Pelo menos cinco mineiros morreram após o desabamento de uma mina de ouro ilegal no norte do Quénia, conforme informou a polícia local.
O acidente ocorreu na sexta-feira na mina Hillo, localizada na área de Dabel, perto da fronteira do Quénia com a Etiópia. O colapso foi causado por um deslizamento de terras, segundo as autoridades.
O comandante da polícia do condado de Marsabit, Patrick Mwakio, confirmou que os mineiros morreram no local, soterrados pelos escombros. Até ao momento, não foram encontrados outros mineiros, e não se sabe se há mais pessoas desaparecidas.
Em Março deste ano, o ministro do Interior queniano, Kithure Kindiki, tinha declarado a região como “instável” e proibido todas as actividades mineiras após confrontos relacionados com disputas mineiras terem resultado na morte de sete pessoas.
Além da instabilidade geológica, a actividade mineira na região também viola a lei devido à ausência de avaliações de impacto ambiental. Os túneis da mina foram descritos como frágeis e propensos a desmoronamentos.
Apesar da proibição decretada em Março, os residentes relataram aos meios de comunicação social que a mineração continuou, e culparam as autoridades pela falta de fiscalização e cumprimento das ordens de suspensão das actividades mineiras.
Equipes de resgate chegaram a uma região montanhosa e remota da Papua Nova Guiné, onde mais de 300 pessoas estão desaparecidas após um deslizamento de terra, de acordo com relatos de moradores locais.
Até ao momento, foram encontrados pelo menos quatro corpos e sete pessoas, incluindo uma criança, receberam tratamento médico por ferimentos, informou Serhan Aktoprak, um funcionário da ONU, à agência de notícias France-Presse (AFP) a partir da capital, Port Moresby, situada a cerca de 600 quilómetros do local do desastre.
O deslizamento de terra ocorreu na madrugada de sexta-feira, por volta das 03:00, na província de Enga, no centro do país, surpreendendo os moradores da aldeia de Kaokalam, segundo as autoridades locais.
“Continuamos à procura dos corpos soterrados pelo enorme deslizamento de terra”, declarou um líder comunitário, Mark Ipuia, que teme que “mais de 300” aldeões possam ter sido enterrados.
“Há muitas casas debaixo dos escombros que não podem ser alcançadas”, afirmou Serhan Aktoprak, estimando que cerca de três mil pessoas viviam em Kaokalam, uma aldeia situada numa encosta.
“A terra continua a deslizar e a mudar, tornando as operações perigosas”, acrescentou o funcionário da ONU.
De acordo com organizações humanitárias, o desastre matou o gado e destruiu hortas e fontes de água potável da aldeia.
Uma equipe de resgate, composta por médicos, soldados e agentes policiais, chegou hoje à área do desastre, após uma viagem difícil por terreno acidentado e estradas danificadas.
“Embora a área não seja densamente povoada, tememos que o número de mortes seja proporcionalmente enorme”, disse a agência humanitária CARE.
As imagens divulgadas mostram uma área completamente devastada por uma mistura de rochas e terra que deslizou do Monte Mungalo.
Trabalhadores descalços, munidos de pás, machados e ferramentas improvisadas, começaram a limpar os escombros na tentativa de resgatar possíveis sobreviventes, enquanto outros vasculhavam pilhas de ferro corrugado para criar abrigos improvisados.
Uma caravana de emergência levou alimentos, água e outros bens essenciais aos sobreviventes do desastre.
Steven Kandai, dirigente da Câmara de Comércio e Indústria da cidade de Porgera, próxima da área afectada, disse à AFP que muitos moradores não tiveram tempo de fugir.
“Houve um enorme deslizamento de terra de repente. A montanha desabou repentinamente enquanto as pessoas ainda dormiam”, relatou Kandai, acrescentando que as casas ficaram “completamente enterradas”.
A Papua Nova Guiné é uma nação em desenvolvimento, composta principalmente por agricultores de subsistência, com 800 idiomas. Existem poucas estradas fora das principais cidades.
Com 10 milhões de habitantes, é também a nação mais populosa do Pacífico Sul, depois da Austrália, que tem cerca de 27 milhões de habitantes.
A conhecida rapper Nicki Minaj, de 41 anos, foi detida pela polícia no aeroporto de Amsterdã, na Holanda, acusada de posse de drogas leves, especificamente maconha.
A detenção ocorreu apenas menos de uma hora antes do previsto início de seu espetáculo em Manchester, no Reino Unido, no último sábado (25), levando ao cancelamento da apresentação.
Apesar dos esforços de Minaj para que o espetáculo prosseguisse, a casa de shows confirmou que os eventos do dia impossibilitaram sua realização. A rapper ficou detida por várias horas antes do horário programado para o início do show.
Autoridades holandesas confirmaram a detenção de uma mulher americana de 41 anos por posse de drogas leves, ressaltando que é proibido viajar com tais substâncias para fora do país. O nome da suspeita não foi divulgado. Minaj foi liberada em Amsterdã apenas 45 minutos antes do horário marcado para o espetáculo em Manchester.
A rapper compartilhou vídeos em uma rede social onde mostrava um funcionário do aeroporto indicando que a polícia desejava revistar toda sua bagagem. Em outro vídeo, um policial alega que ela estava portando drogas, o que Minaj nega, afirmando que foi acusada de ter maconha e que outro grupo de pessoas precisaria ir até o local para lidar com a situação.
Minaj havia realizado um show em Amsterdã na última quinta-feira e tem outro agendado para o dia 2 de junho.
Um bombeiro foi detido no Chile sob suspeita de ter provocado o incêndio florestal que resultou na morte de 137 pessoas no início de Fevereiro, no centro do país. A informação foi divulgada pelo director da polícia de investigação chilena, Eduardo Cerna, durante uma conferência de imprensa que marcou o fim da investigação preliminar.
“Foi emitido na sexta-feira um mandado de prisão contra o autor dos incêndios ocorridos em Fevereiro na região de Valparaíso”, declarou Cerna.
O incêndio começou no dia 2 de fevereiro, com quatro focos simultâneos no Parque Natural do Lago Peñuelas, próximo à cidade de Viña del Mar, a 110 quilómetros a noroeste da capital, Santiago. As chamas espalharam-se rapidamente devido ao forte vento e às temperaturas extremas.
A elevada densidade populacional em terrenos de difícil acesso, juntamente com a prolongada seca no Chile, complicou as operações de combate ao incêndio, que afectou os municípios de Quilpué e Villa Alemana.
No total, pelo menos 137 pessoas morreram, cerca de 16 mil foram afectadas e milhares de casas foram destruídas pelo incêndio que devastou a região turística de Valparaíso, segundo o balanço final das autoridades chilenas.
O director da polícia explicou que “o trabalho de campo, a recolha de provas, a análise e o cruzamento de informações permitiram localizar, estabelecer padrões de comportamento e dados geográficos de movimentação” do bombeiro agora detido.
“Há provas convincentes de tipo muito variado neste caso (…). Esta não é uma investigação concluída, mas um passo vital foi dado”, afirmou a ministra do Interior, Carolina Tohá, durante a mesma conferência de imprensa. Tohá sublinhou que a investigação permitirá esclarecer “como uma pessoa que está naquela instituição teve comportamentos deste tipo” e pediu que o caso “não manche a função e o reconhecimento que [o Corpo de Bombeiros] tem na sociedade chilena”.
Segundo a imprensa chilena, o bombeiro detido tem 22 anos e ingressou no corpo de bombeiros, que no Chile não é uma força voluntária, há um ano e meio.
“Estamos completamente arrasados com o que aconteceu, é um incidente completamente isolado”, afirmou Vicente Maggiolo, comandante do 13º Corpo de Bombeiros da cidade de Valparaíso. “Protegemos Valparaíso há mais de 170 anos e não podemos permitir que tais coisas aconteçam”, acrescentou.
O governador regional, Rodrigo Mundaca, afirmou à comunicação social que as autoridades suspeitaram desde o início que o incêndio tinha origem criminosa e destacou que “perder 137 vidas é um dano irreparável e merece a punição máxima”.
“Todos os habitantes de Viña del Mar sabiam que se tratava de um ataque intencional”, declarou Macarena Ripamonti, autarca da cidade.
O Presidente chileno, Gabriel Boric, descreveu o incêndio de fevereiro, ocorrido em pleno verão austral, como a “maior tragédia” que o país enfrentou desde o terramoto de 2010, seguido de um maremoto que provocou 500 mortos.
O Brasil enfrenta a pior epidemia de dengue da sua história, tendo registado um recorde de 3.039 mortes este ano, quase o triplo do número de óbitos de todo o ano de 2023, segundo fontes oficiais divulgadas na sexta-feira.
Este número pode ainda aumentar, pois não inclui as 2.679 mortes que estão actualmente sob investigação, conforme indicado no último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.
O número de casos prováveis de dengue atingiu os 5,2 milhões, superando as piores previsões do Governo e estabelecendo um novo recorde anual em menos de seis meses. Este valor é mais do triplo do registado em 2015, que até agora era o ano com mais infecções, com 1,6 milhões de casos.
Embora o ritmo de infecções tenha abrandado significativamente após o fim do verão, devido ao calor e à humidade que favorecem a proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti, a situação continua a ser grave. Desde o final de Março, o número de infecções tem diminuído gradualmente, conforme o Ministério da Saúde.
A gravidade desta epidemia é atribuída aos efeitos do fenómeno meteorológico El Niño, que aumentou as temperaturas e a precipitação em todo o país, criando condições ideais para a proliferação do mosquito transmissor da doença.
A bancada parlamentar da Frelimo na Assembleia da República de Moçambique expressou preocupação com a possibilidade de cidadãos estrangeiros estarem infiltrados no aparelho do Estado, considerando esta situação um risco significativo para a segurança nacional.
A Renamo e o MDM, por outro lado, aproveitaram o encerramento da sessão do Parlamento para exigir soluções para o alto custo de vida.
O alerta da Frelimo surge após a tentativa de golpe de Estado na República Democrática do Congo, que envolveu contactos entre os golpistas e cidadãos moçambicanos. Sérgio Pantie, chefe da bancada parlamentar da Frelimo, sublinhou a gravidade da entrada ilegal de imigrantes no país, enfatizando que muitos destes estrangeiros têm antecedentes criminais e, com a conivência de cidadãos nacionais, conseguem adquirir a nacionalidade moçambicana e até se infiltrar no Estado.
“Trata-se, muitas vezes, de cidadãos com cadastros, outros com históricos violentos no crime que, com a conivência de cidadãos nacionais, adquirem a nacionalidade moçambicana, gozando dos mesmos direitos e podendo até prestar serviços ou infiltrar-se no Estado”, afirmou Sérgio Pantie.
A Frelimo destacou ainda que parte dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado na RDC passaram por Moçambique, e defendeu que as investigações devem ser conduzidas pelas autoridades congolesas sem aproveitamentos políticos que lancem suspeitas sobre os cidadãos moçambicanos.
Durante a sessão solene de encerramento da nona sessão ordinária da Assembleia da República, a Renamo e o MDM criticaram a recente revisão dos custos da internet e da água, apontando os impactos negativos para a população. Viana Magalhães, chefe da bancada parlamentar da Renamo, lamentou o aumento dos custos da internet, salientando os prejuízos para os estudantes que dependem do acesso à informação online.
Por sua vez, Lutero Simango, presidente do Movimento Democrático de Moçambique, considerou as novas tarifas de comunicação uma ameaça ao acesso à informação.
Esperança Bias, presidente da Assembleia da República, aproveitou a ocasião para alertar as autoridades municipais sobre a necessidade urgente de implementar planos de ordenamento territorial para prevenir inundações e melhorar a capacidade de resposta a desastres naturais.
“A necessidade urgente de se implementarem os planos de ordenamento territorial, melhorar a fiscalização e capacitar as equipas de resgate, bem como promover a educação sobre os riscos de construção em locais impróprios, é crucial”, afirmou Esperança Bias.
O Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, foi abordado pelo jornal “O País” sobre as questões do custo de internet e água. Respondeu que o governo está a avaliar as preocupações apresentadas e a trabalhar para encontrar soluções, embora não tenha dado detalhes específicos sobre as medidas a serem tomadas. Sobre a falta de livros nas escolas, Maleiane prometeu abordar o assunto num momento mais oportuno.
O Ministério Público colombiano formalizou acusações de fraude e suborno de testemunhas contra o antigo presidente Álvaro Uribe (2002-2010). Este é o primeiro julgamento criminal contra um ex-chefe de Estado na história da Colômbia.
Álvaro Uribe é suspeito de ter oferecido dinheiro e outras vantagens a testemunhas de actos criminosos, para ocultar a verdade. A acusação, apresentada pelo procurador Gilberto Villarreal, liga Uribe a grupos paramilitares.
Na última sessão da instrução do julgamento, a 18 de Maio, Uribe, presente por videoconferência, reafirmou a sua inocência e pediu a retirada das acusações. “Nunca tomei a iniciativa de procurar testemunhas. Procurei defender a minha reputação”, declarou.
A juíza Sandra Heredia rejeitou o pedido de Uribe e reconheceu como possíveis vítimas um senador, a ex-mulher de um paramilitar que ajudou a ligar Uribe a grupos armados e dois antigos procuradores.
O caso iniciou em 2012, quando Uribe processou Ivan Cepeda, senador do Polo Democrático Alternativo, partido de esquerda, por alegada manipulação de testemunhas. Cepeda preparava então uma denúncia no parlamento contra Uribe por alegados vínculos com paramilitares. O Supremo Tribunal decidiu não investigar o congressista e, em vez disso, abriu um processo contra Uribe por manipulação de testemunhas.
A acusação de suborno está relacionada com os alegados pagamentos a Carlos Enrique Vélez e Juan Guillermo Monsalve, detidos nas prisões de Palmira e La Picota, em Bogotá, respectivamente, bem como a uma mulher identificada como Eurídice Cortés, para beneficiarem o ex-presidente nas suas declarações.
Um ex-inspector da Polícia Civil (Judiciária) de Sete Lagoas, Hudson Maldonado Gama, de 86 anos, foi queimado vivo na sua própria casa por um antigo subordinado que demitiu há quase duas décadas.
O crime ocorreu na cidade de Sete Lagoas, no interior do estado brasileiro de Minas Gerais. O suspeito, que agora é procurado por um grande contingente da polícia mineira, entrou na casa do antigo chefe fingindo ser um entregador de farmácia.
O criminoso conseguiu aceder à residência ao convencer a cuidadora do antigo inspector de que trazia medicamentos solicitados pela família. Embora a cuidadora tivesse inicialmente desconfiado, foi ameaçada de morte com uma faca pelo falso entregador e, sob coação, permitiu-lhe a entrada.
Dentro da casa, o ex-agente de 52 anos dirigiu-se ao quarto do ex-inspector, que estava gravemente doente, incapaz de falar e acamado. O agressor regou a vítima com gasolina e ateou-lhe fogo. Enquanto o idoso ardia, o ex-agente gritou para a cuidadora que tinha esperado 18 anos por aquela vingança. Após o ato, fugiu na mota com a qual havia chegado.
A polícia de Sete Lagoas identificou o suspeito por imagens de videovigilância. Descobriram que se tratava de um ex-polícia expulso da corporação quase vinte anos antes por envolvimento em irregularidades graves. Hudson Maldonado Gama, então inspector, tinha liderado o processo administrativo que culminou na expulsão do subordinado, que nunca o perdoou e planeou meticulosamente a vingança durante estes anos.
O antigo general russo Ivan Popov, detido esta semana por alegado envolvimento num esquema de fraude e roubo, foi formalmente acusado hoje por um tribunal militar, podendo enfrentar uma pena de até 10 anos de prisão.
Popov é acusado de ter participado no desvio de 1.700 toneladas de produtos destinados à frente de combate na região ucraniana de Zaporijia, no valor aproximado de 13 milhões de euros. As investigações indicam que ele actuou em conluio com um empresário da região de Krasnodar e um oficial do Distrito Militar do Sul da Rússia.
Ivan Popov, que anteriormente comandava o 58.º Exército de Armas Combinadas em Zaporijia, rejeitou as acusações por intermédio dos seus advogados e solicitou que a sua detenção fosse convertida em prisão domiciliária, conforme noticiado pela televisão russa RBC.
A carreira militar de Popov sofreu um revés significativo após um deputado russo ter divulgado, em Julho de 2023, uma mensagem crítica do general sobre a estratégia russa na guerra da Ucrânia. Na mensagem, Popov descreveu uma “situação difícil” devido à falta de armamento e alertou para o elevado número de baixas entre os soldados russos em Zaporijia.
A ofensiva militar russa na Ucrânia, iniciada a 24 de Fevereiro de 2022, resultou em milhares de mortos e provocou a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. A invasão foi amplamente condenada pela comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição de sanções económicas e políticas contra Moscovo.
O presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, expressou uma condenação veemente à tentativa de golpe de Estado na República Democrática do Congo (RDC).
Num comunicado de solidariedade enviado ao presidente da RDC, Félix Tshisekedi, Nyusi declarou: “Enquanto condenamos categórica e veementemente qualquer ato ou tentativa de mudar inconstitucionalmente um governo eleito democraticamente, saudamos as Forças de Defesa e Segurança Congolesas pela resposta rápida e decisiva que abortou a tentativa de golpe de estado, neutralizando ou aprisionando os seus autores.”
O chefe de Estado moçambicano aproveitou a ocasião para expressar, em nome do povo e do governo de Moçambique, assim como em seu próprio nome, a sua solidariedade para com o presidente Tshisekedi, o povo e o governo da RDC. “Que os prevaricadores deste ato hediondo sejam responsabilizados conforme a legislação vigente”, acrescentou Nyusi na sua mensagem.
Além de condenar a tentativa de golpe, Nyusi transmitiu condolências aos congoleses, especialmente aos familiares dos militares que morreram em combate, reforçando o apoio e a união entre as nações africanas na luta contra a instabilidade política.
Cinco indivíduos suspeitos de estarem envolvidos no furto de viaturas na cidade e província de Maputo foram detidos e encontram-se actualmente nas celas da Matola.
A informação foi divulgada por Henriques Mendes, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na província de Maputo. Segundo Mendes, os suspeitos são indiciados de participarem em vários furtos de viaturas, que têm preocupado as autoridades locais e a população.
As detenções ocorreram na sequência de uma série de investigações efectuadas pelo SERNIC, visando desmantelar redes criminosas dedicadas ao roubo de veículos na região. As operações de investigação e as subsequentes detenções são parte de um esforço contínuo das autoridades para aumentar a segurança e reduzir a criminalidade na cidade e província de Maputo.
O porta-voz do SERNIC sublinhou a importância da colaboração entre a população e as forças de segurança, apelando à denúncia de actividades suspeitas e à cooperação com as investigações em curso. As autoridades esperam que estas detenções possam contribuir para a diminuição dos casos de furto de viaturas e para a recuperação de veículos roubados.
O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) apelou hoje para a libertação imediata das pessoas feitas reféns pelo Hamas durante o ataque de 7 de Outubro de 2023 contra Israel.
O TIJ declarou: “Consideramos profundamente preocupante que muitos destes reféns permaneçam em cativeiro e reiteramos o apelo à sua libertação imediata e incondicional”. Esta afirmação foi proferida pelo tribunal, com sede em Haia, nos Países Baixos.
Este apelo insere-se numa decisão do TIJ relacionada com um processo iniciado pela África do Sul contra Israel.
O principal órgão judiciário das Nações Unidas ordenou também a Israel que suspenda imediatamente as operações militares em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Adicionalmente, o tribunal determinou que Israel deve manter a passagem de Rafah aberta para permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza sem restrições e garantir o acesso de qualquer comissão mandatada pela ONU para investigar alegações de genocídio.
Israel deve ainda apresentar um relatório no prazo de 90 dias sobre as medidas decididas pelo TIJ.
No ataque de 7 de Outubro, os militantes do grupo extremista Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas e capturaram cerca de duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas. Cerca de metade desses reféns foram libertos posteriormente, a maioria no contexto de uma troca de prisioneiros palestinianos detidos por Israel durante um cessar-fogo de uma semana em Novembro do ano passado.
Israel afirma que cerca de uma centena de reféns continuam presos em Gaza, além de se encontrarem no enclave palestiniano os corpos de cerca de 30 sequestrados.
Hoje, o exército israelita anunciou que recuperou os corpos de três reféns mortos em 7 de Outubro e levados para Gaza pelos atacantes. Este anúncio ocorre menos de uma semana após o exército ter encontrado os corpos de outros três reféns israelitas mortos durante a ação do Hamas, realizada a partir da Faixa de Gaza.
O ataque sem precedentes do Hamas desencadeou uma ofensiva israelita na Faixa de Gaza, que, segundo as autoridades do enclave, causou mais de 35.800 mortos.
O Hamas, considerado por Israel como uma organização terrorista, controla a Faixa de Gaza desde 2007.
Membros alegadamente pertencentes ao partido Renamo devolveram camisetas e bandeiras do partido, em protesto contra a reeleição de Ossufo Momade como presidente do partido e candidato às eleições de 9 de Outubro.
Nos últimos dias, este tipo de protesto tem-se repetido em várias localidades do país. Na cidade de Maputo, por volta das 11 horas de quinta-feira, um grupo de pelo menos 30 jovens manifestou-se, cantando slogans como “Ossufo Momade Traidor”, “Ossufo Momade Fora” e “Lambe-botas”. Os manifestantes dirigiram-se à sede da Renamo, onde devolveram os artigos do partido.
“Em Alto Molócuè, no Congresso, os jovens foram desprezados, não ouviram a nossa vontade e, por interesses pessoais, escolheram Ossufo Momade. Momade nunca foi o nosso candidato preferido. Estão a matar a Renamo porque são lambe-botas”, afirmou indignado Juvêncio Ernesto, um dos manifestantes.
A preferência por Venâncio Mondlane esteve na origem da revolta dos jovens manifestantes. Eles acreditam que Mondlane é a pessoa ideal para representar a Renamo nas eleições de 9 de Outubro, pois “ele está preocupado com o povo”.
Com Mondlane excluído do processo, os jovens sentem que não têm mais motivos para fazer parte do partido, acusando a Renamo de estar preocupada em “comer com a Frelimo”. Afirmam que, se continuarem a apoiar a Renamo, “vão continuar a sofrer, como sofrem desde a independência do país”.
“Estamos aqui porque já não queremos fazer parte da Renamo. Viemos devolver os cartões de membro, as camisetas, as bandeiras e tudo o que recebemos deste partido, porque já não nos é útil. Agora, vamos para onde o nosso libertador Venâncio Mondlane for”, declarou Tucha Bernardo.
“O País” contactou o delegado da Renamo na cidade de Maputo, que afirmou, sem gravar entrevista, que os manifestantes não são membros do partido. Segundo ele, não foram devolvidos cartões de membro, pois estes não os possuem. Foram devolvidas apenas 28 camisetas, duas bandeiras, dois chapéus e um vestido distribuídos durante as marchas de protesto contra os resultados das eleições autárquicas.
Na vila de Marromeu, em Sofala, a situação foi semelhante. Alguns simpatizantes, descontentes com Ossufo Momade, invadiram a sede do partido, rasgaram assinaturas recolhidas para a candidatura de Momade e outros documentos, e agrediram o chefe provincial da Mobilização de Sofala.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director – Projecto LINK. Saiba mais.
A Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) está prestes a adquirir 10% do interesse participativo na Área 4 Offshore da Bacia do Rovuma, através de uma cedência a ser realizada pela empresa portuguesa Galp Energia.
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) confirmou, mediante um comunicado de imprensa, que a Galp Energia Rovuma B.V. concluiu um acordo para a venda dos seus activos à petrolífera dos Emirados Árabes Unidos. Esta transacção poderá alterar a composição dos parceiros da Área 4.
Os Emirados Árabes Unidos, uma nação do Golfo Pérsico, desempenham um papel crucial na indústria petrolífera global, sendo um dos maiores produtores e exportadores de gás do mundo.
Embora o MIREME não tenha divulgado os valores envolvidos na transacção, esclareceu que, conforme a legislação vigente, a venda está sujeita à aprovação dos restantes parceiros da Área 4, bem como do Governo de Moçambique. As autoridades competentes deverão calcular as respectivas mais-valias decorrentes desta operação.
Esta entrada da ADNOC no projecto de gás do Rovuma representa um passo significativo na expansão das suas actividades internacionais, reforçando a presença dos Emirados Árabes Unidos no sector energético global.
A Autoridade Tributária (AT) anunciou que o Estado foi prejudicado em mais de três milhões de meticais devido ao contrabando de vários produtos durante o período de Janeiro a Maio deste ano. Os principais produtos contrabandeados incluem bebidas alcoólicas sem selos, frangos congelados e ovos.
Henrique Tembe, director da área Operativa da AT na província de Maputo, divulgou ontem que, nesse período, foram realizadas 165 apreensões de diversas mercadorias contrabandeadas nas principais fronteiras do país.
Tembe destacou um novo modus operandi descoberto recentemente, onde se verificou o transporte de 770 caixas de bebidas alcoólicas diversas, avaliadas em mais de um milhão de meticais, escondidas no interior de um camião que transportava ferro-cromo, um minério bastante comercializado no mercado.
Estas acções de contrabando sublinham a necessidade de reforço nas operações de fiscalização nas fronteiras para mitigar as perdas significativas que o Estado tem sofrido.
O desabamento de um palco durante um evento de campanha da oposição para as eleições presidenciais resultou em 9 mortes, incluindo uma criança, e 63 feridos, anunciou Samuel García, governador do estado de Nuevo León, no norte do México.
Na quarta-feira, Samuel García comunicou à imprensa, directamente do local do acidente, que alguns dos feridos se encontram em estado grave. “Ainda estamos a aguardar dados oficiais e o Ministério Público conclua a sua investigação”, acrescentou.
O incidente ocorreu por volta das 18h00, durante um evento de campanha do candidato presidencial Jorge Álvarez Máynez, do Movimento Cidadão, na capital do estado, Monterrey.
Segundo a transmissão ao vivo do evento nas redes sociais, a estrutura do palco colapsou devido a uma forte rajada de vento. A região estava sob aviso de mau tempo, com previsões de trovoadas e chuvas intensas.
As equipas de emergência e da Protecção Civil estadual e do município de San Pedro chegaram rapidamente ao local para prestar assistência aos feridos.
“Os membros feridos da minha equipa estão a receber tratamento no hospital. Estou a voltar ao local do acidente para acompanhar as vítimas”, escreveu Álvarez Máynez na rede social X (antigo Twitter).
Mais tarde, o candidato informou os jornalistas que iria suspender todos os eventos de campanha para as eleições de 2 de Junho devido ao trágico acidente.
O Município de Maputo anunciou planos para a instalação de setenta novas praças digitais e sete centros de recursos digitais com acesso Wi-Fi gratuito, abrangendo todos os bairros da capital num prazo de seis meses.
O presidente do Município de Maputo, Razaque Manhique, formalizou este compromisso durante a assinatura de um memorando de entendimento com a operadora de telefonia móvel, Movitel.
Manhique explicou que a expansão das praças digitais visa promover a inclusão tecnológica dos cidadãos e impulsionar o desenvolvimento tecnológico na cidade. Ele acredita que o acesso à internet nos bairros proporcionará à juventude e aos residentes o acesso a informações públicas e educativas.
Durante o evento, o município recebeu cinquenta e cinco computadores, de um total de cento e cinco previstos, para equipar os novos centros de recursos digitais nos próximos cinco anos.
Marília Manjate, Diretora Executiva da Movitel, reforçou o compromisso da operadora em contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade bem informada, ampliando as suas infraestruturas de rede.
A iniciativa foi bem recebida pela comunidade, com destaque para Alcina Manuel, aluna da Escola Secundária Josina Machel, que considera a expansão da internet gratuita como um pilar fundamental para o ensino e aprendizagem, especialmente dada a elevada tarifação dos serviços de telefonia móvel.
Este projecto faz parte do programa Juventude Digital, visando a promoção universal das plataformas de informação e comunicação em todos os bairros do município de Maputo.
O Município de Maputo está fortemente empenhado em encontrar soluções eficazes para a gestão de resíduos sólidos, visando gerar impactos positivos e sustentáveis.
Este compromisso foi reafirmado esta quarta-feira (22) pelo vereador de Planeamento Urbano, Ambiente e Construção, Idálio Juvane, durante a abertura do II Seminário Nacional de Divulgação do Modelo de Maputo e troca de experiências na gestão integrada de resíduos sólidos urbanos.
Idálio Juvane sublinhou a importância de desenvolver estratégias inovadoras e práticas eficientes que possam ser replicadas em outros municípios, reforçando o papel de Maputo como um modelo de referência na gestão de resíduos. O seminário, que reúne especialistas e representantes de várias cidades do país, serve como plataforma para partilhar conhecimentos e discutir abordagens integradas para resolver os desafios da gestão de resíduos sólidos urbanos.
Durante o evento, foram apresentadas diversas iniciativas e projectos piloto implementados em Maputo, destacando-se a melhoria na recolha e reciclagem de resíduos, bem como a sensibilização da população para a importância da separação e descarte adequado do lixo. Estas acções visam não só melhorar a limpeza urbana, mas também promover a sustentabilidade ambiental e a saúde pública.
O compromisso do município de Maputo com a gestão eficiente de resíduos sólidos é parte integrante de um esforço mais amplo para criar uma cidade mais limpa, saudável e sustentável para todos os seus habitantes.
A Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, tornou público os nomes que integram o seu Conselho Nacional (CN), a Comissão Política Nacional e o Conselho Jurisdicional.
O Conselho Nacional, composto por 120 membros, tem como presidente José Manteigas. A mesa é constituída ainda por Argentina Lúcia, Luís Fernando, Eduardo António Leite e Margarida Yolanda, como primeiro, segundo, terceiro e quarto vogais, respectivamente.
A Comissão Política Nacional, liderada pelo presidente da Renamo, Ossufo Momade, é composta por Fernando Lavieque, Maria Angelina Dique, Hermínio Morais, Jerónimo Malagueta, Lúcia Afate, Saide Fidel, Bento Mavie, Samuel Mandjate, Juliano Picardo, Manuel Macuane, Maria Cipriano, Ofélia Mário e Camilo Mussagy.
O Conselho Jurisdicional tem como presidente Arnaldo Chalaua, sendo Edmundo Panguene o primeiro vogal e Benício Chimué o segundo vogal.
A divulgação foi feita pelo porta-voz da Renamo, José Manteigas, durante uma conferência de imprensa destinada a comunicar as decisões do VII congresso do partido, realizado nos dias 15 e 16 de Maio no município de Alto-Molócuè, na província central da Zambézia.
Segundo Manteigas, o congresso aprovou as linhas gerais do manifesto eleitoral, destacando a paz como pedra angular da estabilidade social e do desenvolvimento, a importância da juventude para o país, a despartidarização do Estado e questões económicas.
O manifesto será a base para as VII eleições gerais e IV provinciais, marcadas para 9 de Outubro próximo.
José Manteigas anunciou ainda que Ossufo Momade é candidato às eleições presidenciais de 9 de Outubro.
Sobre alegadas pressões exercidas sobre membros para não apoiarem Momade durante o congresso, Manteigas afirmou que o evento representou uma viragem e foi deixado para trás.
Quanto à desvinculação do deputado Venâncio Mondlane como membro da Renamo para concorrer como candidato independente à Presidência, Manteigas recusou-se a comentar, considerando ser “um assunto pessoal”.
Sobre as manifestações em Quelimane contra a eleição de Ossufo Momade como líder da Renamo e candidato presidencial, o porta-voz afirmou ser uma celebração da vitória democrática de Momade, enfatizando a legitimidade do líder eleito para dirigir o partido nos próximos cinco anos.
Assim como outras 43 formações políticas, a Renamo inscreveu-se para participar das eleições de 9 de Outubro próximo.
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