O Hamas anunciou a sua rejeição às novas condições propostas por Israel para as negociações de cessar-fogo em Gaza. Este desacordo aumenta ainda mais as incertezas quanto ao término de um conflito que já se arrasta por mais de 10 meses.
As conversações, mediadas pelos Estados Unidos, Egito e Catar, não lograram alcançar um acordo que pudesse encerrar a campanha militar israelense em Gaza ou garantir a libertação dos reféns capturados pelo Hamas no ataque que o grupo lançou contra Israel em 7 de Outubro do ano passado.
Um dos principais pontos de divergência nas negociações é a presença contínua de tropas israelenses no Corredor Filadélfia, uma estreita faixa de terra com 14,5 km de extensão ao longo da fronteira sul de Gaza com o Egito.
O Hamas alega que Israel não cumpriu o compromisso de retirar suas tropas do corredor e, em vez disso, apresentou novas condições. Entre estas novas exigências está a triagem dos palestinos deslocados que devem ser enviados para o norte do enclave, uma área mais densamente povoada, assim que o cessar-fogo entre em vigor.
Osama Hamdan, um oficial do Hamas, afirmou à TV Al-Aqsa do grupo que “não aceitaremos discussões sobre alterações ao que foi acordado em 2 de Julho ou sobre novas condições”.
Em Julho, o Hamas havia concordado em iniciar negociações para a libertação de reféns, incluindo soldados e civis, 16 dias após a primeira fase de um acordo destinado a encerrar a guerra em Gaza, conforme relatado por uma fonte sênior do Hamas à Reuters.
Hamdan acrescentou que o Hamas já entregou sua resposta aos mediadores internacionais em relação à última proposta apresentada.
















