Uma professora afecta à Escola Primária 1 de Junho, no distrito de Sussundenga, província de Manica, encontra-se sob custódia policial no comando da PRM indiciada de ter sequestrado sua aluna, de seis anos de idade, com o propósito de pedir resgate ao pai. A indiciada pretendia ajustar as contas por a ter recusado após terem alegadamente amantizado.
O caso ocorreu na última sexta-feira. A professora reteve a aluna no final da aula para, de seguida, levá-la à cidade de Chimoio, no bairro 25 de Setembro, local onde estava localizado o cativeiro.
Em conexão com o caso, estão igualmente envolvidos e detidos o taxista da professora, juntamente com um casal de jovens que cedeu a sua casa para ser cativeiro da raptada.
A indiciada confessa o crime e explica que cometeu a acção para ajustar as contas com o pai da menor, que num passado recente era o seu namorado.
A ideia surgiu como forma de pressionar a família a desembolsar o valor de quinhentos mil meticais para o resgate da filha.
Por seu turno, o pai da vítima, por sinal, director da Escola Primária de Mussapa, ainda em Sussundenga, e na qual a sequestradora trabalhou no ano de 2018, disse que a quadrilha efectuava ligações constantes pedindo o valor para o resgate da sua filha de seis anos.
O pai contou ainda que só na tarde de domingo conseguiu transferir trinta mil meticais, porque os malfeitores ameaçavam tirar a vida da filha caso não efectuasse a transferência naquele dia.
Paulo Candeeiro, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Manica, explicou que a neutralização da raptora foi possível graças ao trabalho coordenado pelas autoridades policiais.
Pessoas entrevistados em Sussundenga lamentaram o sequestro que envolve a professora.
“Já não sei a quem podemos confiar a educação dos nossos filhos, porque até os professores já constituem um perigo para os mesmos”, disse Edson Bitrosse, residente naquele distrito.














