Sociedade OTM-CS critica violência xenófoba na África do Sul

OTM-CS critica violência xenófoba na África do Sul

A Organização dos Trabalhadores de Moçambique – Central Sindical (OTM-CS) expressou a sua profunda condenação face ao aumento de actos xenófobos na África do Sul, onde a violência dirigida contra estrangeiros põe em risco a estabilidade, não apenas nacional, mas também regional e continental.

Os ataques têm como alvos principais cidadãos africanos, suscitando preocupação sobre as implicações para a coesão social na região. A OTM-CS, em comunicado, sublinha que “estes ataques não constituem actos isolados de violência urbana; eles representam ameaças sistémicas à coesão regional e continental, aos direitos laborais internacionais e aos princípios fundamentais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), do Conselho de Coordenação Sindical da África Austral (SATUCC), da SPSF e da União Africana”.

A central sindical exigiu que as autoridades sul-africanas se posicionem de forma firme e responsabilizem os perpetradores. Criticou, ainda, o uso de narrativas políticas que buscam justificar a violência, afirmando que “a xenofobia dos sul-africanos é alimentada por discursos oportunistas que culpam o trabalhador estrangeiro pelas falhas estruturais no emprego”.

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A OTM-CS considera que a violência em questão encarna “o assassinato simbólico do espírito pan-africanista”, frisando a destruição de negócios e o impacto negativo no comércio regional, o que refreia a integração económica.

“Ao assistirmos ao linchamento de trabalhadores africanos e à destruição dos seus empregos e negócios sob a complacência das autoridades, assistimos a um atentado ao espírito pan-africanista”, ressaltou a organização.

Além de destacar a violação de compromissos, como a Carta Africana dos Direitos Humanos e a Agenda 2063, a OTM-CS apela à SADC, à União Africana e à COSATU para que rompam o silêncio em face desta situação alarmante.

Embora a organização reconheça a necessidade de cumprimento das normas migratórias, defende que estas não devem ser obstáculo à integração económica regional.

(AIM)

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