Um ataque realizado por aviões militares nigerianos em um mercado local no nordeste do país resultou na morte de pelo menos uma centena de civis, conforme relatado por organizações de direitos humanos e lideranças locais.
O bombardeio ocorreu na região de Jilli, no estado de Yobe, próximo à fronteira com o estado de Borno, que há mais de uma década enfrenta uma insurgência jihadista liderada pelo grupo Boko Haram.
A Anistia Internacional confirmou, com base em depoimentos de sobreviventes, que o ataque resultou na morte de pelo menos 100 pessoas durante o mercado semanal da localidade. A organização reportou que três aviões militares bombardearam a área, e o Hospital Geral de Geidam recebeu pelo menos 35 feridos em estado grave.
“Estamos em contacto com as pessoas que estão lá, falamos com o hospital. Conversamos com o responsável pelo atendimento às vítimas e com as próprias vítimas”, afirmou Isa Sanusi, director da Anistia Internacional na Nigéria, à agência de notícias Associated Press.
Informações obtidas pela agência Reuters sugerem que o número de vítimas pode ser ainda maior. Um conselheiro da região e líder tradicional da área de Fuchimeram, em Geidam, declarou que mais de 200 pessoas teriam perdido a vida após o bombardeio.
A Anistia Internacional exigiu das autoridades nigerianas uma investigação imediata, independente e imparcial sobre o ataque em Jilli, solicitando que os responsáveis sejam levados a prestar contas pelos eventos trágicos que resultaram em tantas perdas humanas. A ocorrência levanta novamente questões sobre a segurança e a protecção dos civis em áreas afectadas por conflitos armados, além da necessidade urgente de uma análise crítica sobre as operações militares na região.

















