Esta posição foi defendida pela presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, na conferência sobre o cancro da mama, do colo do útero e da próstata, cujos trabalhos encerraram ontem em Maputo. Segundo a presidente do Parlamento, os governos africanos devem definir como prioridade o estabelecimento de programas integrados e sustentáveis, com base intervenções de baixo custo direccionados à prevenção, rastreio, diagnóstico e tratamento daquelas doenças.
Apelou para que os governos do continente tomem medidas que promovam estilos de vida saudáveis e que reduzam ou eliminem factores de risco como tabaco, álcool, dietas nocivas e falta de actividade física, com ênfase nas crianças e nos adolescentes.
“A nós parlamentares, para além de legislar e adoptar políticas, cabe-nos a importante missão de fiscalizar a acção dos governos neste âmbito com vista a garantir a materialização dos programas de saúde nos nossos países”, disse Verónica Macamo, acrescentando que, no âmbito do trabalho com a população, os parlamentares têm a responsabilidade de consciencializar o cidadão sobre estas e outras questões de saúde pública.
A presidente da Assembleia da República afirmou que o Parlamento moçambicano adoptou leis, políticas e estratégias, e assumiu diversos compromissos internacionais visando a materialização do direito humano à saúde, bem como os direitos sexuais e reprodutivos.
A par destas acções, tal como em todas as actividades de governação moderna, segundo Verónica Macamo, o sucesso nesta batalha depende do grau de envolvimento do cidadão e da sociedade civil.
“À sociedade civil cabe a grande responsabilidade de complementar a acção dos governos na educação da sociedade, através da divulgação de mensagens de consciencialização dos cidadãos sobre estas doenças”, indicou, defendendo que a educação e a saúde do homem e da mulher são o garante de um futuro melhor e risonho para a humanidade.
Segundo a presidente do órgão legislativo moçambicano, nestes desafios a capacidade de intervenção dos países africanos é limitada e, por isso, continua-se a contar com a tradicional contribuição dos parceiros de desenvolvimento. Apelou para que estes garantam parcerias e apoios mais estruturados, integrados e plurianuais que assegurem aos governos africanos acesso a mais meios e condições para desenvolver programas de saúde sustentáveis neste domínio.
Disse que parcerias mais profícuas deveriam ser orientadas para a formação e treinamento de recursos humanos especializados e para o desenvolvimento de investigação de factores de risco.
Apelou aos médicos, peritos, cientistas e organizações internacionais de saúde para que continuem a aprofundar as suas investigações, partilhem informações sobre novos conhecimentos, lições apreendidas e novas abordagens programáticas, sobretudo de sucesso em relação àquelas doenças.
As novas evidências científicas galvanizadas pelos avanços tecnológicos modernos, afirmou, desafiam os sistemas de saúde africanos a terem programas cada vez mais actualizados, tanto na componente de prevenção, bem como no tratamento destes cancros.
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