O Presidente da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Ossufo Momade, enfrenta uma crescente contestação interna, tendo perdido o controle de seis delegações provinciais do partido, conforme revelações feitas por um porta-voz do grupo de desmobilizados.
Durante o encerramento da Conferência Nacional dos Guerrilheiros da RENAMO, realizada ontem, o porta-voz afirmou que as delegações provinciais, incluindo as de Maputo, Inhambane, Manica, Tete, Zambézia e Cabo Delgado, estão agora sob o comando da facção de desmobilizados, que se considera a verdadeira liderança. “Nós é que estamos a ditar a ordem”, afirmou.
A conferência teve como agenda principal o afastamento de Ossufo Momade da presidência do partido, com a afirmação de que “Ossufo Momade tem que sair. Essa é a agenda única para o fim deste barulho, porque o barulho aqui é Ossufo Momade. A RENAMO não tem problema. Quem é problema é Ossufo Momade”.
A pressão para a saída de Momade não vem apenas dos guerrilheiros, mas também de membros influentes do partido, como Alfredo Magumisse e António Muchanga, que expressaram apoio à ideia. Magumisse afirmou que “na verdade já não há condições para ele exercer com efectividade a liderança do partido”, enquanto Muchanga destacou que “O Ossufo já deu o que tinha a dar, está cansado. Senhores, não podemos brincar de deixar a RENAMO morrer”.
A situação actual sugere um momento crítico para a RENAMO, à medida que a luta interna pela liderança se intensifica, colocando em risco a coesão do partido e suas estratégias futuras.
















