A Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO) na província de Sofala reiterou as suas preocupações face ao crescente número de falsos curandeiros na região.
Esta situação tem vindo a agravar-se, com a presença de indivíduos, na sua maioria estrangeiros, que se encontram a operar ilegalmente no país. Estes supostos curandeiros investem fortemente em publicidade enganosa, alegando possuir capacidades para curar uma vasta gama de doenças, o que tem suscitado grande preocupação entre as autoridades tradicionais.
Segundo a Rádio Moçambique (RM), a denúncia foi reiterada no passado sábado pelo presidente da AMETRAMO em Sofala, Mapendji Nhone, durante as celebrações do Dia da Medicina Tradicional. Nhone salientou que esta problemática não só desacredita a medicina tradicional como também coloca em risco a saúde da população, que muitas vezes é enganada por estas falsas promessas de cura.
Mapenje Nhone revelou ainda que, ao longo deste ano, três curandeiros estrangeiros foram notificados pela AMETRAMO e obrigados a cessar as suas actividades, por estas serem contrárias aos princípios éticos e regulamentares da associação.
Este esforço visa proteger a integridade da medicina tradicional moçambicana e assegurar que os praticantes desta arte milenar operem dentro dos padrões estabelecidos pela AMETRAMO.
Um reformado francês será julgado a partir de segunda-feira por recrutar dezenas de estranhos online para violar a sua mulher, após a ter drogado até perder a consciência. Este caso, que chocou o país, está a gerar uma grande comoção.
Além do principal acusado, um ex-funcionário de 71 anos da empresa francesa de energia eléctrica EDF, outros cinquenta homens também estão a ser julgados na cidade de Avignon, no sul de França. Todos estão acusados de violar a mulher, que, segundo os advogados, estava tão fortemente sedada que não tinha consciência dos abusos que sofria.
Antoine Camus, um dos advogados da vítima, afirmou que o julgamento será uma “experiência horrível” para a mulher, actualmente com 70 anos, e que prefere não ser identificada.
Camus explicou que, pela primeira vez, muito tempo após os eventos, ela terá de confrontar as violações que sofreu ao longo de 10 anos. A vítima só descobriu o que lhe aconteceu em 2020, e não tem memória dos abusos.
Embora a mulher pudesse ter solicitado que o julgamento fosse realizado à porta fechada, optou por não o fazer, pois isso “era exactamente o que os seus agressores desejariam”, segundo Camus. A vítima está “completamente determinada a enfrentar os agressores e o marido, com quem viveu 50 anos e de quem só descobriu a verdadeira natureza aos 68 anos”, acrescentou o advogado.
A investigação sobre Dominique P. iniciou em Setembro de 2020, quando foi apanhado por um segurança a filmar secretamente sob as saias de três mulheres num centro comercial. A polícia, ao examinar o computador do acusado, encontrou milhares de fotografias e vídeos da sua mulher, visivelmente inconsciente e frequentemente em posição fetal.
As imagens alegadamente mostram dezenas de casos de violação ocorridos na casa do casal em Mazan, uma pequena aldeia de cerca de seis mil habitantes situada a aproximadamente 33 quilómetros de Avignon, na região da Provença.
Até 2030, cerca de 118 milhões de africanos estarão em risco devido a secas, inundações e calor extremo, a menos que sejam implementadas medidas eficazes para mitigar estas ameaças. Este aviso foi dado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Segundo o relatório sobre o Estado do Clima em África 2023, apresentado em Abidjan, na Costa do Marfim, o aumento das temperaturas em África é ligeiramente superior à média global. As alterações climáticas estão a tornar-se um fardo crescente para o continente africano.
Na África Subsaariana, o custo anual da adaptação às mudanças climáticas está projectado para variar entre 30 e 50 mil milhões de dólares (aproximadamente 27 a 45 mil milhões de euros) durante a próxima década.
Este montante representa entre 2% e 3% do PIB da região, conforme indicado pelo relatório da OMM, citado pelo Notícias ao Minuto.
A representante da OMM, Saulo, alertou que muitos países do Corno de África, da África Austral e do Noroeste de África continuam a sofrer secas excepcionais prolongadas, enquanto outros países enfrentaram eventos extremos de precipitação em 2023, resultando em inundações com graves consequências.
Saulo destacou que estes fenómenos extremos têm um impacto devastador nas comunidades locais, com implicações económicas severas.
Este padrão de condições climatéricas extremas persistiu em 2024, indicando a necessidade urgente de medidas de adaptação e mitigação.
Na cidade de Paderno Dugnano, situada na região norte da Itália, perto de Milão, um adolescente de 17 anos cometeu um crime brutal ao assassinar o pai, a mãe e o irmão mais novo na residência da família.
As informações foram divulgadas pelos meios de comunicação locais.
Inicialmente, o jovem alegou que apenas tinha matado o pai com uma faca, após este ter, supostamente, assassinado a mãe e o irmão. No entanto, após um longo interrogatório pela polícia, o adolescente alterou a sua versão dos acontecimentos e confessou que foi ele quem esfaqueou toda a família até à morte.
Segundo a imprensa italiana, o jovem afirmou que agiu sozinho e que não houve a participação de outras pessoas no crime, que está agora a ser investigado pelos Carabinieri, a força policial militar italiana.
Os motivos que levaram aos homicídios, que vitimaram o pai, de 51 anos, a mãe, de 49 anos, e o filho mais novo, de 12 anos, ainda não foram esclarecidos. A família residia numa casa unifamiliar localizada numa zona residencial, e os corpos foram encontrados no interior da habitação após o crime ter ocorrido entre as 13h30 e as 14h00 locais.
Os habitantes de quatro comunidades no distrito de Massangena, na província de Gaza, estão a viver momentos de grande pânico e receio devido à presença de leões na região.
Nos últimos dias, foi registada uma intensa movimentação destes animais, criando um ambiente de incerteza entre a população.
Acredita-se que três leões escaparam do Parque Nacional de Zinave, situado na província de Inhambane, e têm causado estragos significativos. Em menos de um mês, estes predadores já mataram 30 cabeças de gado bovino em quatro comunidades diferentes, o que agrava ainda mais a preocupação dos residentes.
O administrador do distrito de Massangena, Sancho Humbana, relatou que o mais recente incidente envolvendo os leões ocorreu na passada terça-feira, quando os felinos atacaram e devoraram um vitelo na povoação de Mabanhe.
Face a esta situação alarmante, Sancho Humbana informou que o governo distrital está a tomar medidas em colaboração com o Parque Nacional de Zinave.
Esta parceria visa atenuar o conflito entre os humanos e a fauna bravia, com os fiscais do parque a apoiarem os esforços locais para afastar os leões que têm semeado o medo entre as comunidades.
Este sábado, homens armados realizaram um ataque contra as forças ruandesas durante uma emboscada na vila de Mocímboa da Praia, situada na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
O ataque resultou na morte de uma menina, conforme relatado pelas autoridades locais.
O administrador de Mocímboa da Praia, Sérgio Cipriano, comunicou aos meios de comunicação moçambicanos que a menina foi atingida no abdómen e não sobreviveu aos ferimentos.
O administrador detalhou que, por volta das 22:12 locais, uma patrulha das forças ruandesas foi surpreendida por uma emboscada de insurgentes. Durante o confronto, os atacantes acabaram por fugir.
Cipriano descreveu o ataque como uma “surpresa”, uma vez que a área, sob controlo das forças ruandesas, é geralmente considerada segura devido à sua eficácia. Até ao momento, não houve comunicação oficial por parte das autoridades ruandesas sobre possíveis baixas entre os seus militares, nem há informações confirmadas sobre insurgentes mortos ou feridos durante o confronto.
O administrador de Mocímboa da Praia também mencionou que há relatos de que os insurgentes tentaram atacar um quartel do exército moçambicano em outras incursões na região no mesmo dia, embora essas alegações ainda não tenham sido confirmadas.
Pelo menos duas pessoas morreram e 10 ficaram feridas após a passagem da tempestade tropical Yagi, conhecida localmente como Enteng, que atingiu a ilha de Luzon, no norte das Filipinas.
A tempestade trouxe chuvas torrenciais, levando as autoridades a emitir alertas de inundações na capital, Manila, e a suspender todas as aulas na área metropolitana.
A tempestade, que continua a deslocar-se em direcção à costa, está a provocar ventos com velocidades sustentadas de 75 quilómetros por hora, atingindo rajadas máximas de até 90 quilómetros por hora, segundo o serviço meteorológico filipino.
As autoridades estão particularmente preocupadas com a possibilidade de inundações e aluimentos de terras, conforme alertado em comunicado.
O Conselho Nacional para a Redução e Gestão do Risco de Catástrofes reportou as duas mortes e os 10 feridos numa primeira avaliação dos danos causados pela tempestade.
Além das perdas humanas, as condições meteorológicas adversas resultaram no cancelamento de dezenas de voos domésticos, informou a autoridade aeroportuária de Manila.
As Filipinas, situadas numa zona frequentemente afectada por fenómenos meteorológicos extremos, enfrentam anualmente cerca de 20 tufões e tempestades tropicais.
Estes eventos ocorrem com maior frequência durante a estação das chuvas, que geralmente se estende de Junho até Novembro ou Dezembro.
Cerca de 300 mil pessoas reuniram-se nas ruas de Telavive para protestar contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, após a morte de seis reféns em Gaza ter provocado uma onda de indignação em todo o país.
Tal Horowitz, de 45 anos, expressou à agência EFE o seu descontentamento, afirmando sentir-se desprotegido como israelita, após quase 11 meses de conflito em Gaza e com 97 prisioneiros ainda em cativeiro nas mãos das milícias islamitas do Hamas.
Horowitz criticou a falta de ação do governo para garantir a segurança dos reféns, afirmando que, se o governo não fizer tudo o que está ao seu alcance, incluindo pagar um preço elevado, não acredita que o país possa continuar a existir.
A revelação de que os seis reféns, cujos corpos foram encontrados pelo exército em um túnel no sul da Faixa de Gaza, haviam sido mortos “com vários tiros disparados à queima-roupa” entre 48 a 72 horas antes, de acordo com uma autópsia divulgada pelo Ministério da Saúde, inflamou ainda mais os ânimos.
Muitos israelitas acreditam que um acordo de cessar-fogo poderia ter evitado essas mortes.
Os protestos, que começaram ao longo do dia em várias partes do país, tiveram seu epicentro em Telavive. A manifestação na cidade contou com a presença de cerca de 300 mil pessoas, segundo o diário israelita Haaretz.
Os manifestantes bloquearam autoestradas nos arredores da cidade e criaram barricadas com pneus em chamas. Em Haifa, cidade portuária no norte de Israel, milhares de pessoas bloquearam entradas e agitaram a bandeira nacional.
O conflito em Gaza iniciou com um ataque sem precedentes do Hamas contra Israel no dia 7 de Outubro de 2023, que resultou na morte de 1.205 pessoas do lado israelita, na maioria civis, conforme levantamento da AFP baseado em dados oficiais.
Os protestos estão previstos para continuar durante toda a semana. A maior organização sindical de Israel, a Histadrut, anunciou uma greve geral a partir de amanhã, segunda-feira, que incluirá o Aeroporto Internacional de Telavive.
Roni Ben Aharon, que participa das manifestações semanalmente desde 4 de Janeiro, destacou que a actual manifestação é pelo menos dez vezes maior do que as anteriores, observando uma mudança na composição dos participantes. Elisa, uma mulher idosa de origem argentina, também notou a presença significativa de jovens, algo menos comum nas manifestações habituais.
Entre os manifestantes, encontram-se grupos de adolescentes, estudantes universitários e até grupos de escuteiros, muitos dos quais preferem não falar com os meios de comunicação social. Elisa acredita que a falta de um acordo de cessar-fogo é a principal causa das mortes dos reféns e vê a presença de jovens como uma mudança notável em relação às manifestações semanais.
As negociações para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas continuam sem uma solução clara. Muitos manifestantes consideram que as exigências do primeiro-ministro, incluindo o controle dos corredores de Filadélfia e Netzarim, são um obstáculo significativo para o retorno dos prisioneiros. Michal e Ofri, ambos na casa dos 30 anos, argumentam que a devolução dos prisioneiros deve ser priorizada em relação a uma “vitória total” em Gaza, como defendido por Netanyahu.
No fim-de-semana passado, os Emirados Árabes Unidos (EAU) enviaram vários aviões carregados de vacinas destinadas a combater o surto de varíola dos macacos (mpox) em cinco países africanos, com epicentro na República Democrática do Congo (RDC).
A ação foi tomada por ordem do Presidente Mohamed bin Zayed Al Nahyan, como parte de um esforço para “apoiar países irmãos e amigos na luta contra desafios e crises”, conforme anunciou a agência oficial dos Emirados, WAM.
Embora a WAM não tenha especificado o número exacto de aviões ou a quantidade de vacinas transportadas, revelou que os envios foram direccionados à RDC, Nigéria, África do Sul, Costa do Marfim e Camarões. Esta iniciativa surge como resposta aos esforços desses países para “combater e conter o surto” de mpox, que continua a afetar gravemente a região.
O surto actual de mpox tem o seu epicentro na República Democrática do Congo, onde foram registados cerca de 18.000 casos e pelo menos 629 mortes este ano.
Na sexta-feira, Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), expressou optimismo em relação ao controlo da situação, afirmando que o surto de mpox “pode terminar nos próximos seis meses” se houver uma ação eficaz por parte dos governos.
Adicionalmente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou no sábado o lançamento de um concurso de emergência para acelerar a compra de vacinas contra a varíola dos macacos. Segundo comunicado do UNICEF, o objectivo do concurso é garantir a entrega das vacinas aos países mais afectados, em colaboração com a OMS e os Centros Africanos de Controlo de Doenças (CDC).
A agência da ONU informou que serão estabelecidos acordos de fornecimento com os fabricantes, de modo que as vacinas sejam adquiridas e enviadas rapidamente, assim que os parceiros assegurem o financiamento e cumpram os requisitos necessários para a recepção.
A OMS declarou, em 14 de Agosto, uma emergência internacional devido à rápida propagação de uma nova variante do vírus que causa a mpox, a clade 1b. Foram confirmados 258 casos desta variante no Burundi, quatro no Ruanda e no Uganda, dois no Quénia e um na Suécia e na Tailândia.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Coordenadores de Supply Chain. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – LINK (GCF). Saiba mais.
A DataServ, Lda, empresa de referência na área das Tecnologias de Informação, em Moçambique pretende recrutar um (1) Técnico Comercial e de TI. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Suporte ao Projecto LINK. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Suporte ao Projecto LINK. Saiba mais.
As cheias devastadoras na Nigéria resultaram na morte de 185 pessoas e no desalojamento de 208 mil, afectando 28 dos 36 estados do país, conforme relatado pela Agência Nacional de Gestão de Emergências (NEMA).
As inundações, atribuídas principalmente à falta de infraestruturas adequadas e à má manutenção das barragens, desencadearam uma resposta urgente das autoridades para evacuar centenas de milhares de pessoas, encaminhando-as para abrigos improvisados.
Embora a Nigéria enfrente inundações anualmente, principalmente devido ao incumprimento das normas ambientais e à insuficiência de infraestruturas, as piores inundações da última década ocorreram em 2022, quando mais de 600 pessoas morreram e mais de 1 milhão foram deslocadas. No entanto, ao contrário de 2022, quando as fortes chuvas foram o principal factor para as inundações, a Agência Meteorológica da Nigéria havia previsto chuvas normais ou até atrasadas para a maioria do país este ano. As actuais inundações, segundo a agência, são sobretudo resultado de actividades humanas.
“O que estamos a fazer está a provocar estas alterações climáticas, pelo que há uma mudança em relação ao normal”, afirmou Ibrahim Wasiu Adeniyi, chefe da unidade central de previsões. Ele apontou que o descarte inadequado de resíduos e a construção desordenada ao longo dos cursos de água são factores significativos que agravam a situação.
A agência de resposta a catástrofes da Nigéria alertou que as inundações podem piorar nas próximas semanas, à medida que as águas descem para os estados centrais e do sul. “As pessoas nas zonas inundadas devem evacuar imediatamente (…) porque o tempo está a esgotar-se”, declarou Manzo Ezekiel, porta-voz da NEMA.
O estado de Jigawa, o mais afectado pelas cheias, registou 37 mortes, e as autoridades locais descreveram o impacto como “devastador”. Em resposta, edifícios públicos e escolas estão a ser convertidos em abrigos para os milhares de desalojados, segundo Nura Abdullahi, chefe dos serviços de emergência do estado.
Até agora, as cheias destruíram 107.000 hectares de terras agrícolas, especialmente nos estados do norte, responsáveis por uma grande parte da produção agrícola do país. Muitos agricultores da região têm enfrentado dificuldades em manter as suas colheitas, não só devido à destruição causada pelas cheias, mas também pela escassez de insumos, exacerbada pela crise económica e pelos ataques violentos que os obrigam a abandonar as suas terras.
Como resultado, a Nigéria tem actualmente o maior número de pessoas em situação de fome aguda no mundo, com 32 milhões de pessoas – cerca de 10% do total global – a enfrentarem grave insegurança alimentar, segundo a agência alimentar das Nações Unidas.
Abdullahi Gummi, residente na área do conselho de Gummi, no estado de Zamfara, relatou que as cheias destruíram as terras agrícolas da sua família, que dependem da agricultura como fonte principal de rendimento. “Gastámos cerca de 300.000 nairas [188 dólares] na plantação, mas tudo foi perdido”, lamentou Gummi.
Durante a madrugada, cerca de 30 palestinianos morreram na Faixa de Gaza em consequência de intensos bombardeamentos aéreos realizados por Israel, conforme relataram fontes locais e médicas.
Os números fornecidos pelo Ministério da Saúde palestiniano, que ainda não incluem os falecidos nas últimas horas, indicam que, desde o início do conflito em 07 de Outubro, mais de 40.600 pessoas morreram em Gaza, a maioria das quais mulheres e crianças, e aproximadamente 93.800 ficaram feridas.
Na noite de sexta-feira, pelo menos 17 palestinianos foram mortos na área ocidental do campo de refugiados de Nuseirat, localizado no centro da Faixa de Gaza. Desses, nove sucumbiram após o impacto de dois projécteis de artilharia contra um edifício, segundo fontes palestinianas.
Além disso, quatro pessoas morreram no bombardeamento israelita ao último andar de um edifício pertencente à família Hamad, e outras quatro foram mortas num ataque a uma casa da família Zaqout, na região de Al-Hasayna.
Segundo a agência noticiosa palestiniana Wafa, citada pela EFE, “cinco civis foram mortos e 15 membros da família Abu Bakr ficaram feridos quando a ocupação atacou uma casa pertencente à família al-Jabour” em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
No norte da cidade de Gaza, que se encontra devastada, os médicos da Sociedade do Crescente Vermelho Palestiniano (PRCS) transferiram três cadáveres e vários feridos para o hospital, após um ataque aéreo israelita que atingiu uma casa no bairro de Sabra, a sul da capital de Gaza.
No bairro de Zeitun, três palestinianos morreram quando um míssil israelita atingiu a sua residência, enquanto um quarto indivíduo foi morto num ataque aéreo que destruiu o apartamento da família Nassar, localizado no campo de refugiados de Jabalia, no norte.
As ordens de evacuação emitidas recentemente pelas forças israelitas em Deir al-Balah e Khan Yunis têm agravado a situação nas zonas humanitárias, especialmente em Al Mawasi, que cobre cerca de 14% da Faixa de Gaza. A sobrelotação, a grave escassez de água e a falta de serviços de saneamento estão a contribuir para a propagação de doenças, tornando as condições de vida extremamente difíceis.
Na sexta-feira, um coordenador dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou para a incapacidade de lidar com a enorme quantidade de necessidades na área. “A sobrelotação e a falta de recursos estão a alimentar a propagação de doenças. Não somos capazes de responder à grande quantidade de necessidades”, declarou.
Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) informaram que estão a tratar entre 300 e 400 casos diários numa clínica na região, dos quais cerca de 200 são relativos a doenças de pele contagiosas, que afectam principalmente crianças.
Três indivíduos foram detidos pelas autoridades enquanto tentavam comercializar ilegalmente pontas de marfim na província de Maputo, conforme comunicado oficial divulgado.
A detenção ocorreu na tarde de quarta-feira, no distrito de Marracuene, e foi conduzida pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) da província.
Os suspeitos, com idades compreendidas entre 29 e 51 anos, foram apanhados em flagrante durante uma operação montada pelo SERNIC.
De acordo com Samussone Mahumane, porta-voz do SERNIC em Maputo, a operação foi desencadeada após as autoridades terem recebido informações de que um grupo de homens estaria a tentar vender chifres de rinoceronte.
No entanto, ao chegarem ao local, constataram que o produto em questão era, na verdade, marfim.
Ainda não se sabe a origem das pontas de marfim apreendidas, e as investigações continuam para determinar a proveniência e possível envolvimento dos detidos em redes de tráfico de animais selvagens.
Um trágico acidente envolvendo um autocarro no estado do Mississippi, sul dos Estados Unidos, resultou na morte de oito pessoas, entre elas uma criança.
O incidente ocorreu na madrugada de sábado, conforme reportado pela imprensa local.
O autocarro, que havia sido fretado para transportar um grupo de 47 pessoas, capotou no condado de Warren. Sete dos ocupantes morreram no local do acidente, enquanto uma oitava vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital, de acordo com informações do Vicksburg Daily News.
Mais de 30 passageiros foram socorridos e encaminhados para unidades hospitalares da região. Segundo um funcionário local, que falou à CBS, dois dos falecidos eram irmãos, um rapaz de seis anos e uma rapariga de 16 anos, ambos originários da Guatemala.
Imagens do local do acidente mostram o autocarro de cor vermelha tombado numa vala ao lado de uma autoestrada, sugerindo que o capotamento pode ter sido causado pelo rebentamento de um pneu. Não há registo de envolvimento de outros veículos no acidente.
A Polícia Rodoviária do Mississippi está a conduzir uma investigação para apurar as causas do acidente, conforme indicam as imagens divulgadas.
A polícia do Brasil deteve um homem de 39 anos por suspeita de ter provocado um incêndio numa plantação de cana-de-açúcar, elevando para dez o número total de detenções relacionadas com incêndios no estado de São Paulo.
A detenção mais recente ocorreu na quinta-feira, em flagrante, na cidade de Pindorama, localizada na região sudeste do Brasil.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o homem foi encontrado pelos agentes numa vasta área agrícola que era consumida pelas chamas, após a denúncia dos seguranças de uma empresa local.
Testemunhas relataram às autoridades que o suspeito utilizou um isqueiro para atear fogo em vários pontos da plantação. Ao ser interrogado na esquadra, o detido afirmou estar sob o efeito de estupefacientes, apresentando várias versões contraditórias sobre o incidente. Após o interrogatório, foi encaminhado para a prisão.
Desde a semana passada, outras nove pessoas foram detidas sob a acusação de terem provocado incêndios florestais no estado de São Paulo, que é o mais populoso e industrializado do Brasil. A polícia informou que está a investigar todos os casos, mas, até ao momento, não foram encontrados indícios de que os incidentes estejam ligados entre si.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelou que, entre quinta e sexta-feira da semana passada, foram registados 2.316 focos de incêndio no estado de São Paulo, um número quase sete vezes superior ao total de incêndios registados em todo o mês de Agosto de 2023.
As condições climáticas adversas, incluindo temperaturas elevadas, baixa humidade e fortes rajadas de vento, contribuíram para a rápida propagação das chamas no interior do estado, resultando em duas mortes no município de Urupês e cerca de 800 pessoas desalojadas em várias regiões.
Um dos locais mais gravemente afectados foi Ribeirão Preto, a oitava cidade mais populosa do estado, com cerca de 700 mil habitantes. Devido à proximidade do incêndio, alguns moradores foram forçados a abandonar as suas casas, e voos tiveram de ser cancelados devido à reduzida visibilidade causada pelo fumo.
Além dos incêndios em São Paulo e no estado vizinho de Minas Gerais, ambos na região Sudeste, o país também enfrenta um elevado número de incêndios no Pantanal e na Amazónia neste mês. O Governo brasileiro manifestou “fortes suspeitas” de que a onda de incêndios seja resultado de acções criminosas coordenadas. A Polícia Federal anunciou, na quinta-feira, que entre 2023 e 2024, foram abertas 32 investigações para apurar as causas dos incêndios florestais nessas regiões e foram criados grupos especiais dentro da instituição, dedicados exclusivamente a essa tarefa.
Segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mais de 15% do Pantanal, a maior zona húmida do mundo, já foi destruída pelos incêndios este ano, conforme divulgado pela Agência Brasil na quinta-feira. Desde o início do ano, cerca de 2,3 milhões de hectares foram afectados pelas chamas, incluindo 371 mil hectares em terras indígenas.
As autoridades brasileiras mobilizaram 959 profissionais e 18 aviões para combater os incêndios. Na terça-feira, o Supremo Tribunal Federal do Brasil deu ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva um prazo de 15 dias para intensificar as acções de combate aos incêndios no Pantanal e na Amazónia.
Durante a distribuição de cabazes aos fiéis, um trágico acidente ocorreu no Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Conceição, localizado no município brasileiro de Recife.
O tecto da igreja católica desabou na tarde de sexta-feira, resultando na morte de pelo menos duas pessoas e ferindo outras 25.
A informação foi confirmada pelo autarca de Recife, João Campos, citado pela imprensa brasileira.
No momento do colapso, a igreja estava repleta de pessoas que aguardavam a entrega dos cabazes, o que agravou o impacto do desastre. João Campos expressou a sua consternação através de uma mensagem nas redes sociais, onde declarou: “Infelizmente, dois óbitos já foram confirmados após a queda do telhado no Santuário do Morro da Conceição. As nossas equipas estão a actuar nas acções de emergência.”
Segundo o Diário de Pernambuco, o corpo de uma das vítimas mortais já foi retirado dos escombros. Entre os feridos, encontra-se uma mulher grávida, o que acentua a gravidade do incidente.
Um dos sobreviventes, um morador local, relatou ao Diário de Pernambuco o momento de horror vivido dentro do santuário: “Estávamos à espera para receber os cabazes quando ouvimos o primeiro barulho. No segundo barulho, o tecto caiu de lá para cá, do fundo da igreja até ao altar. Ainda consegui puxar duas pessoas. Estavam lá umas seis crianças.”
As autoridades locais continuam a trabalhar nas operações de resgate e assistência às vítimas, enquanto a comunidade tenta lidar com o choque provocado por esta tragédia.
Uma funcionária do Hospital Central de Nampula foi expulsa este ano, após ser acusada de envolvimento num esquema de venda de sangue dentro da instituição.
A expulsão foi confirmada por Dinis Dias, Presidente do Comité de Sangue da referida unidade sanitária.
Segundo Dinis Dias, frequentemente, os familiares dos pacientes internados no hospital são apontados como os principais incentivadores desta prática ilegal, participando activamente no esquema de comercialização de sangue.
No contexto das celebrações do Dia Nacional do Dador de Sangue, que se assinala na quinta-feira, Dinis Dias aproveitou a ocasião para lançar um apelo firme à população. Ele destacou a importância de continuar a doar sangue de forma voluntária e altruísta, sublinhando que a venda de sangue compromete a ética e a integridade dos cuidados de saúde, além de pôr vidas em risco.
A campanha urgente de vacinação contra a poliomielite começou este sábado no centro da Faixa de Gaza, antecipando-se a uma pausa humanitária anunciada pelas Nações Unidas.
A poliomielite, uma doença altamente infecciosa que afecta principalmente crianças pequenas, pode causar paralisia permanente e, em alguns casos, ser fatal.
De acordo com Moussa Abed, director de primeiros socorros do Ministério da Saúde do Governo do Hamas, as equipas do Ministério da Saúde, da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinianos) e de várias organizações não-governamentais iniciaram a campanha de vacinação, respondendo ao recente diagnóstico de um bebé de dez meses com a doença, o primeiro caso registado na Faixa de Gaza em 25 anos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou na quinta-feira a implementação de pausas humanitárias limitadas nos combates em Gaza para permitir a vacinação de centenas de milhares de crianças. Estas pausas, que não constituem um cessar-fogo, terão uma duração diária de oito horas e serão realizadas em diferentes zonas do território ao longo de três dias.
No total, serão estabelecidos 392 postos de vacinação fixos e 300 postos móveis para garantir que as vacinas cheguem a todas as famílias, inclusive aquelas com dificuldades de mobilidade. A campanha envolverá 2.180 profissionais de saúde e agentes comunitários treinados, com a OMS a solicitar garantias de segurança para todos os envolvidos.
A Faixa de Gaza recebeu 1,26 milhões de doses da vacina oral, administrada em duas gotas nesta primeira fase de imunização.
O objectivo é vacinar 640.000 crianças com menos de 10 anos e atingir uma cobertura de 90% para conter o surto actual.
A poliomielite é uma doença que ataca o sistema nervoso, sendo altamente contagiosa e perigosa, particularmente para crianças pequenas. A vacinação em massa é crucial para evitar a disseminação desta doença devastadora, especialmente numa região já severamente afectada pelo conflito.
A Igreja Católica em Nampula está a considerar aplicar uma sanção severa ao padre Fernão Magalhães Raúl, que decidiu candidatar-se ao cargo de governador provincial pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Esta sanção pode resultar na perda do seu direito de exercer a direcção paroquial.
Até recentemente, o padre Fernão Magalhães Raúl liderava a paróquia de Cazuzu, na província de Nampula. No entanto, decidiu abandonar o seu papel religioso para se dedicar à política, apresentando-se como cabeça-de-lista do MDM para a governação da província.
Num comunicado oficial datado de 28 de Agosto de 2024, o arcebispo da Diocese de Nampula, Dom Inácio Saure, expressou a sua desaprovação. “O Reverendíssimo Padre Fernão Magalhães Raúl tomou a decisão de candidatar-se ao cargo de governador da província de Nampula sem o conhecimento ou aprovação do seu superior hierárquico. Tal decisão contraria a doutrina eclesiástica, que proíbe os clérigos de assumirem cargos que envolvam o exercício do poder civil, conforme estipulado pelo Código de Direito Canónico”, lê-se no documento.
O arcebispo tomou conhecimento da candidatura do padre através das redes sociais e, em seguida, convocou-o para uma explicação. Durante a conversa, aconselhou o padre a retirar a sua candidatura, considerando-a incompatível com as leis da Igreja Católica.
No entanto, o padre Fernão Magalhães Raúl solicitou, verbalmente, uma dispensa temporária de dois anos do ministério sacerdotal, o que foi recusado. Mesmo após submeter o pedido por escrito, a resposta permaneceu negativa.
Apesar da negativa, o padre decidiu manter a sua candidatura, continuando a representar o MDM. Face a esta situação, a Igreja Católica emitiu um aviso claro: “Se o Reverendíssimo Padre Fernão Magalhães Raúl persistir na sua decisão, poderá ser-lhe imposta a pena canónica de suspensão a divinis, ou seja, a proibição de exercer quaisquer actos ligados aos direitos e poderes adquiridos pelas ordens sagradas. Em último caso, poderá ser aplicada uma pena mais grave, sem excluir a possibilidade de perda do estado clerical.”
A perda do estado clerical significa que o padre deixaria de ter o poder de exercer a função ministerial, mas não implica a excomunhão, continuando a ser considerado um membro da Igreja Católica.
Um segurança foi mortalmente baleado e uma funcionária ficou ferida após um grupo armado de nove homens, alguns deles munidos de AK47, ter atacado uma agência do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) no Bairro do Fomento, município da Matola, província de Maputo.
O assalto, que resultou na morte de uma das vítimas e ferimentos em outra, ocorreu à luz do dia, na passada quinta-feira, quando seguranças de uma empresa privada se preparavam para retirar uma quantia em dinheiro da agência.
Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), o grupo armado surpreendeu os seguranças que levantavam o dinheiro para ser transportado num veículo blindado, disparando repetidamente contra as instalações. Um dos seguranças foi atingido mortalmente à entrada da agência, enquanto uma funcionária foi ferida durante o tiroteio.
O chefe de Relações Públicas da PRM na província de Maputo, Rodrigues Tchambana, revelou que os assaltantes conseguiram apoderar-se de aproximadamente 17 milhões de meticais (cerca de 241 mil euros) que eram retirados da agência, controlada maioritariamente pela Caixa Geral de Depósitos.
Imagens do sistema de videovigilância do local, que abriga vários estabelecimentos comerciais, capturaram o momento do ataque, onde é possível ver o grupo a disparar várias vezes, provocando pânico e a fuga de várias pessoas, incluindo uma agente da polícia em serviço.
“Estamos a seguir as nossas linhas operativas e acredito que, em breve, o caso será esclarecido”, afirmou Rodrigues Tchambana, sublinhando o esforço das autoridades para identificar e capturar os responsáveis pelo crime.
Este incidente ocorre cerca de dois meses após outro assalto de características semelhantes, onde um grupo armado atacou uma viatura da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) no centro de Maputo, conseguindo fugir com seis milhões de meticais (cerca de 86 mil euros).
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