Na África do Sul, onde reside a maior população de leões em cativeiro do mundo, com mais de oito mil exemplares, a recente legislação está a causar grande preocupação entre os criadores de animais selvagens.
A nova lei proíbe o comércio e a reprodução de animais selvagens em cativeiro, e as associações que promovem o bem-estar animal estão a pressionar para erradicar tanto as práticas comerciais quanto as condições inadequadas de cativeiro.
A legislação ainda não estabeleceu prazos definitivos, mas as primeiras recomendações começaram a ser implementadas pelo governo.
Willie Jacobs, proprietário de uma reserva e investigador na área de reprodução artificial, expressa a sua inquietação face a estas mudanças. Desde Dezembro de 2022, o antigo Ministério do Ambiente sul-africano recomendou a cessação da reprodução de animais selvagens em cativeiro, e o governo actual começou a implementar algumas dessas medidas.
Jacobs tem estado envolvido em pesquisas sobre reprodução artificial ao longo dos últimos vinte anos, colaborando com universidades sul-africanas e instituições internacionais. A sua reserva fez história em 2017, ao conseguir o nascimento de filhotes de leão através de inseminação artificial, um feito pioneiro no campo.
Apesar dos avanços, a nova legislação está a gerar incerteza. Os criadores pedem maior clareza sobre o processo legal, destacando a necessidade de distinguir entre aqueles que conduzem investigações e projectos educativos voltados para a vida animal e aqueles que operam meramente com fins lucrativos.
As associações de defesa dos animais e os criadores esperam que a aplicação da lei leve em consideração essas diferenças, para garantir que a legislação promova efectivamente o bem-estar dos animais enquanto reconhece e apoia as práticas científicas e educativas legítimas.
















