No fim-de-semana passado, os Emirados Árabes Unidos (EAU) enviaram vários aviões carregados de vacinas destinadas a combater o surto de varíola dos macacos (mpox) em cinco países africanos, com epicentro na República Democrática do Congo (RDC).
A ação foi tomada por ordem do Presidente Mohamed bin Zayed Al Nahyan, como parte de um esforço para “apoiar países irmãos e amigos na luta contra desafios e crises”, conforme anunciou a agência oficial dos Emirados, WAM.
Embora a WAM não tenha especificado o número exacto de aviões ou a quantidade de vacinas transportadas, revelou que os envios foram direccionados à RDC, Nigéria, África do Sul, Costa do Marfim e Camarões. Esta iniciativa surge como resposta aos esforços desses países para “combater e conter o surto” de mpox, que continua a afetar gravemente a região.
O surto actual de mpox tem o seu epicentro na República Democrática do Congo, onde foram registados cerca de 18.000 casos e pelo menos 629 mortes este ano.
Na sexta-feira, Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), expressou optimismo em relação ao controlo da situação, afirmando que o surto de mpox “pode terminar nos próximos seis meses” se houver uma ação eficaz por parte dos governos.
Adicionalmente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou no sábado o lançamento de um concurso de emergência para acelerar a compra de vacinas contra a varíola dos macacos. Segundo comunicado do UNICEF, o objectivo do concurso é garantir a entrega das vacinas aos países mais afectados, em colaboração com a OMS e os Centros Africanos de Controlo de Doenças (CDC).
A agência da ONU informou que serão estabelecidos acordos de fornecimento com os fabricantes, de modo que as vacinas sejam adquiridas e enviadas rapidamente, assim que os parceiros assegurem o financiamento e cumpram os requisitos necessários para a recepção.
A OMS declarou, em 14 de Agosto, uma emergência internacional devido à rápida propagação de uma nova variante do vírus que causa a mpox, a clade 1b. Foram confirmados 258 casos desta variante no Burundi, quatro no Ruanda e no Uganda, dois no Quénia e um na Suécia e na Tailândia.















