O Governo moçambicano doou ontem, 42 toneladas de produtos alimentares diversos às vítimas das cheias em Kwazulu Natal, na África do Sul, num gesto de solidariedade para com o povo do país vizinho.
A diretora-geral do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) de Moçambique, Luísa Meque, disse, em declarações à emissora pública Rádio Moçambique, que o executivo doou 20 toneladas de massa esparguete, 10 de arroz, igual número de farinha de milho e dois de açúcar.
“Nós estamos aqui para demonstrar a nossa solidariedade, é uma singela amostra de que não queríamos ficar distantes”, afirmou Meque.
O gesto, prosseguiu, é prova da irmandade entre os povos moçambicano e sul-africano.
A ministra dos Assuntos Corporativos e Tradicionais da África do Sul, Nkosazana Dlamini Zuma, agradeceu a oferta, assinalando que a ajuda traduz a histórica fraternidade entre os dois países e povos.
“É a prova de que não é preciso ter muito para ajudar”, afirmou Zuma.
Moçambique é normalmente um país recetor de ajuda internacional, devido à devastação ciclicamente provocada por calamidades naturais e guerras, mas doa simbolicamente ajuda a outros países, sobretudo da África Austral, quando são assolados por catástrofes.
As inundações em Kwazulu Natal provocaram mortes e destruição de infraestruturas públicas e privadas.
A Bélgica entregou hoje à família do antigo primeiro-ministro congolês, Patrice Lumumba, os seus restos mortais. Esta cerimónia em Bruxelas serviu para o Governo belga se desculpar perante as autoridades e familiares de Lumumba pela cumplicidade no assassinato deste importante homem político em 1961.
“É uma verdade dolorosa e desagradável, mas ela deve ser dita”, afirmou hoje o primeiro-ministro belga Alexander De Croo ao apresentar aos familiares de Patrice Lumumba e às autoridades da República Democrática do Congo, sentidas desculpas e sublinhar o papel dos belgas no assassinato do primeiro primeiro-ministro do Congo independente, em 1961.
De forma simbólica, a Bélgica delvolveu hoje ao país e aos seus familiares uma urna que contém um dente de Patrice Lumumba, encontrado pela filha de um dos polícias belgas que estariam com ele aquando da sua morte.
Nascido numa família humilde, Patrice Lumumba fez os estudos permitidos na época colonial aos congoleses, chegando a funcionário dos Correios e tornando-se mais tarde líder sindical. Após repressão por parte das autoridades belgas devido ao seu destaque no país, Lumumba acelerou o seu envolvimento político criando o Movimento Nacional Congolês que coincidiu com o processo de indepedência da actual República Democrática do Congo.
Patrice Lumumba foi então convidado a formar Governo em 1960, tendo procurado apoio junto da União Soviética, algo que desagradou diversos países ocidentais e o Presidente congolês, levando à dissolução do seu Governo apenas três meses após a sua nomeaçaõ. Lumumba foi colocado em prisão domiciliária e sob tutela das forças da Nações Unidas.
No entanto, quando foi transferido para a região de Katanga no início de 1961, foi torturado e morto pelo seu adversário político Moïse Tshombe, com a conivência das forças belgas. O corpo nunca foi encontrado.
Os restos mortais agora restituídos pela Bélgica vão ser velados em Kinshasa, onde está previsto o cumprimento de três dias de luto nacional e uma cerimónia de homenagem para assinalar o 62º aniversário da independencia da República Democrática do Congo.
Duas mulheres angolanas foram detidas, acusadas de assassinar os filhos em dois casos distintos, num total de quatro crianças mortas, durante a semana passada, informou hoje a polícia de Luanda.
Segundo o porta-voz do comando provincial de Luanda da polícia, Nestor Goubel, no primeiro caso, a mulher está a ser acusada do crime de homicídio voluntário por esfaqueamento, pela morte dos filhos de 09, 07 e 04 anos.
O crime terá sido cometido quando a mulher retirou as crianças da casa do ex-marido, tendo no meio do caminho entrado para uma residência inacabada e esfaqueado os filhos de 09 e 07 anos, que tiveram morte imediata.
A terceira criança foi socorrida por populares, que a levaram para um hospital, mas acabou por falecer devido à gravidade dos ferimentos.
Uma outra criança conseguiu fugir, disse à Lusa Nestor Goubel.
O porta-voz da Polícia de Luanda salientou que, no outro caso, a mulher é suspeita de ter matado o filho de 01 ano.
Nestor Goubel frisou que os vizinhos ouviram os gritos da criança e intervieram, mas esta acabou por falecer.
Uma mulher descobriu ao final de 10 meses de casamento que o marido era afinal uma mulher. A vítima, natural da Indonésia, conheceu o homem num site de encontros online e os dois iniciaram depois um relacionamento. A mulher revelou que o marido tinha chegado há pouco tempo ao país e que estava à procura de uma esposa, de acordo com o The Mirror.
Ao fim de três meses o casal deu o nó, através de um casamento secreto – um acordo utilizado no país para casamentos não registados legalmente, mas reconhecidos pela religião.
Durante o relacionamento, o homem terá ainda pedido quantias avultadas de dinheiro aos sogros.
O casal mudou-se depois para o sul de Sumatra, uma ilha da Indonésia, onde a vítima esteve presa em casa. A mãe da mulher contactou depois a polícia, que conseguiu localizar o casal.
Durante o interrogatório policial, o homem acabou por revelar que era afinal do sexo feminino.
O papa Francisco alimentou especulações de que poderia renunciar ao cargo depois de adiar uma viagem à África e anunciar uma reunião extraordinária de cardeais, avança o ‘Daily Mail’.
Paralisado pela dor no joelho e obrigado a usar uma cadeira de rodas nas últimas semanas, o pontífice de 85 anos adiou uma viagem de julho à República Democrática do Congo e ao Sudão do Sul.
A par disso, também anunciou uma decisão incomum de realizar um consistório para nomear novos cardeais durante um mês de férias no Vaticano e organizou reuniões para garantir que as suas reformas se mantêm intactas.
O consistório extraordinário, adianta o jornal, será realizado a 27 de agosto, um lento mês de verão na sede católica, para criar 21 novos cardeais – 16 dos quais terão menos de 80 anos, portanto, elegíveis para eleger seu sucessor em um futuro conclave.
Desde que se tornou papa em 2013, o pontífice argentino criou 83 cardeais, num movimento para moldar o futuro da Igreja Católica, em parte para combater a influência historicamente dominante da Europa e refletir sobre os seus valores.
As medidas provocaram intensa especulação sobre os seus planos para o futuro, incluindo os mais radicais – de que planeava deixar o cargo. A renúncia de um papa já foi quase impensável até Bento XVI ter renunciado ao seu em 2013, citando a sua saúde física e mental em declínio.
Em 2014, um ano depois de ser eleito para substituir Bento XVI, o próprio Francisco disse a jornalistas que, se a sua saúde impedisse o desempenho das funções como papa, consideraria renunciar também.
Mais recentemente, em maio, conforme relatado por vários meios de comunicação italianos, Francisco brincou sobre o seu joelho durante uma reunião a portas fechadas com os bispos: “Em vez de operar, vou renunciar”.
Mas os membros do Vaticano ainda não acreditam que Francisco esteja prestes a entregar as chaves papais. “Na comitiva do papa, a maioria das pessoas realmente não acredita na possibilidade de uma renúncia”, disse uma fonte à AFP.
Rumores dentro da insular Cúria Romana – o poderoso corpo governante da Igreja Católica – não são novidade, e muitas vezes são alimentados por pessoas interessadas, disse o especialista italiano Marco Politi. “Esses rumores são encorajados pelos oponentes do papa que estão só ansiosos para ver Francisco partir”, acrescentou.
Uma sondagem realizada pela ‘Yahoo News’ e pela empresa de estudos de mercado ‘YouGov’ demonstra que apenas 21% dos norte-americanos gostaria de voltar a ver Joe Biden num novo mandato na Presidência dos EUA. Do lado do “não”, 64% dos norte-americanos disseram não querer que Biden se recandidate ao cargo em 2024, sendo que 15% admitiram estar indecisos.
Por outro lado, 31% quer que o antigo Presidente Donald Trump volte a concorrer à liderança do país daqui a dois anos, mas 55% tem uma opinião contrária, e não quer repetir a experiência.
A população dos Estados Unidos da América parece ter vindo a perder confiança no atual Presidente, especialmente no quadro de uma inflação crescente que já atingiu os valores mais altos das últimas décadas.
Quanto às preferências dentro dos seus próprios partidos, Joe Biden conta com um menor apoio dos Democratas, comparativamente ao apoio que Trump tem dos membros da sua força política. Menos de metade (43%) dos Democratas quer que Biden volte a concorrer à Presidência em 2024, ao passo que 58% dos Republicanos apoia uma recandidatura de Trump à liderança do governo.
Dos Democratas que não querem voltar a ver Biden na Casa Branca, 40% votaram nele em 2020. No campo Republicano, dos que defendem que Trump não deve voltar a concorrer ao cargo, somente 21% votaram nele há dois anos.
Malawi inicia importação de combustíveis, via linha férrea, através do porto de Nacala, em Moçambique, fruto das conversações diplomáticas entre os presidentes do Malawi Lazarus Chakwera e de Moçambique Filipe Nyusi.
A RM, refere que neste último fim-de-semana, o Malawi recebeu os primeiros 500 mil litros de combustível, importados a partir do porto de Nacala, uma medida que visa reduzir o custo de desembarque deste produto.
A retoma do transporte ferroviário de combustíveis, ocorre meses depois de o presidente Chakwera efectuar uma visita a Moçambique, onde, entre outras coisas, os dois países discutiram mecanismos para o fortalecimento das trocas comerciais.
Nesta primeira fase, o processo está a ser implementado por uma empresa privada, esperando-se que até Setembro próximo, a empresa estatal de importação de petroléos venha a efectivar as suas importações.
O governo malawiano, sem acesso ao mar, prevê que 20% de petróleos devem ser importados ao país a partir da linha férrea e neste momento está a ser importado 15%.
A vice-presidente executiva da empresa de importação de petroleos do Malawi, Helen Buluma, disse que o país irá importar 1,2 milhão de litros de combustíveis diariamente ou uma média de 24 milhões de litros por mês via férrea quando o projecto estiver estabilizado.
O Malawi tem um stock de 23 milhões de litros de combustíveis em Nacala que aguardam pelo transporte via-férrea.
A Política Nacional de Energia estipula que até 2022, 30 por cento do combustível deverá ser importado por via rodoviária através do Corredor Dar es Salaam na Tanzânia, 50 por cento a partir da Beira em Moçambique e 20 por cento por ferrovia através do Corredor de Nacala.
O Malawi tem enfrentado altos custos de transporte em combustíveis e produtos diversos, facto que levou o presidente Chakwera a lutar pela retoma das linhas férreas que ligam Malawi a Nacala e Beira, em Moçambique, vias mais acessíveis para a importação de produtos.
A Belutécnica S.A. empresa especializada em Manutenção Industrial e Engenharia Mecânica pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Estagiários Engenheiros de Processos Industriais (M/F). Saiba mais.
A Associação de Educadores dos Consumidores de Água, AMASI, pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Oficial de Recursos Humanos. Saiba mais.
A SDO Moçambique pretende recrutar para um seu cliente, uma empresa do grupo A um (1) Assistente do Gestor de Higiene, Ambiente e Segurança no Trabalho. Saiba mais.
A N’weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal oito (8) Técnicos Provinciais de Nutrição. Saiba mais.
Uma empresa que actua no ramo de Impressão Digital, Bordado e Serigrafia, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista de Produção. Saiba mais.
A Solidarités International (SI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Actividades de Gestão e Coordenação de Acampamento CCCM. Saiba mais.
A empresa Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique Lda, pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Segurança. Saiba mais.
Emmanuel Macron registou uma pesada derrota na segunda volta das legislativas em França, ao perder a sua maioria absoluta no Parlamento. Escrutínio foi marcado pelo forte progresso da esquerda e da extrema-direita.
A coligação Ensemble!, que apoia Emmanuel Macron, elegeu 234 deputados, abaixo dos 289 necessários para alcançar a maioria absoluta, e a coligação de esquerda NUPES obteve 124 nas legislativas deste domingo (19.06), com 97% dos votos contados.
Segundo os dados divulgados no “site” do Ministério do Interior francês, com 97% votos contados, a coligação Ensemble! (Juntos!, em português) ficou em primeiro lugar, com 7.821.659 votos (38,33%), elegendo 234 deputados eleitos.
Em segundo lugar, a coligação de esquerda Nova União Popular Ecológica e Social (NUPES) — que junta forças como a França Insubmissa, os socialistas, ecologistas e comunistas — tem 124 deputados e 6.418.964 votos (31,46%).
Com 3.589.460 votos (17,59%), a União Nacional, de Marine Le Pen, obtém 89 deputados, uma progressão significativa se comparado com os resultados que tinha obtido nas últimas eleições legislativas, em 2017, quando tinha elegido oito deputados.
O partido de centro-direita Republicanos tem 61 deputados, um número suficiente para, em conjunto com a coligação presidencial, conseguir formar uma maioria governativa, que exige 289 deputados.
A estes partidos, acrescentam-se ainda as ‘nuances’ atribuídas a candidatos independentes: foram eleitos 22 deputados de provenientes de “diversas esquerdas”, 10 “regionalistas” e outros 10 de “diversas direitas”.
Alianças para governar
Perante estes resultados, o Presidente francês, reeleito em abril para um segundo mandato, será forçado a procurar alianças para aplicar o seu programa de reformas para os próximos cinco anos, mas muito contestado pela generalidade das oposições.
A necessidade de procurar compromissos parlamentares, uma situação pouco habitual na política interna francesa, poderá conduzir o país uma instabilidade política crónica, assinalaram diversos observadores.
O “ultraje” sofrido pela maioria presidencial, segundo a expressão do diário Libération, foi reconhecida pelo ministro da Economia, Bruno Le Maire, que numa primeira reação garantiu que a França não será “ingovernável” e pediu o apoio aos membros da oposição de direita e de esquerda que coincidam com os principais pontos do programa de Macron para evitar o bloqueio do país.
“Peço aos que coincidem com estas ideias que assumam as suas responsabilidades e apoiem a única força que está em condições de governar a França”, disse em declarações aos ‘media’.
Uma posição posteriormente reforçada pela primeira-ministra, Elisabeth Borne, ao considerar que os resultados constituem um “risco para o país” e apelando a uma “maioria de ação” e à “união”, prometendo “diálogo” da parte do Governo e do Presidente.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) denunciou, semana passada, a circulação, nas redes sociais e outras plataformas, de um falso concurso de ingresso às fileiras da corporação por via de repescagem de candidatos reprovados na frequência do XLII Curso Básico de Formação de Guardas da Polícia.
A falsa nota indica que os candidatos juntar-se-iam aos demais em Matalana, em Marracuene, e na Escola de Forças Especiais de Macandzene, na Manhiça, ambas na província de Maputo.
Abílio Ambrósio, Director de Formação e Pessoal no Comando-Geral da Polícia, disse que o falso concurso, sem data e nem assinatura, ostenta um carimbo e caracteres que se assemelham aos que são usados pela instituição.
Segundo o Notícias, no referido documento, faz-se menção à disponibilidade de 380 vagas, sendo que os candidatos reprovados deveriam prestar, de novo, provas de aptidão física, exames médicos e de Covid-19, para serem seleccionados num espaço de tempo que vai de 15 a 30 de Junho corrente, em todos os comandos provinciais.
“Isso não passa de uma falsidade. A PRM não emitiu nenhum comunicado, tanto é que o presente curso está a decorrer normalmente e sem previsão de entrada de nenhum outro candidato porque o processo fechou há muito tempo”, disse.
Afirmou que diligências estão em curso para apurar a fonte e o autor desta informação falsa, que não passa de um acto de burla. Explicou que a Polícia tem canais e mecanismos apropriados para o recrutamento que, em momento oportuno, serão dados a conhecer.
Reiterou que, para o ano, haverá mais um curso e com selecção dos candidatos, com a 10ª classe, a decorrer dentro dos padrões normais, devendo, em 2024, o ingresso à Polícia passar
a ser mediante apresentação do certificado da 12.ª classe. A formação terá a duração de doze meses, contra os actuais seis a nove meses.
As medidas constam de um pacote de reformas do sistema de formação policial anunciado pelo Comandante-Geral da Polícia, Bernardino Rafael, em Abril último.
O recrutamento passará a ser feito directamente nas escolas de nível secundário ou equivalentes, para evitar o ingresso de candidatos que não tenham feito a 12.ª classe.
As inscrições dos candidatos passarão a ser feitas pessoalmente e por via de plataformas digitais, devendo os resultados das provas de admissão serem, igualmente, divulgados através dos mesmos meios.
A plataforma flutuante Coral Sul começou a extrair gás natural ao largo de Cabo Delgado, anunciou este sábado o Governo e a petrolífera Eni em comunicado, citado pela Lusa.
O gás vai ser processado na plataforma, estacionada a vários quilómetros da costa, para começar a ser exportado “no segundo semestre deste ano”, acrescentou.
Trata-se do primeiro projeto para comercializar gás das reservas moçambicanas do Rovuma, que estão entre as maiores do mundo.
Ao contrário dos projetos em terra, que ainda não chegaram a avançar devido ao Terrorismo que afeta a província de Cabo Delgado, o projeto em mar alto chega à fase de produção dentro dos prazos anunciados no lançamento, em 2017.
A produção do projeto Coral Sul vai ser toda vendida à petrolífera BP durante 20 anos, com opção de extensão por mais 10.
Moçambique espera colocar todos os projetos de exploração a funcionar a tempo de converter aquelas reservas em receitas para o Estado.
Além de precisar de verbas para o desenvolvimento do país, Moçambique tem já comprometidas verbas do gás para a amortização de parte das dívidas ocultas – escândalo de corrupção com 2,7 mil milhões de dólares de garantias do Estado emitidas secretamente em 2013 e 2014.
Moçambique aposta no gás como fonte de energia de transição para outras mais limpas, logo, com maior longevidade, e aponta ainda como vantagem o teor de carbono mais reduzido do gás do Rovuma, tecnicamente classificando como mais limpo.
A bacia do Rovuma tem três projetos aprovados: a plataforma flutuante da Área 4, um projeto orçado em 6,12 mil milhões de euros, tem como meta produzir 3,4 milhões de toneladas de gás natural por ano (mtpa).
Os outros dois têm uma produção prevista quatro vezes maior cada um, logo, com maior capacidade de gerar receita, mas ainda ninguém tem a certeza quando vão ser realidade.
A União Desportiva do Songo (UDS) comanda o Moçambola-2022 de forma isolada com 12 pontos, depois de vencer, este domingo, o Ferroviário de Nacala, por um a zero, em desafio da quarta jornada da prova.
O Costa do Sol e o Ferroviário de Nampula partilham a segunda posição, ambos com dez pontos. No último sábado, as duas equipas empataram a uma bola, no campo da Associação Black Bulls.
Os “canarinhos” e “locomotivas” da chamada capital do norte, entraram para a jornada em igualdade pontual (nove), com o representante de Tete.
Noutras partidas da ronda, destaque vai para o empate a duas bolas entre o Ferroviário de Maputo e a Black Bulls, na Machava. Os campeões nacionais estiveram em desvantagem de duas bolas, mas foram a tempo de empatar, frustrando os “locomotivas”. No Chiveve, houve um nulo entre o Ferroviário da Beira e a Liga Desportiva de Maputo. O Ferroviário de Lichinga foi a Quelimane bater o Matchedje de Mocuba por 2-1, agravando a crise dos “militares”. A equipa de Mocuba continua sem pontuar na prova. É uma crise desportiva que se junta à administrativa e financeira que até precipitou a “fuga” de muitos atletas para outras paragens nesta janela de transferências que termina a 30 do mês corrente.
Em Xinavane, o Incomáti recebeu e bateu a AD Vilankulo por 1-0, naquela que foi a sua primeira vitória na prova. Na próxima jornada, teremos AD Vilankulo-Ferroviário Maputo; Ferroviário de Lichinga-Black Bulls; Ferroviário de Nacala-Ferroviário da Beira; Ferroviário de Nampula-UD Songo; Liga Desportiva de Maputo-Incomáti e Matchedje de Mocuba-Costa do Sol
Os transportes semi-colectivos de passageiros, vulgo “chapa”, passam a cobrar mais cinco meticais em todas as rotas na cidade da Beira após a aprovação de uma nova tabela, na quinta-feira, 16, na Assembleia Municipal (AMB), avança o Notícias.
Mesmo sem o anúncio da entrada em vigor da nova tarifa, o certo é que a proposta da Associação dos Transportadores da Beira (ATABE) foi aprovada pela edilidade.
Com este incremento, o preço do “chapa” da rota Baixa-Macúti passa de 10 para 15 meticais, Baixa-Manga passará de 13 para 18 meticais e da Baixa à Cerâmica passará de 20 para 25 meticais.
Recorde-se que no passado dia 30 de Maio os transportadores semi-colectivos paralisaram a sua actividade exigindo o aumento da tarifa sob alegação de que o combustível já havia subido e o valor anterior não era sustentável.
Enquanto isso, reagindo ao reajuste de cinco meticais, o presidente da ATABE, Américo Mussicuane, começou por dizer que a nova tarifa vai minimizar os custos operacionais que incluem a subida do preço dos combustíveis.
Crysta Abelseth, de 32 anos, foi condenada a pagar uma pensão de alimentos a um homem que alegadamente a violou em 2005. “Em vez de me trazer para minha casa, levou-me para a dele e violou-me no sofá da sala de estar “, disse Abelseth que acabou por ficar grávida e nove meses depois nasceu uma menina saudável.
O ataque aconteceu na cidade de Hammond, Indiana, nos EUA, quando John Barnes, na altura com 30 anos, se ofereceu para dar boleia à jovem depois de uma noite entre amigos, de acordo com a Fox News.
O homem só soube da existência da filha cinco anos depois: “Quando a minha filha tinha cinco anos de idade, ele descobriu-a e assim que a descobriu quis levá-la para longe de mim”.
Um teste de ADN comprovou a paternidade e o tribunal acabou por atribuir uma custódia partilhada da criança. A mulher foi ainda obrigada a pagar ao pai da filha a pensão de alimentos e taxas legais. “Ele já me ameaçou várias vezes e diz que tem contacto no sistema judicial e que o melhor é eu ter cuidado, porque ele pode levar a minha filha quando quiser. Eu não acreditei nele até isso acontecer mesmo”, afirmou Crysta.
Peritos independentes que reportam para a ONU sobre a República Democrática do Congo disseram nesta sexta-feira que os rebeldes M23 planeavam capturar a cidade oriental de Goma para extrair concessões políticas.
Os recentes combates entre os rebeldes e as tropas da república Democrática do Congo (RDC) inflamaram as tensões regionais, com o governo de Kinshasa a acusar o vizinho Ruanda de apoiar o M23.
O Ruanda tem negado repetidamente a acusação.
Ambos os lados acusaram-se mutuamente de bombardeamentos transfronteiriços.
Na segunda-feira, 13, na mais recente escalada de violência, combatentes do M23 capturaram a cidade estratégica de Bunagana, na fronteira do Uganda.
Um relatório da equipa internacional de peritos da ONU sobre a RDC, datado de 14 de Junho, mas publicado na sexta-feira, sugeriu que a medida faz parte de um plano para estrangular o acesso a Goma e eventualmente capturar a cidade.
De acordo com entrevistas com seis membros do M23, o líder do grupo, general Sultani Makenga, planeou capturar Bunagana e duas outras cidades na província oriental do Kivu Norte “para cortar a estrada estratégica Goma-Rutshuru, e depois tomar Goma”, diz o relatório.
A intenção é extrair concessões políticas que incluem amnistias, recuperação de bens, posições políticas e integração dos combatentes do M23 no exército congolês, de acordo com o relatório.
Goma é um importante centro comercial de cerca de um milhão de pessoas no leste da RDC, que se situa na fronteira com o Ruanda.
Uma milícia tutsi, principalmente congolesa, que é um dos muitos grupos armados no leste da RDC, a M23 saltou para a proeminência global em 2012, quando capturou brevemente a cidade.
Foi forçada a sair pouco depois, numa ofensiva conjunta das tropas da ONU e do exército congolês.
Depois de permanecerem “adormecidos” durante anos, os rebeldes retomaram os combates em Novembro passado, após acusarem o governo de não honrar um acordo de 2009 ao abrigo do qual o exército deveria incorporar os seus combatentes.
Os confrontos intensificaram-se em Março, provocando a fuga de milhares de pessoas.
O relatório dos peritos da ONU baseia-se em entrevistas com testemunhas e membros do governo, realizadas até 15 de Abril.
Afirma-se que o ressurgimento da violência por parte do M23 resultou em parte de negociações paradas com o governo congolês.
A companhia australiana Syrah Resources disse, nesta sexta-feira (17), ter recomeçado as ligações para a sua mina de grafite em Balama, na província moçambicana de Cabo Delgado.
Na semana passada, a Syrah interrompeu as deslocações de e para as suas operações na zona, depois de um segundo ataque de insurgentes em Ancuabe.
Esse ataque registou-se a cerca de 200 quilómetros do projecto de Balama, mas a cerca de 30 quilómetros da Estrada Nacional Número 1, a principal rota de transporte entre Balama, Nacala e Pemba.
Num comunicado hoje emitido, a Syrah disse que as suas operações na mina não foram afectadas pelas restrições de transportes e que as movimentações de e para a mina tinham recomeçado depois de monitorização directa e avaliações da situação e segurança feitas por “terceiras partes qualificadas”.
A companhia não especificou quem precisamente fez a avaliação.
Apesar do anúncio do recomeço das ligações, as acções da companhia continuavam em queda na bolsa australiana, caindo hoje cerca de 3,7%. Desde a semana passada, registam uma queda total de 23%.
O ataque em Ancuabe foi contra uma mina operada por outra companhia australiana, a Triton, que confirmou a morte de dois dos seus empregados no projecto Grafex.
Especialistas alertam para o risco de saúde das famílias mais pobres, sobretudo das crianças na província da Zambézia devido a subida constante dos preços dos productos básicos.
Há cidadãos que dizem que, por estes dias, não conseguem comprar produtos básicos porque os preços estão a disparar na província da Zambézia, escreve a DW.
“Cada dia que vens ao mercado encontras um preço, diferente do anterior”, conta a cidadã Ornila Azirdo. “Nós que não trabalhamos passamos mal. Pão já não se come. E não fritamos o peixe, cozemos. E o coco também está caro, entre 25 a 30 meticais [50 cêntimos de euro]. Assim fica difícil.”
Especialistas dizem que a inflação em Moçambique já ronda os 9%, mas poderá subir ainda mais este ano, até aos 11,7%, em relação a 2021. Segundo o Standard Bank, a culpa é dos “custos mais elevados dos alimentos importados e dos combustíveis, agravados pelo conflito Rússia-Ucrânia”.
Risco de desnutrição crónica
Face a esta situação, o nutricionista Matias Culpa teme que os casos de desnutrição se agrave no seio das famílias mais pobres, principalmente entre as crianças.
“Se o preço da cesta básica aumenta, as pessoas têm défice de acesso a estes mesmos produtos. Alguém que devia consumir um alimento rico num determinado nutriente já não beneficiará desse nutriente de forma direta. Isso tem consequências para o estado nutricional da própria criança ou do indivíduo”, explica Matias Culpa.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a taxa de desnutrição crónica na província da Zambézia é de 43%, e este número pode aumentar.
As autoridades brasileiras confirmaram ontem que os restos humanos, no local onde um dos principais suspeitos confessou ter assassinado Dom Phillips e o ativista brasileiro Bruno Araújo Pereira, são do jornalista britânico.
“Os remanescentes de Dom Phillips fazem parte do material que foi recolhido no local”, lê-se no comunicado do comité de crise, coordenado pela Polícia Federal.
Na mesma nota acrescenta-se que estão “em curso os trabalhos para completa identificação dos remanescentes, para a compreensão das causas das mortes, assim como para indicação da dinâmica do crime e ocultação dos corpos”.
Horas antes, um outro comunicado das autoridades dava conta que autoridades brasileiras acreditam que os responsáveis pela morte de um jornalista britânico e de um ativista brasileiro na Amazónia “agiram sozinhos”, numa altura em que admitem mais detenções.
De acordo com um comunicado do comité de crise, as investigações “apontam que os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”.
Ainda assim, as autoridades indicam haver “indicativos da participação de mais pessoas na prática criminosa” e que “com o avanço das diligências, novas prisões poderão ocorrer”.
Na quarta-feira à noite, as autoridades brasileiras encontraram restos humanos no local onde um dos principais suspeitos confessou ter assassinado Dom Phillips e Bruno Araújo Pereira, numa zona remota da Amazónia. Os corpos chegaram na quinta-feira à noite a Brasília num avião da Polícia Federal.
Phillips e Araújo desapareceram a 05 de junho quando navegavam num rio no Vale do Javari, uma região de selva perto das fronteiras do Brasil com o Peru e a Colômbia, onde tinham viajado para recolher material para um livro em que o jornalista estava a trabalhar sobre as ameaças enfrentadas pelos indígenas na região.
As duas pessoas detidas até agora são dois irmãos pescadores da região que Bruno Araújo já tinha denunciado por praticarem pesca ilegal em zonas proibidas, como reservas indígenas.
A selecção nacional de Basquetebol venceu a similar de Cabo Verde, por (91-77), nesta sexta-feira(17), no arranque do Torneio Internacional de Benguela, que se disputa em Angola, até ao dia 19 deste mês, no Pavilhão das Acácias.
Destaque vai para as exibições de Helton Ubisse que terminou a partida com oito ressaltos e 16 pontos, o mesmo número de pontos que Ayade Munguambe que acrescentou ainda seis ressaltos, enquanto que o poste Egídio Zandamela anotou 15 pontos e oito ressaltos. Há ainda a destacar as exibições do capitão Ermelindo Novela (11 pontos) e Danilo Cumbe (12 pontos).
Moçambique volta a jogar este sábado com a selecção de Angola “B” partida marcada para as 16 Horas de Benguela, 17 Horas de Maputo, em partida inserida para a segunda jornada.
A Comissão Europeia deu ontem aval à candidatura da Ucrânia para o processo de adesão à União Europeia. De regresso de Kiev, o Presidente francês, Emmanuel Macron, disse numa entrevista ao canal de televisão BFMTV, que o caminho da integração europeia da Ucrânia será longo, mas “com esperança”.
Para a Comissão Europeia, a Ucrânia mostrou a aspiração e determinação para dar início ao processo de adesão. O processo de adesão deverá começar após o país realizar uma série de reformas que o aproximem dos critérios dos 27.
Numa entrevista, Emmanuel Macron disse que desta viagem a Kiev, e uma curta deslocação a Irpin, nos arredores da capital, quer que fique a memória de que a Europa esteve presente pela Ucrânia e que muitas decisões foram tomadas nos jardins do Palácio Presidencial ao lado de Volodymyr Zelensky.
Foi esta a vontade expressa pelo líder francês na viagem de regresso e numa entrevista exclusiva com o canal BFMTV dada a bordo do comboio que trouxe de volta à Polónia Emmanuel Macron, o chanceler Olaf Scholz e o Presidente romeno Klaus Iohannis.
Nesta viagem, a França prometeu reforçar a ajuda à Ucrânia, enviado mais seis canhões César, um dos lançadores mais potentes do arsenal gaulês, mas sobretudo a promessa de uma possível integração europeia. O Presidente Macron avisou que o caminho será longo, mas positivo.
“Nós assumimos este movimento para a Europa“, disse o líder francês.
As relações com Zelensky “sempre foram boas”, apesar das polémicas, defendeu o Presidente.
Quanto à sua posição face à Rússia, o Presidente disse que vai continuar a falar com Vladimir Putin, até porque não há contacto entre Kiev e Moscovo, com o líder francês a defender que as conversas com Putin serviram sempre para encontrar caminhos para a Paz.
Ontem a ONU declarou que a situação em Donbass é “extremamente alarmante” e que se continua a degradar, especialmente em Severodonetsk e nas suas imediações onde está o último resquício de resistência na região de Lougansk, quase toda já ocupada pelos russos.
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O presidente da Renamo, Ossufo Momade, rejeitou as exigências para deixar de imediato a liderança do partido, defendendo que qualquer transição deve respeitar os...