A Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO) na província de Sofala reiterou as suas preocupações face ao crescente número de falsos curandeiros na região.
Esta situação tem vindo a agravar-se, com a presença de indivíduos, na sua maioria estrangeiros, que se encontram a operar ilegalmente no país. Estes supostos curandeiros investem fortemente em publicidade enganosa, alegando possuir capacidades para curar uma vasta gama de doenças, o que tem suscitado grande preocupação entre as autoridades tradicionais.
Segundo a Rádio Moçambique (RM), a denúncia foi reiterada no passado sábado pelo presidente da AMETRAMO em Sofala, Mapendji Nhone, durante as celebrações do Dia da Medicina Tradicional. Nhone salientou que esta problemática não só desacredita a medicina tradicional como também coloca em risco a saúde da população, que muitas vezes é enganada por estas falsas promessas de cura.
Mapenje Nhone revelou ainda que, ao longo deste ano, três curandeiros estrangeiros foram notificados pela AMETRAMO e obrigados a cessar as suas actividades, por estas serem contrárias aos princípios éticos e regulamentares da associação.
Este esforço visa proteger a integridade da medicina tradicional moçambicana e assegurar que os praticantes desta arte milenar operem dentro dos padrões estabelecidos pela AMETRAMO.
















