Economia Governo moçambicano prevê crescimento económico de 2,8% em 2026

Governo moçambicano prevê crescimento económico de 2,8% em 2026

O Primeiro-Ministro de Moçambique, Benvinda Levi, anunciou, durante a sua intervenção na Assembleia da República, que o governo prevê um crescimento da economia nacional de 2,8% para o ano fiscal de 2026.

Na apresentação do plano e orçamento para 2026, Levi destacou que as principais contribuições para este crescimento provêm da indústria extractiva, com uma taxa de crescimento estipulada em 4,4%, seguida pelos serviços (4,1%), pela pesca (3,6%), pela construção (3,2%) e pela agricultura, que se espera crescer 2,5%.

A previsão para a inflação em 2026 encontra-se fixada em 3,7%. O volume de exportações de mercadorias deverá atingir os 8,4 mil milhões de dólares. Os reservas internacionais líquidas do país devem situar-se em 3,2 mil milhões de dólares, montante que permitirá cobrir 4,4 meses de importações de bens e serviços não relacionados com os megaprojectos.

A Receita do Estado deverá atingir os 407 mil milhões de meticais (cerca de 6,4 mil milhões de dólares ao câmbio actual) em 2026, enquanto a despesa pública se revela substancialmente superior, cifrando-se em 520,6 mil milhões de meticais. Este cenário resulta num défice orçamental de 113,7 mil milhões de meticais, correspondente a 7% do PIB.

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Levi prevê que o défice seja financiado através de dívida interna (2,2% do PIB), donativos estrangeiros (3,2% do PIB) e empréstimos externos (1,9% do PIB). Apesar do desafio que este défice representa, a Primeira-Ministra explicou que a projecção para o ano corrente é de 8,2% do PIB.

“Face ao espaço fiscal limitado”, afirmou Levi, “continuaremos a apostar na alocação eficiente de recursos para as áreas económicas e sociais prioritárias e na implementação de medidas que restrinjam a despesa pública”.

O Primeiro-Ministro apelou a todos os moçambicanos para se envolverem na “manutenção da paz, estabilidade e coesão nacional, factores indispensáveis para continuarmos a construir um Moçambique mais próspero e inclusivo”.

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