A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, iniciou uma visita de trabalho às Nações Unidas, nos Estados Unidos da América, que se estenderá até 29 de Maio. Esta visita insere-se no âmbito da presidência de Moçambique no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
No decorrer desta visita, a Ministra Macamo estará à frente do último debate da presidência moçambicana no Conselho de Segurança, cujo tema é “Manutenção da paz e segurança internacionais: O papel da mulher e da juventude”, marcado para o dia 28 de Maio.
Além disso, o programa da visita prevê audiências com altos funcionários da Organização das Nações Unidas.
Acompanham a Ministra nesta deslocação à sede da ONU o Representante Permanente de Moçambique nas Nações Unidas, Pedro Comissário Afonso, e o Director da Direcção para as Organizações Internacionais e Conferências no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Morais.
Johnny Wactor, conhecido pelo seu papel em “General Hospital”, foi tragicamente morto a tiro durante um assalto em Los Angeles, EUA, deixando a comunidade artística e os fãs em luto.
No sábado, Johnny Wactor, de 37 anos, estava na companhia de um colega de trabalho quando testemunharam três homens a mexer no seu carro. Segundo relatos da mãe do actor, os assaltantes dispararam contra Wactor, atingindo-o fatalmente.
Os serviços de emergência foram chamados e Wactor foi transportado para o hospital, mas infelizmente, os médicos não conseguiram salvá-lo e o óbito foi declarado à chegada.
A notícia da morte prematura de Johnny Wactor chocou a comunidade artística e os seus colegas de trabalho em “General Hospital”. Nas redes sociais, colegas e fãs expressaram o seu choque e tristeza pela perda de um talentoso actor e uma pessoa querida.
Seis bebés recém-nascidos morreram numa trágica noite de sábado (25) após um incêndio deflagrar num hospital infantil em Nova Deli, a capital da Índia.
Segundo relatos do Corpo de Bombeiros à imprensa local, o fogo teria começado num edifício adjacente e rapidamente se propagou para o hospital.
Os bombeiros conseguiram resgatar outros seis recém-nascidos do edifício em chamas, encaminhando-os para outro hospital. Contudo, devido à falta de registos de nascimento encontrados durante o resgate, os bebés ainda não foram identificados.
Um dos bebés salvos encontra-se em estado grave, dependendo de um ventilador para respirar, enquanto os restantes estão sob cuidados médicos, conforme informado pelas autoridades locais.
As causas do incêndio ainda não foram determinadas. Arvind Kejriwal, ministro-chefe de Deli, expressou indignação numa publicação no X (antigo Twitter), prometendo que “quem quer que seja responsável por esta negligência, não será poupado”.
A polícia de Nova Deli revelou que o proprietário do hospital infantil fugiu do local, aumentando as questões sobre a responsabilidade e as medidas de segurança do estabelecimento.
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, encontra-se numa visita oficial à União das Comores. Esta visita é realizada a convite do Presidente das Comores, Azali Assoumani, conforme indicado num comunicado de imprensa disponibilizado ao “Notícias”.
Durante a sua estadia nas Comores, o Presidente Nyusi participará na cerimónia de investidura de Azali Assoumani, que foi reeleito para o cargo de Presidente da União das Comores no dia 14 de janeiro. Esta informação consta no comunicado oficial.
Além da cerimónia de investidura, o Presidente Nyusi terá conversações oficiais com o seu homólogo comorense. Estas discussões abordarão questões específicas de cooperação bilateral, para dinamizar o comércio e o investimento entre Moçambique e a União das Comores.
Pelo menos 50 pessoas morreram na madrugada de hoje devido a um bombardeamento israelita a um campo de deslocados em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Este ataque, confirmado pelo exército israelita, teve como alvo dois altos responsáveis do Hamas.
Um porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, sob controlo do Hamas, lamentou o ataque, afirmando que “um outro massacre atroz foi cometido pelas forças israelitas em Rafah, que até ao momento custou a vida a 50 mártires e fez dezenas de feridos, na sua maioria crianças e mulheres.”
O exército israelita confirmou que os seus aviões bombardearam a zona de Tal al-Sultan, baseando-se em “informações precisas” e tendo como objectivo Yassin Rabia e Khaled Nagar, dois altos responsáveis do Hamas. Segundo o comunicado militar israelita, “a ala do Hamas na Judeia e Samaria [Cisjordânia ocupada] é responsável pelo planeamento, financiamento e execução de ataques terroristas em toda a Judeia e Samaria e no interior de Israel.”
Imagens partilhadas nas redes sociais palestinianas mostram um grande incêndio causado pelo bombardeamento aéreo de tendas no campo de deslocados. O exército israelita afirmou estar ciente dos relatos de que, como resultado do ataque e do incêndio subsequente, vários civis ficaram feridos, acrescentando que o incidente está a ser analisado.
Israel acusou Yassin Rabia de gerir toda a actividade terrorista do Hamas na Judeia e Samaria, incluindo a transferência de fundos para alvos terroristas e o planeamento de ataques, destacando o seu envolvimento em acções durante a Segunda Intifada, que resultaram na morte de soldados israelitas. Khaled Nagar foi acusado de dirigir ataques a tiro e outras actividades terroristas, bem como de transferir fundos para actividades do Hamas na Faixa de Gaza, sendo responsável por ataques entre 2001 e 2003 que causaram a morte de civis e soldados israelitas.
O Ministério da Saúde de Gaza denunciou a situação em Gaza, afirmando que “nunca na história se utilizou um tão grande número de instrumentos de morte em massa diante do mundo, como está a acontecer agora em Gaza, onde a população está privada de água, alimentos, medicamentos, electricidade e combustível, destruindo as infraestruturas e todas as instituições.” Nas últimas 24 horas, segundo o ministério, 190 palestinianos foram mortos em novos ataques, incluindo este, na chamada “zona segura” dos campos a oeste da cidade de Rafah.
O ataque israelita em Rafah ocorreu horas após o Hamas ter disparado oito rockets contra o centro de Israel, incluindo Telavive, sem causar danos graves ou feridos. O porta-voz da Autoridade Nacional Palestiniana condenou o “ataque deliberado do exército de ocupação” contra as tendas dos deslocados em Rafah, considerando-o um “massacre que ultrapassou todos os limites.”
Em resposta ao ataque, centenas de palestinianos protestaram em várias cidades da Cisjordânia, incluindo locais críticos como Jenin e Tulkarem.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain. Saiba mais.
Nada impede Venâncio Mondlane de usar os símbolos, roupas e espaços da Renamo enquanto ainda for membro do partido. Esta é a opinião dos analistas Ricardo Raboco e Luís Nhachote, que consideram que a proibição feita a Mondlane é apenas uma manobra para evitar o debate sobre a renovação geracional dentro dos partidos.
De acordo com Ricardo Raboco, o problema não é Mondlane usar a marca da Renamo, mas sim um “medo mútuo” entre as duas partes. Por um lado, Mondlane tem receio de renunciar à sua qualidade de membro, o que explica porque ainda não o fez. “Se realmente quisesse desvincular-se da Renamo, já o teria feito quando lhe foram vedadas todas as possibilidades de participação no congresso”, afirmou Raboco.
Por outro lado, a Renamo não tem correspondido às expectativas dos seus apoiantes e simpatizantes. “Em vez de promover acções de reconciliação interna e modernizar a sua estrutura, parece que fez o contrário. Incorporou uma pequena elite que foi muito feroz em termos de discurso e ataques públicos a figuras que, aparentemente, eram detractoras da Renamo. Isto provocou a ira dos membros, dos simpatizantes e de boa parte do eleitorado que via na Renamo uma alternativa. Expulsar Venâncio Mondlane seria como cavar a sua própria sepultura”, explicou Raboco.
Raboco acredita que, a curto prazo, as ameaças de levar Venâncio Mondlane aos tribunais não resultarão em nada, uma vez que ele continua a ser membro do partido.
Luís Nhachote acrescentou que o foco do debate político deveria ser a renovação geracional, mas parece que “a Renamo está mais preocupada em proteger o seu líder”.
Um prédio foi evacuado na noite de quinta-feira em Santa Catarina, Brasil, após um deslizamento de terras atingir um parque de estacionamento adjacente.
O incidente foi desencadeado pelas fortes chuvas que têm assolado a região. Várias imagens compartilhadas nas redes sociais mostram um carro dentro da cratera formada pelo desabamento.
Cerca de 12 famílias residentes no edifício permaneciam impedidas de regressar às suas casas até esta sexta-feira, embora não tenham sido registados feridos. O coordenador da Defesa Civil Municipal de Chapecó, Valter Luciano Hüning, explicou que o deslizamento foi provocado pela saturação do solo devido à tempestade, que causou o desabamento do muro em obras ao lado do parque de estacionamento.
“A ruptura do muro fez com que o solo deslizasse, arrastando consigo o veículo. Isso causou danos em alguns carros”, afirmou Hüning.
Além disso, foi relatado que a central de gás do edifício foi afectada pelo deslizamento, obrigando ao realojamento temporário dos moradores num hotel da região, onde passaram a noite em segurança.
Uma explosão ocorrida na madrugada de quinta-feira, numa fábrica de açúcar no distrito oriental de Mvomero, na Tanzânia, resultou na morte de 11 trabalhadores e deixou dois feridos. O trágico incidente foi confirmado pelas autoridades locais.
A explosão teve lugar por volta das 01h30, quando o sistema de aquecimento da fábrica explodiu, precisamente no momento em que os trabalhadores se preparavam para iniciar as suas actividades. Entre as vítimas mortais encontravam-se cidadãos tanzanianos, um queniano, um indiano e um brasileiro, todos os funcionários que operavam com máquinas eléctricas.
“O incidente, que ocorreu na madrugada do dia 23 de Maio pelas 01h30, resultou na morte de um cidadão queniano, um indiano e um brasileiro”, declarou Alex Mkama, comandante da polícia regional de Morogoro.
Mkama acrescentou que os corpos foram encaminhados para o necrotério do hospital da fábrica, enquanto os feridos foram transportados para o hospital de Bwagala para receberem tratamento.
Em resposta à tragédia, a Mtibwa Sugar Company (MSC) suspendeu todas as actividades de produção na fábrica. O comandante regional de Bombeiros e Resgate de Mogororo, Shaban Marugujo, informou que as investigações preliminares indicam que a explosão ocorreu enquanto os trabalhadores preparavam as máquinas para o início das actividades.
“Vamos produzir um relatório oficial assim que as investigações terminarem”, afirmou Marugujo.
A Mtibwa Sugar Estates Limited, que administra a MSC, é um dos principais produtores de açúcar na Tanzânia. Este incidente lança uma sombra sobre a segurança industrial na região, destacando a necessidade de rigorosos protocolos de segurança para evitar tragédias semelhantes no futuro.
Esperança Bias, presidente da Assembleia da República, fez críticas ao comportamento dos deputados, enfatizando a importância do decoro parlamentar e lamentando episódios de invasão da vida privada durante as sessões.
Bias expressou preocupação com intervenções que, por vezes, desvalorizam o papel do deputado, pedindo uma reflexão sobre o comportamento dos parlamentares.
Estas observações foram feitas no encerramento da sessão ordinária, marcada pela realização de vinte e uma sessões plenárias.
Entre os temas aprovados, destaca-se a informação da procuradora-geral da República sobre o controlo da legalidade e a matéria que estabelece o quadro jurídico para a eleição do presidente da República.
A cerimónia solene de encerramento também contou com discursos dos líderes das três bancadas parlamentares, que enfatizaram o respeito pela democracia nas eleições gerais deste ano.
O líder da bancada da FRELIMO, Sérgio Pantie, afirmou que os próximos plenários servirão para reforçar a cidadania dos moçambicanos.
Por sua vez, o líder da bancada da RENAMO, Viane Magalhães, apelou ao respeito pela escolha dos cidadãos nas eleições gerais de nove de Outubro.
Já o representante da Bancada do MDM, Lutero Simango, expressou a esperança de que os órgãos de gestão eleitoral conduzam o processo eleitoral com responsabilidade.
A polícia moçambicana deteve três indivíduos na posse de oito pontas de marfim, quando se preparavam para vender o material na província de Tete, centro de Moçambique.
A detenção foi confirmada esta sexta-feira à Lusa por uma fonte do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
Os suspeitos foram apanhados em flagrante no distrito de Cahora Bassa, em Tete. As pontas de marfim provinham de elefantes do Parque Nacional de Mágoe, localizado na mesma província, conforme explicou Celina Roque, porta-voz do SERNIC em Tete.
“As oito pontas de marfim pesam aproximadamente 50 quilogramas e eles pretendiam vender cada quilograma por cinco mil meticais [72,4 euros]. Portanto, esperavam obter cerca de 250 mil meticais [3.624 euros] com esta venda”, detalhou a porta-voz.
O SERNIC revelou ainda que está a colaborar com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) para intensificar a luta contra a caça furtiva, o abate ilegal de animais e a venda de recursos faunísticos.
“Estamos a reforçar a fiscalização especificamente no Parque de Mágoe e nos arredores, tanto que estes suspeitos foram detidos no distrito de Cahora Bassa e não em Mágoe”, acrescentou Celina Roque.
Criado em 2013, o Parque Nacional de Mágoe cobre uma área de cerca de 355 mil hectares e é composto por uma floresta semi-fechada, predominada por vegetação seca e diversas espécies de fauna bravia, incluindo búfalos, elefantes e crocodilos.
A caça furtiva continua a ser uma séria ameaça à vida selvagem em Moçambique, mas as autoridades estimam que o abate de elefantes tem diminuído nos últimos anos, graças aos esforços de fiscalização e conservação.
De acordo com dados da ANAC, Moçambique tem cerca de dez mil elefantes, reflectindo um progresso na protecção desta espécie ameaçada.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) reportou pelo menos quatro mortes em ataques direccionados a moto-taxistas na província de Sofala, num período que abrange desde Janeiro até Maio.
Alfeu Sitoe, porta-voz do SERNIC, revelou que o distrito de Dondo, em Sofala, testemunhou cinco casos de roubo de motocicletas a moto-taxistas, resultando em quatro assassinatos e uma única fuga bem-sucedida.
Falando sobre o assunto, Sitoe detalhou que os incidentes ocorreram quando os assaltantes, fazendo-se passar por passageiros, solicitavam viagens aos moto-taxistas durante a noite, levando-os para bairros distantes. Chegando ao destino, os moto-taxistas eram brutalmente agredidos e despojados de seus meios de transporte.
As autoridades anunciaram a detenção de oito indivíduos no dia 10 de Maio, todos acusados de roubo e ataques contra moto-taxistas na região. Surpreendentemente, entre os suspeitos está uma mulher que, segundo a polícia, liderava o grupo responsável pelos ataques.
Este cenário de violência levanta preocupações sobre a segurança dos moto-taxistas na região, com as autoridades locais a intensificarem os esforços para conter a onda de criminalidade que afecta a comunidade de moto-taxistas em Sofala.
A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, anunciou a proibição de Venâncio Mondlane utilizar os símbolos da formação política enquanto promove a sua candidatura independente à presidência da República.
Mondlane, que foi o candidato da Renamo nas eleições autárquicas da cidade de Maputo, perdeu para Rasaque Manhique, candidato da Frelimo, partido no poder. Desde então, tem estado em desacordo com a liderança da Renamo devido à sua intenção de concorrer à presidência como independente.
A decisão foi tomada pelo Conselho Jurisdicional da Renamo, que se reuniu em Maputo no dia 20 de Maio, após tomar conhecimento, através da comunicação social, da intenção de Mondlane de se candidatar às eleições presidenciais de 9 de Outubro.
Em conferência de imprensa nesta sexta-feira (24), Arnaldo Chalaua, presidente do Conselho Jurisdicional da Renamo, afirmou que o órgão deliberou que os símbolos da Renamo devem ser usados exclusivamente para os fins determinados pelo próprio partido. Chalaua sublinhou que é proibido o uso indevido das insígnias, símbolos e outros distintivos para apoiar ou promover outras candidaturas, ou partidos que não a Renamo.
Além disso, foi proibida a utilização de espaços, edifícios e outros meios, tanto móveis quanto imóveis, da Renamo para a promoção de acções contrárias ao partido. Chalaua enfatizou que os direitos reservados à Renamo não devem ser utilizados por terceiros para fins diferentes dos estipulados pelo partido.
“Não se deve promover uma determinada candidatura usando bandeiras, insígnias ou distintivos de uso exclusivo do partido. É expressamente proibido”, afirmou Chalaua. Ele alertou todos os cidadãos, partidos ou grupos organizados que pretendem concorrer às eleições para respeitarem os símbolos da Renamo.
O comunicado da Renamo já foi transmitido ao Ministério da Justiça, uma vez que, segundo Chalaua, “a Renamo é uma marca que deve ser respeitada. Vamos fazer valer o direito reservado a este grande partido, que não é novo e possui uma capacidade sobejamente conhecida”.
Chalaua também declarou que qualquer pretensão de Mondlane de ocupar cargos dentro do partido, como Presidente da Renamo, membro do Conselho Nacional ou delegado à Comissão Política Nacional, é nula, dado que não foi eleito para tais posições.
No que diz respeito a manifestações contra Ossufo Momade, Chalaua esclareceu que não há espaço para tais acções, uma vez que Momade foi oficialmente declarado candidato às próximas eleições presidenciais.
“Cada um vai promover a imagem que achar conveniente, sem prejudicar os direitos e competências do partido Renamo”, concluiu Chalaua.
As tempestades que assolaram o sul do Brasil entre quinta-feira e sábado agravaram ainda mais as inundações que têm afectado a região nas últimas três semanas, com a água retornando para inundar bairros em algumas cidades.
O nível das águas do rio Guaíba, que banha Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul e uma das cidades mais impactadas pelas cheias, subiu para 4,05 metros na sexta-feira, um metro acima do nível de inundação, causando novas inundações em alguns bairros do centro da cidade.
No início de Maio, o rio atingiu um recorde histórico de 5,35 metros e tem diminuído desde então, chegando a 3,93 metros na quinta-feira. Alguns residentes, cujas casas foram inundadas, retornaram para tentar salvar o que restava e começar o processo de limpeza.
Apesar de a chuva ter dado uma trégua nos últimos dias, ela retornou com força na quinta-feira, acompanhada por trovoadas, granizo e ventos fortes, levando os serviços meteorológicos a emitir alertas e a aconselhar as pessoas em áreas de risco a buscarem segurança.
Com o sistema de bombeamento de Porto Alegre em colapso e o sistema de esgoto entupido com detritos, a água voltou a subir em áreas onde as inundações tinham recuado anteriormente.
O centro de Porto Alegre foi novamente inundado por lixo, deixando um rastro de destruição.
As fortes chuvas também causaram o transbordamento de rios como Jacuí, Caí, Sinos e Taquari, colocando novamente em alerta moradores de várias cidades gaúchas que já tinham retornado para suas casas.
O último relatório da Defesa Civil, divulgado na sexta-feira de manhã, não relatou alterações no número de mortos (164) ou feridos (806), mas reduziu o número de desaparecidos de 72 para 65.
Segundo o mesmo relatório, das 2,3 milhões de pessoas afectadas pelo desastre climático, quase 20% da população do Rio Grande do Sul, 63.918 encontram-se em abrigos improvisados, enquanto outras 581.613 estão hospedadas em casas de parentes ou amigos.
Após o alerta emitido, os meteorologistas preveem que a chuva irá cessar até o final da noite, mas com a chegada de uma massa de ar polar, as temperaturas devem cair drasticamente, podendo atingir até cinco graus negativos em algumas regiões.
Uma jovem de 33 anos sofreu a amputação do pé direito na sequência de um acidente ferroviário ocorrido na noite de quarta-feira, na cidade de Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique.
O incidente deu-se no bairro de Nhaurir, em Chimoio. A locomotiva seguia em direcção à cidade portuária da Beira quando, ao chegar ao quilómetro 196, atropelou a jovem que atravessava a linha férrea, resultando na perda do membro inferior direito no local do acidente.
Segundo testemunhas, a jovem não se apercebeu da aproximação do comboio porque usava auriculares. “O comboio buzinou, mas ela não ouviu porque tinha auriculares nos ouvidos. Quando ela atravessava a linha férrea, o comboio atingiu-lhe o pé direito”, explicou uma testemunha presente no momento do acidente.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) chegou ao local minutos após o acidente e indicou que a causa foi a má travessia da linha férrea pela cidadã. A utilização dos auriculares foi também apontada como um factor contributivo para o acidente, que chocou os residentes do bairro Nhaurir e arredores.
Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima foi imediatamente transportada para o Hospital Provincial de Chimoio (HPC), onde se encontra a receber cuidados médicos.
A PRM apela aos cidadãos para prestarem mais atenção ao caminhar ou atravessar a linha férrea, como medida preventiva contra acidentes ferroviários.
Este é o segundo acidente ferroviário registado em Chimoio nos últimos três meses. O primeiro incidente ocorreu na zona de Soalpo, onde um cidadão, embriagado no momento, perdeu ambos os membros inferiores após ser atropelado por uma locomotiva enquanto atravessava a linha férrea.
A cidade de Chimoio é atravessada pela linha férrea que liga a cidade portuária da Beira, na província de Sofala, a vários países do interior, como Zimbabwe e Botswana, entre outros na região austral de África. Diariamente, circulam pelo chamado corredor da Beira locomotivas de carga e de passageiros com destino à Beira.
As autoridades chilenas detiveram duas pessoas suspeitas de serem responsáveis pelo incêndio florestal que resultou na morte de 137 pessoas no início de fevereiro, no centro do país.
O Ministério Público da região de Valparaíso confirmou, através das redes sociais, a segunda detenção, informando que os dois suspeitos serão formalmente acusados ainda hoje.
Anteriormente, durante uma conferência de imprensa, o director da polícia de investigação chilena, Eduardo Cerna, havia anunciado a detenção do primeiro suspeito.
De acordo com relatos da imprensa local, o suspeito detido é um bombeiro de 22 anos que ingressou no corpo de bombeiros, não voluntário no Chile, há cerca de um ano e meio.
O incêndio iniciou-se em 2 de fevereiro, em quatro focos simultâneos no Parque Natural do Lago Peñuelas, próximo à cidade de Viña del Mar, e rapidamente alastrou devido ao forte vento e temperaturas extremas. A dificuldade de acesso devido à alta densidade populacional e à seca prolongada contribuiu para a propagação das chamas, que atingiram os municípios de Quilpué e Villa Alemana.
O balanço final das autoridades chilenas indicou que pelo menos 137 pessoas morreram, cerca de 16 mil foram afectadas e milhares de habitações foram destruídas pelo incêndio, que devastou a região turística de Valparaíso.
Eduardo Cerna afirmou que o trabalho de campo e a análise de informações permitiram localizar e estabelecer padrões de comportamento do bombeiro detido.
Na mesma conferência de imprensa, a ministra do Interior, Carolina Tohá, destacou a importância da investigação para esclarecer como alguém ligado à instituição dos bombeiros teria tido comportamentos suspeitos.
O comandante do 13º Corpo de Bombeiros da cidade de Valparaíso expressou consternação com o incidente e ressaltou a necessidade de prevenir futuros eventos semelhantes.
As autoridades regionais de Valparaíso sempre suspeitaram de origem criminosa no incêndio e reforçaram a gravidade da situação, enfatizando a necessidade de punição máxima.
O Presidente chileno, Gabriel Boric, considerou o incêndio como a maior tragédia enfrentada pelo país desde o terramoto de 2010, seguido de um maremoto, que resultou em 500 mortes.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) procedeu à incineração de cerca de 46 quilogramas de diversas drogas no bairro Incassane, no Distrito Municipal de KaTembe, em Maputo.
De acordo com Hilário Lole, porta-voz do SERNIC na capital moçambicana, os estupefacientes incinerados foram apreendidos em várias operações coordenadas com outras forças policiais desde o ano passado, no âmbito do combate intensivo ao consumo e tráfico de drogas ilícitas.
“Entre 2023 e Maio deste ano, foram apreendidas quatro viaturas usadas no transporte de substâncias psicoactivas, como cocaína, heroína, ecstasy e cannabis sativa, sendo esta última a mais circulada no mercado negro devido ao seu baixo custo e fácil aquisição nos locais de venda e produção”, explicou Hilário Lole.
A maior parte das drogas apreendidas foi interceptada no Aeroporto Internacional de Maputo, bem como nos bairros Mafalala e Alto Maé, e nos distritos municipais de KaMavota e KaMaxakeni.
As autoridades judiciais instauraram 330 processos relacionados com o tráfico de drogas, envolvendo 279 arguidos. Entre os detidos estão oito estrangeiros, nomeadamente malawianos, nigerianos, angolanos, tanzanianos, congoleses e um cidadão suazi.
Hilário Lole apelou ainda às comunidades para denunciarem actividades ilícitas relacionadas com as “bocas de fumo” e plantações de substâncias psicoactivas, seja em pequena ou grande escala, a fim de facilitar o trabalho das autoridades policiais no combate ao tráfico de drogas.
Um incêndio eclodiu no sábado no hospital psiquiátrico de alta segurança Broadmoor, situado em Crowthorne, Berkshire, Inglaterra. Este hospital é conhecido por receber alguns dos criminosos mais notórios do Reino Unido.
Segundo o Gloucestershire Live, figuras como Ronnie Kray, Charles Bronson e o Estripador de Yorkshire, Peter Sutcliffe, foram alguns dos detidos que passaram por Broadmoor.
Um porta-voz da Polícia do Vale do Tamisa confirmou que o incêndio está a causar o corte de estradas nas proximidades do hospital.
Broadmoor, frequentemente referido como Prisão de Broadmoor, é um dos três hospitais psiquiátricos de alta segurança no Reino Unido, juntamente com o Hospital de Ashworth e o Hospital Rampton Secure.
Fundado em 1863, Broadmoor foi originalmente projectado para abrigar homens com doenças mentais que cometeram crimes ou foram considerados perigosos para si próprios ou para os outros. O hospital oferece tratamento e cuidados a pacientes com doenças mentais graves que necessitam de contenção segura.
A China anunciou a conclusão das manobras militares de grande escala realizadas em torno de Taiwan, descritas como uma “punição severa para os actos separatistas” do novo Presidente da ilha, William Lai Ching-te.
Durante os dois dias de exercícios militares, Taiwan detectou um total de 111 aviões de guerra, dos quais 82 cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan, e 53 navios da Marinha e da Guarda Costeira chinesas.
Na noite de sexta-feira, um apresentador da CCTV-7, a televisão estatal chinesa responsável por notícias militares, anunciou que o exército chinês “concluiu com sucesso” os exercícios denominados Joint Sword – 2024A.
O Ministério da Defesa Nacional de Taiwan informou ter detectado, nas últimas 24 horas, a presença de 62 aviões de guerra chineses e 27 navios nas proximidades da ilha e dos arquipélagos periféricos. Segundo o relatório, 47 destas aeronaves, incluindo caças SU-30 e bombardeiros H-6, cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan, considerada a fronteira de facto entre as duas partes.
Este é o maior número diário de incursões desde 11 de Abril de 2023, quando a China lançou uma série de manobras em torno de Taiwan após o encontro entre a então Presidente taiwanesa Tsai Ing-wen e o então presidente da câmara baixa do parlamento dos EUA, Kevin McCarthy, nos Estados Unidos.
Algumas das aeronaves chinesas chegaram a estar a 39 milhas náuticas (72,2 quilómetros) de Keelung, uma cidade no norte de Taiwan que alberga uma base militar, e a 41 milhas náuticas (76 quilómetros) do Cabo Eluanbi, no sul do país, informou o ministério.
As forças armadas de Taiwan “acompanharam a situação e empregaram aviões de combate, navios da Marinha e sistemas de mísseis costeiros em resposta às actividades detectadas”, afirmou o ministério.
Durante as manobras, Taiwan detectou 111 aviões de guerra e 53 navios chineses nas proximidades da ilha. Na sexta-feira, a Administração da Guarda Costeira de Taiwan afirmou ter repelido a incursão de quatro navios chineses que entraram em águas próximas das ilhas Wuqiu e Dongyin, situadas junto à China continental.
Taiwan relatou que esta foi a oitava vez, apenas em Maio, que navios da Guarda Costeira chinesa navegaram em “águas restritas” dos arquipélagos periféricos, afectando a “segurança da navegação” e “prejudicando a paz e a estabilidade” da região.
A ação militar da China ocorreu dias após a tomada de posse do novo Presidente de Taiwan, William Lai, que na quinta-feira apelou à população para manter a calma, mobilizou as forças armadas da ilha e garantiu que o seu governo protegeria a democracia de Taiwan com determinação.
Taiwan opera como uma entidade política soberana, com diplomacia e exército próprios, apesar de oficialmente não ser reconhecida como independente. Pequim considera Taiwan uma província sua, que deve ser reunificada, pela força, se necessário.
Pelo menos cinco mineiros morreram após o desabamento de uma mina de ouro ilegal no norte do Quénia, conforme informou a polícia local.
O acidente ocorreu na sexta-feira na mina Hillo, localizada na área de Dabel, perto da fronteira do Quénia com a Etiópia. O colapso foi causado por um deslizamento de terras, segundo as autoridades.
O comandante da polícia do condado de Marsabit, Patrick Mwakio, confirmou que os mineiros morreram no local, soterrados pelos escombros. Até ao momento, não foram encontrados outros mineiros, e não se sabe se há mais pessoas desaparecidas.
Em Março deste ano, o ministro do Interior queniano, Kithure Kindiki, tinha declarado a região como “instável” e proibido todas as actividades mineiras após confrontos relacionados com disputas mineiras terem resultado na morte de sete pessoas.
Além da instabilidade geológica, a actividade mineira na região também viola a lei devido à ausência de avaliações de impacto ambiental. Os túneis da mina foram descritos como frágeis e propensos a desmoronamentos.
Apesar da proibição decretada em Março, os residentes relataram aos meios de comunicação social que a mineração continuou, e culparam as autoridades pela falta de fiscalização e cumprimento das ordens de suspensão das actividades mineiras.
O partido PODEMOS endereçou um apelo ao Governo, solicitando a consideração da utilização dos recursos do Fundo Soberano (FS) para financiar a construção de...
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