Bruxelas está a ser palco de uma forte manifestação, onde centenas de tractores e milhares de agricultores de diversos países têm bloqueado as principais vias da cidade.
O protesto é direccionado contra o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Os manifestantes expressam a sua rejeição aos cortes previstos nos apoios da Política Agrícola Comum (PAC) e manifestam a sua oposição à assinatura do acordo, marcada para este sábado em Iguaçu. O evento coincide com a realização do Conselho Europeu, o qual é presidido pelo ex-primeiro-ministro português António Costa.
A concentração dos agricultores foi oficialmente agendada para as 12h00 (horário local) e deverá prolongar-se até às 15h30. Calcula-se que cerca de oito mil agricultores estejam presentes, juntamente com perto de 500 tractores.
Embora o acordo com o Mercosul não esteja na ordem de trabalhos da reunião da cúpula da UE, dedicada principalmente ao apoio financeiro à Ucrânia, fontes da Comissão Europeia indicaram que o assunto poderá ser debatido pelos líderes dos 27 estados-membros.
A assinatura do acordo intercontinental requer uma maioria qualificada no Conselho Europeu, mas países como França e Itália mantêm algumas reservas, continuando as negociações com representantes do sector agrícola. Na quarta-feira, a UE concluiu as directrizes finais das cláusulas de salvaguarda do acordo comercial, com o intuito de proteger os agricultores europeus dos possíveis efeitos negativos decorrentes do aumento das importações da América Latina.
A Comissão Europeia poderá, assim, avaliar e tomar medidas sobre determinados produtos que possam causar maiores danos ao mercado europeu.
O Ministério da Economia reiterou que as medidas estruturantes implementadas pelo governo moçambicano, que visam a melhoria do ambiente de negócios, são irreversíveis.
Durante um briefing com a imprensa, Nicolau Silulo, representante do Ministério da Economia, destacou que o corrente ano se revelou desafiador e atípico. “Foi possível superar conjuntamente várias dificuldades, tendo ocorrido ao longo do ano diversos eventos no âmbito do nosso diálogo público-privado, com ênfase em encontros bilaterais e sectoriais entre o governo e o sector privado, além de fóruns sobre o ambiente de negócios nas províncias”, afirmou.
O evento foi organizado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) em celebração ao fim do ano.
Silulo também fez referência à realização de encontros interministeriais destinados à remoção de barreiras burocráticas, assim como à condução de reuniões do Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócio, culminando na realização da 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP).
O representante do Ministério ainda salientou que, em menos de um ano de governação, foram implementadas diversas medidas estruturantes para impulsionar investimentos. Exemplos destas medidas incluem a operacionalização do fundo de garantia mutuária, o ajustamento do horário de funcionamento do comércio para fomentar a liberdade e flexibilidade empresarial, bem como a revisão da lei do Imposto de Valor Acrescentado (IVA).
Silulo realçou a importância da criação do fundo de recuperação económica, o lançamento do Fundo de Desenvolvimento Local e a aprovação do plano de recuperação e crescimento económico, juntamente com a linha de financiamento destinada ao agro-negócio. “Essas reformas são factos concretos e fazem parte de um plano coerente com o programa quinquenal do governo”, concluiu.
O Presidente da CTA, Álvaro Massingue, acrescentou que, apesar do ambiente económico exigente, os parceiros económicos permaneceram firmes e consistentes na CTA. “A vossa contribuição foi fundamental para o sucesso da XX edição da Conferência Anual do Sector Privado. Assumimos a direcção da CTA em Maio, num dos períodos mais desafiantes para a economia nacional, afectada por constrangimentos estruturais e a contracção da actividade económica”, afirmou.
Massingue sublinhou que este contexto impactou a confiança dos agentes económicos e comprometeu o normal funcionamento das empresas. Apesar dos contratempos, o sector privado demonstrou resiliência, mantendo-se como um pilar fundamental para o crescimento inclusivo e a criação de emprego.
O Presidente da CTA destacou que a organização conseguiu alcançar metas significativas, como a realização da XX edição do CASP e o fortalecimento das relações económicas com países como Japão, Portugal, Itália, Turquia e África do Sul.
Os moradores do bairro Maxaquene C, na cidade de Maputo, protagonizaram um acto de vandalismo ao danificarem a conduta de distribuição da Águas da Região Metropolitana (AdRM).
O incidente ocorreu após dois dias de interrupção no fornecimento de água, resultantes da queda de pressão na rede.
Os habitantes, insatisfeitos com a falta de acesso ao recurso imprescindível, decidiram cortar temporariamente a conduta principal, permitindo uma obtenção imediata e gratuita de água. Após o acto, os residentes procederam à reconexão da conduta, retornando às suas habitações.
Durante o processo, os munícipes expressaram a sua preocupação e exigiram a implementação de medidas mais eficazes por parte da AdRM para assegurar um fornecimento regular de água.
A situação evidencia os desafios persistentes enfrentados por muitas comunidades na capital moçambicana em relação ao acesso a serviços essenciais.
A Faixa de Gaza enfrenta uma situação crítica devido a uma tempestade polar que tem afectado a região desde a semana passada, resultando na morte de pelo menos 17 pessoas, entre as quais se incluem quatro crianças. A informação foi avançada pelas autoridades locais.
As condições climáticas severas têm provocado o desabamento de várias habitações e danificado numerosas tendas que servem de abrigo a pessoas deslocadas pela ofensiva militar israelita em curso, após os ataques de 7 de Outubro de 2023.
Mahmud Basal, porta-voz da Defesa Civil, revelou que a maior parte das fatalidades ocorreu em decorrência do frio intenso e das inundações. Basal expressou a sua preocupação em relação ao colapso de dezenas de casas desde o início da tempestade, sublinhando a gravidade da situação enfrentada pelos habitantes da região.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, votou a favor da suspensão da Guiné-Bissau das actividades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na primeira conferência extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo da organização, realizada em formato virtual.
Esta conferência teve como principal propósito discutir a actual situação política na Guiné-Bissau, que se encontra sob o domínio militar após um golpe de Estado ocorrido a 26 de Novembro.
Chapo justificou a decisão como crucial para a defesa da democracia e da credibilidade da CPLP. A sua proposta incluiu a candidatura de Timor-Leste para assumir interinamente a presidência da organização, até que a ordem constitucional na Guiné-Bissau seja restabelecida.
“Queremos apoiar as decisões apresentadas pelos ministros, que incluem a suspensão da Guiné-Bissau até que a ordem constitucional retorne e a eleição de Timor-Leste como Presidente em exercício da CPLP”, declarou Chapo.
O Presidente moçambicano enfatizou a disposição dos Estados-membros, especialmente Moçambique, em colaborar com a Guiné-Bissau na restauração da ordem constitucional, visando a paz e a harmonia no país. “A crise guineense preocupa toda a nossa comunidade”, realçou, lembrando que a Guiné-Bissau é um dos fundadores da CPLP e serviu como anfitriã da última Cimeira da Comunidade, presidindo à organização até à recente instabilidade.
Neste contexto, Chapo sublinhou que a conferência extraordinária representa uma oportunidade para um debate mais aprofundado sobre a situação guineense e as suas implicações para a CPLP. Ele reafirmou o papel da comunidade como um instrumento de concertação política e diplomática, comprometido com a estabilidade e a segurança dos seus Estados-membros.
Moçambique reiterou a crença de que a Guiné-Bissau “faz parte desta comunidade”, com um compromisso colectivo para promover o bem-estar do povo guineense, defendendo os pilares da democracia e do Estado de direito.
Durante o encontro, os líderes da CPLP condenaram de forma enfática a interrupção do processo eleitoral e exigiram a libertação imediata de todas as pessoas detidas durante a crise política. Instaram ainda ao retorno da ordem constitucional como condição essencial para a paz, estabilidade e desenvolvimento da Guiné-Bissau.
A CPLP expressou satisfação pela disponibilidade de Timor-Leste em assumir a presidência interina e reconheceu o apoio concertado da União Africana, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e de outros parceiros internacionais, na busca por um rápido regresso à normalidade institucional.
Os habitantes da localidade de Mulotana, situada no distrito de Boane, poderão finalmente ter acesso à água potável a partir de Abril do próximo ano, com a conclusão das obras de construção da nova conduta adutora, actualmente em execução.
A garantia foi dada pelo administrador do distrito de Boane, Lázaro Bambamba, durante uma recente visita ao local, onde destacou que o projecto visa responder à preocupação vital da população, que ao longo de vários anos tem enfrentado a escassez de água. Durante esse período, os residentes dependeram, frequentemente, de camiões-cisterna para o seu abastecimento diário.
Lázaro Bambamba esclareceu que os trabalhos em curso incluem a escavação, a montagem da conduta e a construção de um tanque de reserva. Após a conclusão da rede, prevê-se que a distribuição de água às residências comece imediatamente.
O administrador fez um apelo à comunidade para protegerem os materiais envolvidos na construção, enfatizando a importância da colaboração de todos para garantir o sucesso do projecto.
Os moradores de Mulotana receberam a notícia com expectativa, ansiosos por uma solução duradoura para a sua necessidade de acesso à água limpa e segura.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte e quatro (24) Consultores Para Entrada de Dados na Plataforma e-OVC. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Manhiça). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Pessoas e Cultura (Maputo). Saiba mais.
A Administração Nacional de Estradas (ANE) emitiu um alerta referente às restrições na circulação rodoviária durante a época chuvosa e ciclónica de 2025/2026.
Esta advertência surge em resposta à possibilidade de inundações, galgamentos e cortes temporários em várias vias, com especial ênfase nas províncias de Maputo e Gaza.
Com o intuito de antecipar e mitigar os impactos das intempéries, a ANE elaborou um plano de contingência que inclui a identificação de estradas susceptíveis, assim como pontos críticos e percursos alternativos. Na província de Maputo, os troços mais vulneráveis são os que ligam Catuane a Filipe, Boane a Bela Vista e Moamba a Sabié, os quais, podem sofrer galgamentos, erosão e submersão.
As alternativas sugeridas para estes percursos incluem Filipe a Bela Vista, Bela Vista a Porto Henrique e a rota de Moamba a Bondoiça e Magude. Contudo, é importante salientar que alguns segmentos destas alternativas podem não contar com desvios disponíveis.
Em Gaza, as estradas alvo de alerta são Mapai a Pafúri, Chinhacanine a Nalazi e Chókwè a Tlawene, as quais também estão vulneráveis a alagamentos e degradação. As rotas alternativas propostas incluem Ndonga a Dindiza, Magul a Tlawene e Canhçado a Chókwè e Macarretane.
A ANE solicita a todos os cidadãos que exerçam prudência, respeitem a sinalização provisória e sigam as orientações das autoridades competentes, com o objectivo de reduzir riscos e garantir a mobilidade nas vias.
Foram entregues insumos agrícolas ao governador de Nampula, Eduardo Abdula, com o intuito de apoiar os deslocados dos recentes ataques terroristas em Memba.
A doação, realizada pela empresa Agro-Food, incluiu ferramentas essenciais como enxadas, regadores, catanas e uma variedade de sementes, bem como produtos alimentares, nomeadamente arroz, farinha de milho, açúcar, feijão e óleo.
Esses bens serão fundamentais para atender às necessidades básicas das famílias afectadas. Permitirão que os deslocados iniciem actividades agrícolas, criando condições para a sua subsistência. Esta iniciativa é um passo importante rumo à segurança alimentar, à geração de rendimentos e à auto-suficiência, factores indispensáveis na reconstrução da vida comunitária.
Adicionalmente, o Colégio Politécnico de Moçambique contribuiu com 14 toneladas de produtos diversos, reforçando o esforço conjunto de auxílio às comunidades afectadas. Na sua intervenção, Eduardo Abdula destacou que os insumos recebidos possibilitarão às famílias cultivar alimentos, assegurando assim a sua segurança alimentar e nutricional.
Eduardo Abdula fez um apelo para que mais apoios sejam mobilizados, enfatizando a importância da continuidade destas iniciativas. O objectivo é garantir que os deslocados consigam construir meios de subsistência duradouros, ao invés de dependerem exclusivamente de donativos.
O Governo de Moçambique reafirmou o seu compromisso com o Programa Nacional de Fortificação de Alimentos, uma iniciativa considerada uma das mais eficazes na prevenção da deficiência de micronutrientes no país.
A afirmação foi feita durante a Reunião Anual de Balanço da Fortificação de Alimentos, onde a Secretária de Estado da Indústria, Custódia Paúnde, destacou os avanços significativos alcançados até o presente ano.
Custódia Paúnde sublinhou que a fortificação obrigatória de alimentos de consumo alargado tem contribuído de forma decisiva para a melhoria do estado nutricional da população moçambicana. “Este é um pequeno passo para o sector, mas um grande contributo para o desenvolvimento humano do país”, afirmou. “A fortificação garante que nutrientes essenciais cheguem à população através da dieta habitual.”
Apesar dos progressos, Moçambique continua a enfrentar desafios relacionados à desnutrição crónica, que afecta cerca de 37% das crianças menores de cinco anos. As altas taxas de anemia, que atingem 51,8% nas mulheres grávidas e 72,5% nas crianças, estão associadas à falta de micronutrientes fundamentais, como ferro e vitamina A.
A Secretária de Estado anunciou ainda que o Conselho de Ministros aprovou a revisão do Regulamento da Fortificação de Alimentos com Micronutrientes Industrialmente Processados na sua 35.ª Sessão Ordinária, realizada a 14 de Outubro de 2025. “Este resultado reflete o empenho colectivo dos membros do Comité Nacional para a Fortificação de Alimentos (CONFAM)”, declarou a governante.
No decorrer de 2025, o programa assistiu 214 indústrias nacionais, integrou 23 novas pequenas moageiras e 20 salineiras, e formou cerca de 3.500 intervenientes em boas práticas de fortificação. Os produtos abrangidos incluem farinhas de milho e trigo, açúcar, óleo alimentar e sal iodado.
Mary Louise Eagleton, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), também participou na reunião e frisou que a fortificação de alimentos é “uma das intervenções de saúde pública mais eficazes para combater a fome oculta”. De acordo com dados do Inquérito Demográfico e de Saúde de 2023, o consumo de sal iodado aumentou de 41% em 2011 para 67% em 2023. Não obstante, alertou para a persistência de elevados níveis de anemia e deficiência de vitamina A, especialmente entre as crianças.
A representante do UNICEF reiterou o compromisso da instituição em apoiar o Governo, focando no fortalecimento do quadro regulatório, na monitorização da qualidade dos produtos fortificados e na geração de evidências para potenciar os impactos do programa.
A reunião enfatizou a necessidade de reforçar a coordenação entre Governo, sector privado, sociedade civil e parceiros, visando acelerar os ganhos nutricionais e garantir resultados sustentáveis para os anos vindouros.
A Polícia de Moçambique deu início à recolha coerciva de armas de fogo em situação ilegal ou irregular em todo o país.
Esta operação visa especificamente as armas com licenças de porte desactualizadas e aquelas cuja posse é considerada ilegal, sujeitando os infractores a responsabilização criminal, conforme estabelece a legislação em vigor.
Desde o dia 1 de Setembro até 15 de Dezembro do corrente ano, foram entregues voluntariamente um total de 371 armas. As autoridades apelam àqueles que se encontram nesta situação a procederem à regularização das suas armas e a população é incentivada a colaborar activamente na denúncia de casos conhecidos, com o objectivo de garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade pública.
A operação representa um esforço significativo por parte do governo moçambicano para combater a criminalidade e promover a paz social. A participação da comunidade é considerada fundamental para o êxito desta iniciativa.
A polícia australiana anunciou a apresentação de 59 acusações contra Naveed Akram, de 24 anos, incluindo 15 por homicídio e uma por terrorismo, relacionadas com um ataque perpetrado durante uma celebração judaica numa praia próxima de Sydney no último domingo.
As acusações contra Akram englobam, além dos homicídios, tentativas de homicídio, prática de ato terrorista, exibição de símbolos terroristas proibidos e colocação de explosivos em ou perto de edifícios. O suspeito encontra-se sob custódia policial num hospital, onde recupera de ferimentos graves, e deverá comparecer perante o tribunal por videoconferência.
O ataque, que durou cerca de nove minutos, resultou na morte de 15 pessoas, cujas idades variam entre 10 e 87 anos. Até ao momento, doze vítimas foram oficialmente identificadas. Durante o incidente, Sajid Akram, pai do acusado e envolvido no ataque, foi abatido pela polícia no local.
A comissária da Polícia Federal Australiana, Krissy Barrett, afirmou que, por enquanto, não há indícios de que outras pessoas estejam envolvidas, embora a investigação continue em curso. As autoridades acreditam que pai e filho actuaram de forma independente, sendo influenciados por ideologias associadas ao grupo Estado Islâmico.
Investigações preliminares revelaram que, em Novembro, Naveed e Sajid Akram viajaram para o sul das Filipinas, onde existem células islâmicas, conforme confirmado pelo Departamento de Imigração do país.
Os funerais das vítimas do massacre na praia de Bondi, nos arredores de Sydney, iniciaram-se na terça-feira, enquanto diversas questões relacionadas com o antissemitismo, o controle de armas e a segurança dos judeus em eventos públicos emergem no debate mediático australiano.
Líderes da comunidade judaica e sobreviventes do ataque criticaram o governo por não ter dado ouvidos a alertas sobre a violência, e o primeiro-ministro, Anthony Albanese, comprometeu-se a implementar medidas para combater o antissemitismo. Albanese, juntamente com líderes de vários estados australianos, anunciou uma intenção de reforçar as já rigorosas leis sobre armas, numa possível reforma considerada a mais abrangente desde há anos.
O Conselho de Ministros anunciou a aprovação de um decreto que permite a retoma gradual das actividades mineiras na província de Manica.
O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, comunicou que o levantamento da suspensão contempla apenas os titulares de direitos mineiros que não estão envolvidos na exploração de ouro.
De acordo com Impissa, esta decisão está em conformidade com as obrigações legais e ambientais que visam salvaguardar o interesse público económico nacional. O porta-voz frisou que a avaliação realizada identificou empresas que não utilizam produtos químicos nas suas operações, assegurando que não poluem rios nem degradam o ambiente.
Estas entidades demonstraram o cumprimento das normas estabelecidas pelas autoridades competentes.
A retoma gradual da actividade mineira é vista como uma medida que poderá contribuir para a dinamização do sector extractivo na região, promovendo o crescimento económico local e garantindo a sustentabilidade ambiental.
O sector da Saúde na província de Maputo está a enfrentar uma grave carência de sangue nas suas unidades sanitárias, o que tem gerado preocupações face à elevada procura deste recurso, particularmente durante o período de transição do ano.
Actualmente, as autoridades de saúde reportam a disponibilidade de apenas oitenta e nove unidades de sangue, um número consideravelmente inferior às trezentas e cinquenta saquetas que seriam necessárias para atender a demanda. Sónia Zuanze, responsável pela Assistência Médica na Direcção Provincial da Saúde em Maputo, fez esta afirmação em declarações recentes.
Além da crise de sangue, o sector está a preparar-se para a intensa movimentação de viajantes na fronteira de Ressano Garcia. Para garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos, serão alocados profissionais de saúde e ambulâncias em todas as fronteiras da província, com o intuito de prestar serviços de primeiros socorros sempre que necessário.
Esta situação evidencia a urgência de medidas para suprir a carência de sangue e assegurar cuidados médicos adequados à população.
O Supremo Tribunal Federal do Brasil anunciou a condenação de cinco indivíduos implicados na tentativa de golpe de Estado que ocorreu entre 2022 e 2023. As penas, que variam entre oito e 26 anos, foram decididas por unanimidade.
Entre os condenados está o general reformado do Exército, Mário Fernandes, que exerceu funções como secretário executivo da Presidência de Jair Bolsonaro. Fernandes recebeu a pena mais severa do grupo, totalizando 26 anos e seis meses de prisão, devido ao seu envolvimento na conspiração.
O ex-director da Polícia Federal Rodoviária, Silvinei Vasques, foi sentenciado a 24 anos e seis meses de prisão. Dois ex-assessores de Bolsonaro, Marcelo Câmara e Filipe Martins, o último responsável por assuntos internacionais, receberam penas de 21 anos cada.
As acusações que levaram às condenações incluem tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, além de danos agravados e deterioração do património.
Marília Alencar, ex-directora de Inteligência do Ministério da Justiça, foi condenada a oito anos e seis meses de prisão, também por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito e golpe de Estado. Tanto Alencar como Vasques foram destituídos dos seus cargos públicos em consequência das suas condenações.
Moçambique vai beneficiar de um investimento de 1,7 mil milhões de dólares dos Estados Unidos da América (EUA) para impulsionar o sector da saúde nos próximos cinco anos.
Este apoio surge após a suspensão anterior de financiamentos resultante da extinção da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
O acordo foi formalizado em Washington, com a assinatura da ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, e do secretário de Estado-adjunto norte-americano, Christopher Landau. O objectivo principal é retomar o financiamento da saúde em Moçambique.
Em reacção a esta nova fase de cooperação, o ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou que o acordo representa uma modalidade sólida de trabalho conjunto entre os governos. Esta abordagem permitirá ao país maximizar os benefícios e assegurar uma resposta eficaz a emergências de saúde, assim como a gestão de recursos humanos e sistemas de informação, e a logística de distribuição de medicamentos.
Este investimento representa um passo significativo na melhoria da infra-estrutura e serviços de saúde em Moçambique, promovendo a saúde e o bem-estar da população.
A mulher do ex-presidente da Guiné-Bissau, Sissoco Embaló, foi constituída arguida por suspeitas de contrabando e branqueamento de capitais, em um caso que emergiu após a detenção de um homem próximo a ela, em Lisboa. A informação foi confirmada à Lusa por uma fonte ligada à investigação.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve, no passado domingo, no Aeroporto Militar de Figo Maduro, o chefe de protocolo de Sissoco Embaló, identificado como Tito Fernandes, por transportar cerca de cinco milhões de euros em numerário na bagagem. A operação, que ocorreu em parceria com a Autoridade Tributária, foi desencadeada após uma denúncia anónima.
Fernandes foi libertado posteriormente sem ser apresentado a tribunal, enquanto Dinisia Reis Embaló, a esposa de Sissoco, também se encontrava a bordo do voo proveniente da Guiné-Bissau, tendo sido constituída arguida. As autoridades agora investigam a origem do montante apreendido.
Segundo a PJ, o voo estava inicialmente classificado como militar e deveria seguir para o aeroporto de Beja, no sul de Portugal. Contudo, verificou-se que o verdadeiro destino era o Dubai.
A investigação surge em um contexto político conturbado na Guiné-Bissau, onde um autodenominado “alto comando militar” tomou o poder em 26 de Novembro, após as eleições gerais, desafiando a legitimidade do processo eleitoral.
A oposição e diversas figuras internacionais acusaram Sissoco Embaló de ter orquestrado um golpe de Estado para evitar a divulgação dos resultados eleitorais, que supostamente revelariam a sua derrota.
Entre os opositores detidos está Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), enquanto Fernando Dias, que se autoproclama vencedor das eleições, encontra-se refugiado na embaixada da Nigéria em Bissau. Sissoco Embaló, após a sua destituição, deixou Bissau em 28 de Novembro, rumando a Dacar, no Senegal.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a implementação de restrições parciais a cidadãos de 15 países, entre os quais se encontra Angola.
Esta acção foi motivada por um ataque ocorrido em Novembro, protagonizado por um requerente de asilo afegão, que resultou na morte de uma militar da Guarda Nacional em Washington.
Na ordem executiva emitida, Trump fundamentou a decisão em questões de segurança nacional, estabelecendo uma proibição total de entrada nos Estados Unidos para cidadãos de Burkina Faso, Laos, Mali, Níger, Serra Leoa, Sudão do Sul e Síria. A nova medida também abrange indivíduos que apresentem documentos de viagem emitidos ou endossados pela Autoridade Palestiniana, cuja participação na Assembleia Geral da ONU foi, anteriormente, vetada por decisão da administração norte-americana.
Além de Angola, a lista dos países que enfrentam restrições parciais inclui Antígua e Barbuda, Benin, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Malawi, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbabwe.
Em Junho, Trump já havia instaurado uma proibição total de entrada para cidadãos de 12 países, a qual continua a vigorar. As restrições previamente aplicadas a Burundi, Cuba, Togo e Venezuela também se mantêm em efeito.
Crianças e raparigas de diversos distritos da província de Cabo Delgado expressaram a sua exclusão do processo do Diálogo Nacional Inclusivo, sublinhando graves violações dos seus direitos em um cenário afectado pelo terrorismo, violência de género e deslocações forçadas.
As denúncias ocorreram durante uma auscultação pública organizada pelo Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança, realizada recentemente na cidade de Pemba. Marcelo de Flávio, presidente do Parlamento Infantil de Cabo Delgado, alertou para a situação alarmante em que muitas raparigas, com idades a partir dos 9 anos, são vítimas de violação sexual, uniões prematuras e abusos, frequentemente perpetrados por figuras que deveriam oferecer protecção, como professores e agentes da polícia.
De acordo com Marcelo, a insegurança e a falta de medidas de protecção têm levado inúmeras crianças a abandonar a escola, colocando em risco o seu futuro. Ele realçou que a realização de um autêntico Diálogo Nacional Inclusivo em Cabo Delgado é inviável sem a resolução imediata dos problemas do terrorismo, da violência de género e do abuso infantil. A burocracia excessiva também foi identificada como um obstáculo considerável ao acesso à justiça para as vítimas.
Alberto Ferreira, vice-presidente da Comissão Técnica em Moçambique, esteve presente na auscultação e manifestou a sua preocupação face às denúncias apresentadas. Ferreira assegurou que as inquietações das crianças serão encaminhadas para as entidades competentes, com o propósito de criar condições que garantam a protecção dos menores e a inclusão efectiva das crianças nos processos de diálogo nacional.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, estará presente no Parlamento para apresentar o seu informe anual sobre a Situação Geral da Nação.
Este evento marcará o primeiro informe do Chefe de Estado desde a sua posse, ocorrida a 15 de Janeiro do presente ano.
A Rádio Moçambique saiu à rua para ouvir as expectativas de cidadãos em várias províncias, incluindo Inhambane. Os residentes manifestaram o desejo de compreender as acções do governo e as políticas que serão implementadas.
Na província de Cabo Delgado, as preocupações são centrais à questão do terrorismo que afecta a região. Os cidadãos expressaram uma forte expectativa de ouvir esclarecimentos sobre as estratégias do governo para promover o desenvolvimento e a segurança local.
O informe anual, que decorrerá a partir do Parlamento, promete abordar temas cruciais e responder às inquietações manifestadas pela população. A cerimónia será um momento importante para o país, permitindo uma avaliação das políticas e da situação actual em Moçambique.
Um recluso foi alvejado no distrito de Homoíne, na província de Inhambane, ao tentar escapar das autoridades penitenciárias. O incidente ocorreu quando o preso...
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) desmantelou uma unidade fabril completamente clandestina que operava no bairro 7 de Abril, na cidade de Chimoio,...
A governadora da província do Niassa, Judite Massengele, anunciou que o governo poderá implementar penalizações para os fiscais de obras públicas que não cumprirem...