A polícia malawiana deteve no último fim-de-semana, dezasseis funcionários seniores do departamento de assuntos de Gestão de Desastres, por alegado envolvimento no desvio de 6.2 biliões de kwachas, destinados ao combate da covid-19.

Na lista dos detidos, consta o comissário malawiano do departamento de Assuntos de Gestão de Desastres, ora demitido pelo Presidente da República, Lazarus Chakwera, pelo seu alegado envolvimento no desvio dos fundos em causa.

A detenção destas individualidades, resulta das graves irregularidades detectadas na aplicação dos 6.2 biliões de kwachas, destinados ao combate à covid-19.

O relatório de contas solicitado pelo Chefe de Estado, e apresentado em 48 horas, denunciou o descaminho de fundos, o que custou os cargos de co-presidente da força tarefa presidencial, John Phuka e de Comissário do departamento de assuntos de Gestão de Desastres, James Chiusuwa.

Aliás, na semana passada, o presidente Lazarus Chakwera, veio a público anunciar a demissão doze chefes das sub-comissões multissectoriais e prometeu responsabilizar criminalmente todo àquele que tiver se apoderado de parte dos 6.2 biliões de kwachas, destinados ao combate à covid-19.

O porta-voz da polícia nacional malawiana, James Kadadzera, disse a jornalistas, que de acordo com as investigações em curso, mais elementos poderão recolher aos calabouços, nos próximos dias.

O governo de coligação liderado por Lazarus Chakwera, tem o combate à corrupção, como bico-de-obra, num país que por nove vezes consecutivas, constou na lista das nações mais corruptas do mundo, de acordo com a classificação da transparência internacional.

Os mandatos de Bakili Muluzi, Bingu wa Mutharika, Joice Banda e Peter Mutharika, foram marcados por sucessivos escândalos financeiros,  que levaram os doadores a cortarem o financiamento directo ao orçamento do estado.

Os processos contra antigos líderes e seus colaboradores, acusados de desvio de fundos do estado correm trâmites legais em tribunais.