Cerca de 40% da população mundial corre o risco de contrair a malária, segundo a ONU. Em África, devido à falta de saneamento básico a doença é uma conhecida de muitos, uma vez que redes de esgotos são vectores de condução. Mas dois jovens estudantes do Instituto Internacional de Água e Engenharia Ambiental, em Ouagadougou, capital de Burkina Faso, criaram uma solução simples para amenizar este problema.

Moctar Dembele e Gerard Niyondiko (na imagem) criaram um sabonete usando ervas locais que repele o mosquito e a água que é usada durante o banho leva para os canais resíduos que impedem o crescimento das larvas, segundo o site da rede de televisão norte-americana CNN. O produto ganhou o nome de Faso soap e nos seus ingredientes constam manteiga de karité, óleos de citronela essenciais e outros itens que são ainda um segredo.

O produto já rendeu a Moctar Dembele e Gerard Niyondiko um prêmio de U$ 25.000, em abril de 2013, pela Global Social Venture Competition, uma competição mundial promovida pela Universidade de Berkeley, na Califórnia.

De acordo com Niyondiko, com o dinheiro do prémio será possível fabricar sabonetes e, em larga escala, permitir que o produto possa circular no mercado a partir de 2015, mas o objectivo central é que a população sem acesso a itens de higiene e repelentes possa adquirir o Faso soap. “Pensamos num sabonete repelente e larvicida que estará acessível para a maioria da população, uma vez que o sabão é um produto à base de ingredientes regionais”, explicou Niyondiko.

RM