Pelo menos 19 pessoas morreram na sequência de confrontos tribais numa área remota da Papua Nova Guiné.
Os confrontos entre as tribos de Agarabi e Tapo começaram em fevereiro, aparentemente por causa de uma disputa de terras perto de Kainantu, cerca de 379 quilómetros a norte de Port Moresby, e que deveria ter sido resolvida com a assinatura de um acordo entre as partes.
No dia seguinte, disse, um elemento da tribo Agarabi lançou uma granada de mão que matou sete outras pessoas, levando a tribo Tapo a incendiar as casas dos seus rivais em vingança.
“Até agora, 19 pessoas estão mortas, mas pode haver mais. As tensões ainda são muito elevadas”, disse o comandante Welly ao jornal Papuan.
Nesta nação insular do Pacífico, que obteve a independência da Austrália em 1975 e onde são faladas cerca de 800 línguas, a pertença a clãs ou tribos está profundamente enraizada, especialmente nas terras altas.
Embora não existam números exatos, estima-se que as guerras tribais tenham causado centenas de mortos e deslocado milhares de pessoas nas zonas montanhosas, onde vive a maior parte dos mais de oito milhões de pessoas do país.

















