Nos distritos de Luabo e Chinde, na província da Zambézia, em Moçambique, as estradas estão cortadas e os barcos não circulam, devido à enchente do rio Zambeze.
Mais de nove mil pessoas estão isoladas e sem assistência humanitária nos distritos de Luabo e Chinde, na província da Zambézia, centro de Moçambique, na sequência do ciclone tropical Freddy, disseram na quarta-feira (05) as autoridades.
O delgado do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) na província da Zambézia, Hélder da Costa, disse à emissora pública Rádio Moçambique que a ajuda alimentar não consegue alcançar as comunidades dos distritos de Luabo e de Chinde.
As estradas estão cortadas e os barcos não circulam, devido à enchente do rio Zambeze, explicou Costa.
O Freddy é já um dos ciclones de maior duração e trajetória nas últimas décadas, tendo viajado mais de 10.000 quilómetros desde que se formou ao largo do norte da Austrália em 04 de fevereiro e atravessou todo o oceano Índico até à África Austral.
Atingiu pela primeira vez a costa oriental de Madagáscar em 21 de fevereiro e regressou à ilha em 05 de março, onde deixou um rasto de 17 mortos e 300.000 pessoas afetadas.
Em Moçambique, o ciclone teve o seu primeiro impacto em 24 de fevereiro e voltou a tocar terra em meados de março, tendo provocado pelo menos 165 mortos, segundo o balanço oficial.
O temporal matou um total de 605 pessoas no Maláui, Moçambique e Madagáscar.
Afghan women sit after receiving food aid distributed by a charity foundation during the Muslim holy fasting month of Ramadan in Kandahar on March 28, 2023. (Photo by Sanaullah SEIAM / AFP)
Os talibãs emitiram uma ordem que proíbe as mulheres afegãs empregadas pela ONU, até agora isentas destas restrições, de trabalharem em qualquer lugar no Afeganistão, adiantou, na terça-feira, o porta-voz da organização, denunciando uma decisão “inaceitável e francamente inconcebível”.
“Fomos informados por diferentes canais que a proibição se aplica a todo o país”, realçou Stéphane Dujarric, citado pela agência France-Presse (AFP).
Inicialmente, a missão das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) tinha anunciado que os talibãs tinham proibido as suas funcionárias de trabalhar na província oriental de Nangarhar.
Dujarric referiu que a decisão é para todo o território e que a ONU ainda está à procura de mais informações.
Esta quarta-feira estão marcadas reuniões em Cabul com os “governantes de facto” do país para tentar esclarecer os detalhes, enquanto se avalia o seu possível impacto, acrescentou.
“Para o secretário-geral [António Guterres] tal proibição é inaceitável e francamente inconcebível”, apontou, denunciando a vontade de “minar as capacidades das organizações humanitárias para ajudar quem mais precisa”.
O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, deixou claro que, sem as mulheres, as Nações Unidas não poderão continuar a ajudar a população do país como tem feito.
“As mulheres do nosso quadro são essenciais para que as Nações Unidas prestem uma ajuda vital”, sublinhou o porta-voz durante a sua conferência de imprensa diária.
Dujarric vincou que este veto não só viola “os direitos fundamentais das mulheres” como também dificulta a continuidade do trabalho da organização no terreno.
Entre outras coisas, recordou que “dada a sociedade e a cultura” no Afeganistão “são necessárias mulheres para ajudar as mulheres”, que estão entre as mais ameaçadas pela enorme crise humanitária no país, aludindo ao facto de que em muitas regiões não é bem visto que os homens atendam as mulheres, ou vice-versa.
De acordo com Dujarric, a proibição é “inaceitável” e contribui para uma “tendência preocupante de minar a capacidade das organizações de ajuda humanitária de alcançar os mais necessitados”.
De acordo com os dados da ONU, entre 30 e 40% do pessoal das organizações humanitárias que entregam, gerem, controlam ou avaliam a necessidade de assistência são mulheres.
Dujarric acrescentou que a organização tem atualmente cerca de 4.000 pessoas a trabalhar no Afeganistão, das quais cerca de 3300 são nativas do país, embora não tenha revelado quantas são mulheres.
No dia seguinte à proibição, várias ONG anunciaram a suspensão das suas atividades, antes de as retomarem em meados de janeiro com o apoio das suas funcionárias em alguns setores que se beneficiam de isenções, como saúde e nutrição.
As mulheres ou a educação das raparigas são um assunto sensível no Afeganistão, após a tomada do poder pelos talibãs em agosto de 2021.
Os talibãs impedem as mulheres de participarem na vida pública do país tendo muitas afegãs perdido os empregos no setor público.
Desde novembro do ano passado as mulheres afegãs foram também proibidas de frequentarem parques, ginásios e banhos públicos.
As mulheres afegãs não são autorizadas a viajar sem serem acompanhadas de um parente do sexo masculino e devem estar sempre cobertas quando saem de casa.
Moçambique, à semelhança de outros países africanos, continua a enfrentar enormes desafios do recursos para a construção, reabilitação e manutenção das infra-estruturas rodoviárias para a promoção do comércio regional.
A constatação foi feita ontem, em Maputo, pela vice-ministra das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Cecília Chamutota, falando na cerimónia do encerramento da 20.ª Assembleia da Associação dos Fundos de Manutenção de Estradas de África (ARMFA), que vinha decorrendo desde segunda-feira na cidade de Maputo.
Chamutota referiu que a nível regional e continental há também a necessidade de se reforçar a coordenação na planificação e implementação dos programas de estradas regionais que garanta a complementaridade dos sistemas de transporte.
O corpo do finado foi resgatado a flutuar naquele leito por um grupo de pescadores artesanais. O acontecimento foi avançado na segunda-feira, à AIM, naquele ponto do país, pelo administrador do distrito, João Nhanbessa.
“Registamos na semana finda um caso de conflito homem-animal, onde um pescador foi atacado mortalmente por crocodilos ao longo do rio Chire, na Zambézia”, contou.
Pelo menos quatro pescadores morreram, vítimas de ataques por crocodilos ao longo das margens do rio Chire, distrito de Morrumbala, província da Zambézia. O último caso ocorreu na semana finda, na povoação de Gera, localidade de Pinda, posto administrativo de Migaza.
Tabaco produzido na presente época agrícola no Malawi, poderá ser vendido no mercado moçambicano, devido ao baixo preço de comercialização aplicado pelo comprador local.
O tabaco de primeira qualidade, está a ser comprado a 4.30 dólares cerca de 230 meticais o quilo, um valor visto pela associação de tabaco do Malawi como insignificante, a avaliar pelo custo de produção desta cultura de rendimento.
E com o lançamento da campanha de comercialização do tabaco, dentro das próximas duas semanas, os produtores fincam que não irão colocar o seu produto no mercado local e apontam Moçambique e Zâmbia, como destino preferido.
O presidente da Associação de Tabaco do Malawi, Abel Kalima Banda, disse que os produtores não concordam com os preços mínimos a serem aplicados na compra do tabaco, e se o governo não intervier, o produto será vendido fora do país.
“Os produtores estão decididos em vender o seu tabaco na Zâmbia e Moçambique, países que oferecem melhores preços. A fumicultura não pode crescer aqui no país pois os preços de comercialização não compensam o investimento aplicado na aquisição de insumos agrícolas”, disse Banda.
Na presente época agrícola, o Malawi projecta uma produção de 128 mil toneladas de tabaco, uma cultura que responde cerca de 50% dos ganhos totais em divisas para o país e cerca de 15% do PIB.
No ano passado, o país comercializou 85 mil toneladas de tabaco, o que rendeu para o Malawi um total de 182 milhões de dólares.
O promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, acusou na terça-feira (04) Donald Trump de falsificar declarações tributárias para encobrir crimes de campanha.
O ex-presidente dos Estados Unidos (EUA) teria falsificado documentos para encobrir um esquema que suprimia, por meio de suborno, informações que fossem danosas à eleição de Trump em 2016.
Em entrevista coletiva à imprensa, Alvin Bragg disse que o ex-presidente chefiava um esquema que envolvia pagamentos pelo silêncio de pessoas que poderiam dar declarações negativas para campanha presidencial de Trump em 2016. O bilionário teria falsificado 34 documentos para encobrir os crimes.
“Isso foi feito para encobrir possíveis declarações de uma mulher chamada Stormy Daniels. Michael Coen (advogado de Trump na época) pagou US$ 130 mil para esconder informações que seriam danosas à Donald Trump”, declarou Bragg.
Trump teria organizado o esquema em 2015, às vésperas do ano eleitoral, em conjunto com executivos de sua empresa, seu ex-advogado Michael Coen e terceiros. Segundo a Promotoria, Cohen teria pago US$ 130 mil aos advogados da atriz pornô Stormy Daniels, para que ela não desse declarações sensíveis sobre Trump.
O ex-presidente compareceu ao Tribunal Criminal de Manhattan nesta terça-feira, para que fosse feito indiciamento formal do processo.
Bragg ainda diz que Trump teria aberto uma empresa para encobrir os pagamentos de silêncio feitos por Cohen, além dos honorários de seus serviços. As quantias pagas no esquema para suprimir informações eram declaradas como gastos por serviços fictícios, teoricamente realizados por Michael Cohen em 2017 para a empresa.
“O réu manteve documentos em suas mãos contendo as declarações tributárias falsas de que ele estava pagando Michael Cohen por serviços legais em 2017. Ele pessoalmente assinou cheques para pagamentos a Cohen. No total, o júri descobriu que foram 34 documentos com essas declarações falsas”, explicou Bragg nesta terça.
De acordo com o promotor, o esquema era ilegal e “violou as leis eleitorais de Nova York para promover uma candidatura por meios ilegais”. Além disso, Bragg também afirmou que as declarações tributárias falsas também infringem as legislações distritais.
Segundo o Instituto Nacional de Saúde, as doses chegaram atrasadas àquela província devido à escassez e elevada procura no mundo. A Organização Mundial da Saúde diz que a falta ocorre porque há apenas um produtor no mundo.
A cólera já causou a morte de mais de 100 pessoas em Moçambique, e mais de 15 mil doentes encontram-se internados. A Organização Mundial da Saúde chegou a considerar, no último sábado, que este é o pior surto dos últimos 10 anos no país.
A última campanha de vacinação contra a doença devia ter abrangido a província de Tete, mas o défice de doses no mundo fez com que chegasse tardiamente à província.
O gestor nacional para resposta à cólera, no Instituto Nacional de Saúde (INS), José Paulo Langa, disse que a vacina chegou a Tete esta segunda-feira, e a vacinação, com início previsto para breve, vai abranger os distritos de Angónia, Mutarara, Doa e cidade de Tete.
A situação da doença tende a melhorar em alguns pontos do país, mas há ainda províncias em situação crítica.
“A cidade de Quelimane e a província da Zambézia têm agora cinco distritos com surtos activos, mas também temos a província de Sofala, principalmente a cidade da Beira, que, apesar de ter números menores em relação à Zambézia, tem-nos preocupado e outro ponto que nos continua a preocupar é a cidade de Chimoio (Manica)”, avançou José Paulo Langa, gestor nacional para resposta à cólera, no INS.
Quanto à escassez da vacina, o representante da Organização Mundial da Saúde, Severin Von Xylander, esclarece que o facto decorre do desinteresse da indústria farmacêutica pela produção do medicamento.
“Não é um mercado muito lucrativo; as grandes indústrias farmacêuticas não estão interessadas nesse produto. Neste momento, há só um produtor da vacina. A OMS estima que existem outros, como na África do Sul, mas produzir uma vacina é complicado e não acontece de dia para outro”, Severin Von Xylander, representante da Organização Mundial da Saúde.
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde, o país administra apenas uma dose da vacina, dos dois milhões de doses recebidas para conter a emergência. Para completar a dosagem, são necessários mais dois milhões e, em função do surgimento de novos focos da doença, a quantidade pode aumentar.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chegou à Polónia para a sua primeira visita oficial ao país, informou a presidência polaca.
“O senhor Presidente atravessou a fronteira polaca. Está em território polaco”, disse Marcin Przydacz, assessor da presidência polaca, à televisão TVN24, sem acrescentar detalhes.
O líder ucraniano terá encontros com o seu homólogo polaco, Andrzej Duda, e com o primeiro-ministro, Mateusz Morawiecki, para falarem sobre segurança, relações internacionais e económicas, bem como questões histórias e delicadas entre os dois paises, segundo a mesma fonte.
O presidente ucraniano vai encontrar-se com ucranianos residentes na Polónia, o membro da União Europeia (UE) que mais acolheu refugiados do país invadido desde a agressão russa.
“Será uma visita muito especial”, disse o passessor da presidência polaca.
Zelensky fez poucas viagens ao exterior desde o início da guerra com a Rússia, desencadeada em 24 de fevereiro de 2022 por ordem do presidente russo, Vladimir Putin. A Polónia tem sido um importante aliado de Kiev desde o início da invasão.
O presidente ucraniano fez a primeira viagem ao estrangeiro em dezembro de 2022, quando se deslocou aos Estados Unidos, após a qual fez escala em Varsóvia.
Posteriormente, viajou para Londres, Paris e Bruxelas, em fevereiro, fazendo também uma visita curta à Polónia antes de regressar à Ucrânia.
Uma professora afecta à Escola Primária 1 de Junho, no distrito de Sussundenga, província de Manica, encontra-se sob custódia policial no comando da PRM indiciada de ter sequestrado sua aluna, de seis anos de idade, com o propósito de pedir resgate ao pai. A indiciada pretendia ajustar as contas por a ter recusado após terem alegadamente amantizado.
O caso ocorreu na última sexta-feira. A professora reteve a aluna no final da aula para, de seguida, levá-la à cidade de Chimoio, no bairro 25 de Setembro, local onde estava localizado o cativeiro.
Em conexão com o caso, estão igualmente envolvidos e detidos o taxista da professora, juntamente com um casal de jovens que cedeu a sua casa para ser cativeiro da raptada.
A indiciada confessa o crime e explica que cometeu a acção para ajustar as contas com o pai da menor, que num passado recente era o seu namorado.
A ideia surgiu como forma de pressionar a família a desembolsar o valor de quinhentos mil meticais para o resgate da filha.
Por seu turno, o pai da vítima, por sinal, director da Escola Primária de Mussapa, ainda em Sussundenga, e na qual a sequestradora trabalhou no ano de 2018, disse que a quadrilha efectuava ligações constantes pedindo o valor para o resgate da sua filha de seis anos.
O pai contou ainda que só na tarde de domingo conseguiu transferir trinta mil meticais, porque os malfeitores ameaçavam tirar a vida da filha caso não efectuasse a transferência naquele dia.
Paulo Candeeiro, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Manica, explicou que a neutralização da raptora foi possível graças ao trabalho coordenado pelas autoridades policiais.
Pessoas entrevistados em Sussundenga lamentaram o sequestro que envolve a professora.
“Já não sei a quem podemos confiar a educação dos nossos filhos, porque até os professores já constituem um perigo para os mesmos”, disse Edson Bitrosse, residente naquele distrito.
A produção de petróleo bruto no mundo vai reduzir em 1,2 milhões de barris por dia a partir de Maio. A situação poderá obrigar a novos agravamentos de preços de combustíveis no país nos próximos meses.
Os países exportadores de petróleo anunciaram uma redução dos níveis de produção do petróleo bruto, de cerca de 1,2 milhões de barris, o correspondente a 190 milhões de litros. A medida da Opep+ já se fez sentir nos mercados internacionais, provocando um incremento de 8% sobre os preços do petróleo BRENT.
Segundo escreve a imprensa internacional, a medida, que já está a provocar agravamento do preço de combustíveis no mundo, é destinada a apoiar a estabilidade do mercado petrolífero. Da lista dos países produtores que adoptaram os cortes constam a Arábia Saudita, que anunciou que irá realizar um corte voluntário de 500 mil barris por dia, de Maio até o final de 2023.
Esta acção irá acontecer em coordenação com os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e não membros da organização (Opep+) que participam da declaração de cooperação.
“As reduções serão feitas no Iraque (211 mil bpd), Emirados Árabes Unidos (144 mil bpd), Kuwait (128 mil bpd), Cazaquistão (78 mil bpd), Argélia (48 mil bpd), Omã (40 mil bpd) e Gabão (8 mil bpd). Além disso, a Rússia, que integra a Opep+, estenderá o actual corte de 500 mil bpd em sua produção até o fim de 2023, trazendo a redução total na oferta a 1,66 milhão de bpd”, detalhou a Opep.
Com isso, o contrato futuro do petróleo Brent com vencimento em Junho fechou com alta nesta segunda-feira, de 6,31%, a US $84,93 o barril, após chegar a subir mais de 8% no início da sessão”, lê-se na página internacional de economia – Infomoney.
A Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL) acompanhou o anúncio e mostrou-se preocupado, pois entende que, por Moçambique não ser uma Ilha, poderá ser afectado de alguma forma.
“Este anúncio já se fez sentir nos mercados internacionais, provocando um incremento imediato de 8% sobre os preços do petróleo BRENT e com perspectivas de uma escalada ascendente nas próximas semanas. Chamamos especial atenção aos nossos clientes e público em geral que os próximos meses serão mais desafiantes, no que tange ao preço de combustíveis no mercado interno”, apelou o secretário-geral da AMEPETROL, Ricardo Cumbe.
De acordo com a fonte, que falava à nossa reportagem, o país poderá ser afectado em função das encomendas que forem feitas no âmbito dos novos tarifários praticados, o que, pelos cálculos, pode ser dentro de três a quatro meses.
Foi detido Peter Murrell, marido de Nicola Sturgeon, ex-primeira-ministra da Escócia.
Segundo a BBC, a detenção de Peter Murrell, de 58 anos, está relacionada com uma investigação sobre as finanças do Partido Nacional Escocês (SNP), do qual é ex-presidente executivo.
A polícia não divulgou a identidade do detido, mas confirmou, em comunicado, que um homem de 58 anos foi preso esta manhã na Escócia e está detido numa esquadra, onde está a ser interrogado.
“Os agentes estão também a efetuar buscas em vários endereços como parte da investigação” sobre o financiamento e finanças do SNP, acrescentou a força policial.
Imagens publicadas nos meios de comunicação britânicos mostram a casa que Murrell partilha com Sturgeon em Glasgow com veículos da polícia à porta e uma fita em redor para limitar o acesso.
Murrell demitiu-se de presidente executivo do partido no mês passado, ao assumir a responsabilidade por uma informação errada sobre o número de militantes do SNP, que perdeu 30.000 filiados no espaço de um ano.
A demissão após mais de 20 anos no posto aconteceu durante a eleição interna do partido desencadeada por Nicola Sturgeon, que invocou o “impacto físico e mental” sofrido durante oito anos como chefe do governo regional.
O SNP anunciou Humza Yousaf como líder na passada segunda-feira, o qual tomou posse como chefe do Executivo escocês na quarta-feira.
O facto de o presidente-executivo do SNP ser marido da líder foi motivo de críticas durante a campanha e levantou rumores sobre irregularidades e desvio de fundos.
A candidata derrotada Ash Regan considerou “inaceitável ter o marido da líder do partido como o presidente executivo”, enquanto Kate Forbes referiu que “as decisões dentro do SNP foram tomadas por muito poucas pessoas”.
Um porta-voz do SNP disse estar a colaborar com a investigação da Polícia Escocesa, mas recusou comentar sobre a detenção do antigo dirigente.
A Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL) anunciou que “os próximos meses serão mais desafiantes no que tange aos preços de combustíveis no mercado interno devido à recente redução da produção de petróleo bruto pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais a Rússia (OPEC+).
De acordo com o comunicado do AMEPETROL, a que o “Noticias Online” teve acesso, a medida que deve ter efeito a partir do próximo mês, já provocou um aumento imediato de 8% nos preços do petróleo BRENT e pode continuar a subir nas próximas semanas.
Apesar dos preços de venda dos combustíveis líquidos ao público terem se mantido constantes nos últimos meses, a AMEPETROL alerta que os próximos meses serão mais desafiadores em relação aos preços no mercado interno.
A Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas ressalta que tem acompanhado de forma sistemática a evolução e comportamento dos preços nos mercados internacionais do petróleo bruto e seus derivados e que está muito preocupada com a medida adoptada pela OPEC+.
Um adolescente de 14 anos foi detido numa pequena localidade da Alsácia, em França, por suspeita de estar a preparar um ataque terrorista em nome do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), disseram as autoridades francesas.
“É uma situação muito grave”, declarou o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, numa entrevista ao canal de televisão BFMTV.
Darmanin afirmou que “a ameaça islâmica é muito forte”, lembrando que desde 2017 as forças de segurança francesas travaram 41 ataques que estavam a ser planeados no país.
A detenção do suspeito de 14 anos foi realizada na terça-feira por agentes da Direção-Geral de Segurança Interna [DGSI- serviços de informação franceses] na cidade de Rosenau, no departamento do Alto Reno, próximo da fronteira com a Alemanha e a Suíça.
A Procuradoria Nacional Antiterrorista (PNAT) abriu uma investigação preliminar que pretende confirmar se o jovem estava a preparar uma ação violenta e, sobretudo, determinar qual era o seu objetivo.
Nas buscas realizadas após a sua detenção, foram encontrados dispositivos artesanais.
O ex-presidente norte-americano Donald Trump se declarou inocente, na terça-feira (04), das 34 acusações criminais em que é investigado pelo procurador distrital de Manhattan, nos Estados Unidos, Alvin Bragg. Em pronunciamento à imprensa, o bilionário declarou que o seu único crime foi defender o país de quem tentou destruí-lo.
“Nunca pensei que algo assim pudesse acontecer na América. O único crime que cometi foi defender destemidamente nossa nação daqueles que procuram destruí-la”, disse Donald Trump em pronunciamento aos jornalistas.
Durante o pronunciamento, Trump diz que “praticamente todos” que analisaram a acusação e até mesmo Democratas, partido de oposição, acreditam que “não há crime e que [isso] nunca deveria ter sido apresentado”.
Donald Trump também atacou o promotor Alvin Bragg e disse que ele queria pegá-lo a “qualquer custo e isso antes que ele soubesse qualquer coisa sobre mim”.
Acusações contra Trump
Trump foi indiciado por um grande júri da cidade de Nova York na última quinta-feira (30) pelo suposto pagamento à atriz pornô Stormy Daniels em 2016. Segundo as investigações, o dinheiro seria utilizado para comprar o silêncio da intérprete de filmes adultos por um possível caso extraconjugal.
O ex-presidente se apresentou ao Tribunal Criminal de Manhattan, em Nova York, na manhã desta terça para prestar esclarecimentos sobre o suposto pagamento de propina.
“Hoje não é um dia feliz. Estamos muito tristes pelo que aconteceu (…) É um caso que já vinha se desenrolando nos últimos 4, 5 anos e, na verdade, é uma denúncia vazia que não traz nenhum crime federal ou estadual”, afirmou à imprensa Todd Blanche, advogado de Donald Trump, na saída do tribunal.
A Bernina Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário (Remunerado) para formação em máquinas de bordar industriais e digitalização de desenhos. Saiba mais.
A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar para o seu pessoal um (1) Oficial de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizado (Meal) – (Grade 5). Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director Técnico do Projecto USAID FILOVC. Saiba mais.
O voleibolista brasileiro Wallace de Souza, campeão olímpico no Rio2016, foi suspenso por um ano pelo Comité Olímpico do Brasil (COB), por mensagens abusivas sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Conselho de Ética do COB foi unânime em decidir a suspensão de Souza, de 37 anos, por “ato antiético e por promover e incitar à violência” nas redes sociais.
O oposto do Cruzeiro, apoiante confesso do antigo presidente Jair Bolsonaro, foi suspenso provisoriamente a 31 de janeiro, depois de ter promovido uma sondagem na sua página no Instagram em que perguntava se Lula merecia um tiro na cara.
Castigado por 90 dias nas competições internas, Wallace de Souza só poderá voltar a jogar em 3 de Maio.
Ao nível de seleções, o oposto enfrenta, então, um ano de suspensão.
Wallace de Souza já tinha renunciado à seleção brasileira após os Jogos Olímpicos Tóquio2020, disputados em 2021, mas aceitou voltar para disputar o Mundial no ano passado.
As obras em curso no porto de Nacala, na província de Nampula, estão já na sua fase conclusiva, projectando-se o seu término para o próximo mês de Maio.
O porto natural de Nacala, situa-se na baía do Bengo, província de Nampula, nas águas mais profundas da costa oriental de África, com ligações ferroviárias para o interior de Moçambique e para o exterior.
Falando sábado, em Matibane, no distrito de Mossuril, em Nampula, à margem do XXVI Conselho de Directores da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), o Presidente do seu Conselho de Administração, Agostinho Langa, assegurou que o porto de Nacala será o mais moderno de Moçambique, uma vez que a reabilitação e expansão em curso irá eliminar alguns dos problemas que provocam constrangimentos como o do acesso, pois só tinha uma única via de entrada e saída, aliada a dificuldade de flexibilidade no manuseamento de carga.
“Com a reabilitação não só vai aumentar a capacidade que passará de 100 mil contentores por ano, para cerca de 250 mil, como também espera-se que a produtividade no manuseamento de contentores passe dos actuais seis para cerca de 24, por hora. Com a introdução dos pórticos haverá essa facilidade de manuseamento de contentores com muita rapidez”, explicou, segundo a AIM.
As autoridades suecas detiveram cinco pessoas suspeitas de preparar um “ato terrorista” no país como retaliação à destruição de um Corão por um elemento da extrema-direita, anunciaram na terça-feira os serviços secretos suecos.
O plano é “considerado como tendo ligações internacionais ao extremismo islâmico violento”, disse o serviço de inteligência nacional, Säpo, citado pela agência francesa AFP.
“Um ataque não é considerado iminente”, acrescentou.
As detenções ocorreram na segunda-feira em três cidades, numa ação das forças da Polícia Nacional em que foram revistadas várias residências.
“O caso atual é um dos muitos em que trabalham os serviços secretos, após os protestos contra a Suécia em relação à famosa queima de um Corão em janeiro”, acrescentou o Säpo.
O dinamarquês-sueco de extrema-direita Rasmus Paludan queimou uma cópia do Corão em frente à embaixada da Turquia em Estocolmo.
A ação provocou protestos em vários países muçulmanos e levou à paralisação pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan das negociações com a Suécia e a Finlândia para a entrada dos dois países na NATO.
A adesão de ambos os países à organização, motivada pela invasão russa da Ucrânia, foi aprovada em junho do ano passado depois de a Turquia ter levantado o seu veto em troca de certas condições.
O processo de adesão da Finlândia foi concluído na última semana, depois da ratificação pelo parlamento da Turquia. A entrada começou por ser conjunta com a Suécia, mas estava empatada por Budapeste e Ancara.
A Turquia queria que os países escandinavos levantassem os embargos à aquisição de armamento por parte de Ancara e que tivessem uma postura mais dura com organizações como o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que é considerado um grupo terrorista pelo Governo de Erdogan, pela União Europeia e pela própria NATO.
Sobre a Suécia, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse na segunda-feira não ter dúvidas de que a Suécia vai ser o 32.º Estado-membro, mas ainda há questões que têm de ser resolvidas com Ancara.
Estocolmo acredita na formalização da adesão à NATO na cimeira de julho deste ano em Vilnius, na Lituânia.
Uma parte da segunda faixa da estrada que liga o centro da cidade de Pemba ao bairro de Alto Gingone, mais concretamente na zona vulgarmente conhecida por “Cerâmica”, está danificada, devido à passagem de camiões de transporte de clínquer, matéria-prima usada no fabrico de cimento, à unidade de produção daquele material de construção, sita em Mieze, no distrito de Metuge, com a carga acima do normal.
Dados apurados pelo nosso jornal, junto da Administração Nacional de Estrada (ANE), gestora da infra-estrutura, indicam que decorrem demarches legais, com vista à responsabilização da empresa proprietária dos camiões, pelos danos causados àquele bem público.
A falta de uma via alternativa, que liga o porto de Pemba, sem passar pelo centro da cidade, tem estado a condicionar o uso daquela infra-estrutura para escoamento de alguns minérios explorados em Cabo Delgado, como é o caso de grafite, produzido em Balama, que é, grande parte, exportado através do porto de Nacala, em Nampula.
O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA) cabo-verdianas, António Duarte, garantiu na segunda-feira que está em curso uma investigação às causas que provocaram o acidente que levou à morte de oito militares no combate a um incêndio.
Em conferência de imprensa realizada ao final da tarde, na Praia, o CEMFA referiu que, quando transportava 31 militares para o apoio ao combate ao fogo na Serra da Malagueta, ilha de Santiago, “por razões ainda a ser apuradas” a viatura militar embateu e acabou por capotar, provocando a morte imediata a cinco operacionais.
Dois militares acabariam por morrer na unidade de saúde do Tarrafal e um na unidade de Santiago Norte, além de 23 feridos, oito dos quais estão ainda internados no hospital da Praia.
António Duarte explicou que está “em curso” uma investigação para apurar “as circunstâncias em que se deu o acidente”, mas garantiu que o condutor, uma das vítimas mortais, era um militar “experiente” e que a viatura, entregue às Forças Armadas em 2021, estava “preparada para fazer a projeção” de forças no terreno.
Acrescentou que para o combate a este incêndio já tinham sido mobilizados 36 militares no sábado e que as conclusões à investigação a este acidente deverão ser conhecidas dentro de 15 a 20 dias.
O número de vítimas mortais devido ao acidente de viação ocorrido no domingo durante o incêndio na Serra da Malagueta subiu esta segunda-feira para nove, com a morte de um técnico daquele parque natural. De acordo com fonte do Ministério da Agricultura e Ambiente de Cabo Verde, a nona vítima mortal é um técnico do Parque Natural da Serra da Malagueta, e o óbito resultou igualmente do acidente com um camião das Forças Armadas cabo-verdianas.
O gabinete do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Cabo Verde tinha referido inicialmente sete mortos no acidente com a viatura militar, que ocorreu pelas 17:20 e na qual seguiam os operacionais destacados para a missão de apoio ao combate aos incêndios que deflagraram na Serra Malagueta e Figueira das Naus, a cerca de 50 quilómetros a norte da cidade da Praia.
Entretanto, esse número foi atualizado para oito militares, além de vários feridos graves, além do técnico do Ministério do Ambiente.
O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, anunciou, ao início da noite de domingo, que o Governo “decidiu decretar dois dias de luto nacional em memória às vítimas” deste acidente, a partir de terça-feira.
De acordo com fonte do Serviço Nacional de Proteção Civil de Cabo Verde, o incêndio deflagrou no sábado, pelas 10:30 (12:30 em Lisboa), atingindo a Serra Malagueta, Figueira das Naus e Fundura.
Na tarde de domingo, as chamas, entretanto controladas, chegaram a ser combatidas por 200 operacionais de praticamente todas as corporações de bombeiros da ilha de Santiago, bem como por militares das Forças Armadas, apoiados por dois veículos pesados de combate a incêndios, quatro ligeiros de combate a incêndios e três ambulâncias.
O incêndio, obrigou à retirada de dez famílias da localidade de Figueira das Naus e provocou cinco vítimas ligeiras e uma em estado grave, todas transportadas para o hospital.
A Polícia Nacional anunciou entretanto a detenção de um homem suspeito de ter ateado este incêndio no interior daquela parque.
Também o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, que se encontra em visita oficial aos Estados Unidos, manifestou “imensa consternação perante o incêndio que já consumiu uma área substancial do perímetro florestal da Serra da Malagueta, tendo originado ainda a perda de vidas humanas”.
“Entende o chefe de Estado que todo o país está perante uma enorme provação e uma profunda tristeza. O Presidente da República exprime as suas mais sentidas condolências às famílias das vítimas mortais, desejando que encontrem forças para fazer face a este momento de profunda perda e sofrimento no seio familiar”, indicou, num comunicado da Presidência da República.
“O chefe de Estado saúda os ingentes esforços que, desde muito cedo, vêm sendo consentidos em ordem a debelar este incêndio de proporções trágicas para a nossa realidade, bem como apela ao sentido de união de toda a nação para a solidariedade que se impõe”, acrescentou.
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