Anjem Choudary, um proeminente activista radical do movimento islamita britânico, foi condenado a prisão perpétua na terça-feira por liderar uma organização terrorista proibida, associada a vários ataques mortais nos últimos anos.
O advogado de 57 anos, nascido no Paquistão, recebeu a sentença de prisão perpétua no Tribunal Criminal de Woolwich, em Londres. A condenação ocorreu um ano após a sua detenção, o resultado de uma investigação colaborativa entre o Reino Unido, os Estados Unidos e o Canadá.
Choudary, que havia sido considerado culpado na semana anterior por dirigir a Al-Mouhajiroun (ALM) desde 2014, enfrentou a acusação de ter liderado uma organização que estava proibida no Reino Unido desde 2010.
Anjem Choudary tornou-se uma figura de destaque no contexto do “Londonistan”, um movimento islamita radical que se estabeleceu em Londres no início do século XXI. Filho de um corretor da bolsa, Choudary foi amplamente conhecido pelas suas actividades públicas, incluindo manifestações em frente a mesquitas, embaixadas e esquadras de polícia no Reino Unido.
O seu objectivo declarado era hastear a bandeira do Islão no número 10 de Downing Street, a residência do Primeiro-Ministro britânico. Apesar de suas intenções explícitas, Choudary conseguiu evitar a prisão até 2016, quando foi condenado a cinco anos e meio de prisão por incitar apoio ao grupo Estado Islâmico através de uma série de vídeos publicados no YouTube.
Após cumprir metade da pena, foi libertado em Outubro de 2018, mas permaneceu sob vigilância. Em 17 de Julho de 2023, Choudary foi novamente detido em Londres. Uma investigação revelou que agentes norte-americanos infiltrados haviam monitorado as suas comunicações online, levando à descoberta de que Choudary havia assumido a liderança da ALM em 2014, após a prisão do fundador Omar Bakri no Líbano.
Durante o julgamento, Anjem Choudary argumentou que o grupo Estado Islâmico “não existia” e que a ALM tinha sido desmantelada em 2004.














