Destaque PRM denuncia falso concurso de ingresso

PRM denuncia falso concurso de ingresso

A Polícia da República de Moçambique (PRM) denunciou, semana passada, a circulação, nas redes sociais e outras plataformas, de um falso concurso de ingresso às fileiras da corporação por via de repescagem de candidatos reprovados na frequência do XLII Curso Básico de Formação de Guardas da Polícia.

A falsa nota indica que os candidatos juntar-se-iam aos demais em Matalana, em Marracuene, e na Escola de Forças Especiais de Macandzene, na Manhiça, ambas na província de Maputo.

Abílio Ambrósio, Director de Formação e Pessoal no Comando-Geral da Polícia, disse que o falso concurso, sem data e nem assinatura, ostenta um carimbo e caracteres que se assemelham aos que são usados pela instituição.

Segundo o Notícias, no referido documento, faz-se menção à disponibilidade de 380 vagas, sendo que os candidatos reprovados deveriam prestar, de novo, provas de aptidão física, exames médicos e de Covid-19, para serem seleccionados num espaço de tempo que vai de 15 a 30 de Junho corrente, em todos os comandos provinciais.

“Isso não passa de uma falsidade. A PRM não emitiu nenhum comunicado, tanto é que o presente curso está a decorrer normalmente e sem previsão de entrada de nenhum outro candidato porque o processo fechou há muito tempo”, disse.

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Afirmou que diligências estão em curso para apurar a fonte e o autor desta informação falsa, que não passa de um acto de burla. Explicou que a Polícia tem canais e mecanismos apropriados para o recrutamento que, em momento oportuno, serão dados a conhecer.

Reiterou que, para o ano, haverá mais um curso e com selecção dos candidatos, com a 10ª classe, a decorrer dentro dos padrões normais, devendo, em 2024, o ingresso à Polícia passar
a ser mediante apresentação do certificado da 12.ª classe. A formação terá a duração de doze meses, contra os actuais seis a nove meses.

As medidas constam de um pacote de reformas do sistema de formação policial anunciado pelo Comandante-Geral da Polícia, Bernardino Rafael, em Abril último.

O recrutamento passará a ser feito directamente nas escolas de nível secundário ou equivalentes, para evitar o ingresso de candidatos que não tenham feito a 12.ª classe.

As inscrições dos candidatos passarão a ser feitas pessoalmente e por via de plataformas  digitais, devendo os resultados das provas de admissão serem, igualmente, divulgados através dos mesmos meios.

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