a população a regressar à normalidade e a manter em funcionamento a economia do país, apesar da evolução da doença.
Doze (12) escolas primárias completas da cidade da Beira vão receber tendas para salas de aulas, para em virtude de as convencionais ainda se encontrarem em processo de reabilitação.
Segundo o director distrital da Educação da Beira, Nacer de Sousa, a montagem das tendas já iniciou nas Escolas 1° de Maio e 1 de Junho sendo que para benefício desta última estão a ser colocadas no recinto do Pavilhão dos Desportos desta urbe, no bairro da Ponta-Gêa.
Para o caso da EPC Mulheres Macombe, decorrem negociações para a sua montagem no campo de futebol anexo àquele estabelecimento de ensino.
Entretanto, sobre a Escola Secundária e Pré-Universitária Samora Machel, onde apenas estão em curso as aulas das classes com exames, nomeadamente 10ª e 12ª classes, Nacer de Sousa recordou que uma parte das salas também está em obras.
Revelou, no entanto, que ao longo da presente semana serão montadas tendas no campo de futebol da instituição de modo que os alunos de classes sem exames possam igualmente retomar as aulas.
Enquanto isso, o sector está em negociações com a empresa Caminhos de Ferros de Moçambique (CFM) no sentido de ceder as 32 salas da Escola Ferroviária.
As autoridades judiciais procuram identificar um espaço amplo que possa acolher, ainda este ano, o julgamento dos 20 co-réus do caso das dívidas não declaradas.
Uma vez pronunciados de autoria moral e material de 93 crimes e com a confirmação do Tribunal Supremo (TS), o único entrave neste momento para o início do julgamento prende-se com a falta de uma sala de audiência espaçosa, capaz de acolher este número de réus, os advogados, testemunhas e declarantes.
Os co-réus respondem por crimes que vão desde associação para delinquir; peculato; chantagem; falsificação de outros documentos; uso de documento falso; posse de armas proibidas; branqueamento de capitais, tráfico de influências; abuso de cargo ou função e violação de regras de gestão.
Bruno Tandane Langa aparece neste processo com o maior número de crimes (17), seguido de Ndambi Guebuza, autor moral e material (13); Teófilo Nhangumele (12); António Carlos do Rosário (oito); Gregório Leão (seis); Ângela Buque Leão e Maria Inês Moiane, ambas com cinco; Manuel Renato Matussee Cipriano Mutota (quatro) e Fabião Salvador Mabunda (três).
Com dois crimes cada estão os co-réus Sidónio Sitoe, Khessaujee Pulchand, Simione Mahumane, Naimo Quimbine, Sérgio Namburete e Elias Moiane, quando com um estão os co-réus Crimildo Manjate, Mbanda Henning, Márcia Caifaz Namburete e Zulficar Ahmad.
O despacho de pronúncia agrava a responsabilidade criminal dos arguidos Bruno Tandane Langa, Teófilo Nhangumele, Armando Ndambi Guebuza, Cipriano Mutota, Gregório Leão, António Carlos do Rosário, Ângela Buque Leão, Fabião Mabunda, Sidónio Sitoe, Crimildo Manjate, Mbanda Henning, Khessaujee Pulchand, Maria Inês Moiane, Elias Moiane, Sérgio Namburete, Naimo Quimbine, Simione Mahumane e Zulficar Ahmad.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou o alargamento do recolher obrigatório a mais cinco cidades, devido ao aumento da taxa de positividade de Covid-19 e manteve as restrições em vigor desde o início do ano face à pandemia.
Filipe Nyusi anunciou a medida durante uma comunicação à nação, no fim do prazo mensal de balanço das restrições em vigor desde o início do ano contra o novo coronavírus.
Face ao aumento da taxa de positividade nas últimas semanas ao nível das províncias de Gaza, Sofala, Manica, Tete, Cabo Delgado e Niassa, o recolher obrigatório atualmente em vigor na área metropolitana do grande Maputo é estendido para todas as cidades capitais” daquelas províncias, afirmou o chefe de Estado moçambicano.
Nesse sentido, passam a estar sob recolher obrigatório as cidades de Manica, capital da província de Manica, cidade de Tete, capital de Tete, Xai-Xai, capital de Gaza, Pemba, capital de Cabo Delgado, e Lichinga, capital de Niassa. A medida vai entrar em vigor a partir das 00h00 do dia 6 deste mês, acrescentou.
Além de estender o recolher obrigatório às capitais das seis províncias, o Presidente moçambicano mantém essa medida para a região metropolitana de Maputo, que está sob esta restrição há 60 dias. Mas a decisão presidencial vem com uma novidade: o recolher obrigatório passa a vigor a partir das 22h00 e não 21h00, como acontecia na região metropolitana de Maputo.
Decidimos ajustar o horário do recolher obrigatório na região metropolitana do grande Maputo das 22h00 às 04h00, para facilitar que os trabalhadores dos estabelecimentos comerciais, de restauração, bem como estudantes do período pós-laboral do ensino superior possam ter acesso aos serviços de transporte coletivos de passageiros e efetuar as ligações para chegar as suas casas”, explicou o chefe de Estado moçambicano.
Além de estender a limitação na circulação de pessoas às seis cidades, Filipe Nyusi anunciou a manutenção das medidas em vigor desde o inicio do ano, justificando com a necessidade de “evitar que se repita a situação dramática que o país viveu nos meses de janeiro e fevereiro do corrente ano”.
Nesse sentido, mantém o horário no comércio entre 09h00 e as 19h00 de segunda a sábado e até às 16h00 no domingo — sendo que restaurantes devem encerrar até às 20h00 todos os dias. Os locais de culto, celebrações religiosas, conferências e reuniões continuam fechados e são interditos eventos sociais privados.
No desporto, continua suspenso o Moçambola e são proibidos jogos recreativos e de escalões amadores. São exigidas medidas para impedir aglomerações em locais de atendimento público, com responsabilização das chefias dos serviços, caso aconteçam. O uso de viseira não dispensa o uso de máscara, que já é de uso obrigatório no espaço público.
“Decorrente da implementação das medidas restritivas, temos observado uma redução do número de casos, internamento e óbitos. Esta redução tem sido progressiva, mas acontece a um ritmo lento”, destacou. Moçambique contabiliza 782 óbitos e 68.227 casos, dos quais 83% recuperados.
O Governo central e as secretarias provinciais já podem realizar reuniões virtuais com mais de 1.000 participantes, desde segunda-feira (05).
Para o efeito, o Ministério da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior lançou, um sistema de videoconferência do Governo, doado pela empresa chinesa Huawei, cujo objectivo é interligar as instituições do Executivo para a realização de reuniões virtuais, a nível central e provincial, reduzindo a mobilidade e o contacto físico entre os participantes.
São ao todo 26 conjuntos de equipamento, segundo o embaixador da República Popular da China, Wang Hejum.
“Os 26 conjuntos de equipamentos de videoconferência oferecidos pela Huawei ao Governo moçambicano vão permitir maior conexão entre os ministérios e até com o exterior, melhorando a eficiência do trabalho e administração governamental”, disse, o diplomata chinês.
Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, com o sistema é possível reunir, em simultâneo, mil pessoas, através de dispositivos pessoais, como computadores portáteis e dispositivos móveis. Ou seja, os dirigentes podem reunir-se sem estar nos locais onde foram instalados os sistemas, o que para o ministro possibilitará a realização de sessões de trabalho sem necessidade de deslocações e contribuirá para a redução de tempo, custos e outras implicações logísticas.
“Importa realçar que este sistema de videoconferência do Governo possui 36 pontos terminais para a participação em reuniões virtuais, localizados nos diferentes Ministérios, Secretarias de Estado de nível central, bem como nas Secretarias de Estado de nível provincial”, apontou Nivagara.
Por ser uma ferramenta que vai beneficiar todos os ministérios governamentais, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, que participou de forma virtual do lançamento, já prevê ganhos.
“O sistema de videoconferência do Governo chega em boa hora, ele vai reduzir o risco de contaminação no seio dos funcionários e agentes do estado, por outro lado, permitir uma maior produtividade no meio das instituições governamentais”, referiu Tiago.
Todos os ministérios e Secretarias de Estado já têm equipamento de videoconferência instalado e pronto a usar, a partir desta segunda-feira. Para além de reuniões em directo, o sistema permite efectuar gravações para utilização posterior.
Ainda durante o lançamento da plataforma, foram doados pela Huawei sistemas de medição de temperatura para o Serviço Nacional de Migração.
As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique garantiram no domingo à noite ter recuperado o controlo total de Palma, ocupada há quase duas semanas por militantes islâmicos.
Os primeiros relatos que chegam da localidade falam de corpos pelas ruas e edifícios incendiados e vandalizados, incluindo o hospital.
“Palma está completamente tomada. Hoje mesmo nós concluímos a clarificação da única área que ainda faltava clarificar [limpar]”, anunciou o porta-voz do Teatro Operacional Norte, Chongo Vidigal, referindo-se ao aeródromo, última bolsa de resistência dos radicais. O mesmo responsável adiantou que o próximo passo é criar condições para fazer regressar a população.
O ataque jihadista contra Palma, a 24 de Março, terá feito dezenas de mortos, mas só agora será possível ter uma verdadeira noção da barbárie dos jihadistas. Uma jornalista da Sky News que ontem visitou a cidade fala num cenário de destruição, com muitos corpos espalhados pelas ruas e vestígios de combates por todo o lado. O único hospital foi vandalizado e inúmeros edifícios, incluindo lojas, bancos e repartições públicas, foram incendiados. Foram ainda divulgados vídeos inéditos gravados a partir do ar durante os combates, que mostram veículos destruídos e o resgate de civis por helicópteros.
Foi inaugurada, ontem (05), uma unidade de processamento de banana com capacidade para embalar cerca de mil caixas por dia. O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que procedeu à inauguração do empreendimento, disse que a infra-estrutura do grupo Bananalândia vem responder às necessidades de um mercado de exportação exigente.
A viagem até chegar ao grupo Bananalândia dura, em média, uma hora saindo da cidade de Maputo. O trajecto alterna-se entre estrada de terra batida e asfaltada. À medida que nos aproximamos da empresa, o solo avermelhado “dá-nos boas-vidas”.
Nas margens, extensas terras de bananeiras vedadas por uma rede de protecção dão uma indicação clara. Está-se numa das maiores empresas produtoras de bananas, na província de Maputo.
O relógio devia indicar 09h15 quando uma comitiva chegou ao local. Era o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, que se aproximava a um local, onde lhe foi estendido um tapete vermelho e esticadas bandeirolas com dizeres: “bem-vindo” à Bananalândia.
Seguindo o protocolo, Celso Correia descerrou a lápide, cortou a fita e já estava inaugurada a unidade de processamento com capacidade para embalar cerca de mil caixas por dia, uma quantidade que, para o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, responde às exigências do mercado. O governante ainda deu algumas voltas pelo empreendimento e recebeu algumas explicações. Na hora do discurso, não tinha dúvida:
“Estamos perante o testemunho de uma unidade de processamento moderna que confere à empresa capacidades de explorar mercados exigentes de exportação, estando previstos cerca de mil caixas a mais às 50 mil toneladas, sendo que a ambição da empresa é chegar às três mil, o mais breve possível”, elogiou Celso Correia, ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
Para se chegar a esta inauguração, o grupo Bananalândia, que conta com um total de mil trabalhadores, fala de cerca de 20 anos de trabalho desenvolvido numa área de 900 hectares.
“Este investimento foi projectado, fazendo recurso aos recursos das técnicas mais avançadas na plantação de bananas como são o exemplo: os cabos de segurança dos bananais, os raios de transporte das caixas até ao empacotamento e o sistema de regra micro inject”, explicou Paulo Barceló do grupo Bananalândia.
Esta técnica (micro inject), segundo Paulo Barceló, vai ajudar na poupança de água, redução de movimento de pessoas e tratores e “contribuindo para uma melhor segurança no trabalho e um ambiente mais verde”.
O dia era de inauguração, mas Celso Correia não deixou de fazer uma caracterização do sector da banana no país que, nos últimos cinco anos, foi negativo devido às pragas e doenças, mas prevê dias melhores a começar por este ano, com facilidades aos produtores.
“Projectamos superar a maior marca nacional produzindo, ainda este ano, 800 mil toneladas e exportar mais de 140 milhões de dólares em valor de transferência, que vai ter um impacto desejado na nossa balança de pagamentos”, anteviu Celso Correia.
Seguindo este caminho, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural acredita que o país poderá estar, nos próximos quatro anos, na referência de produção a nível regional e global.
“Para efeito, já está ser desenhado um plano de produção de banana (isso se estende às outras frutas) que irá, naturalmente, explorar a capacidade instalada, como é o caso desta empresa (vamos trabalhar com todas as que estão no terreno) por forma a desenvolver esta cultura através de linhas bonificadas e outras iniciativas e incentivos poderão permitir que Moçambique atinja esse patamar”, explicou o ministro.
O titular da pasta da Agricultura revelou, ainda, que está previsto um acordo com a Bananalândia, cujo objectivo é integrar 100 famílias na empresa no âmbito do programa Sustenta.
“Este desafio de integrar a experiência, capacidade, o acesso ao mercado das indústrias e da agricultura comercial irá permitir que estas famílias, que não têm o mesmo nível de desenvolvimento tecnológico, possam também se beneficiar desta dinâmica de desenvolvimento que estamos a testemunhar”, referiu o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
Sobre as funções da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) no contexto dos ataques terroristas em Cabo Delgado, Correia lembrou que esta não é uma instituição de emergência e que, neste momento, está a mobilizar fundos para cumprir com o seu papel que é o desenvolvimento.
“Neste momento, estão, em carteira, cerca de um bilião de dólares que será a maior mobilização de recursos singular que o país irá fazer. Portanto, para se conseguir mobilizar esse dinheiro, é preciso ter uma estratégia que está em curso, uma estrutura de capacidade de execução que a gestão da ADIN, neste momento, está a desenhar. É preciso que haja consenso das políticas de desenvolvimento que vão ser aplicadas no terreno e este trabalho está a ser feito”, sublinhou Celso Correia, ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
Actualmente, a província de Maputo tem uma produção de bananas de perto de 250 mil toneladas por ano numa extensão de 5.141 hectares.
O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Kabir Fahar Ibrahimo, disse, semana passada em Quelimane, Província da Zambézia, que a consciencialização de contribuintes (empresas) devedores sobre a necessidade de canalizarem os descontos efectuados nos salários dos seus trabalhadores à segurança social pode salvar muitos trabalhadores, que, neste momento, estão impedidos de aceder aos benefícios oferecidos pelo sistema de segurança social obrigatória, gerido por esta instituição.
Esta abordagem foi feita nos encontros com os trabalhadores e empregadores, assim como nas audiências tidas com as estruturas governamentais e da justiça locais, durante a visita que realizou àquela região central do país, chamando atenção para o perigo de deixar muitos trabalhadores e os seus dependentes em risco social, não apenas na Zambézia, mas também noutras regiões, porque o fenómeno tende a crescer em todas as províncias do país. O PCA do INSS disse que a sua instituição, compreendendo as dificuldades enfrentadas por algumas empresas, tem privilegiado pelo diálogo e pela consciencialização dos contribuintes em causa, para recuperar o dinheiro devido ao sistema, do qual tem resultado em acordos para a amortização da dívida. Só nos casos em que todas as tentativas de diálogo se esgotam, o INSS, nos termos da lei, tem recorrido à justiça para reaver o dinheiro não canalizado ao sistema, sempre contando com a colaboração dos parceiros sociais, mais concretamente os empregadores e os sindicatos.
É no contexto dessa dificuldade, segundo Kabir Ibrahimo, que as suas visitas às províncias inclui encontros com os diferentes actores do mercado, que têm servido para reactivar os canais de articulação institucional, com destaque para os órgãos da administração da justiça, no âmbito da cobrança da dívida dos contribuintes ao INSS. O sistema tem requisitos, no âmbito das prestações que dá, uma das quais, e não menos importante, a de ter a situação contributiva regular. E, com as dívidas contraídas pelas empresas ou contribuintes, muitos beneficiários e seus dependentes ficam impedidos de receber qualquer assistência, para além de constituir um perigo para a sustentabilidade do sistema.
Na Zambézia, onde escalou os Distritos de Quelimane e Mocuba, Kabir Ibrahimo visitou contribuintes, entre regulares e devedores, bem como beneficiários de diferentes contextos, sobretudo com dificuldades, contemplado, alguns destes últimos, ofertas de cestas básicas. Dos contribuintes visitados pelo PCA do INSS, destacaram-se a INCALA (Indústria de Plásticos e Calçados da Zambézia, Lda), a fábrica WINNUA, vocacionada à produção de farinha de milho, leite de soja e papas fortificadas, a Painel Solar, vocacionada à produção de energia através dos painéis solares, bem como a empresa Ora Et Labora, do ramo da indústria mobiliária, com enfoque no corte, processamento e fabrico de vários tipos de mobiliário, à base da madeira de palmar.
Mãe e filho de dois anos foram atropelados mortalmente quando tentavam atravessar a Estrada Nacional número 1 (EN1) no distrito de Namacurra, na província da Zambézia.
Após o acidente, o automobilista abandonou as vítimas e desapareceu.
O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Sidner Lonzo, disse que o facto ocorreu no último fim-de-semana, envolvendo uma viatura ligeira.
A má travessia e o excesso de velocidade, são apontadas como as causas do acidente.
Já lá vão seis dias desde que Luís Gonçalves foi demitido do comando técnico dos Mambas, depois da derrota sofrida há uma semana, diante do Cabo Verde, que ditou o afastamento do combinado nacional da fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN), dos Camarões, em 2022.
Sem seleccionador nacional, mas já a pensar nos próximos compromissos internacionais dos Mambas, nomeadamente o torneio regional da Cosafa, em finais de Maio, e a primeira dupla jornada de qualificação ao mundial do Qatar, onde os Mambas vão defrontar Costa do Marfim e Malawi, a Federação Moçambicana de Futebol já procura um novo timoneiro para a selecção nacional.
São quatro nomes cogitados para substituir Luís Gonçalves do comando dos Mambas, dois deles moçambicanos e outros dois estrangeiros, com destaque para Dário Monteiro que está na mira de sentar no banco da equipa de todos nós. Para além de Monteiro, Chiquinho Conde também está na lista, bem como Daúde Faquirá e Litos, esses dois portugueses e que já treinaram no país.
Dário Monteiro leva vantagem por já conhecer a Casa do Futebol, tendo em conta que é o actual seleccionador nacional do sub-20, selecção com a qual conquistou o torneio regional da Cosafa da categoria, feito histórico que elevou o nome do técnico, ora emprestado à Liga Desportiva de Maputo, sendo funcionário da Federação Moçambicana de Futebol.
Outra vantagem que Dário Monteiro leva nesta batalha pelo banco técnico dos Mambas é o facto de permitir um rejuvenescimento ao combinado nacional, tendo em conta que já trabalha com as camadas de formação das selecções nacionais, futuro dos Mambas.
Já Chiquinho Conde tem alguma vantagem por conhecer o futebol moçambicano e ter trabalhado em Moçambique com equipas locais, dentre elas o Maxaquene, Ferroviário de Maputo e União Desportiva de Songo, estando, neste momento, a viver em Portugal, onde esteve a treinar a equipa B do Vitória de Setúbal. Chiquinho Conde já treinou os Mambas numa única partida, em 2010, num particular com Portugal, realizado na África do Sul, de preparação da selecção tuga para o mundial. Nessa partida, os Mambas perderam por 3-0, depois de terem empatado sem abertura de contagem no final da primeira parte.
Já Daúde Faquirá, que tinha cogitado antes de Abel Xavier, actualmente treinador do Sporting da Covilhã, e Litos, sem clube, mas tendo já trabalhado com a Liga Desportiva de Maputo, são outros nomes pensados, Segundo fonte da Federação Moçambicana de Futebol.
O nome do novo seleccionador nacional deverá ser conhecido nos próximos dias para permitir que possa acompanhar os jogadores que serão convocados para os próximos compromissos dos Mambas, nomeadamente o torneio Cosafa, inicialmente agendado para acontecer na vizinha África do Sul, de 31 de Maio a 16 de Junho, para além da dupla jornada de fase de grupos de qualificação ao mundial do Qatar, em 2022, respectivamente diante da Costa do Marfim, entre 5 a 8 de Junho, e frente ao Malawi, entre 11 e 14 de Junho próximo.
Reinildo Mandava anula Di Maria e é preponderante para a vitória do Lille sobre o PSG, por 1-0. O internacional moçambicano foi considerado a melhor unidade da defesa do Lille. Já Luís Miquissone, desta vez na 5ª jornada, foi novamente eleito para o onze ideal da Liga dos Campeões africana.
O fim-de-semana Santo foi de bênçãos para alguns jogadores moçambicanos que actuam no estrageiro. Em terras francesas, Reinildo Mandava foi “gigante” no Parque dos Príncipes, terreno do PSG. Totalista no jogo em que o Lille venceu o Paris-Saint-Germain por 1-0, Isolando-se, desta feita, no comando da tabela classificativa, com 66 pontos, mais três que PSG, o jovem de Chiveve colocou Di Maria e Mbapé em sentido.
Bom taticamente a defender e atacar, a imprensa francesa destaca os bloqueios feitos com categoria na ala esquerda e os contra-taques venenosos por si elaborados.
No total, a defesa fez três desarmes, quatro interceções, dois alívios e igual número de dribles.
Nos duelos, foi superior em oito, dos 13 disputados. E no jogo aéreo, fez o corte in-extremen na única vez que lá foi.
Com uma precisão de 78.1%, completou 25 passes. Foi bem-sucedido em um cruzamento, de duas tentativas e completou apenas um passe longo de cinco lançamentos.
Disciplinarmente, o jovem jogador rocou a perfeição, tendo recorrido à uma falta apenas para parar o adversário.
Já Luís Miquissone, depois de ter estado ao serviço dos Mambas, voltou ao Simba, viu e venceu. O internacional moçambicano abriu as hostilidades da vitória do Simba por 4-1, sobre AS Vita Club da República Democrática do Congo.
O prodígio de Angónia foi titular na recepção aos congoleses e abriu o caminho para o triunfo da sua equipa, a passagem do minuto 30.
Por conta da sua actuação, Miquissone voltou a merecer destaque ao constar no onze ideal da 5ª jornada da Liga dos Campões africanos. Foi a segunda vez em que o jogador se figura nos destacados, depois de ter estado no onze na 2ª jornada, após exibição estrondosa diante do Al Ahly do Egipto. Nesse jogo de reencontro com Pitso Muzimane, antigo treinador do jogador, no Mamelodi Sundowns, na África do Sul, o homem de Tete fez o único golo que deu vitória aos tanzanianos.
Já Mexer foi titular na derrota do Bordeaux, diante do RC Strasbourg, por 2-3, mas acabou sendo substituído aos 67 minutos do jogo, por croata Toma Basic. Com a derrota averbada, a equipa do internacional moçambicano trocou de posição com Strasbourg e passou para a 14ª com 36 pontos.
Zainadine Jr entra em acção esta noite, com o seu Marítimo que se desloca ao Estádio da Luz para defrontar o Benfica.
A 10 jornadas do fim do campeonato, o Marítimo ocupa, actualmente, a 17ª posição, com 21 pontos e precisa de vencer, urgentemente, de modo a resolver a manutenção quanto cedo.
O Centro Nacional Operativo de Emergência precisa de cerca de quarenta e um milhões de meticais para assistir às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado. O montante deverá ser alocado a 30 mil pessoas que se encontram na situação de deslocados devido às incursões terroristas.
O terrorismo em Cabo Delgado continua sem dar tréguas aos moçambicanos. O número de deslocados entre mulheres grávidas e crianças que chegam à Palma, vítimas do terrorismo cresce diariamente.
Fome, miséria e incerteza sobre o futuro é que marcam as 30 mil pessoas que se encontram nos centros transitórios em Palma.
“Os 41.610.000Mt visam responder a disponibilização de bens alimentares, medicamentos, material de higiene nos próximos 30 dias”, disse César Tembe.
Como resultado dos ataques terroristas em Cabo Delgado e instabilidade na zona centro do país, as províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Zambézia, Manica, Sofala e Inhambane receberam, até ao dia 30 de Março passado, um total de 772.975 pessoas, aproximadamente 157 famílias deslocadas a nível interno.
Do total referido, a maior parte dos refugiados encontra-se na província de Cabo Delgado que é o palco de sucessivos ataques islâmicos desde 2017 e, no mesmo espaço, avançam projectos de exploração de gás natural.
Pelo menos 66 pessoas morreram devido a cheias e deslizamentos de terra registados na Indonésia no fim de semana, anunciou a Agência de Gestão de Desastres, adiantando que os resgates estão a ser dificultados pela lama.
O último balanço apontava para 55 vítimas mortais. As chuvas torrenciais causaram estragos na região que abrange a ilha das Flores, na Indonésia, levando milhares de pessoas a procurar abrigo em centros de acolhimento.
O dilúvio fez transbordar reservatórios de água e inundou milhares de casas, enquanto as equipas de resgate lutavam para prestar assistência às vítimas.
“A lama e o estado do tempo são um grande desafio, assim como os destroços que se estão a acumular e a dificultar as buscas”, disse o porta-voz Raditya Djati da Agência indonésia de Gestão de Desastres.
Em Lembata, ilha situada a meio caminho entre Flores e Timor-Leste, o acesso rodoviário foi interrompido, obrigando as autoridades a usarem máquinas de construção para reabrir as estradas.
Algumas aldeias localizadas em pontos altos foram parcialmente arrastadas em direção à costa por deslizamentos de terra.
Basir Langoday, um residente da ilha, disse ter ouvido pedidos de ajuda de uma casa coberta de escombros.
“Havia quatro pessoas lá dentro. Três sobreviveram, mas a outra não”, contou aos jornalistas, adiantando que fez, com os seus amigos, “de tudo” para tentar salvar o homem preso.
O Presidente indonésio, Joko Widodo, enviou condolências às famílias das vítimas, num discurso feito à nação, no qual referiu “a imensa tristeza” sentida para com os “irmãos e irmãs” que foram afectados “pela catástrofe”.
Nas áreas do desastre, muitos habitantes em pânico juntaram-se em centros de acolhimento, enquanto outros permaneceram perto do que restou das suas casas.
“Os desalojados estão espalhados por todo o lado, há centenas em todos os distritos”, afirmou o diretor da Agência de Gestão de Desastres de Flores oriental, Alfons Hada Bethan, acrescentando que essas pessoas precisam urgentemente “de medicamentos, comida e cobertores”.
A chuva, que continua a cair com força, também complica a situação.
“Acredita-se que muitas pessoas ainda estejam soterradas, mas não se sabe quantas”, admitiu.
Deslizamentos de terra e inundações repentinas são comuns no arquipélago indonésio, especialmente durante a estação chuvosa, situação que piora, segundo os ambientalistas, com a desflorestação.
Em Janeiro, 40 indonésios morreram em cheias na cidade de Sumedang, em Java ocidental.
A Agência de Gestão de Desastres estima que 125 milhões de indonésios, ou seja, cerca de metade da população do arquipélago, vivem em áreas com risco de deslizamentos de terra.
Em Timor-Leste, país que faz fronteira com a Indonésia, as cheias do fim de semana causaram pelo menos 27 mortos e mais de sete mil desalojados em Díli, de acordo com dados avançados no domingo pelo Governo.
“Até agora os dados de vítimas mortais em todo o país é de 27. Além destas pessoas que perderam a vida, há ainda oito casos de pessoas cuja situação não é ainda conhecida”, disse o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidelis Magalhães.
Depois de uma noite sem chuva, a população de Díli estava hoje de madrugada num processo inicial de limpeza e de rescaldo, com várias zonas da cidade ainda sem eletricidade.
Equipas da Proteção Civil e do Governo estão no terreno para iniciar intervenções urgentes de apoio a famílias e de reparação de estragos em infraestruturas.
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O governo de Gana anunciou a intenção de exigir indemnização do governo sul-africano pelas propriedades e bens perdidos durante a recente onda de xenofobia...