Um tribunal sul-africano condenou, na quarta-feira, John Nelson Sithole, de 28 anos e natural de Moçambique, à pena de prisão perpétua pelo brutal homicídio de Willem Jacobus Andries Scholtz, um homem de 76 anos.
O crime ocorreu em Abril de 2023 na pequena cidade de Christiana, na África do Sul.
Sithole, que se encontrava no país de forma ilegal, invadiu a residência de Scholtz com a intenção de roubar. Após um confronto violento, o cidadão moçambicano assassinou a vítima, deixando-a atada com uma corda e com múltiplos ferimentos. A casa foi encontrada vandalizada.
Além da pena de prisão perpétua pelo homicídio, Sithole foi condenado a mais 21 anos de prisão por outros crimes relacionados ao caso, incluindo invasão de domicílio, roubo agravado e violação da lei de imigração. As penas serão cumpridas de forma consecutiva.
As autoridades sul-africanas destacaram a gravidade do crime e a necessidade de proteger os cidadãos mais vulneráveis, como os idosos. A sentença, proferida pelo juiz Andre Peterson, reflete a preocupação com a crescente taxa de homicídios na região de Christiana.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Oficial de Projecto DREAMS. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal nove (9) Mentoras Líderes. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Técnico de HIV Pediátrico e Gestão de Casos. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal nove (9) Oficiais de Campo DREAMS. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Coordenadores de Supply Chain. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – LINK (GCF). Saiba mais.
A DataServ, Lda, empresa de referência na área das Tecnologias de Informação, em Moçambique pretende recrutar um (1) Técnico Comercial e de TI. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Suporte ao Projecto LINK. Saiba mais.
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A Polícia da República de Moçambique (PRM) conseguiu frustrar uma tentativa de tráfico de um adolescente de 15 anos no distrito de Mocuba, localizado na província da Zambézia.
A vítima estava prestes a ser vendida por 600 mil meticais a um cidadão de nacionalidade burundesa.
Segundo informações fornecidas por Magid Sumail, comandante da PRM em Mocuba, dois indivíduos foram detidos em conexão com este crime.
O caso foi revelado após o próprio comprador denunciar a transacção às autoridades, permitindo assim a ação rápida da polícia para evitar a concretização do tráfico.
As investigações continuam para apurar mais detalhes e desmantelar qualquer rede criminosa envolvida.
O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) dará início, na próxima semana, à formação de 16.105 membros de mesas de voto (MMV) na província de Cabo Delgado.
Desse total, 15.337 MMV serão seleccionados para assegurar o processo de votação em 2.191 mesas de voto, que serão instaladas no dia 9 de Outubro.
Para preparar estes membros, iniciou na terça-feira em Pemba a formação de 1.008 candidatos a formadores provinciais. Destes, serão escolhidos 918 para a função de formadores. Durante a abertura da formação, Cassamo Camal, diretor provincial do STAE, apelou a um maior empenho por parte dos candidatos. Camal destacou que uma adequada assimilação dos conteúdos é crucial para assegurar uma transmissão precisa e fiel dos mesmos aos MMV.
“Pretendemos um processo eleitoral transparente e digno de orgulho para todos. Um pequeno erro na transmissão das informações aos MMV pode comprometer a integridade do processo eleitoral, que deve ser genuíno”, enfatizou Camal.
Para as eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais deste ano, Cabo Delgado registou 1.407.544 eleitores. A província terá 21 mandatos para a Assembleia da República e 82 mandatos para a assembleia provincial.
Apesar da ameaça de prisão, o advogado de Edmundo González revelou que o ex-diplomata venezuelano não tem intenções de abandonar o país ou solicitar asilo político em qualquer representação diplomática.
Edmundo González, ex-diplomata venezuelano, permanece firme na sua decisão de não abandonar a Venezuela, mesmo após a emissão de um mandado de prisão contra ele no início desta semana.
De acordo com declarações do seu advogado, José Vicente Haro, durante uma entrevista concedida à Rádio La W, na terça-feira (03), González não considera a hipótese de exílio ou pedido de asilo.
“O cenário de deixar a Venezuela ou pedir asilo não está em consideração”, afirmou Haro. “O seu maior desejo é permanecer junto dos venezuelanos e retribuir o apoio que tem recebido.”
A determinação de González em permanecer no país, apesar do risco iminente de ser detido, foi revelada um dia após a Procuradoria-Geral da Venezuela solicitar a sua prisão. O pedido foi prontamente aceite por um tribunal venezuelano poucas horas depois.
González, de 75 anos, enfrenta acusações graves por parte do governo de Nicolás Maduro, incluindo a incitação a actividades ilegais, falsificação de documentos oficiais e usurpação de funções de autoridades.
Na terça-feira, uma série de protestos em La Paz, capital da Bolívia, resultou em confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, deixando pelo menos sete polícias e dois civis feridos.
Centenas de pessoas saíram às ruas para expressar a sua insatisfação com o governo e exigir uma resolução para a crise económica que assola o país.
O movimento dos Ponchos Vermelhos, um grupo socialista influente na Bolívia, organizou uma manifestação massiva em La Paz para criticar a administração do presidente Luis Arce Catacora e exigir soluções para as dificuldades económicas enfrentadas pelos cidadãos. Os manifestantes são especialmente críticos da actual situação económica, que levou a um aumento significativo no custo de vida, com o preço dos bens alimentares a subir mais de 50%.
Durante os protestos, houve confrontos intensos com a polícia, que respondeu com gás lacrimogéneo e balas de borracha para tentar dispersar a multidão. Os altercados resultaram em vários feridos entre as forças de segurança e os civis.
Mario Choque, líder do movimento Ponchos Vermelhos, fez um apelo directo ao governo, pedindo que as autoridades ouçam as reclamações do povo. Choque e os seus apoiantes exigem não apenas a demissão imediata do presidente Luis Arce Catacora, mas também do vice-presidente David Choquehuanca e dos seus apoiantes. O líder do movimento destacou que a crise económica está a afectar severamente a vida dos trabalhadores e que medidas urgentes são necessárias para aliviar a situação.
A capacidade de prevenção e resposta à cólera no país foi recentemente reforçada com a chegada de mais de quatro mil doses de vacina, doadas pela Agência Egípcia de Parceria para o Desenvolvimento.
Esta doação é uma importante contribuição no contexto de fortalecimento das medidas de preparação e prontidão das autoridades sanitárias para evitar o surto da doença durante a próxima época chuvosa e ciclónica.
Embora o país não tenha registado novos casos de cólera há mais de 30 dias, a necessidade de continuar a investir na prevenção é crucial. Isso inclui a vacinação das populações nas áreas mais vulneráveis à ocorrência da doença, também conhecida como doença das mãos sujas.
De acordo com Haitham Shousha, representante da Embaixada do Egito em Maputo, a doação entregue ao Ministério da Saúde (MISAU) é um reflexo da sólida relação entre os dois países, baseada na fraternidade, amizade e assistência mútua.
Shousha mencionou que, nos próximos dias, o país receberá um segundo lote de ajuda médica do Egito, que incluirá mais vacinas e artigos médicos.
“Estes laços têm raízes na história comum dos dois países, desde o apoio do Egito a Moçambique na luta pela independência até à actual colaboração na superação de desafios comuns”, afirmou Shousha.
Desde Outubro de 2023, Moçambique registou 16.544 casos de cólera, com 38 óbitos, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 0,2%. Durante o mesmo período, 12.880 pessoas foram hospitalizadas, sendo que a maioria delas recebeu alta. Com excepção das cidades de Maputo, Gaza e Inhambane, todas as outras províncias registaram casos da doença.
O grupo palestiniano Hamas lançou um ultimato grave, afirmando que todos os reféns na Faixa de Gaza serão mortos se Israel não fizer concessões no actual conflito.
O porta-voz do braço armado do Hamas anunciou que os militantes receberam novas ordens sobre como lidar com os prisioneiros caso as tropas israelitas se aproximem ainda mais da área.
Esta ameaça surge num momento crítico, em que Israel está a tentar recuperar seis reféns que, segundo relatos, foram executados com um tiro na nuca. A situação está a agravar-se, com o Hamas a exigir alterações significativas nas negociações.
O porta-voz do Hamas criticou o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pela sua insistência em libertar prisioneiros sob pressão militar, em vez de negociar um acordo directo. Segundo o porta-voz, “a insistência de Netanyahu em libertar prisioneiros sob pressão militar, em vez de fechar um acordo, fará com que regressem às suas famílias em caixões”.
Esta declaração ocorre após Netanyahu ter ameaçado que o Hamas “pagará um preço muito alto” pela morte dos reféns. Em resposta à situação, Netanyahu pediu desculpa às famílias dos reféns, que estão nas mãos do Hamas desde 7 de Outubro de 2023. Em uma rara conferência de imprensa, ele admitiu: “Peço perdão por não os ter trazido de volta vivos. Estivemos perto, mas não tivemos sucesso.”
A situação não melhorou com as desculpas de Netanyahu. Na verdade, a indignação pública tem aumentado. Milhares de israelitas passaram a noite em protesto em várias cidades, exigindo um acordo de cessar-fogo imediato para salvar os mais de 100 reféns que continuam sob o controle do Hamas.
Além disso, Netanyahu reiterou a sua posição de que pretende manter o controle sobre o Corredor de Filadélfia, que faz a ligação entre a Faixa de Gaza e o Egito. Este ponto continua a ser um dos principais bloqueios nas negociações com o Hamas, e Netanyahu afirmou que não cederá a pressões neste aspecto.
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, apelou à Embaixada de Moçambique na China para intensificar o acompanhamento e assistência aos moçambicanos que residem naquele país asiático.
Num encontro realizado na terça-feira, em Beijing, durante a sua visita de trabalho à China, Nyusi sublinhou a importância de registar todos os cidadãos moçambicanos que vivem, estudam ou trabalham na China.
Segundo o Chefe de Estado, este registo é fundamental para que o governo possa conhecer e responder melhor às necessidades desta comunidade.
No encontro com os moçambicanos residentes na China, foram apresentadas várias preocupações e solicitações ao Presidente da República. Entre os pedidos destaca-se o apelo para que Nyusi interceda junto aos governos de diferentes países no sentido de aumentar o número de bolsas de estudo disponíveis para os estudantes moçambicanos, e que incentive as empresas a oferecerem estágios profissionais aos finalistas.
Em resposta às solicitações da comunidade, Filipe Nyusi assegurou que continuará a dialogar com empresas e outras entidades para promover oportunidades educativas e profissionais para os moçambicanos.
Nyusi destacou, como exemplo, a concessão de cem bolsas de estudo por uma empresa mineira chinesa, anunciada durante o mesmo dia, beneficiando igual número de estudantes moçambicanos.
Além do encontro com a comunidade, o Presidente Filipe Nyusi também manteve reuniões com os responsáveis das empresas chinesas StarTimes e Huawei, reforçando a cooperação entre Moçambique e estas importantes entidades no âmbito das telecomunicações e tecnologias de informação.
A Província de Gaza enfrenta uma situação alarmante com o aumento para cinco no número de incêndios registados desde a semana passada. Os incêndios têm afectado os distritos de Xai-Xai, Mandlakazi, Bilene e Chongoene.
O Serviço Nacional de Salvação Pública anunciou à Miramar que está a preparar um plano de mitigação para lidar com estes incêndios, que representam um sério perigo para a comunidade local. Este plano será desenvolvido em colaboração com os líderes locais, com o objectivo de conter e minimizar os danos causados pelos incêndios.
Além disso, dados recentes revelam que, no primeiro trimestre de 2024, a Província de Gaza registou aproximadamente 22 casos de incêndios, reflectindo uma tendência preocupante e a necessidade urgente de medidas eficazes para proteger as áreas afectadas e a população.
Após as eleições presidenciais na Venezuela, jornalistas têm recorrido a apresentadores gerados por inteligência artificial para divulgarem informações sobre o cenário político do país, evitando assim possíveis represálias do governo de Nicolás Maduro.
A iniciativa, denominada Operação Retuit, foi concebida por profissionais da comunicação com o objectivo de informar sobre a situação política pós-eleitoral na Venezuela. Nos boletins informativos, dois apresentadores virtuais, La Chama e El Pana, são os rostos visíveis. Embora pareçam pessoas reais, esses âncoras são criações de inteligência artificial, cuidadosamente desenvolvidas para essa finalidade.
A utilização da inteligência artificial surge como uma solução para que os jornalistas possam disseminar notícias que consideram cruciais sem se tornarem alvos da repressão estatal. As informações transmitidas por La Chama e El Pana são meticulosamente apuradas pelos meios de comunicação integrantes dos grupos Venezuela Vota e #LaHoraDeVenezuela, que fazem parte deste esforço colectivo.
Os boletins começam sempre com uma introdução dos personagens virtuais, que explicam ser produtos de inteligência artificial, mas que as notícias que veiculam são autênticas e verificadas por profissionais de comunicação.
De acordo com uma nota divulgada pela Connectas, uma organização sem fins lucrativos formada por jornalistas, “A Operação Retuit nasceu como uma estratégia para contornar a censura e a repressão que os jornalistas enfrentam na Venezuela.”
O principal líder da oposição política no Uganda encontra-se em estado estável após ter sido atingido numa perna durante confrontos com a polícia, na terça-feira. A informação foi avançada pelo partido de Bobi Wine, a Plataforma de Unidade Nacional (NUP).
Bobi Wine, cujo nome verdadeiro é Robert Kyagulanyi, foi hospitalizado no Hospital Nsambya, na capital, Kampala. O advogado da NUP, George Musisi, afirmou que o político está “estável e fora de perigo”, de acordo com declarações divulgadas pelo jornal local Daily Monitor.
Nesta manhã, Joel Ssenyonyi, porta-voz do NUP, revelou que os exames de raios X mostraram que havia fragmentos de uma granada de gás lacrimogéneo incrustados na perna de Bobi Wine. O político está previsto para ser submetido a uma cirurgia hoje, com o objectivo de remover os fragmentos.
O veterano da oposição, Kizza Besigye, líder do partido Fórum para a Mudança Democrática (FDC), expressou seu apoio a Wine e criticou o que descreveu como um “horrível resultado de um ataque policial totalmente desnecessário a líderes políticos da oposição”.
O confronto ocorreu na cidade de Bulindo, situada a cerca de 20 quilómetros a nordeste de Kampala, onde Bobi Wine se encontrava com Musisi.
Em comunicado, a polícia do Uganda esclareceu que Wine, que participou anteriormente em um evento privado em Bulindo, foi aconselhado a não participar na arruada. No entanto, ele “insistiu em avançar e fechar a estrada, o que levou à intervenção da polícia”. Segundo a polícia, Wine teria tropeçado ao entrar no veículo, causando os ferimentos, enquanto Kyagulanyi e a sua equipa inicialmente alegaram que ele tinha sido baleado.
Bobi Wine, que antes de ser eleito para a Assembleia Nacional em 2017 era humorista, concorreu à presidência do Uganda em 2021. No entanto, perdeu para o actual Presidente, Yoweri Museveni, numa eleição que considerou fraudulenta. O líder da oposição, de 42 anos, descreveu as eleições como “as mais fraudulentas da história do Uganda” e pediu aos ugandeses e à comunidade internacional que rejeitassem os resultados anunciados.
O Presidente Museveni, de 79 anos, está no poder desde 1986 e foi reeleito em Janeiro de 2021. O período eleitoral foi marcado pelo desaparecimento de centenas de apoiantes da oposição, por protestos dispersos com uso de munições pelas forças de segurança e pela morte de pelo menos 54 manifestantes. Enquanto Museveni obteve 58,6% dos votos, Wine, conhecido pelas suas origens humildes e discursos críticos ao chefe de Estado, ficou em segundo lugar com 35% dos votos.
Dois jovens, ambos com 32 anos, estão sob custódia da justiça na província de Gaza, Moçambique, acusados de enterrar viva uma recém-nascida de apenas dois dias de vida no distrito de Chongoene.
O casal, composto por marido e esposa, enfrenta graves acusações após terem supostamente decidido enterrar a criança devido à recusa do homem em assumir a paternidade, alegando que a bebé era fruto de uma relação extraconjugal.
O marido afirmou que desconhecia a gravidez da esposa, uma vez que, ao regressar da África do Sul, foi informado de que a esposa sofria de uma doença tradicional, o que teria causado o inchaço da barriga. No entanto, mais tarde descobriu-se que a mulher estava grávida, alegadamente de uma relação com o irmão do seu pai.
Agora nas mãos das autoridades, o casal acusa-se mutuamente de ter tido a ideia de enterrar viva a recém-nascida. A situação gerou indignação na comunidade local.
O porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, Júlio Nhamussua, esclareceu que o caso foi denunciado por vizinhos, o que levou a polícia a iniciar uma investigação. A investigação resultou na detenção do casal, que será levado a julgamento para responder pelas acusações.
O Papa Francisco proferiu o seu primeiro discurso na Indonésia durante um encontro no Palácio Presidencial de Jacarta, onde alertou os líderes políticos do país sobre a necessidade urgente de se protegerem contra o extremismo religioso.
A Indonésia, que tem a maior população muçulmana do mundo, foi o cenário para a sua mensagem de esperança e compromisso com o diálogo inter-religioso.
O Papa Francisco chegou ao Palácio de Merdeka numa cadeira de rodas e foi recebido com calor por uma multidão que agitava bandeiras do Vaticano e da Indonésia. Além do Presidente Joko Widodo, o Papa foi saudado por uma guarda de honra que executou os hinos da Indonésia e do Vaticano antes da realização de uma reunião privada entre os dois líderes.
Durante o encontro, Francisco reiterou a importância de intensificar os esforços para fomentar o diálogo entre as religiões, com a esperança de que esta abordagem possa ajudar a combater a intolerância e promover a paz. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, citado pela agência Reuters, a discussão entre o Papa e o Presidente Widodo não focou especificamente no conflito em Gaza, mas abordou de forma mais ampla os actuais conflitos e a importância da paz.
Esta visita à Indonésia marca o início de uma viagem que levará o Papa a outros destinos, incluindo Timor-Leste, Papua Nova Guiné e Singapura.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) efectuou a desarticulação de uma alegada quadrilha envolvida em furtos de veículos na cidade de Maxixe, província de Inhambane.
A operação policial resultou na detenção de dois indivíduos oriundos do distrito de Morrumbene.
Os detidos afirmam ter estado empregados na África do Sul e utilizavam os veículos furtados para oferecer serviços de transporte de passageiros e carga na própria província de Inhambane.
Segundo a PRM, foram registados quatro casos de furto de veículos durante os meses de Julho e Agosto. Até ao momento, duas das viaturas foram recuperadas. Um dos veículos recuperados, que se encontrava numa oficina na Maxixe, estava em processo de pintura, tendo a sua cor original sido alterada para azul e branco.
As autoridades continuam a investigar a estrutura desta rede criminosa e apelam à população para denunciar qualquer actividade suspeita relacionada com furtos de viaturas.
A tempestade tropical Yagi, que se transformou em tufão, causou pelo menos 15 mortes e deixou 21 pessoas desaparecidas nas Filipinas, de acordo com informações das autoridades divulgadas na quarta-feira. O tufão está agora a caminho da China.
A tempestade, conhecida localmente como Enteng, provocou inundações severas e deslizamentos de terras ao atravessar a ilha de Luzon, no norte do país, na segunda-feira. A tempestade trouxe chuvas intensas e ventos sustentados de 75 quilómetros por hora, com rajadas que atingiram até 90 quilómetros por hora.
Num encontro com o Presidente Ferdinand Marcos Jr., a agência filipina de catástrofes revelou que o número de vítimas mortais subiu para 15, a maioria das quais na região de Luzon, onde se localiza a capital, Manila. Entre os 21 desaparecidos, encontra-se um grupo de 15 marinheiros cujo barco naufragou.
A maioria das vítimas morreu devido a deslizamentos de terras, afogamentos ou eletrocussões. Mais de 1,7 milhões de pessoas foram afectadas pelo tufão, com 88 mil deslocadas das suas residências. Os danos são estimados em 350 milhões de pesos, o que equivale a cerca de 5,6 milhões de euros.
O tufão também resultou no cancelamento de dezenas de voos domésticos e na suspensão das aulas em mais de 450 escolas. O Presidente Marcos Jr. pediu às autoridades que concentrem os seus esforços nas operações de busca e salvamento, além da limpeza das estradas e dos destroços.
Enquanto isso, as autoridades chinesas emitiram novos alertas para o tufão Yagi, o 11.º do ano e o primeiro tufão de outono. Espera-se que o tufão atinja a costa entre Wanning, na ilha de Hainão, e Dianbai, na província de Guangdong, na noite de sexta-feira.
Em Macau, as autoridades emitiram na terça-feira o sinal de alerta 1, com previsão de subida para o sinal 3 entre esta quarta e quinta-feira. Na vizinha Hong Kong, o sinal 3 deverá ser accionado entre as 18:00 e as 21:00 horas de quarta-feira (entre as 11:00 e as 14:00 horas em Lisboa), segundo as previsões dos serviços meteorológicos da região semiautónoma.
A polícia da província de Maputo deteve três indivíduos suspeitos de estarem envolvidos num assalto a um estabelecimento bancário, ocorrido na semana passada na Matola.
O assalto, que resultou na morte de um agente de uma empresa de segurança privada, abalou a comunidade local, gerando preocupações sobre a segurança nos bancos da região.
Rodrigues Tchabana, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Maputo, confirmou as detenções, mas optou por não revelar detalhes específicos, afirmando que as investigações continuam em curso. Tchabana enfatizou que a polícia está a trabalhar arduamente para esclarecer todos os pormenores do caso e identificar outros possíveis envolvidos.
A população local aguarda com expectativa o desfecho desta investigação, esperando que a justiça seja feita e que medidas sejam tomadas para prevenir futuros incidentes semelhantes.
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Os operadores privados de transporte afirmam que estão a cumprir com os seus pagamentos, embora enfrentem dificuldades devido à falta de pagamento atempado dos subsídios por parte do Governo, o que está a complicar a sua operação.
Estas declarações foram feitas pelo presidente da Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), Castigo Nhamane, em resposta às afirmações do ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, e do director-executivo do Fundo de Transportes e Comunicações, Paulo Ricardo. Ambos sugeriram que as empresas privadas não estão a cumprir com os pagamentos necessários para a operação dos autocarros, o que levou à consideração de um novo modelo de gestão.
As declarações do Governo não foram bem recebidas pelos operadores privados, que se sentiram injustamente rotulados como “incumpridores”. Nhamane esclareceu que, no início do projecto, o contrato estipulava que as empresas fornecedoras dos autocarros seriam responsáveis pelos seguros e pela manutenção dos veículos, uma obrigação cumprida até ao início da pandemia de COVID-19.
Com a pandemia, foram impostas restrições como a limitação da lotação dos autocarros, o que prejudicou financeiramente os operadores.
Nhamane relembrou que, apesar de terem sido informados que o Governo compensaria os prejuízos causados por essas restrições, após nove meses de vigência do decreto, o Governo não honrou essa promessa. Ainda assim, os operadores continuaram a fazer os pagamentos, embora não na totalidade, apenas aquilo que conseguiam.
O presidente da FEMATRO destacou que, dos 350 autocarros entregues há mais de seis anos, 90% continuam operacionais, desafiando a que se faça a mesma verificação nas empresas públicas.
Nhamane reconheceu que, embora os subsídios estejam a ser pagos, o montante é insuficiente, com apenas 16 mil Meticais mensais por autocarro, um valor que não cobre sequer a substituição de um pneu.
“Como estes operadores estão a sobreviver? Eu afirmo que os operadores privados são verdadeiros heróis, porque, apesar de todas as dificuldades, continuam a operar,” enfatizou.
Nhamane também mencionou que o seguro de um lote de autocarros expirou há um mês, mas que os restantes seguros têm sido pagos ao longo dos últimos três anos.
No entanto, questionou a viabilidade de operar um veículo por três anos sem substituir o óleo ou o filtro, algo que considera impossível. Ele afirmou que os operadores têm arcado com esses custos, embora tal devesse ser responsabilidade das empresas designadas para esse fim. Criticou ainda a Matchedje, empresa responsável pela manutenção, por prestar um serviço insatisfatório e limitado à substituição de filtros e balatas.
Por fim, os operadores privados alertaram que, embora o Governo possa considerar outro modelo de gestão, este será inevitavelmente mais dispendioso do que o modelo actual.
Na África do Sul, onde reside a maior população de leões em cativeiro do mundo, com mais de oito mil exemplares, a recente legislação está a causar grande preocupação entre os criadores de animais selvagens.
A nova lei proíbe o comércio e a reprodução de animais selvagens em cativeiro, e as associações que promovem o bem-estar animal estão a pressionar para erradicar tanto as práticas comerciais quanto as condições inadequadas de cativeiro.
A legislação ainda não estabeleceu prazos definitivos, mas as primeiras recomendações começaram a ser implementadas pelo governo.
Willie Jacobs, proprietário de uma reserva e investigador na área de reprodução artificial, expressa a sua inquietação face a estas mudanças. Desde Dezembro de 2022, o antigo Ministério do Ambiente sul-africano recomendou a cessação da reprodução de animais selvagens em cativeiro, e o governo actual começou a implementar algumas dessas medidas.
Jacobs tem estado envolvido em pesquisas sobre reprodução artificial ao longo dos últimos vinte anos, colaborando com universidades sul-africanas e instituições internacionais. A sua reserva fez história em 2017, ao conseguir o nascimento de filhotes de leão através de inseminação artificial, um feito pioneiro no campo.
Apesar dos avanços, a nova legislação está a gerar incerteza. Os criadores pedem maior clareza sobre o processo legal, destacando a necessidade de distinguir entre aqueles que conduzem investigações e projectos educativos voltados para a vida animal e aqueles que operam meramente com fins lucrativos.
As associações de defesa dos animais e os criadores esperam que a aplicação da lei leve em consideração essas diferenças, para garantir que a legislação promova efectivamente o bem-estar dos animais enquanto reconhece e apoia as práticas científicas e educativas legítimas.
Três pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas após o desabamento de uma formação rochosa ("chaminé de fada") na região da Capadócia, na Turquia.
O...
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