O chefe do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos reafirmou a prontidão das Forças Armadas para responder a qualquer provocação da Coreia do Norte, mas assegurou que Washington privilegia a via “diplomática e económica”.
Joseph Dunford assegurou, durante um encontro em Seul com o Presidente sul-coreano, Monn Jae-in, que “as opções militares só chegarão se os outros esforços falharem”, segundo um comunicado da Presidência da Coreia do Sul.
O comandante militar norte-americano chegou no domingo a Seul, primeira escala de uma viagem pela Ásia na sequência do aumento da tensão com Pyongyang.
No encontro com Moon, Dunford assegurou que as Forças Armadas dos Estados Unidos “continuarão a apoiar os esforços para resolver o assunto através da diplomacia e de medidas económicas”.
Dunford, que tem previsto visitar ainda a China e o Japão, também se reuniu hoje com o ministro da Defesa sul-coreano, Song Young-moo, e com o homólogo sul-coreano, Lee Sun-jin.
A visita tem nomeadamente por objectivo coordenar posições do eixo Washington-Seul-Tóquio e Pequim, principal interlocutor de Pyongyang, para que “não haja erros de cálculo”, segundo o Pentágono.
A deslocação visa “tranquilizar os aliados e melhorar os laços entre Forças Armadas num período complicado na região“, garantiu o Pentágono.
A visita de Dunford acontece num momento de excepcional tensão entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.
Pyongyang protestou contra as últimas sanções da ONU, que punem os lançamentos de mísseis, e ameaçou atacar território dos Estados Unidos, ao que o Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu responder com “fogo e fúria nunca vistos”.
A Coreia do Norte anunciou então que prepara um plano para bombardear para atacar a base norte-americana de Andersen, em Guam, 3.430 quilómetros a sudeste da Coreia do Norte.
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