A campanha urgente de vacinação contra a poliomielite começou este sábado no centro da Faixa de Gaza, antecipando-se a uma pausa humanitária anunciada pelas Nações Unidas.
A poliomielite, uma doença altamente infecciosa que afecta principalmente crianças pequenas, pode causar paralisia permanente e, em alguns casos, ser fatal.
De acordo com Moussa Abed, director de primeiros socorros do Ministério da Saúde do Governo do Hamas, as equipas do Ministério da Saúde, da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinianos) e de várias organizações não-governamentais iniciaram a campanha de vacinação, respondendo ao recente diagnóstico de um bebé de dez meses com a doença, o primeiro caso registado na Faixa de Gaza em 25 anos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou na quinta-feira a implementação de pausas humanitárias limitadas nos combates em Gaza para permitir a vacinação de centenas de milhares de crianças. Estas pausas, que não constituem um cessar-fogo, terão uma duração diária de oito horas e serão realizadas em diferentes zonas do território ao longo de três dias.
No total, serão estabelecidos 392 postos de vacinação fixos e 300 postos móveis para garantir que as vacinas cheguem a todas as famílias, inclusive aquelas com dificuldades de mobilidade. A campanha envolverá 2.180 profissionais de saúde e agentes comunitários treinados, com a OMS a solicitar garantias de segurança para todos os envolvidos.
A Faixa de Gaza recebeu 1,26 milhões de doses da vacina oral, administrada em duas gotas nesta primeira fase de imunização.
O objectivo é vacinar 640.000 crianças com menos de 10 anos e atingir uma cobertura de 90% para conter o surto actual.
A poliomielite é uma doença que ataca o sistema nervoso, sendo altamente contagiosa e perigosa, particularmente para crianças pequenas. A vacinação em massa é crucial para evitar a disseminação desta doença devastadora, especialmente numa região já severamente afectada pelo conflito.














