Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciaram que encerrarão as suas operações na Faixa de Gaza no final deste mês, devido à falta de entrega de uma lista dos seus trabalhadores às autoridades israelitas.
O ministério israelita da Diáspora e Luta contra o Antissemitismo fez o anúncio este domingo, com o ministro Amichai Chikli a afirmar que “ajuda humanitária, sim. Cegueira em matéria de segurança, não”. O ministro criticou a organização por, segundo ele, demonstrar uma falta de transparência e agir movida por interesses que considera irrelevantes.
Desde que Israel iniciou a sua ofensiva em 7 de outubro de 2023, pelo menos 579 trabalhadores humanitários foram assassinados na Faixa de Gaza, o que levanta preocupações significativas sobre a segurança dos profissionais que estão na linha da frente da ajuda humanitária.
A decisão dos MSF de suspender as operações em Gaza representa uma nova complicação na já delicada situação humanitária da região, onde a necessidade de assistência médica e apoio humanitário é crítica. A organização tem desempenhado um papel vital na prestação de cuidados a civis afetados pelo conflito, e a sua saída poderá agravar ainda mais a crise humanitária na área.














