Verónica Macamo, que falava da importância do recenseamento durante um encontro com os munícipes daquela autarquia, explicou que todos devem mobilizar cidadãos em idade eleitoral activa, isto é, com idade igual ou superior a 18 anos, para se recensearem, deixando claro que este é um censo de raiz para aquisição de um novo cartão, pois o antigo deixa de ter utilidade”.
Por seu turno, os munícipes garantiram que Milange está preparado para as eleições autárquicas que se avizinham.
Por exemplo, Claudina Veloso, um dos intervenientes no comício, afirmou que o município de Milange está pronto para participar nas próximas eleições autárquicas, pois as populações desta autarquia têm visto o trabalho realizado pelas autoridades locais, embora se reconheça que ainda haja muito trabalho por fazer.
Num outro desenvolvimento, Verónica Macamo procurou saber sobre o estágio actual daquela autarquia, tendo na ocasião ouvido muitas preocupações dos munícipes.
Uma das inquietações apresentadas tem a ver com os maus-tratos que a população sofre na fronteira de Muloza (entre Moçambique e Malawi).
Segundo contaram, às pessoas são arrancadas suas mercadorias e cobrados valores ilícitos, para além de sofrerem represálias quando apresentam inquietações em comícios.
Reagindo às questões levantadas, Verónica Macamo disse que os moçambicanos conquistaram a liberdade de expressão com muito sacrifício.
“Neste contexto, não podemos permitir que se moleste o nosso povo, pois em Moçambique é proibido as pessoas sofrerem represálias por denunciarem comportamentos errados que possam retardar o desenvolvimento do país”.
A chefe da brigada central da Frelimo na Zambézia explicou que Moçambique está num processo de desenvolvimento, facto que requer que todos os moçambicanos dêem o seu contributo para o país avançar.
“Não devemos permitir que o nosso povo seja intimidado, temos de denunciar isso”, frisou Macamo, acrescentando que “é preciso que as comunidades sejam organizadas e vigilantes para denunciarem todas as atitudes erradas que possam perigar o desenvolvimento de Milange, em particular, e do país, em geral”.
Outra preocupação apresentada por um dos intervenientes no comício está relacionada com os salários baixos pagos pelo Estado.
Segundo Egildo José, os salários baixos pagos aos professores e aos médicos não dignificam estas camadas sociais que têm desempenhado um papel preponderante na vida de uma sociedade.
Respondendo a esta inquietação, Verónica Macamo disse que o aumento salarial depende do aumento da produção.
“O Governo não consegue dar o que não tem”, explicou Macamo, acrescentando que todos devem trabalhar nas actuais condições que o Estado pode proporcionar de forma a melhorarem a produção para que o salário também possa aumentar.
No comício, os populares apelaram à chefe da brigada da Frelimo para a necessidade de se atrair o empresariado nacional e estrangeiro para o distrito de Milange, para que os munícipes possam também beneficiar de emprego formal.
Durante a sua estadia de dois dias em Milange, a chefe da brigada central da Frelimo visitou o Hospital Distrital para se inteirar do funcionamento daquela unidade sanitária, tendo na ocasião oferecido enxoval a dois bebés recém-nascidos.
A visita de seis dias da chefe da brigada central da Frelimo à Zambézia, que decorre desde última quinta-feira, tem como principal objectivo inteirar-se da situação político-económica e social daquele ponto do país, bem como acompanhar o grau de preparação das eleições internas para escolha dos pré-candidatos às eleições autárquicas próximas de 20 de Novembro.
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