O grupo palestiniano Hamas lançou um ultimato grave, afirmando que todos os reféns na Faixa de Gaza serão mortos se Israel não fizer concessões no actual conflito.
O porta-voz do braço armado do Hamas anunciou que os militantes receberam novas ordens sobre como lidar com os prisioneiros caso as tropas israelitas se aproximem ainda mais da área.
Esta ameaça surge num momento crítico, em que Israel está a tentar recuperar seis reféns que, segundo relatos, foram executados com um tiro na nuca. A situação está a agravar-se, com o Hamas a exigir alterações significativas nas negociações.
O porta-voz do Hamas criticou o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pela sua insistência em libertar prisioneiros sob pressão militar, em vez de negociar um acordo directo. Segundo o porta-voz, “a insistência de Netanyahu em libertar prisioneiros sob pressão militar, em vez de fechar um acordo, fará com que regressem às suas famílias em caixões”.
Esta declaração ocorre após Netanyahu ter ameaçado que o Hamas “pagará um preço muito alto” pela morte dos reféns. Em resposta à situação, Netanyahu pediu desculpa às famílias dos reféns, que estão nas mãos do Hamas desde 7 de Outubro de 2023. Em uma rara conferência de imprensa, ele admitiu: “Peço perdão por não os ter trazido de volta vivos. Estivemos perto, mas não tivemos sucesso.”
A situação não melhorou com as desculpas de Netanyahu. Na verdade, a indignação pública tem aumentado. Milhares de israelitas passaram a noite em protesto em várias cidades, exigindo um acordo de cessar-fogo imediato para salvar os mais de 100 reféns que continuam sob o controle do Hamas.
Além disso, Netanyahu reiterou a sua posição de que pretende manter o controle sobre o Corredor de Filadélfia, que faz a ligação entre a Faixa de Gaza e o Egito. Este ponto continua a ser um dos principais bloqueios nas negociações com o Hamas, e Netanyahu afirmou que não cederá a pressões neste aspecto.














