O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, prestou ontem (18) homenagem nacional ao falecido rei Goodwill Zwelithini KaBhekuzulu, sublinhando que foi durante o seu reinado que os amaZulu alcançaram a estabilidade, após séculos de colonialismo e injustiça.
O monarca amaZulu, que reinou desde 1971, morreu no dia 12 de Março, devido a complicações associadas à diabetes e à Covid-19, no hospital público Chief Albert Luthuli, em Durban, litoral do país, e foi sepultado na madrugada de ontem em Kwanongoma, norte da província do KwaZulu-Natal.
“Hoje é um dia difícil porque caiu uma árvore gigante”, declarou o Presidente Ramaphosa, no elogio na cerimónia fúnebre oficial realizada na manhã de ontem na terra natal do rei Zulu.
O Chefe de Estado sul-africano, que decretou um funeral de Estado em homenagem ao monarca Zulu, salientou que “a história lembrará que, após muitos anos de conflito e turbulência, foi durante o seu reinado que o reino zulu alcançou a estabilidade e a harmonia que há tanto tempo lhe escapavam”.
“Foi durante o seu reinado que o seu povo – ao lado de todo o povo da nossa nação – realizou o seu sonho de libertação das injustiças do colonialismo e do ‘apartheid’”, disse, acrescentando que foi durante o seu reinado que as décadas de expropriação – e a destruição intencional do nosso conhecimento e sistemas económicos, cultura e instituições de governação – chegaram ao fim”, salientou Ramaphosa.
O Chefe de Estado sul-africano referiu que o “Imbube” será lembrado por ser “o mais ferrenho defensor do seu povo”, em que durante o seu reinado de meio século “não apenas defendeu e avançou os interesses do povo Zulu, mas também promoveu a sua cultura, os seus costumes, as suas tradições e um profundo senso de identidade e nacionalidade”.
“Como líder, ele pregou paz e unidade. Ele abominava a violência e as suas consequências”, sublinhou o Presidente sul-africano, adiantando que “à medida que o país caminhava para a democracia, ele apelou ao fim dos assassinatos políticos, viajando pelo país para se reunir e encorajar as pessoas a recorrerem a meios pacíficos de resolução de conflitos”.

















