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Quinta-feira, Outubro 15, 2026
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INSS paga 25 milhões por material que custa 5 vezes menos

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Numa altura em que o discurso do Governo está centrado na necessidade de contenção de gastos, com os principais doadores do Estado moçambicano sob fortes restrições financeiras, o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) vai gastar mais de 25 milhões de meticais, cerca de 862 mil dólares norte-americanos, na aquisição de diverso material de propaganda, constituído por brochuras, panfletos, cartazes, folhetos, bandeiras, cartões de visita, chaveiros, blocos de nota e esferográficas.

Para o feito, o INSS contratou, através de concurso público, a empresa Mtuzi Investimentos, Lda, que se vai encarregar da produção de todos os  materiais.  Para a produção dos materiais, o INSS lançou um concurso em Novembro do ano passado e, na altura, apareceram seis empresas interessadas, a Horizon Marketing e Serviços, Lda., F. Madeira Produções, Lda., Dzengo, Lda., SGL e Tipografia Globo, Lda. No concurso, participou ainda a Mtuzi Investimentos, Lda.

Os valores apresentados ao INSS pela maioria das empresas foram bastante semelhantes, à excepção da Mtuzi Investimentos, Lda, que concorreu com valores, em média, cinco vezes superiores à concorrência.

Ainda assim, foi precisamente esta a proposta seleccionada pela entidade pública. Ao todo, a produção do material de propaganda custará 25 314 974,10 meticais com IVA. Uma consulta feita pelo “O País” a três empresas do mesmo ramo, que não participaram no concurso, indica-nos que por cinco milhões de meticais seria suficiente pagar o material adjudicado por 25 milhões pelo INSS.
INSS diz que está tudo bem
Em reacção a este facto, o INSS diz que os fundamentos da decisão tiveram em conta não apenas o menor preço, mas sim um critério conjugado, o que implicou a “análise da qualidade das amostras; a sua proposta financeira e seu pessoal técnico”. O INSS acrescenta que “o presente processo de contratação foi conduzido de acordo com todos os procedimentos e ditames da lei e dos regulamentos que a conformam”.
o INSS diz ainda que, no final do concurso, estavam bem posicionadas duas empresas, a Horizon Marketing e Serviços, Lda e a Mtuzi Investimentos, Lda., ainda que ambas as mais caras. Todas as outras ficaram desde logo excluídas com a justificação de falta de qualidade e não cumprimento das especificações. “O concorrente que apresenta menor preço deve ao mesmo tempo garantir a realização do interesse público subjacente o que, para o caso do concurso em apreço, não seria possível por ter apresentado amostras que não estavam de acordo com as especificações dos documentos do concurso, para além de apresentar uma qualificação técnica muito fraca”.
Na abertura das propostas, prossegue o comunicado do INSS, as restantes concorrentes acabaram por ficar excluídas por motivos técnicos, donde a decisão do INSS teria de pender para uma das duas, Horizon ou Mtuzi. Mas a Horizon não apresentava o valor global da proposta, apenas o total de valores unitários. É então que o  INSS recorre à fase de saneamento, convidando ambas as empresas a apresentar novos preços. Desta vez, a Horizon apresenta um valor ainda mais elevado do que a Mtuzi, abrindo assim caminho a esta última, com um valor de 25 314 974,10 meticais, que acabou por ganhar o concurso: “No caso, foi a Mtuzi Investimentos, Lda, por ter apresentado uma proposta mais baixa relativamente à Horizon Marketing e Serviços Lda”, conclui o INSS, no seu comunicado.

O que diz a lei?
Todos os concursos públicos para o fornecimento de bens e serviços no Estado regem-se pelo Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, aprovado pelo Decreto número 15/2010, de 24 de Maio.
O artigo 35 atinente aos Critérios de Avaliação e Decisão do referido Regulamento determina, no seu número 1, o seguinte: “A contratação de empreitada de obra, fornecimento de bens e prestação de serviços deve ser decidida com base no critério de menor preço.”
No seu número 2, acrescenta que: “Excepcionalmente, não sendo viável decidir com base no critério de menor preço, a entidade contratante pode fazê-lo com base em critério conjugado de avaliação técnica e no preço, fundamentado”.
Quer isto dizer que o legislador determina o menor preço como o primeiro critério de selecção das propostas vencedoras e apenas em situações excepcionais a lei permite que se faça a conjugação do preço com a qualidade como critérios de escolha.

Uma questão moral
O problema é que este caso não se esgota na legalidade. O INSS é uma entidade pública de previdência social criada pelo Governo moçambicano em 1988 com objectivo de garantir a subsistência material dos trabalhadores nos casos de doença, velhice, diminuição material dos trabalhadores nos casos de doença, velhice, diminuição das capacidades para o trabalho e sobrevivência dos seus familiares.  Quer isto dizer que o INSS vive das contribuições dos trabalhadores moçambicanos e deve, na sua orientação, pautar por uma rigorosa e eficiente administração financeira, austeridade e sobriedade nos gastos.

Não é o que parece ter sucedido, neste caso. Com argumento de melhor qualidade, preferiu-se  pagar material muito mais caro.
 Na verdade, não é a primeira vez que o INSS investe valores muito altos na contratação de bens e serviços. No início deste ano, aquela instituição pública estava a negociar a aquisição de uma residência para o seu PCA, Inocêncio Matavele, por valores a rondar o milhão de dólares. O processo só não foi adiante porque, entretanto, a instituição foi vítima de burla, após ter pago os primeiros 100 mil dólares de sinal.
O PCA do INSS chegou a dizer, em Março deste ano, num seminário organizado para jornalistas, que “O INSS é uma instituição pública de natureza eminentemente social, pelo que, para o alcance dos objectivos do sistema, é necessário que tanto os utentes assim como a sociedade estejam devidamente informados sobre os seus direitos assim como a maneira como o INSS não só protege esses direitos, mas, sobretudo, como exerce uma gestão eficiente dos recursos que servem para garantir os mesmos direitos”.

E isto sucede numa altura em que o INSS ainda não acertou o compasso na publicação anual das suas contas, como determina a lei. Com efeito, só em Outubro do ano passado (2011) é que conseguiu publicar as contas de  2009.

E mesmo essas contas deram muito pano para manga. A Ernst & Young, na qualidade de auditor, revelou, no seu relatório, que as contas do INSS de 2009 apresentavam uma série de problemas contabilísticos: “Identificámos uma diferença não conciliada (ao menos na contabilidade), no montante de 1 378 708 779 meticais, entre aquele sector e os saldos contabilísticos, relativa essencialmente a itens que transitam de anos anteriores pendentes da conciliação, para os quais o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) ainda não terminou a análise conducente à sua explicação e eventual regularização”.

Mais: o mesmo relatório dizia que se apurara a existência de uma outra diferença não conciliada, no valor de 68 360 643 Mt na contabilidade, entre o saldo dos devedores contribuintes relevados nas demonstrações financeiras de 2009 (que ascende a 260 352 443 Mt) e os saldos constantes das listagens individuais dos contribuintes, preparadas pelo sector de controlo de Contas Correntes. E o INSS “não dispõe de um mapa que permita a estratificação das dívidas dos contribuintes por antiguidade, que permita uma análise mais detalhada da recuperabilidade dos saldos devidos por estes”.
 Face à situação, a Ernst &Young disse que não estava em condições de avaliar sobre a razoabilidade dos saldos divulgados nas demonstrações financeiras, a título de contribuintes e contribuições adicionais, nem sobre a necessidade da constituição ou não de eventuais provisões para cobertura do risco de recuperabilidade apresentada pelos anteriores saldos.

As crenças populares desaconselham turismo

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Um grupo de empresários moçambicanos pretende ocupar para fins turísticos a Ilha Lipulula, nas proximidades da vila de Mocímboa da Praia e o Conselho Municipal, dirigido por Fernando Neves, não vê com bons olhos a pretensão, em razão da sua história, daí que tem estado a pedir opiniões autorizadas para decidir em definitivo.

De repente, nasceu um movimento silencioso contra a pretensão de tais investidores, independentemente das razões que evocam porque, localmente, a ilha é considerada sagrada e qualifica-se como uma grande ousadia pretender ocupá-la.

A Ilha Lipulula está próximo do porto de Mocímboa da Praia. Os fins turísticos, designadamente edificação de infra-estruturas de acomodação de hóspedes, fazem levantar uma série de questões que desaconselham tal iniciativa, em virtude da sua importância história, mitológica, ambiental, assim como económica, no sentido de que está praticamente encostada ao porto.

O pedido ainda não obteve resposta, mas o presidente do Conselho Municipal, Fernando Neves, em face das dificuldades que encontra no terreno, decorrentes de desaconselhamentos vindos das várias forças da sociedade local, pelo seu lado aparentemente mitológico, histórico e ambiental, bem assim, de alguma forma, económico, achou por bem encomendar um estudo.

Na sequência disso, conforme dados em poder do “Notícias”, o Prof. Doutor Yussuf Adam, do Departamento de História da Universidade Eduardo Mondlane, fez um memorando que acaba desaconselhando a sua ocupação para um complexo turístico, sugerindo que o município ou a administração do distrito encontrem lugares alternativos para o investidor.

Na verdade, conforme o estudo feito pelo historiador, a Ilha Lipulula faz parte de um banco de areia e fornece ostras e outros bivalves e os serviços de regulação por ela prestados têm a ver com a purificação da água, bem assim os sedimentos deitados na bacia pelo rio Ndjama, que desembocam bem perto são retidos por ela.

Por outro lado, segundo o estudo do professor Yussuf Adam, os serviços culturais prestados pela ilha são evidentes, a partir do facto de que se trata de um lugar de culto, assim como o seu sistema de suporte do ecossistema inclui a formação de solos e a reciclagem de nutrientes.

“A ilha é uma vida que se está a formar. A floresta existente nela inclui sete a oito embondeiros, acácias etc. No lado norte existe um pequeno mangal, na praia, devido à água doce que escorre da ilha, cresce um capim que é utilizado pelos patos em migração”, escreve Yussuf Adam.

Na verdade, são visíveis na ilha, normalmente, grupos de aves que o estudo diz atingirem, às vezes, 1000, nomeadamente patos bravos, o que sugere parecer, nas palavras de Yussuf Adam, uma jóia para ser estudada por ecólogos, zoólogos e outros cientistas.

Os mitos à volta da Ilha Lipulula são reforçados pelo facto de existir um túmulo sem inscrições legíveis, uma construção de cimento armado que provavelmente fazia parte de algum sistema de sinalização marítima. Em 2008, houve quem tenha construído uma estrutura de ferro, pretensamente ligada a alguma religião fixada no terreno e foram encontrados cestos feitos de palmeira verde, geralmente utilizados em cerimónias mágico-religiosas.

Acredita-se que o túmulo seja de um rei importante da região que ali foi sepultado. Outros alegam que, ali foi enterrada uma mina submarina que terá aparecido na baía por alturas da II Guerra Mundial.

É com base nessas histórias, mais ou menos imaginárias e sobre as cerimónias que se realizam nela, que o estudioso responde a uma pergunta que lhe é dirigida de forma recorrente:

“A minha resposta é que não deve ser instalado nenhum acampamento na ilha, parece mesmo um absurdo que alguém queira fazer tamanha barbaridade. Para além de tudo, a ilha está situada muito perto do porto de Mocímboa, uma rota das lanchas que saem daqui para Malindi e outros lugares. Tem um ecossistema valioso e frágil a qualquer ocupação humana”, diz Yussuf Adam.

Pelo contrário, aquele académico propunha que na ilha fosse colocada uma placa com o nome da mesma e com a indicação de que se trata de um lugar protegido, entre outras iniciativas que visassem a sua conservação, de modo a que de Lipulula não se remova pedra para a construção ou os seus bancos de ostras não sejam usados de forma destrutiva.

“Certamente que os biólogos e ecólogos poderão apreciar ainda mais a importância da ilha, muitos deles passam por aqui e ou estão a viver ou a trabalhar nas ilhas adjacentes, como por exemplo, Vamizi. Poderia ser solicitada uma colaboração deles para fazer um levantamento ecológico da ilha”, disse Yussuf Adam.

AMETRAMO abole ritual tradicional kutchinga por propagar SIDA

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A prática de kutchinga, que obriga a viúva a envolvimento sexual desprotegido com um parente do defunto, foi abolida, em Moçambique. A abolição de kutchinga ou kupitakufa foi decretada pela Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO). Segundo a Deutsche Welle, um órgão de informação alemão, os curandeiros filiados à AMETRAMO ficam, a partir de já, proibidos de recomendar práticas tradicionais de purificação de viúvas através de relações sexuais desprotegidas.

A crença local de que era necessário o ritual para purificar as viúvas poderá ter contribuído para a subida dos níveis da SIDA no país, ora nos 11,5%. Trata-se de um dos maiores índices de seroprevalência no mundo. A infecção com HIV no país é mais elevada entre mulheres e homens viúvos, situando-se, respectivamente, em 36% e 29%.

Para além de obrigar a viúva a relações sexuais desprotegidas, kutchinga ainda pode culminar no casamento com um parente do defunto, mesmo que aquele já seja casado. Como alternativa, pode ser indicado um membro da comunidade considerado purificador nato e com experiência suficiente para realizar o ritual.

Baseado na crença de que a purificação da viúva afasta os azares e infortúnios que vêm dos espíritos e ancestrais, pratica-se kutchinga sobretudo nas zonas rurais.

Fernando Mathe, porta-voz nacional da AMETRAMO e curandeiro há 20 anos, é citado a explicar que o que levou a sua organização a abolir este ritual foi a constatação de que, por vezes, o indivíduo que vai concretizar o ritual é seropositivo. “Também pode ser a senhora que está infectada. Então, a crença acaba por expandir a infecção e ser prejudicial”, explica Mathe.

O porta-voz aponta “o uso de algumas ervas para se fazerem os banhos, dar um banho à pessoa, limpar a casa e usar outros meios” como alternativa ao ritual.

Empresário manda trabalhadores vandalizar carros e residência de jovens na Matola

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Um grupo de 30 indivíduos vandalizou, com recurso a paus, catana e outros objectos contundentes, uma residência e duas viaturas na manhã de sábado, no bairro Fomento, município da Matola.

Segundo escreve o jornal Notícias na sua edição de hoje, os autores do crime são trabalhadores de uma empresa de transporte de carga sedeada naquele município e vandalizaram a residência em comprimento de uma ordem dada pelo seu patrão, após este se ter desentendido com dois jovens irmãos numa casa de pastos onde estiveram a conviver horas antes.

O proprietário da residência em causa, Sério José dos Santos, disse ao Notícias que os seus dois irmãos envolveram-se numa rixa num bar, em resultado da disputa da chave da viatura familiar na qual se faziam transportar. O desentendimento começou quando um deles pretendia regressar à casa, contra a vontade do outro que queria permanecer no local.

Na confusão que se gerou, um dos irmãos atingiu acidentalmente com um soco a um suposto empresário ligado à área de transporte de carga, mas cuja identidade não apurámos.

Aborrecido, o empresário, tal como disse Dos Santos, prometeu aos dois irmãos que se ia vingar. Minutos depois, o ofendido tratou de efectuar telefonemas ordenando os seus trabalhadores para irem vandalizar a residência dos dois jovens como forma de fazer justiça.

Quando o grupo de trabalhadores do empresário chegou à casa da família dos Santos ameaçou as pessoas que lá se encontravam e começou a vandalizar a residência, partindo os vidros das janelas, as portas e as duas viaturas que se encontravam parqueadas, pondo-se depois em fuga.

Um dos membros do grupo dos 30 indivíduos era portador de uma arma do tipo pistola.

Sério José dos Santos, ausente na altura dos factos, comunicou o caso às autoridades policiais, logo que soube da triste notícia.

Dlakhama afirma que Presidente Guebuza apenas está a empata-lo com os encontros até fim do seu mandato

Afonso Dlakhama

No encontro que mantivemos com o líder do maior partido da oposição em Moçambique, a Renamo, Afonso Dhlakama usou uma metáfora para descrever os encontros que manteve com o Presidente da República (PR), Armando Guebuza. “As conversações são como um bebé que come papa e leite… mas na verdade o que queremos é que a Frelimo acabe com a exclusão social, lei eleitoral negociada, valorização dos nossos talentos expulsos da força militar conjunta, queremos, de facto, que a Frelimo deixe de partidarizar o aparelho do Estado porque sem a resolução destes casos não se trata de democracia”.

Quando perguntamos ao líder da Renamo sobre os pontos estratégicos que terão sido abordados nos dois encontros que beneficiem a população moçambicana, o auto intitulado pai da democracia referiu que são as mesmas questões abordados em todas as suas reclamações e encontros que tem mantido com a população e aos jornalistas.

Afonso Dhlakama mostrou-se também agastado pela maneira como o Presidente da República tem vindo a tratar o líder da Renamo, pois segundo ele os encontros são marcados pelo PR, só quando a Renamo promete fazer manifestações, o que, na sua óptica, os dois encontros já eram suficientes para ter soluções sobre o que a Renamo quer com este país.

Num outro ponto, Dhlakama acusou o presidente da República de não ser uma pessoa séria, apesar de estar a mudar de comportamento, uma vez que nos tempos já idos não queria abrir-se para dialogar com o “pai” da Democracia em Moçambique.

“Como é que os encontros mantidos com o presidente da República, Armando Guebuza, eram a convite dele e não a meu convite e se eu pedisse encontro com ele seria na ponta vermelha mas como ele é quem sempre pediu eu marquei que fosse cá em Nampula e ele sugeriu que fosse no governo provincial em Nampula, por isso ele não pode enganar os jornalistas ou o povo de que os encontros são por mim marcados mas sim por ele” – disse Afonso Dhlakama.

O líder do ex-movimento rebelde em Moçambique afirmou que acabou por descobrir junto dos seus quadros que o que a Frelimo e o Presidente da República querem é criar estes bloqueios que consideram conversas com o líder da Renamo até que o seu mandato termine. Aliás, Dhlakama lançou um apelo de que a Frelimo junto do seu partido não podem brincar com os compromissos assinados.

Falta de Bilhete de Identidade condiciona pagamento de taxas

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A falta de Bilhete de Identidade (BI) e o analfabetismo que grassa na maioria dos camponeses vivendo nas proximidades das áreas de exploração florestal no país condicionam o pagamento de valores correspondentes a 20% de taxa de exploração daquele tipo de recurso, segundo uma fonte governamental moçambicana.

De acordo com a Direcção Nacional de Terras e Florestas, de um total de cerca de mil comunidades identificadas em Moçambique, apenas 861 beneficiaram do pagamento, num montante global de cerca de 113,2 milhões de meticais.

Outros constrangimentos estão relacionados com longas distâncias percorridas por aqueles camponeses para o levantamento dos valores correspondentes junto das instituições bancárias e a falta de assistência técnica por parte das autoridades governamentais distritais, segundo ainda aquela instituição estatal dependente do Ministério da Agricultura.

Refira-se que os montantes recebidos são usados pelas comunidades na aquisição de moageiras, furos de água e sistemas de microcrédito, bens de serviços que não concorrem directamente para a conservação dos recursos florestais e faunísticos.

De um total de 1089 comunidades beneficiárias da taxa de 20%, já foram organizadas 896 comunidades em comités de gestão de recursos naturais, ao longo de 2011, enquanto durante o 1º trimestre de 2012 foram canalizados cerca de 9,3 milhões de meticais a 126 comunidades.

Suspensa construção de uma fábrica de cimento em Magude

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As obras de construção de uma fábrica de cimento em Magude, província de Maputo, inicialmente previstas para iniciar em Abril de 2012, foram adiadas para uma “data imprevista” devido à fraca qualidade dos solos da região escolhida para acolher aquele empreendimento industrial.

Entretanto, estudos geotécnicos desencadeados visando a identificação de uma zona alternativa para as obras estão já a decorrer, segundo Cristina de Jesus, administradora do distrito de Magude, realçando que a referida unidade produtiva vai ser, “inevitavelmente, construída, devido à abundância de calcário e argila naquela zona”.

O projecto de construção de uma fábrica de cimento em Magude está orçado em 78 milhões de dólares norte-americanos a serem aplicados por investidores chineses.

A presença daquela unidade fabril é esperada com muita “ansiedade” pela população local por acreditar que a mesma vai “atenuar o desemprego e a dependência pelo trabalho sazonal investido para produção de cana sacarina pela Açucareira de Xinavane”, acrescentou a governante, falando ao Correio da manhã.

A fábrica deverá ter a capacidade de produzir anualmente 500 mil toneladas de cimento, de acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), realçando que, com a sua concretização, a província de Maputo vai passar a contar com três novas unidades de produção deste tipo de material de construção.

Salamanga e Boane são outras regiões da província de Maputo que deverão receber obras de construção de fábricas de cimento a partir do presente ano de 2012, de acordo ainda com o Ministério da Indústria e Comércio.

Beira: Abre hoje novo terminal de carvão

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Trata-se de um empreendimento concebido com o objectivo de dar vazão às exportações de carvão da Vale e da Rio Tinto, companhias mineiras que exploram reservas nas áreas de Moatize e Benga, na província de Tete.

A implantação do projecto do novo terminal iniciou em Setembro de 2010, num investimento de duzentos milhões de dólares norte-americanos, valor que inclui intervenções de engenharia, construção civil, obras mecânicas e eléctricas, para além da aquisição de equipamentos para o manuseamento e embarque de carvão e controlo de qualidade ambiental.

Num comunicado, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), proprietária do terminal, explica que a Vale e a Rio Tinto vão usar a facilidade no manuseamento da sua produção mineira durante os próximos sessenta meses, estando a operação do terminal a cargo da firma Cornelder Moçambique, S.A.

Nos termos do contrato de operação, indica o comunicado, a Cornelder poderá, por sua vez, contar com parcerias de terceiros que tenham experiência na operação de carga a granel, de forma a garantir uma óptima utilização da capacidade disponível no terminal.

O investimento realizado no Terminal de Carvão inclui a construção de raiz de um terminal de carga, linhas de manobra de comboios, adequação do cais para navios de transbordo, incluindo os seus descarregamentos.

Os utilizadores deste terminal vão partilhar a capacidade útil daquela infra-estrutura na proporção de 68 por cento para a Vale e 32 por cento para a Rio Tinto…

Reclusos continuam a percorrer avenidas a pé e algemados até ao tribunal

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É de lamentar a forma como os reclusos da cadeia civil são levados da penitenciária até ao tribunal judicial da Zambézia, para serem julgados. Diariamente, em número de dez ou mais, os reclusos percorrem a pé e algemados um pouco por todas as artérias da cidade de Quelimane. A trajectória dos referidos reclusos é assistida por homens, mulheres e até crianças que estudam próximo das ruas e avenidas por onde os reclusos passam, guarnecidos por dois ou mais seguranças.

A situação é mais triste porque os mesmos estão em prisão preventiva, ou seja, sem culpa formada, aguardando julgamento para se apurar efectivamente a culpa ou então a inocência do recluso.

O facto de os presos na maior penitenciária da província da Zambézia continuarem a percorrer a pé e algemados até ao tribunal, para efeitos de julgamento, viola o artigo 10 da declaração universal dos direitos humanos, que vem assegurar a observação da presunção de inocência para qualquer indivíduo.

Comandante da polícia em Sena acusado de roubo

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A queixa foi apresentada, ontem, por um cidadão residente naquele posto administrativo, durante um comício popular orientado pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza.
O comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sena, distrito de Caia, província de Sofala, é acusado de ter roubado diversas quantidades de combustível. A queixa foi apresentada, ontem, por um cidadão residente naquele posto administrativo, durante um comício popular orientado pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza, no âmbito da sua presidência aberta à província de Sofala.
à semelhança do que acontece noutras partes do país, escreve AIM, o posto administrativo de Sena não possui nenhuma bomba de combustível e a sua provisão é assegurada por fornecedores informais.
Paulino Alberto é um desses comerciantes e hoje decidiu denunciar as alegadas actuações do comandante local. “No dia 4 de Agosto do ano passado, ele confiscou mais de 80 galões de combustível (cada um com 20 litros do líquido) e quando fui ter com ele, exigiu-me uma multa de 20 mil meticais para a devolução dos meus 41 galões”,

Corpo de mulher encontrado sem vida e mutilado em Angónia

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Um corpo de uma mulher de 48 anos de idade foi encontrado sem vida e com órgãos genitais mutilados, há dias numa machamba de amendoim, no distrito de Angónia, na província de Tete, suspeitando-se que se trata de um crime praticado por traficantes de órgãos humanos.

Em conexão com o caso, encontra-se detido um jovem de 16 anos, o qual, segundo uma fonte da polícia, já confessou ter assassinado a vítima, Essinate Ernesto, acompanhado de seus comparsas, ora a monta.

A polícia não disse os porquês do assassinato da mulher nem da mutilação dos seus órgãos genitais.

Este é o segundo caso, em menos de um mês, na província de Tete, depois de ter ocorrido o de dois indivíduos que deceparam testículos de um miúdo de 11 anos de idade, que se encontrava a vender ovos cozidos na rua.

A vítima de Angónia respondia em vida pelo nome de Essinate Ernesto, mais conhecida por Nakhoza, que deixou quatro menores, ao ser morta na sua zona de residência, chamada Chikudo (Rinzi), mais precisamente no limiar da vila autárquica de ulungué.

João Laissone, tio de Nakhoza, explicou que quando os familiares se aperceberam que nunca mais voltava da machamba, foram até ao referido campo agrícola e encontraram o corpo sem vida e com falta de alguns órgãos.

Acrescentou que trataram logo de comunicar o caso à Polícia da República de Mocambique (PRM). A resposta policial não agradou os residentes daquela área, daí que se tenham pernoitado na machamba, onde o corpo jazia.

Laissone explicou que diligências feitas culminaram com a detenção de um jovem suspeito, de 16 anos de idade, o qual confessou que matou aquela mulher na companhia de cinco seus comparsas, ora a monte.

“O jovem foi suspeito porque no dia do crime, havia assaltado uma outra mulher, em plena luz do dia, que se dirigia ao mercado para vender tomate e peixe. Deste assalto, o agressor arrancou-lhe o que tinha, incluindo 200 meticais em dinheiro, capulana e sapatos” – explicou o interlocutor.

O assassino disse à polícia que matou Essinate Ernesto na companhia de cinco seus comparsas, que vivem no bairro municipal Matewere.

O tio da vítima lamentou o facto de a sua sobrinha ter sido morta como se fosse galinha, visto que os malfeitores agrediram-na e retiraram os seus órgãos. Disse que os autores do crime deviam ser responsabilizados e apanhar uma dura pena, de modo a desencorajar esta prática de traficar os órgãos humanos.

Vinte pessoas morreram nas minas de Marracuene

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Pelo menos 20 pessoas perderam a vida nos últimos sete anos no areeiro de Nhongonhama, no distrito de Marracuene, em Maputo, quando extraíam areia usada para consumo, tudo porque os métodos de trabalho seguidos não oferecem as mínimas condições de segurança.

Os trabalhadores desta mina cavam buracos enormes, formando cavernas escuras e perigosas, com o risco de desabar a qualquer momento, à procura de areia apropriada para o consumo.

A actividade é praticada maioritariamente por jovens como sua fonte de sobrevivência. A areia é posteriormente vendida a grosso a mulheres provenientes da cidade de Maputo, que as revendem nos mercados informais. Um saco de 75 quilos custa, à porta da mina, 40 meticais e aos revendedores, 120 meticais, mais que o dobro.

Segundo constatou o Diário de Moçambique no local, eles trabalham em condições humanamente inaceitáveis, desde questões de higiene, à segurança das suas próprias vidas. Não possuem equipamento de protecção como luvas, capacetes, botas e máscaras.

As cavernas formadas constituem, por sua vez, um grande perigo para os que tiram areia. Segundo uma fonte local, quando a mina desaba com uma pessoa dentro, não há meios para salvar a vítima.

Curiosamente, por temerem que as autoridades policiais possam proibir ou mandar encerrar a mina, a população que beneficia da actividade esconde casos de morte que se registam em Nhongonhama.

Entretanto, sempre que houver desabamento, os jovens encerram a mina e abrem outra.

O secretário do bairro Nhongonhama, Jeremias Mussane, confirma a morte de pelo menos 20 pessoas vítimas de desabamento das minas de extracção de areia para o consumo.

“Naquele lugar morre-se muito. Já levei o assunto ao conhecimento da polícia, saúde e outras identidades, mas até agora nada se fez”, referiu.

Lamentou igualmente o facto de que quando há um caso de morte por desabamento, o corpo do finado é removido pela sua família e não pela polícia ou bombeiros.

Contactado o comandante distrital da polícia em Marracuene, Gaspar Timóteo, este entrou em contradição com as declarações de Mussane. Ele deu a entender que tudo está tranquilo, ao afirmar que não há nenhum registo de mortes nas minas de Nhongonhama.

“Oficialmente, não temos nenhum caso registado, mas temos conhecimento, a título particular, de casos de morte naquele lugar, mas como a população não faz denúncias desses casos, passam despercebidos”, disse.

Timóteo disse que aquando da visita de uma brigada da Assembleia da República, em Março do corrente ano, ao distrito, foram apresentadas algumas questões acerca daquele local.

“A brigada da Assembleia da República visitou o local e há um plano de encerramento daquele espaço por constituir perigo à vida dos que exploram areia. Na altura houve medições da profundidade do buraco e verificou-se que está quase a atingir a linha férrea”, referiu.

Enquanto isto e falando no anonimato, os trabalhadores da mina foram unânimes ao afirmar que o negocio é rentável, apesar de constituir um risco para a sua vida. “Conseguimos um bom dinheiro nas minas. Por dia uma pessoa é capaz de encher dez a doze sacos. Vendemos um saco de 75 quilogramas por 120 meticais fora da mina”, contaram.

“Este é o nosso posto de trabalho. Não temos onde pedir dinheiro para sustentar as nossas famílias, é por isso que este lugar é sagrado para nós, apesar de constituir um perigo para as nossas vidas”, explicaram.

Cimento de construção: Produção interna supera importação

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A produção nacional de cimento regista, este ano, um crescimento assinalável. No primeiro trimestre as fábricas nacionais produziram aproximadamente 277 mil toneladas de cimento, superando as cerca de 79 mil toneladas importadas no mesmo período.

De acordo com o director nacional da Indústria, Sidónio dos Santos, o crescimento da quantidade de cimento deve-se à entrada em funcionamento de novas linhas de enchimento. A título de exemplo, recentemente, o país passou a contar com uma fábrica denominada Cimento Nacional com capacidade de produzir 250 mil toneladas de cimento por ano. A Cimentos de Moçambique, na Matola, montou um novo moinho com capacidade de 400 mil toneladas de produção anual, o que contribuiu para que fosse produzida maior quantidade de cimento nacional.

Em consequência desta realidade e associado às importações que têm sido feitas, aumentou a oferta de cimento no país, apesar de as necessidades superarem a oferta.

Em 2010 a capacidade global de produção estava estimada em 1300 mil toneladas de cimento por ano. Em 2011 a capacidade aumentou para cerca de dois milhões de toneladas anuais.

Como consequência da situação interna, o volume de cimento importado tende a baixar, segundo Sidónio dos Santos. É o que aconteceu em Janeiro deste ano quando as fábricas nacionais produziram cerca de 79 mil toneladas contra 16 mil toneladas do cimento importado. No mês seguinte, o país produziu perto de 90 mil toneladas superando as 26 mil toneladas importadas. Já em Março último os privados importaram 37 mil toneladas de cimento, quantidade que de longe não se aproxima às 108 mil toneladas saídas das unidades nacionais.

“Acreditamos que o plano quinquenal do Governo, quanto à produção de cimento, será cumprido, pois os investidores estão a cumprir os seus projectos de melhoramento e construção de fábricas”, disse dos Santos.

Ainda no presente ano, o Governo espera inaugurar três novas fábricas, nomeadamente, a GS Cimentos, na cidade da Matola, com uma capacidade instalada de 500 mil toneladas por ano; a ADIL Cimentos, localizada em Mahubo, distrito de Boane, província de Maputo, com uma capacidade instalada de 120 mil toneladas de cimento e, por fim, a Maputo Ciment and Steel, preparada para produzir anualmente 130 mil toneladas de cimento.

No próximo ano poderá entrar em funcionamento a CIF/MOZ em Matutuíne, província de Maputo.  A par das fábricas acima mencionadas, existem outras unidades cujo estágio de desenvolvimento está bastante avançado.

Padrasto engravida enteada de 13 anos

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Um cidadão foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade da Beira, acusado de ter violado sexualmente e engravidado a sua enteada de 13 anos de idade.

Trata-se de J. Natal, 32 anos de idade, que depois de se aperceber do facto mandou a menor interromper a gravidez. De acordo com o oficial de Imprensa do Comando Provincial da PRM naquela cidade, Mateus Mazive, a menor foi quem denunciou o facto às autoridades. Refira-se que o indiciado vivia com a mãe da menina há dez anos.

Elefantes fazem vítimas em Inhambane

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Três pessoas morreram no distrito de Zavala, província de Inhambane, na sequência de um ataque de uma manada de elefantes que invadiu uma zona residencial.

O incidente, de acordo com a Rádio Moçambique, ocorreu no povoado de Matalade, onde os paquidermes mataram também três bovinos e um ovino, depois de provocarem avultados danos materiais.

Um corpo sem vida foi encontrado esta tarde na marginal da cidade de Maputo

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Um cadáver, amarrado a uma corda e enrolado num plástico, foi encontrado por volta das quinze horas desta sexta-feira, à beira mar, na zona da Artif na Marginal da cidade de Maputo.

Desconhecem-se as causas da morte e até à retirada da nossa equipa de reportagem, o corpo permanecia no local à espera de remoção.

Refira-se que esta não é a primeira vez que corpos sem vida são encontrados nesta zona.

FEMATRO: Receberam autocarros e não querem pagar

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Passa já um ano e meio e ninguém paga nada. O Fundo de Transportes deu prazo de 15 dias para liquidação da dívida e ameaça recolher os autocarros. A Fematro responde e diz que a tarifa é baixa e não compensa.

O Fundo de Desenvolvimento dos Transportes e Comunicações (FTC) diz que a Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (Fematro) ainda não pagou nenhuma prestação do empréstimo concedido pelo Tesouro para a aquisição de 50 autocarros.

Os 50 autocarros foram comprados via o FTC, há um ano e meio, e concessionados a membros singulares da Fematro. No total, o Tesouro desembolsou mais de nove milhões de meticais para debelar a crise de transporte de passageiros nas cidades de Maputo e Matola.

Uma fonte do Ministério dos Transportes e Comunicações, próxima do negócio, assegurou que a Fematro já foi notificada e `caso não liquide o valor da dívida nos próximos 15 dias os autocarros serão recolhidos e, posteriormente, alocados a interessados que estejam disponíveis a pagar os valores das letras em causa´. O memorando de entendimento assinado entre a Fematro e o FTC, em 2011, abre espaço para o financiamento de 400 autocarros, mas a falta de pagamento do primeiro lote impede que o dinheiro seja agora desbloqueado.

Este projecto envolve um valor total de 131.4 milhões de meticais, sendo que a Fematro comprometeu-se a reembolsar 50% dos juros e 90% do capital. O resto, portanto, os outros 50% dos juros e 10% do capital ficaram a cargo do FTC…

Violações e assaltos assombram o distrito de Boane na província de Maputo

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Em plena semana da criança, um jovem de 17 anos, foi apanhado em flagrante a violar uma bebé de um ano e três meses, nesta segunda-feira no distrito de Boane, província de Maputo.

De acordo com a polícia daquele ponto do país, os exames médicos confirmaram que a criança foi abusada sexualmente por duas vezes.

Quem também está detido por violar sexualmente uma mulher grávida é um jovem de 22 anos, que diz ter negociado com a vítima.

Ainda no distrito de Boane, uma quadrilha de cinco indivíduos, incluindo uma mulher, tida como mandante do crime, está a contas com a PRM acusada de assalto a uma residência com recurso a uma pistola de brincar.

Segundo o grupo, a casa assaltada pertencem ao amante da líder. Esta, contudo, nega todas acusações.

Para a PRM esta não é primeira vez que o grupo prática assaltos, usando mulheres como isca.

O que mais preocupa a polícia é a onda de violações sexuais contra crianças e mulheres que esta ganhar proporções alarmantes em toda província de Maputo.

Imprensa esteve ao serviço de partidos políticos em Inhambane

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O Parlamento Juvenil considera, no seu relatório lançado na última segunda-feira, que a Imprensa favoreceu um candidato em detrimento do outro nas eleições intercalares que tiveram lugar na cidade de Inhambane no pretérito dia 18 de Abril.

Tal favorecimento manifestou-se através da disponibilização de maior espaço de antena e do modelo de cobertura feito a favor de um dos candidatos, referem os mentores do documento, cujo objectivo era monitorar o decurso das eleições intercalares e conhecer as sensibilidades e expectativas ligadas à participação política dos jovens.

Manifestos eleitorais

Em relação aos manifestos eleitorais, o relatório refere que nenhum dos candidatos demonstrou vontade de trabalhar com a juventude e/ou direccionar o seu manifesto para aquela camada social, embora a maior parte dos jovens inquiridos sinta que os manifestos apresentados pelos dois “aspirantes” a edis não foram maus, mas sim razoáveis.

Entretanto, o relatório traz um dado: os jovens não tiveram acesso aos manifestos eleitorais. E sobre este aspecto, aliado ao facto de ser característica da juventude usar as redes sociais como meio alternativo de interacção e debate político, a maior parte dos jovens da cidade de Inhambane não tem acesso aos serviços de Internet onde o debate sobre Inhambane esteve mais aceso, sendo que muitos intervenientes desses debates não são residentes daquela cidade.

Actuação da Polícia e a educação cívica

O relatório dá ênfase à actuação da Polícia que, segundo os inquiridos, foi má tendo inclusive influído em larga medida no elevado índice de abstenções bem como na retracção da participação política dos jovens.

No capítulo da educação cívica, os dados ora apresentados no relatório revelam um aspecto assustador para a democracia moçambicana: a juventude de Inhambane não beneficiou de nenhuma acção de educação cívica.

Utilização dos meios do Estado

No concernente à utilização de meios do Estado durante a campanha eleitoral, é uma vez mais afirmado que os partidos políticos envolvidos usaram os meios do Estado para atingir o seu objectivo, que era convencer as populações.

Neste ponto, os partidos mostram-se obstinados em não cumprir as recomendações, quer dos diversos relatórios já publicados sobre os pleitos eleitorais, quer das próprias instâncias competentes, tais como o Conselho Constitucional, entre outras.

Em jeito de desfecho, diz o relatório que os manifestos eleitorais continuam a ser tratados como documentos de elite e que os materiais de propaganda eleitoral são usados como principal meio de persuasão dos eleitores em detrimento das propostas e conteúdos dos manifestos. “Os órgãos de gestão eleitoral pautaram por um comportamento parcial e partidário que deve ser denunciado”.

Renamo estuda estratégias de ofensiva política contra a Frelimo

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O partido Renamo está reunido em Nampula numa conferência regional Norte-Centro a desenhar estratégias de defesa e ofensivas contra a Frelimo, “provocações” da Polícia da República de Moçambique, e criação de estruturas rumo à liderança do país nos próximos tempos.

Segundo o líder da segunda maior força política do país, Afonso Dhlakama, o encontro visa igualmente criar estruturas dentro do partido no sentido de “garantir que não seja a Frelimo a criar planos e estratégias de actividades da Renamo”. Além disso, Dhlakama afirmou ainda que um dos planos que está a ser estudado no encontro é garantir que a população esteja socializada permanentemente com o partido Renamo “por ser o próximo guiador do país rumo ao desenvolvimento que não se faz sentir desde que a Frelimo comanda os destinos desta Pérola do Índico”.

Dhlakama avançou que a população não pode deixar-se levar pelas propagandas baratas da Frelimo promovidas na TV e rádio, falando do desenvolvimento quando, na verdade, grande parte dos moçambicanos passa fome.

“Neste encontro, estamos a deixar claro que não devemos fazer política com base nas políticas do partido Frelimo mas devemos colocar estratégias que possam espelhar o nosso futuro e visões”, disse. O líder da Renamo falou que, em consequência disso, grande parte dos moçambicanos não consegue matricular as suas crianças numa escola pública devido à má gestão da Frelimo.

“Estamos aqui porque queremos nos autogerir no sentido de controlarmos as regiões centro e norte, uma vez que zonas com grandes recursos naturais”, afirmou para depois acrescentar que ao falar destas regiões não está a promover o regionalismo e nem pretende gerir os recursos que as regiões detêm.

Dhlakama deu o exemplo da provável construção de uma refinaria de petróleo no distrito de Nacala como sendo uma das provas que está a deixar a Frelimo preocupado, daí estar a promover campanhas clandestinas contra a Renamo.

“Aquando da minha mudança para a província de Nampula todos criticaram-me, mas eu já imaginava que em Nacala-a-Velha vai ser construído uma refinaria já mais vista. Tenho que estar aqui para proteger a população e os recursos existentes nestas duas regiões”, garantiu.

Num outro desenvolvimento, Dhlakama afirmou que se pretende no encontro capacitar ds seus quadros, “novos talentos”, para conhecerem estrategicamente as duas zonas.

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