O homem suspeito de ter provocado o incêndio que devastou o Parlamento da África do Sul no início do ano é acusado de terrorismo. Médicos concluíram que homem sofre de esquizofrenia, após avaliação psicológica.
Zandile Christmas Mafe tem 49 anos e é suspeito de ter provocado o incêndio que devastou o Parlamento da África do Sul, no dia 2 de janeiro. Foi preso no mesmo dia do crime e levado para o Tribunal de Primeira Instância da Cidade do Cabo.
Na terça-feira (11), Mafe apresentou-se pela segunda vez em tribunal, onde foi acusado de terrorismo. Já estava acusado de entrada forçada no Parlamento, incêndio culposo e roubo. A nova acusação foi aplicada depois de os investigadores reverem as filmagens das câmaras de segurança.
Na primeira vez que Mafe se apresentou em tribunal declarou-se inocente. De acordo com a acusação, o suspeito “colocou, ilegalmente, um explosivo ou outro dispositivo letal numa instalação governamental com o propósito de causar danos substanciais ou destruir tal local”.
Nesta segunda sessão de tribunal, os procuradores revelaram que o acusado foi submetido a uma avaliação psiquiátrica após ter sido preso e que os médicos concluíram que sofre de esquizofrenia.
O advogado de defesa, Dali Mpofu, um dos mais conhecidos da África do Sul, pediu liberdade condicional para Mafe e disse que o suspeito pretendia entrar em greve de fome se permanecesse em custódia por mais tempo.
A Organização Mundial da Saúde pediu uma atualização na composição das vacinas contra a Covid-19 de modo a que estas se tornem mais eficazes contra a Ómicron e futuras variantes e que também previnam melhor a transmissão da doença.
Nesse sentido, os especialistas sugerem a necessidade de se trabalhar para alcançar uma vacina “mais sustentável e com visão de longo prazo, que seja eficaz contra qualquer variante futura”.
Por outro lado, embora o documento não se oponha a doses de reforço, este refere que “uma estratégia de vacinação que implique a toma de doses repetidas da vacina original provavelmente não é sustentável ou apropriado”.
A equipa responsável por analisar as vacinas contra o vírus acredita que a variante Ómicron não será certamente a última a ser classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde.
Até agora, a OMS reportou cinco variantes consideradas preocupantes: Alpha, Beta, Gamma, Delta e Ómicron.
Portugal soma na terça-feira mais 33.340 casos e mais 28 mortes relacionadas com a Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo os dados publicados esta terça-feira pela Direção-Geral de Saúde (DGS).
Segundo os dados do boletim diário da DGS, o país registou 1.693.398 casos e 19.161 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. O número de internados desceu. Estão agora internadas 1.564 pessoas, menos 24 em relação ao dia anterior. Dessas, 153 estão em cuidados intensivos (menos oito do que na segunda-feira).
Recuperaram da doença mais 43.513 pessoas desde segunda-feira, aumentando assim o número de recuperados para 1.404.786. Há, assim, menos 10.201 casos ativos no país. A região do Norte ultrapassa a região de Lisboa e Vale do Tejo como a região com mais novos casos esta terça-feira, somando 13.253 novas infeções e dez mortes.
Lisboa e Vale do Tejo regista então 12.390 novos casos e nove óbitos; na região Centro há 3.907 novos casos e três mortes; no Alentejo há 725 novos casos e uma morte; e no Algarve há mais 686 novas infeções e quatro mortes.
Um militar angolano foi morto à catanada e queimado, na província do Uíge, após ser confundido com um ladrão, numa residência onde alegadamente mantinha uma relação afetiva com a mulher de um cego, anunciou o Serviço de Investigação Criminal (SIC).
Segundo o porta-voz do SIC, no Uíge, Zacarias Fernando, citado esta terça-feira pela imprensa angolana, a vítima, que frequentava a residência da amante, foi confundida com um ladrão pelo sobrinho do casal e a mulher, com receio de ser descoberta, também “partiu para a agressão”.
Segundo Zacarias Fernando, os implicados na prática deste crime, nomeadamente o cidadão invisual, a mulher e sobrinho “estão já detidos”, mas estes “negam” a autoria do crime.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, cuja popularidade cai constantemente, viu-se em apuros novamente na terça-feira (11) por outro escândalo sobre uma grande festa realizada em pleno confinamento nos jardins de Downing Street e que a polícia diz estar investigando.
Em maio de 2020 – quase dois meses depois de o Reino Unido declarar confinamento pelo coronavírus, que levou o próprio Johnson a ser hospitalizado em terapia intensiva em abril e deixou 67 milhões de britânicos sem interações sociais -, os negócios não essenciais estavam fechados, e as pessoas não podiam se locomover livremente.
De acordo com o canal privado ITV News, o secretário particular do primeiro-ministro, Martin Reynolds, enviou um e-mail a uma centena de funcionários, convidando-os, “depois de um período incrivelmente ocupado”, para “aproveitar o bom tempo”, tomando “algumas bebidas com distanciamento social em 20 de maio, em Downing Street”.
De acordo com vários meios de comunicação britânicos, a festa contou com a presença de Johnson e de sua mulher, Carrie. Em 29 de abril daquele ano, ela deu à luz Wilfred, o primeiro filho do casal, que agora já tem dois anos.
A Rede de Informação Árabe para os Direitos Humanos (ANHRI, na sigla em inglês), uma das últimas organizações independentes defensoras dos direitos humanos no Egito, foi encerrada na sequência de perseguição governamental, indicou o grupo na segunda-feira.
O Governo egípcio desencadeou desde o golpe de Estado de 2013 uma vasta operação repressiva dirigida à maioria dos grupos e ativistas da sociedade civil, e procedeu a milhares de detenções.
A ANHRI foi fundada em 2004 por um grupo de advogados e ativistas, tendo ao longo dos anos documentado violações contra cidadãos, jornalistas e presos políticos no Egito e na região.
Cerca de uma centena de migrantes haitianos foram resgatados de um barco ao largo de North Key Largo, no sul de Miami, no estado norte-americano da Florida, tendo alguns precisado de atendimento médico, segundo a imprensa local.
A embarcação terá virado junto à costa de Miami, de acordo com informações do Canal 10 e da NBC 6. Onzes unidades dos Bombeiros de Miami chegaram ao local de madrugada para socorrer os migrantes, dos quais 20 necessitaram de atendimento médico e dois adultos e duas crianças foram encaminhados para um hospital.
Os cidadãos haitianos foram desembarcados, mas não foi adiantado para onde foram encaminhados e as circunstâncias da ocorrência, uma vez que as autoridades, explica a agência de notícias EFE, não forneceram informações até ao momento.
O diário indicou que o último grupo de migrantes haitianos trata-se do maior a atravessar o Estreito da Florida (estreito de mar que separa a Florida de Cuba) desde que as embarcações voltaram a chegar à costa de Miami em novembro de 2021, após um hiato de dois anos.
As autoridades estão a investigar se houve um naufrágio ou se o barco foi deixado à deriva por migrantes que alcançaram o seu objetivo de entrar em território norte-americano.
O conflito armado em Cabo Delgado, norte de Moçambique, cresceu em novembro, originando “o maior número de ataques registados desde julho de 2021”, de acordo com um relatório das Nações Unidas.
No total, estima-se que haja cerca de 734.000 pessoas deslocadas internamente no norte de Moçambique (números consolidados até há cinco semanas), uma diminuição de cerca de 9.000 em relação aos dados recolhidos em setembro.
Segundo as Nações Unidas, apenas uma em cada 10 famílias deslocadas em Cabo Delgado tem uma dieta adequada. Malária, síndrome febril e diarreias permaneceram como as principais doenças em Cabo Delgado, com quase 741.700 casos, 154.000 e mais de 40.100 acumulados, respetivamente.
Entre os deslocados, 90% apontam a falta de abrigo como necessidade mais urgente, seguida por alimentação (88%), itens não alimentares (70%), água potável e saneamento (60%) e saúde (41%).
Estradas cortadas, enchentes nas paragens e atos de vandalismo marcaram as primeiras horas da paralisação dos taxistas em Luanda, com destaque para o distrito de Benfica onde foi incendiado o comité distrital do MPLA.
Pelas 06:00 eram visíveis nos bairros dos Zangos 2 e 3 e no Cacuaco, “paragens apinhadas” e filas de táxis azuis e brancos, transportes coletivos também conhecidos como “quadradinhos” e “candongueiros, hoje parados devido à greve convocada por três associações de taxistas.
Alguns taxistas impediram outros colegas de trabalhar e alguns “lotadores” (jovens que se encarregam de lotar o táxi e preencher todos os lugares disponíveis) foram ameaçados e forçados a partir vidros e furar pneus das viaturas para que estas não pudessem circular.
Vídeos e fotografias postas a circular nas redes sociais mostram um cenário caótico em alguns pontos da cidade, com destaque para o que se vive no distrito urbano de Benfica, mais afastado do centro da cidade, onde um grupo de jovens incendiou bandeiras do MPLA e o edifício do comité distrital do partido que governa Angola há 46 anos.
A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) vai interditar, a partir do próximo mês, a circulação no mercado nacional de cervejas e outras bebidas alcoólicas prontas a consumir (RTDs) importadas e produzidas localmente sem selo.
Trata-se da terceira fase do processo de selagem do tabaco manufacturado e bebidas alcoólicas que a entidade responsável pela área tributária no país está a introduzir para reduzir evasão fiscal e contrabando desses produtos.
Fonte da AT explicou que, na realidade, a selagem deste tipo de bebidas iniciou em Novembro do ano passado, devendo a partir do próximo mês ser de carácter obrigatório.
Juiz Efigénio Baptista considera que “seria uma violação da Constituição [moçambicana] permitir que documentos obtidos para o processo criminal fossem utilizados para efeitos colaterais”.
O juiz Efigénio Baptista, que preside ao julgamento do caso das chamadas dívidas ocultas no tribunal de Maputo, recusou acesso aos documentos oficiais às partes envolvidas no processo do mesmo caso no Reino Unido, foi na segunda-feira (10) revelado pelo Tribunal Comercial de Londres.
De acordo com o advogado que representa a República de Moçambique nos procedimentos em Londres, Jonathan Adkin, o juiz moçambicano respondeu que “seria uma violação da Constituição permitir que documentos obtidos para o processo criminal fossem utilizados para efeitos colaterais”.
O magistrado moçambicano invocou a Constituição moçambicana para argumentar que os arguidos têm direito à “integridade moral sobre o bom nome, reputação, direitos defensivos de imagem pública, vida privada e a inviolabilidade da correspondência”, alegando que constam no processo documentos como correios eletrónicos e extratos bancários com informação pessoal.
A Polícia da República de Moçambique, na cidade de Maputo, esclarece que não houve troca de tiros durante a operação efectuada, recentemente, na zona Militar.
Segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique, na capital do país, a Polícia fez, no sábado, uma rusga na Zona Militar, mais conhecida por Colômbia, com vista a deter dois indiciados de tráfico de drogas.
Durante a operação, outros presumíveis traficantes de drogas insurgiram-se, e tentaram impedir o trabalho da Polícia, atirando diversos instrumentos contundentes, facto que obrigou os agentes da PRM a efectuarem disparos de dispersão, tal como explica Leonel Muchina.
A Coreia do Norte lançou novo “projétil não identificado” na direção do Mar do Japão, informou o exército sul-coreano, apenas seis dias depois de um teste do que Pyongyang descreveu como um míssil hipersónico.
O teste ocorre apenas seis dias depois de Pyongyang – que não mostrou sinais de abertura ao diálogo com Seul ou Washington — ter testado um outro projétil, que a Coreia do Norte descreveu como um novo míssil hipersónico e que os sistemas de deteção sul-coreanos e japoneses tiveram problemas em identificar, devido ao seu voo irregular.
Na passada semana, o líder norte-coreano Kim Jong Un, durante uma conferência política, prometeu reforçar as suas forças militares, apesar das dificuldades relacionadas com a pandemia de covid-19. As negociações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte, lideradas pelos Estados Unidos, estão suspensas desde 2019, devido a disputas sobre sanções internacionais ao regime de Pyongyang.
O Governo do Presidente norte-americano Joe Biden pediu repetidamente o regresso da diplomacia nuclear, “em qualquer lugar e em qualquer momento”, mas a Coreia do Norte alegou que os EUA devem primeiro retirar as sanções.
Uma equipa médica norte-americana transplantou um coração de porco num paciente – numa tentativa derradeira para salvar a sua vida – que se encontra em condição estável, três dias após esta cirurgia inédita.
Embora seja muito cedo para aferir se a operação terá sucesso, a iniciativa marca um passo na tentativa de décadas para conseguir usar órgãos de animais em transplantes que salvam vidas humanas.
A equipa do Centro Médico da Universidade de Maryland disse que o transplante provou que um coração de um animal geneticamente modificado pode funcionar no corpo humano, sem rejeição imediata.
Sarah Beam, de 41 anos, foi presa pela polícia da cidade de Houston, no Texas (EUA), após um funcionário de um sistema drive-thru de testes para Covid-19 realizar uma notícia-crime contra ela. De acordo com o relatório policial, a mulher transportava o filho, 13, no porta-malas do carro depois de ele apresentar sintomas da doença.
No dia 3 de janeiro, Sarah levou o filho para realizar um teste de Covid. Quando chegou a sua vez, a mulher informou ao funcionário que o adolescente estava no porta-malas. Ao pedir para abrir, o homem viu o menino deitado.
Ao ser questionada, Sarah disse que tomou essa atitude para manter o filho “isolado” e evitar que ela fosse exposta ao coronavírus. O resultado do teste do menino foi positivo. Segundo os agentes, ele não se machucou. Mas poderia ficar gravemente ferido caso houvesse um acidente, pois estava sem o cinto de segurança.
A polícia espanhola anunciou na segunda-feira que, com o apoio da Europol, prendeu 24 pessoas por tráfico de migrantes entre Espanha e Argélia, que envolvia também o transporte ilegal de drogas e objetos roubados.
De acordo com um comunicado da Polícia Nacional espanhola, os detidos são suspeitos de transportar ilegalmente mais de 250 vítimas em 54 ocorrências nos últimos meses.
A investigação teve a sua origem numa outra operação das forças de ordem em que foi desmantelada uma organização criminosa sediada também em Espanha e com células em Múrcia, Alicante e Almeria, na costa mediterrânica a leste do país.
O presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, morreu hoje aos 65 anos de idade, após mais de duas semanas num hospital em Itália, devido a uma disfunção do seu sistema imunitário, disse o seu porta-voz, Roberto Cuillo.
O presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, morreu hoje aos 65 anos de idade, após mais de duas semanas num hospital em Itália, devido a uma disfunção do seu sistema imunitário, disse o seu porta-voz, Roberto Cuillo.
David Sassoli estava hospitalizado com “complicações graves” devido a uma “disfunção do sistema imunitário”. Sassoli contraiu uma pneumonia em setembro de 2021, que o obrigou a receber tratamento hospitalar em Estrasburgo, França, e, embora tenha recebido alta hospitalar uma semana depois, prosseguiu a recuperação em Itália e esteve mais de dois meses ausente das sessões plenárias do Parlamento, regressando no final do ano.
Na próxima semana, na primeira sessão plenária do ano, o Parlamento Europeu deverá precisamente eleger um presidente da assembleia, algo que já estava previsto a meio da atual legislatura, e não relacionado com o estado de saúde de Sassoli.
A maltesa Roberta Metsola, do Partido Popular Europeu (PEE), é a favorita para suceder ao dirigente socialista italiano, que assumiu o cargo no verão de 2019.
Moçambique registou 65 mortes por covid-19 na última semana, segundo dados do Ministério da Saúde, o maior número de óbitos semanais desde que começou a quarta vaga da doença no país, em dezembro.
Também durante a última semana foram registados mais 17.620 casos, um abrandamento face aos sete dias anteriores em que tinha havido 21.196 infeções, sendo que o total de casos ativos é agora de 37.999.
Moçambique tem 232 pessoas internadas devido à covid-19, mais 31 que há uma semana. Desde dia 03 de janeiro, o país registou ainda o maior número de casos dados como recuperados, totalizando 12.212, o dobro da semana anterior.
A semana ficou ainda marcada pela realização de 44.478 testes, um abrandamento face aos 48.858 que tinham sido feitos nos sete dias anteriores. Moçambique tem um total acumulado de 2.096 mortes e 210.991 casos de covid-19, 81% dos quais recuperados
Cerca de 50 pessoas, deslocadas internas devido ao conflito entre o Governo etíope e os rebeldes de Tigray, morreram na sequência de um bombardeamento contra um campo de refugiados, confirmou fonte da ONU.
O bombardeamento, ocorrido na sexta-feira (07), provocou ainda 138 feridos, acrescentou Saviano Abreu, que destacou a impossibilidade do OCHA em confirmar mais detalhes, incluindo o número de vítimas na ação, que teve como alvo um campo de refugiados em Dedébit.
Os rebeldes da Frente Popular de Libertação de Tigray (TPLF, na sigla em inglês) responsabilizaram o Exército governamental, através de um comunicado divulgado.
A falta de segurança tinha já levado o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a denunciar a 7 de janeiro que esta agência da ONU está impedida de entregar material médico em Tigray desde julho passado.
Pelos mesmos motivos, apenas 12% dos camiões que a ONU preparou com ajuda humanitária para Tigray, também desde julho, conseguiram passar e entregar a sua carga no destino, denunciou em 06 de janeiro o porta-voz da organização, Stéphane Dujarric.
Fontes humanitárias confirmaram que o bombardeamento em Dedébit, por um lado, e a falta de combustível, por outro, levaram algumas organizações a suspender as suas atividades naquela região.
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