A Associação dos Pequenos Importadores Informais, reconhecida como uma das principais fontes de abastecimento de produtos de primeira necessidade na Região Metropolitana de Maputo, lançou um apelo à população para tomar precauções face à iminente rotura de produtos no maior mercado abastecedor da região.
A inquietação da associação surge numa altura em que se aproxima a quadra festiva, período marcado por uma elevada procura de produtos alimentares, em meio a um cenário de incertezas geradas por manifestações que têm sido acompanhadas de barricadas nas estradas.
Sudekar Novela, presidente da associação, expressou a sua preocupação com os recentes bloqueios que têm afectado a cidade e a província de Maputo, comprometendo o normal funcionamento das instituições que sustentam o comércio. “Os bloqueios dificultam não só a circulação de pessoas e mercadorias, mas também têm resultado em actos de vandalismo, como a destruição de um posto policial e de um escritório municipal no mercado grossista de Zimpeto”, salientou Novela.
Este clima de instabilidade tem-se traduzido em uma grave falta de segurança, impactando directamente as operações diárias dos comerciantes. Em dias de intensos protestos, muitos são obrigados a suspender a movimentação de mercadorias, temendo pela integridade dos seus produtos. “As pessoas devem começar a precaver-se e a adquirir os produtos que necessitarão durante este período, pois não sabemos como os protestos poderão afectar os dias mais cruciais para as compras de fim de ano”, advertiu Novela.
Além dos bloqueios, a redução do horário de funcionamento do posto fronteiriço de Ressano Garcia, que deveria operar 24 horas, tem exacerbado a situação.
A concorrência com os transportes de ferrocrómio da África do Sul tem criado um cenário caótico, com os camiões a evitarem os bloqueios ao abandonarem o posto em massa. A nova onda de manifestações limitou ainda mais a circulação, resultando no encerramento do mercado de Zimpeto às 08h00, em vez das habituais 18h00.
A consequência desta limitação é a impossibilidade de descarga de mercadorias, especialmente produtos perecíveis, afectando a sua venda e aumentando o risco de perdas significativas. “Não faz sentido arriscar trazendo mercadorias agora. Com os bloqueios, os camiões arriscam, o que representa prejuízos financeiros avultados”, afirmou um comerciante que enfrentou a quase perda total dos seus produtos durante o transporte.
O Mediterrâneo central, uma das rotas mais utilizadas para a migração ilegal rumo a Itália e à Europa, tem-se revelado um cenário de dor e desespero, com pelo menos 618 pessoas a morrerem e outras 918 a serem dadas como desaparecidas até ao momento este ano.
Os alarmantes números foram divulgados esta quarta-feira pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Os dados referem-se ao período entre o início do ano e 7 de Dezembro, conforme indicado pelo gabinete da OIM na Líbia. A organização, através da sua actualização publicada na rede social X, frisou a gravidade da situação que continua a afectar milhares de migrantes em busca de uma vida melhor.
Além das trágicas fatalidades, a OIM relatou que, durante o mesmo período, foram devolvidos à Líbia um total de 20.894 migrantes interceptados no mar. Desse total, 18.180 eram homens, 1.500 eram mulheres, e 688 eram menores. Para 526 indivíduos, não há dados disponíveis sobre o género.
A contínua crise migratória no Mediterrâneo central não só levanta questões de direitos humanos, como também apela à necessidade urgente de uma resposta coordenada a nível internacional.
A OIM e outras organizações humanitárias têm enfatizado a importância de medidas que garantam a segurança e a dignidade de todos os migrantes, bem como a necessidade de um debate sério sobre as políticas migratórias na Europa.
Em um episódio alarmante, mais de 200 reclusos conseguiram escapar de três cadeias nas províncias moçambicanas da Zambézia e Gaza, durante uma série de protestos que se intensificaram nos últimos sete dias. As informações foram confirmadas por autoridades locais e residentes da área.
Na manhã de quarta-feira, um grupo de manifestantes, enfurecido, invadiu a cadeia distrital de Ile, na Zambézia, onde libertou 90 reclusos.
Segundo a Polícia, citada pelo canal de televisão STV, a multidão descontrolada conseguiu arrombar os portões e dirigiu-se às celas, causando destruição nas infraestruturas da penitenciária.
Azevedo Joaquim, morador da vila de Errego, relatou à Voz da América que a situação foi caótica, com muitos a participarem da invasão e a libertarem os detidos. Este foi apenas um dos episódios da fase de protestos, que começou no dia 4 de Dezembro. Nesse mesmo dia, em Mulevala, outra invasão resultou na libertação de 100 reclusos.
Além de Ile e Mulevala, os distritos de Inhassunge e Morrumbala também foram alvo de ataques, perpetrados por grupos de manifestantes. Em Inhassunge, o ataque à penitenciária contou com a participação dos Naparamas, uma força local composta por antigos guerrilheiros, que possui o apoio do Governo.
Na província de Gaza, durante os tumultos que ocorreram na mesma quarta-feira, 4, outros 46 reclusos conseguiram fugir da cadeia distrital de Chibuto. O incidente teve lugar, quando um grupo de mais de duas mil pessoas, revoltadas contra a alegada fraude eleitoral, invadiu a instituição, libertando os detidos.
As autoridades governamentais informaram que, dos 46 reclusos que conseguiram escapar, apenas um decidiu se entregar, enquanto a Polícia está mobilizada para encontrar os restantes 45 fugitivos.
Os protestos, que são parte de uma contestação liderada pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, estão previstos para continuar, mesmo com a aproximação das festividades natalinas. Mondlane, em declarações nas redes sociais, sublinhou que não espera que os manifestantes se tornem apáticos durante o período festivo. “Desta vez, não vamos ter Natal, porque o povo vai estar na rua”, afirmou.
A Defesa Civil de Gaza confirmou na quarta-feira a morte de doze agentes de segurança que se encontravam a proteger camiões de ajuda humanitária em território palestiniano.
Os ataques, atribuídos a forças israelitas, tiveram lugar nas cidades de Rafah e Khan Younis, situadas no sul da Faixa de Gaza.
Em declarações à agência de notícias France Press (AFP), o porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Bassal, informou que sete agentes foram mortos em Rafah, enquanto os restantes cinco perderam a vida em Khan Younis. Bassal denunciou que a “ocupação voltou a visar aqueles que forneciam segurança aos camiões de ajuda”, destacando que cerca de 30 pessoas, entre elas muitas crianças, ficaram feridas em consequência dos bombardeamentos.
Os camiões atingidos transportavam farinha e estavam a caminho dos armazéns da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina), conforme mencionou Mahmoud Bassal.
O porta-voz sublinhou que esses ataques visam desmantelar os serviços essenciais prestados à população da Faixa de Gaza, exacerbando a já delicada situação humanitária na região.
Em uma movimentação política significativa, o principal partido da oposição na Assembleia Nacional, o Partido Democrático, juntamente com cinco outras formações políticas, anunciou a apresentação de uma nova moção de destituição contra o Presidente Yoon.
Os partidos opositores planeiam submeter a moção à votação no próximo sábado.
A decisão surge na sequência da declaração de lei marcial feita por Yoon a 3 de Dezembro, que provocou uma onda de protestos generalizados e tumultos políticos, com a população a exigir a sua destituição.
O Partido Democrático caracterizou o decreto como um acto de rebelião, argumentando que a medida ultrapassa os limites da legalidade e atenta contra os princípios democráticos do país.
Em resposta às acusações, o Presidente Yoon defendeu o decreto em questão como um exercício legítimo da sua autoridade governativa. Durante uma declaração pública, Yoon prometeu “lutar até ao fim” contra as tentativas de destituição, ao mesmo tempo que se intensificam as investigações relacionadas com a implementação da lei marcial.
A disputa política agrava-se ainda mais com a recente aprovação pelo Parlamento de uma moção que resulta na suspensão do chefe da polícia nacional, Cho Ji Ho, e do Ministro da Justiça, Park Sung Jae, das suas funções oficiais. A decisão foi motivada pela forma como a lei marcial foi aplicada, reflectindo a tensão crescente no ambiente político.
O Conselho Constitucional de Moçambique anunciou, na quarta-feira, que a conclusão do processo de verificação dos editais permitirá estabelecer as condições necessárias para a deliberação sobre a verdade eleitoral.
A declaração foi feita pela Presidente do Conselho, Lúcia Ribeiro, durante um encontro com o Presidente do partido PODEMOS, Albino Forquilha, integrado no processo de validação dos resultados das eleições realizadas a 9 de Outubro.
Lúcia Ribeiro enfatizou a abertura do Conselho Constitucional para dialogar com todos os partidos políticos e outras entidades que apresentaram contenciosos eleitorais após o escrutínio. Este ato reflete o compromisso do órgão em garantir a transparência e a legalidade do processo eleitoral, assegurando que todas as vozes sejam ouvidas e consideradas.
Por sua vez, Albino Forquilha solicitou a inclusão de mandatários dos partidos políticos na verificação das actas e editais que foram submetidos ao Conselho.
Este pedido visa garantir uma maior fiscalização e participação dos intervenientes políticos no processo, promovendo assim um ambiente de confiança e integridade nos resultados eleitorais.
Um cidadão indiciado pelo homicídio de 11 mulheres e uma criança continua a aguardar julgamento na penitenciária de Xai-Xai, após a sua detenção em finais de Maio pela Polícia da República de Moçambique (PRM).
O indivíduo, cujo nome ainda não foi revelado, foi capturado no distrito municipal de Katembe, na capital moçambicana, onde se refugiara.
Zaqueu Mucambe, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), confirmou a situação do detido, revelando que ele se encontrava em união de facto com uma mulher que está actualmente grávida.
O suspeito é acusado de ter assassinado 11 mulheres, sendo nove destes crimes perpetrados no distrito de Mandlakazi, além do homicídio de uma criança.
De acordo com informações obtidas, a trajectória criminosa do indiciado remonta a 2011, quando matou a sua própria esposa, alegando traição. Este crime resultou numa condenação a seis anos de prisão em regime semi-aberto na penitenciária de Mabalane, de onde acabou por evadir-se, beneficiando da confiança que os guardas depositavam nele devido ao seu comportamento aparentemente irrepreensível.
Após a fuga, o suspeito instalou-se em Mandlakazi, onde conheceu uma mulher através de uma conversa telefónica. O relacionamento evoluiu para uma união estável, mas a relação foi marcada por traições que culminaram em tragédias.
O indiciado, que suspeitava que as suas vítimas estivessem ligadas a um suposto “mau espírito”, confessou ter decidido assassinar as duas amigas da sua companheira, além da própria parceira.
Uma situação alarmante ocorreu na tarde de quarta-feira, quando um grupo de supostos manifestantes invadiu a unidade fabril da Cervejas de Moçambique (CDM), localizada no distrito de Marracuene.
Durante a ação, os invasores derrubaram o portão principal da instalação e procederam ao saque de quantidades não especificadas de cerveja.
Segundo uma nota oficial da CDM, que foi reunida pela redacção do MZNews, a invasão não resultou em ferimentos para os colaboradores que se encontravam nas instalações. No entanto, a empresa sentiu-se obrigada a encerrar temporariamente as operações na unidade afectada, numa medida de precaução face à gravidade da situação.
Em resposta a este incidente, a CDM emitiu um apelo a todas as forças vivas da sociedade, solicitando um esforço conjunto para restaurar a normalidade e a segurança na região.
A empresa reafirma o seu compromisso com a comunidade e a sua disposição para colaborar na manutenção da ordem pública.
O Ministério Sul-Africano dos Assuntos Internos anunciou, na quarta-feira, o lançamento do primeiro lote de autocarros usados destinados à deportação de imigrantes ilegais provenientes dos países da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral).
O anúncio foi feito pelo Ministro Leon Schreiber durante uma visita ao Posto Fronteiriço de Lebombo, onde revelou que mais de 200 supostos mineiros ilegais moçambicanos já foram deportados sob esta nova iniciativa.
O Ministro Schreiber destacou que a utilização de autocarros para a deportação se insere nos esforços do governo sul-africano para combater os crimes transfronteiriços. “Este é um investimento na aplicação do estado de direito na África do Sul. Portanto, quando virem esses autocarros na estrada, saibam que o governo está a trabalhar para o seu povo. Aplicaremos o estado de direito sem medo ou favor”, afirmou Schreiber.
O ministro sublinhou ainda que a mensagem do governo é clara: “Damos as boas-vindas a qualquer viajante, investidor, turista ou pessoa que deseje seguir as nossas leis e contribuir para a construção da África do Sul.
Contudo, isso não se aplica àqueles que violam as nossas leis e não estão dispostos a cumprir as nossas regras.”
A Autoridade de Gestão de Fronteiras expressou a sua preocupação em relação ao aumento de tentativas de entrada ilegal na África do Sul, especialmente ao longo da fronteira com Moçambique. Entre 10 de Outubro e 22 de Novembro, cerca de 200 pessoas foram interceptadas ao tentarem cruzar a fronteira de forma ilegal.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) procedeu à detenção de três indivíduos nas últimas 24 horas na vila da Macia, no distrito de Bilene, por obstrução da via pública, cobrança indevida a automobilistas para permitir a passagem e posse de substâncias estupefacientes.
Carlos Macuácua, chefe do Gabinete de Imprensa do Comando da PRM em Gaza, avançou que, além dos incidentes ocorridos em Macia, foram reportados casos semelhantes de colocação de barricadas na Estrada Nacional Número 1 (N1), no distrito de Mandlakazi, assim como o incêndio de pneus em Xai-Xai.
Macuácua revelou que a soruma, uma substância encontrada na posse dos detidos, leva a corporação a suspeitar que alguns dos participantes destes ajuntamentos possam estar sob o efeito de drogas, o que levanta preocupações adicionais sobre a segurança pública e a ordem nas vias de acesso.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou, até à data de ontem, a detenção de 14 alegados cabecilhas de manifestações na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado.
Os indivíduos são acusados de estarem envolvidos na destruição de infra-estruturas públicas e privadas.
Em declarações ao jornal “Notícias”, Aniceto Magome, chefe das Relações Públicas no Comando Provincial da PRM, afirmou que as detenções ocorreram não apenas na cidade de Pemba, mas também nos distritos de Metuge e Namuno. Além dos cabecilhas, outros detidos foram apanhados em flagrante delito, queimando pneus e erguendo barricadas em vias públicas, obstruindo assim a circulação de pessoas e bens.
Magome sublinhou que, neste momento, a situação na cidade de Pemba é calma, com a PRM a intensificar a sua presença nas áreas afectadas.
O responsável revelou ainda que a polícia identificou focos de manifestação e que, segundo as informações disponíveis, os cabecilhas são originários da província de Nampula.
As companhias de petróleo do Malawi anunciaram a suspensão parcial da importação de combustível através do Porto da Beira, em Moçambique, em resposta às manifestações violentas que eclodiram após as eleições na região centro do país vizinho.
Esta decisão agrava a já crítica crise de abastecimento de combustível no sul do Malawi, particularmente na cidade de Blantyre, onde as autoridades estão a experimentar dificuldades significativas para garantir o fornecimento.
Historicamente, o Malawi depende na maioria do Porto da Beira para suas importações de combustível, com 50% do total a ser abastecido por esta via, enquanto outros 20% são importados através do Porto de Nacala.
No entanto, a turbulência recente em Moçambique forçou o Malawi a redireccionar cerca de 80% das suas importações de combustível para a Tanzânia, através do Porto de Dar-Es-Salaam, uma rota consideravelmente mais longa e dispendiosa.
A Companhia Nacional de Petróleos do Malawi, em conjunto com a Associação dos Transportadores e a Associação de Retalhistas, declarou que a situação actual é “volátil” e que as perturbações no transporte de combustível representam um desafio crescente para o abastecimento interno. O porta-voz da Companhia Nacional de Petróleos, Raymond Likambale, confirmou que, em resposta aos distúrbios, a importação de combustível será, temporariamente, realizada exclusivamente a partir da Tanzânia até que as condições em Moçambique se estabilizem.
Likambale também informou que, apesar das dificuldades, cerca de um milhão de litros de diesel estão em trânsito para o Malawi, utilizando a via férrea a partir do Porto de Nacala. Contudo, a operação das locomotivas tem sido afectada pelos protestos em curso, o que levanta preocupações sobre a capacidade de atender à demanda.
O Malawi consome cerca de um milhão de litros de gasolina e gasóleo diariamente, e a crise de abastecimento poderá ter repercussões significativas sobre a economia e a vida quotidiana da população malawiana.
No norte do País de Gales, uma mulher de 34 anos, identificada como Sarah Thompson, faleceu subitamente após ter recorrido a gotas para emagrecer.
A tragédia ocorreu num contexto já marcado por dificuldades, pois Sarah lutava contra um cancro na garganta, o que lhe provocou um aumento de peso durante o tratamento.
Sarah começou a utilizar as gotas no verão passado e, em apenas um mês, conseguiu reduzir o seu peso de 98 quilos para 69.
No entanto, a sua história teve um desfecho trágico quando, em Setembro, foi encontrada morta na sua cama pela filha de 16 anos.
Relatos indicam que, dias antes da sua morte, Sarah confidenciou à irmã, Gabriella, que estava com dificuldades para comer e beber. Apesar dos efeitos adversos que as gotas lhe provocavam, Sarah persistiu no seu uso, convencida de que conseguiria suportar os sintomas.
Gabriella, que também experimentou o produto, relatou ao jornal The Mirror a sua preocupação ao sentir tremores e um aumento da frequência cardíaca logo após iniciar o tratamento. “Quando as tomei, todo o meu corpo tremia e o coração disparava… e ela disse-me: ‘Gabby, ultrapassa isso, porque no final vais ficar grata por isso'”, afirmou a irmã, reflectindo sobre a pressão que sentia para obter resultados.
Ainda não está claro se as gotas foram a causa da morte de Sarah, embora a família acredite que possam ter contribuído significativamente. O corpo da mulher foi enviado para autópsia e a família aguarda, com expectativa e apreensão, os resultados da investigação.
O túmulo do falecido ditador Hafez al-Assad, pai do actual presidente Bashar al-Assad, foi incendiado por rebeldes sírios, segundo informações avançadas pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede no Reino Unido.
Imagens divulgadas pela agência de notícias AFP revelam homens em uniforme a percorrer o mausoléu em chamas, localizado na cidade de Qardaha, na região alauita de Lataquia, berço da família Assad. Este ato simbólico surge em um contexto de crescente tensão na região, marcada por uma recente ofensiva militar que resultou na derrubada do regime Assad após mais de 50 anos de controlo.
Segundo o Observatório, o incêndio do túmulo ocorreu após uma reunião entre líderes do Comando de Operações Militares e figuras proeminentes da localidade, que incluíram xeques tribais da minoria alauita, com o intuito de obter apoio e restaurar a segurança na área.
O Comando de Operações Militares é uma coalizão de facções insurgentes que recentemente tomou a capital Damasco, pondo fim a um regime que perdurou por cinco décadas. Hafez al-Assad governou a Síria de 1970 até a sua morte em 2000, sendo conhecido pela criação de um vasto aparelho repressivo e por estreitar laços com o regime fundamentalista do Irã na década de 1980. Um dos episódios mais sombrios do seu governo ocorreu em 1982, quando ordenou a repressão de uma revolta em Hama, resultando em um massacre que deixou entre 20 mil e 40 mil mortos.
No mausoléu incendiado, além de Hafez al-Assad, encontram-se sepultados outros membros da sua família, incluindo o filho primogénito Bassel, que faleceu em 1994 num acidente de carro, enquanto era preparado para suceder o pai. Após a morte de Bassel, Bashar al-Assad tornou-se o escolhido para continuar o legado familiar.
O distrito de Mabalane, localizado no extremo norte da província de Gaza, encontra-se sob uma proibição temporária que abrange a circulação, o abate e a venda de carne bovina, em resposta a um recente surto de febre aftosa.
Esta medida, que terá uma duração de três meses, visa conter a propagação da doença que afectou várias comunidades na região.
O surto de febre aftosa foi identificado em quatro comunidades específicas: Psitima, Tsocate, Xihenquete e Incovela.
De acordo com informações de fontes do sector pecuário, foram inspeccionados um total de 190 bovinos, dos quais dez apresentaram resultados positivos para a doença.
O administrador do distrito, Silva Ngovene, assegurou que, até ao momento, não há registo de mortes de gado em consequência da febre aftosa.
Contudo, o responsável enfatizou a importância da vigilância contínua, afirmando que equipas veterinárias estão a realizar monitorização permanente para controlar a situação e evitar a propagação da doença.
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A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A onda de protestos que atravessa a área metropolitana de Maputo tem gerado consequências graves para a mobilidade urbana, afectando cerca de 350 mil pessoas que dependem do transporte público.
Desde o início das manifestações, a destruição de 20 autocarros e 10 viaturas de transporte semi-colectivo não apenas dificultou o acesso dos cidadãos aos meios de transporte, como também resultou num prejuízo financeiro avultado, que já ultrapassa os 25 milhões de meticais.
A situação tem suscitado preocupações crescentes entre os cidadãos e as autoridades locais. A interrupção dos serviços de transporte não só compromete a rotina diária dos munícipes, como também levanta questões sobre a segurança pública e a necessidade urgente de uma resolução pacífica do conflito.
As autoridades estão a ser instadas a encontrar soluções eficazes que garantam a segurança dos cidadãos e a restauração dos serviços de transporte o mais rapidamente possível, de modo a evitar que a situação se agrave e cause ainda mais transtornos e perdas económicas.
O ex-ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Yong-hyun, tentou assassinar-se na quarta-feira, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais. A tentativa de suicídio ocorreu num centro de detenção na capital sul-coreana, momentos antes de Kim ser formalmente detido.
Em declarações prestadas aos deputados, o comissário-geral do Serviço Correcional da Coreia, Shin Yong-hae, confirmou que Kim tentou pôr fim à própria vida, mas felizmente a tentativa falhou.
Após o incidente, o ex-ministro foi transferido para uma cela especial, onde se encontra sob vigilância intensificada, garantindo assim a sua segurança. De acordo com Shin, o ex-ministro não corre perigo de vida e o seu estado de saúde é considerado estável.
Kim Yong-hyun, que já desempenhou um papel importante no governo sul-coreano, encontra-se envolvido em investigações que suscitaram grande atenção mediática e pública.
O caso levanta questões sobre a pressão e os desafios enfrentados por figuras políticas em situações adversas.
O comandante do Hayat Tahrir Al-Sham (HTS), Abu Mohammed Al-Jolani, anunciou, em um comunicado divulgado ontem, a intenção de perseguir e responsabilizar todos os aliados do ex-presidente sírio Bashar al-Assad, após a queda do seu regime, que se concretizou no último domingo.
Al-Jolani destacou que o HTS não hesitará em agir contra “criminosos, assassinos, agentes de segurança e militares” que tenham estado envolvidos em violação dos direitos humanos durante o regime Assad. “Não hesitaremos em responsabilizar os criminosos e assassinos envolvidos na tortura do povo sírio”, afirmou o comandante.
A ofensiva das forças insurgentes lideradas pelo HTS resultou na rápida tomada da capital Damasco, consumando a derrubada de um regime que perdurava há 24 anos.
A surpreendente ofensiva, que se desenrolou ao longo de apenas doze dias, levou Assad a renunciar ao cargo e a procurar refúgio na Rússia. O governo de Vladimir Putin, que tinha apoiado Assad ao longo da guerra civil, concedeu asilo ao ex-líder sírio.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) confirmou que a nova fase do fenómeno climático El Niño, já identificado nas províncias de Gaza e Inhambane,...
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