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Domingo, Abril 5, 2026
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Ministra formaliza cancelamento do concurso público e pede desculpas às empresas

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A ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, formalizou, na última sexta-feira, por ofício 197/MITRAB/GMT/04-39/2012, de 15 de Junho em curso, o cancelamento do concurso público polémico adjudicada à empresa Ntuzi Investimentos. Trata-se do concurso nº028/INSS/UGEA/2011 para a contratação de uma empresa com vista ao fornecimento de produtos gráficos diversos.

O cancelamento, segundo o ofício do Ministério do Trabalho, visa “aferir se o concurso, que tem sido alvo de mediatização da imprensa local, decorreu de acordo com as normas e procedimentos estabelecidos por lei” e, acrescenta que havendo indícios de irregularidades, a entidade que tutela o INSS decidiu “suspender o respectivo processo de adjudicação”.

Assim, adianta, havendo reconhecimento de que a mesma contribuiu para uma exposição depreciativa dos concorrentes e que a participação teve igualmente encargos adicionais, “viemos por este meio apresentar as nossas sinceras desculpas pelos transtornos causados”.

A ministra do Trabalho anunciara, a 11 do mês em curso, que iria mandar cancelar o concurso adjudicado à empresa Ntuzi investimentos, no valor de 25 milhões, por apresentar irregularidades e não ter obedecido à política de descentralização de competências em vigor desde 2007.

UNICEF apela à inclusão social de crianças com deficiências em África

“Milhões de crianças em África vivem com algum tipo de deficiência.”
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O UNICEF apelou, último sábado, à inclusão social de crianças com deficiência em África. Segundo aquele organismo das Nações Unidas, milhões de crianças em África vivem com algum tipo de deficiência. Assim, “No dia da Criança Africana, o UNICEF apela a famílias, comunidades e governos em todo o continente para protegerem as crianças com deficiência de discriminação, violência e negligência, e proporcionar-lhes acesso a todos os serviços de que necessitam para crescerem saudáveis e desenvolverem-se no máximo do seu potencial”, apela o UNICEF, realçando que “As crianças que vivem com deficiência continuam a ser as mais excluídas entre todos os grupos de crianças na África. Apenas uma pequena parte delas está na escola, e muito menos recebe a educação inclusiva adequada, de que precisam”.
Certas informações específicas de países sugerem que entre 5 e 10 por cento de todas as crianças em África crescem com deficiência. As principais causas de deficiência – além de doenças genéticas e complicações durante o parto – incluem a poliomielite, o sarampo, a meningite e a malária cerebral, bem como inadequados serviços de cuidados de saúde pré-natal e neonatal, e dieta inadequada que conduz à baixa estatura.

Até agora, 25 dos 55 países africanos ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que estipula que as crianças com deficiência devem ser protegidas contra todas as formas de discriminação, e que elas devem ter acesso à educação, saúde e serviços de protecção da violência.

Bento XVI – Pedófilos religiosos prejudicam a credibilidade da Igreja

Bento XVI
O Papa Bento XVI enviou hoje uma mensagem ao Congresso Eucarístico Internacional, que se realiza em Dublin, onde lamenta o efeito dos casos de pedofilia na Igreja, que, acredita, prejudicam a credibilidade da mesma.

«Os religiosos pedófilos prejudicaram gravemente a credibilidade da Igreja e da sua mensagem. Os seus atos abalam de forma de forma terrível os crentes. Em vez de mostrarem o caminho para Cristo e de darem testemunho da sua bondade, abusam das pessoas confiadas aos seus cuidados. Permanece para mim um mistério como pessoas que recebem regularmente o Corpo de Cristo na comunhão e confessam os seus pecados são capazes de cometer semelhantes ofensas», afirmou Bento XVI.

A Irlanda, onde o congresso foi realizado, foi abalada por vários casos de pedofilia na Igreja, nos últimos anos.

Conselho Municipal de Maputo destrói parcialmente uma casa na rua Marcelino dos Santos

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O caso já leva algum tempo entre a família Dimande e a edilidade, mas os homens de David Simango, decidiram partir para acção e demolir uma parte da casa, para dar lugar a reabilitação da rua Marcelino dos Santos.

Segundo Roberto Dimande, a família ainda aguardava pela visita do vereador para a área de infra-estruturas, para solucionar o problema.
No dia 24 de Maio do presente ano, o Presidente do Município de Maputo David Simango, deslocou-se ao local e afirmou que a construção e reabilitação da via é irreversível e constitui um desafio.

Ainda durante a visita de Simango á rua Marcelino dos Santos, alguns moradores consideraram o valor da compensação irrisório para construção de uma casa.

A família Dimande, diz não estar contra a reabilitação e decisão do município, mas sim, não concorda com o valor da indemnização.

A actual rua Marcelino dos Santos, antes, ostentava o nome de Lacerda de Almeida e a sua reabilitação está orçada em cerca de 35 milhões de meticais.

O que o pão gerou na baixa de Maputo

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Tudo teve como ponto de partida os passeios, regra geral defronte de padarias, onde os mais atentos ao negócio, descobriram que podiam fazer um casamento perfeito entre o pão e a “bajia”, um pastel caseiro feito na base de feijão cafreal.

A ideia era, ao mesmo tempo que se ganhava o dinheiro, proporcionar um pequeno-almoço mais “nutritivo” a quem tivesse somente o pão para matar a fome, que às primeiras horas da manhã, apoquenta a qualquer que seja.

Hoje, o negócio evoluiu de tal forma que, na zona baixa da capital do país, surgem a cada dia, inovações atrás de inovações tudo na busca de rendimento nuns casos e de sustentabilidade noutros.

Vende-se um pouco de tudo, desde o pão, a “bajia”, o chá, passando pelos enlatados russian (Rachen), chouriço, palony, ovos, batata, pregos, queijo, bolos dos mais diversos tipos e sabores e até a sopa. Os mais agressivos usam suas viaturas para contemplarem maior número possível de clientes em pouco tempo. É que entre ficar numa esquina à espera do cliente e ir ao encontro deste, há uma diferença em termos de negócio.

Quase todos os pratos são confeccionados mesmo no local como forma de dar ao cliente algo ainda quente. Os clientes são trabalhadores da zona baixa que vivendo longe, muito cedo se fazem à cidade, sem que tenham tido tempo para tomar o pequeno almoço. São nalguns casos funcionários, condutores de chapas, taxistas, cobradores, vendedores ambulantes, alunos e transeuntes.

Empregados domésticos celebram seu Dia; CMCM não autorizou marcha pacífica

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Comemorou-se este sábado, 16 de Junho, o Dia Internacional dos Trabalhadores Domésticos. Em Moçambique o Sindicato Nacional dos Empregados Domésticos (SINED) organizou uma série de eventos para assinalar à efeméride mas não pôde realizar uma marcha pacífica pela capital do país pois o Conselho Municipal da Cidade de Maputo não autorizou a marcha que estava programada.

Na manhã deste sábado, dezenas de mulheres filiadas ao SINED e não só, como forma de dar início a estas festividades, fizeram a simbólica deposição de uma coroa de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos, cidade de Maputo.

Relativamente a passagem desta data consagrada aos empregados domésticos, aquele sindicato tinha na sua agenda, como pano de fundo, realizar uma marcha pacífica pelas artérias da cidade de Maputo, concretamente desta a sua sede nesta urbe até a Praça dos Trabalhadores, na baixa da cidade.   Segundo a secretária-geral do Sindicato Nacional dos Empregados Domésticos, Maria Joaquim, a realização da marcha seria um pretexto para mostrar a sociedade o quanto os seus trabalhos são importantes e, aproveitar a ocasião para manifestar as suas preocupações e dificuldades que encaram no dia-a-dia de trabalho.

A tal manifestação pacífica, acrescenta Maria Joaquim, não aconteceu porque a carta expressando o pedido de autorização da marcha enviada há duas semanas ao Conselho Municipal de Maputo, não foi respondida, não se sabendo as reais razões desse indeferimento. “Eles sempre diziam que o edil David Simango ia fazer o diferimento, insistimos na resposta, mas debalde. Só nesta sexta-feira (15) soubemos que a nossa agendada marcha não estava autorizada e, por isso não podia acontecer”.

Porque “não é com a morte de uma andorinha que acaba a Primavera”, no prosseguimento da celebração da efeméride, as senhoras (entenda-se empregadas domésticas) deixaram a Praça dos Heróis para escalarem a Escola Sindical da Organização dos Trabalhadores de Moçambique, algures na cidade da Matola, local que acolhe as cerimónias centrais do evento.

Um trabalho sinuoso

A secretária-geral do Sindicato Nacional dos Empregados Domésticos, disse que são vários os problemas por que passam os trabalhadores desta área, nomeadamente, baixos salários, excesso de carga horária, falta de meios de protecção em determinadas actividades, o recorrente desprezo ou humilhação por parte dos patrões, falta de contratos de trabalho, entre outros.

Entretanto, Maria Joaquim, afirmou que com a criação deste sindicato se pretende despertar a consciência da sociedade no geral, relativamente ao importante trabalho feito pelos empregados domésticos. “Precisamos fazer reconhecer que nós também somos trabalhadores como tantos outros, queremos também um salário digno e justo, o respeito pela carga horária, pois não raras vezes, os empregados domésticos trabalham dia e noite e sem direito à feriado”, ajunta.

Refira-se que o Sindicato Nacional dos Empregados Domésticos (SINED), maioritariamente composto por mulheres, existe desde o ano 2008 e neste momento conta com três representações, nas províncias de Maputo, Inhambane e Tete. A ideia é abranger todas as capitais províncias do país.

Mais de 14 mil quilos de frangos incinerados em Maputo

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Mais de catorze mil quilos de produtos de origem animal importados de forma ilegal da vizinha África do Sul, foram destruídos, por incineração, esta sexta-feira, na cidade de Maputo.

Os produtos constituídos por frangos, patas, pescoços de galinha, pernas de peru, filetes e outros derivados, foram apreendidos entre os meses de Abril e Maio deste ano, através de uma operação que desde os finais de 2011, envolve as alfândegas, a polícia e os Serviços de Pecuária da Província do Maputo.

A carne iria abastecer os mercados de Maputo e alimentar muitas famílias, mas agora, sob fortes medidas de segurança e desconfiança de parte a parte, vai toda ela ao forno.

É que para além de ter entrado de forma ilegal no território nacional, análises microbiológicas encomendadas pelas autoridades concluíram que representa um risco para a saúde humana, ou seja, um vector para a transmissão da cólera e outras doenças.

Segundo o chefe dos Serviços de Pecuária na Província do Maputo, José Mendonça, são mais de 40, os importadores ilegais destes produtos avaliados em cerca de 14 milhões de meticais.

O artigo 21 do actual Regulamento de Sanidade Animal, estabelece no número 1 que não é permitida a entrada no país de qualquer animal, seus produtos, subprodutos, despojos, forragens e produtos biológicos que não venham acompanhados da licença de importação emitida pela autoridade veterinária e certificado internacional.

Mendonça esclarece que há um trabalho de sensibilização com relação ao referido regulamento levado a cabo junto dos importadores desde 2011,mas há resistência.

Por outro lado, estes produtos eram transportados em camiões e em condições higiénicas deploráveis, em sacos e caixas. Mais vale tarde que nunca, mas o facto é que inúmeras vezes, toneladas de produtos de origem animal entraram nessas condições e foram comercializadas em Maputo e não só.

Instituições comerciais multadas por venderem produtos fora do prazo em Nampula

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Quatro empresas do ramo comercial ao nível da província de Nampula foram, os primeiros cinco meses do presente ano, multadas por várias irregularidades, com destaque para a venda de produtos deteriorados e fora do prazo aos consumidores daquele ponto do país.

Sem apontar nomes, o director provincial da Indústria e Comercio de Nampula, Ilídio Marques, disse que dessas empresas há aquelas que chegaram a ser penalizadas com um total de nove salários mínimos como a medida mais severa para que os infractores não voltem a cometer os mesmos erros que vinham cometendo durante anos antes da criação do Instituto Nacional de Inspecção (INAE), onde, na província de Nampula, já foram instalados órgãos directivos no sentido de dinamizar as actividades de prevenção, educação e sanção dos violadores da lei do consumidor.

Ilídio Marques afirmou que durante este semestre, para além de serem penalizadas vários proprietários juntamente com os seus funcionários, beneficiaram de capacitação e sensibilização promovido pelo Instituto Nacional de inspecção que tutela a área no Ministério da Indústria e Comercio como forma de criar uma boa harmonia para que as várias instituições comerciais não sejam apenas sancionadas por falta de conhecimento.

Segundo Ilídio Marques, nessas capacitações estão agendados mais temas ligados à sensibilização no sentido de se controlar os produtos que são vendidos aos consumidores para não criar várias situações ligadas a doenças provocadas por consumo de produtos deteriorados adquiridos em instituições comerciais com destaque para a província de Nampula.

“Nós estamos a trabalhar no sentido de criar as boas condições para os consumidores não comprarem produtos fora do prazo que muitas vezes são vendidos por preços aliciantes” disse, para depois acrescentar que dos centros comerciais descobertos a vender produtos fora do prazo neste momento esta a decorrer um trabalho rigoroso no sentido a que aquelas instituições não venham a repetir os mesmos actos cometidos antes de serem sancionadas.

O director Provincial da Industria e Comercio em Nampula referiu que, como forma de serem acauteladas as medidas, há um grupo de instituições que poderão ainda ser penalizadas nos próximos dias em consequência da venda de produtos fora do prazo e outras irregularidades ligadas à venda de produtos com vários problemas ou não aceites para alimentação da população.

Produtos incinerados

Ilídio Marques avançou que, durante os últimos cinco meses do presente ano, foram incinerados um total de 189 caixas de cerveja de diferentes marcas e 1.311 unidades de garrafas de Maheu.

Ilídio Marques referiu que foram ainda incineradas quantidades não especificadas de produtos diversos com destaque para sardinhas, salchichas, carapau, massa, tomate entre outros produtos de primeira necessidade.

Previsto "Upgrade" do mercado do Xipamanine

Um grupo de arquitectos está a trabalhar num plano para a requalificação do mercado do Xipamanine, nos arredores da cidade de Maputo, para que este possa contar futuramente com infra-estruturas diversas, incluindo as de interesse cultural.

O plano, anunciado pelo Presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, visa requalificar todo o mercado, tanto a zona formal como a informal, prevendo-se também a construção de edifícios para habitação.

Entre outros aspectos, a equipa de arquitectos está a estudar os moldes em que as diversas intervenções, no âmbito da requalificação, vão ser feitas.

A concretizar-se, a requalificação vai fazer com que os vendedores e compradores do Xipamanine, um dos mercados emblemáticos da capital moçambicana, se sintam bem, contrariando a actual situação, em que a actividade comercial é feita de forma desorganizada, e em alguns casos, sem condições higiénicas.

“Precisamos de requalificar o mercado do Xipamanine, de modo a que tenha melhores condições; neste momento temos situações em que a carne, peixe e outros produtos frescos são vendidos no chão, mas para concretizar este plano, precisamos de dinheiro”, realçou o edil de Maputo.

Simango afirmou ser necessário muito dinheiro para a elaboração do projecto executivo da requalificação, sendo por isso que “temos que ser muito eficientes na cobrança de impostos e taxas”.

Entretanto, o dirigente lamentou o facto de desinteligências, sobretudo entre os vendedores do Xipamanine, terem inviabilizado, em 1999, um projecto de reabilitação daquele mercado, pela Cooperação Francesa.

“Penso que hoje estamos todos de acordo que precisamos de requalificar o mercado”, frisou o edil de Maputo, para quem, após a requalificação, o mercado do Xipamanine será “um centro comercial aprazível”.

Jovem de 22 anos protagoniza agressão, violação sexual e roubos em Gorongosa

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Autoridades policiais estacionadas no distrito de Gorongosa, em Sofala, detiveram Nelson Samuel Franque, de 22 anos de idade, em virtude de, passada Sexta-feira, ter agredido, violado sexualmente, roubado telemóveis e dinheiro pertencentes a R. Massingue, de 25 anos de idade.

A fonte revelou que o indiciado, neste momento a ver o sol aos quadradinhos no comando distrital da PRM de Gorongosa, por volta das zero hora daquele dia dirigiu-se à residência da R. Massingue, no bairro Matucudule, em Gorongosa, onde, por meio de força física, agrediu a vítima para depois a violar sexualmente e roubar os seus três telemóveis e 150 meticais em dinheiro.

“Depois do acto, desapareceu sem deixar rastos” – indicou aquele oficial da polícia, para depois afiançar que o mesmo, por cerca de uma hora de madrugada de Sábado, já na companhia de seus comparsas, ainda a monte, terá por meio de catanas ameaçado Quizito Francisco, na sua residência, tendo subtraído posteriormente um telefone celular e quatro mil meticais em dinheiro.

Assassinos de armazenista em Tete levaram 130 mil meticais

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Os assaltantes que, Sábado último, balearam mortalmente Florinda Carvalho Magumbe, armazenista que desenvolvia as suas actividades no maior mercado informal da cidade de Tete, o de Kwachena ku Nyartanda, levaram consigo 130 mil meticais, que se encontravam na carteira da vítima, presumindo-se que tratava-se da receita do dia.

O facto aconteceu, cerca das 18:30 horas, altura em que aquela agente económica preparava-se para fechar o estabelecimento, com os empregados a arrumar as caixas de bebidas.

Nisso, apareceram quatro indivíduos, ainda não identificados, que se puseram a trocar umas palavras com ela, tendo os funcionários da casa deduzido que que se tratasse de pessoas das relações da patroa, pelo que não fizeram questão de prestar atenção ao que se passava.

O cenário viria a mudar de feição quando os “visitantes” dispararam uma bala de pistola, que atingiu a dona do estabelecimento na zona do tórax, seguindo-se outros dois disparos, apontados para as pernas da vítima.

A mesma arma viria a ser disparada para o braço de um dos trabalhadores, que tinha ensaiado um movimento no sentido de socorrer a patroa.

O porta-voz da PRM na província de Tete, Jaime Bazo, disse que Florinda Carvalho Magumbe, de 44 anos de idade, natural e residente do bairro Josina Machel, na cidade de Tete, perdeu a vida a caminho do Hospital Provincial de Tete, onde encontra-se internado o trabalhador ferido no braço.

18 homens estupram mulher de 38 anos em Anchilo

Uma mulher de 38 anos, identificada pelo nome de Esmeralda Mathombe, foi violada sexualmente por um grupo constituído por 18 indivíduos, que, na altura, realizavam a tradicional cerimónia de ritos de iniciação dos macondes. O cenário deu-se, Terça-feira passada, no posto administrativo de Anchilo, distrito de Nampula, alegadamente porque a vítima passou próximo do local de realização da cerimónia.

estupro.jpgEm entrevista com a nossa reportagem, San Tomé Andrique, secretário do bairro 25 de Setembro, que forneceu os dados sobre o sucedido, referiu que a intervenção das autoridades comunitárias daquela zona fez com que nada de pior acontecesse e apercebendo-se do ocorrido, os populares decidiram apresentar o caso às autoridades policiais.

Os serviços de atendimento para os cuidados de saúde pública estão empenhados no tratamento sanitário e aconselhamento psicológico da vítima no Hospital Central de Nampula.

Segundo San Tome Andrique, a denúncia foi veiculada por um grupo de indivíduos que suspeita serem os mentores da agressão física que culminou com a violação sexual de uma cidadã de 38 anos, acto que deixou a vitima com ferimentos graves nos seus órgãos sexuais.

A fonte explicou que, para lograrem os seus intentos, os oportunistas colaram a boca da mulher para não clamar por socorro e despertar a atenção dos populares circunvizinhos.

O nosso interlocutor afirmou, por outro lado, que urge sensibilizar as comunidades de modo a parar com estes costumes que deixam apreensiva a população, pois a zona serve de caminho para os residentes dirigirem-se ao rio para tirar água ou a uma mata para buscar o combustível lenhoso.

Aquele responsável comunitário explicou que a transferência da mulher para o Hospital Central de Nampula doi devido às condições de saúde em que se encontrava, porque localmente não existem capacidades técnicas para lidar-se com casos que necessitam de cuidados especiais.

Entretanto, Samil Rodrigues Salamo, médico observador de casos relacionados com a violação no Hospital Central de Nampula, afirma que a vítima necessita de um exame geral, porquanto está a tomar os medicamentos que lhe foram receitados e, mais tarde talvez poderá precisar de uma cirurgia.

A vítima mostrou-se apavorada pelo sucedido, visto que os agressores violaram-na de forma abusiva porque, segundo conta, foi usada por mais de seis homens, seguidamente.

Jornalista moçambicano expulso do Brasil

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O jornalista Jeremias Vunjanhe, da ONG Justiça Ambiental, de Moçambique, foi impedido esta terça-feira(12) de entrar no Brasil onde iria participar da Cimeira dos Povos, movimento paralelo à Cimeira do Rio+20.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Jeremias Vunjanhe ao desembarcar teve o passaporte recolhido e um carimbo: Impedido da Sinpi (Sistema Nacional de Impedidos e Procurados). Segundo nota divulgada pela organização da Cúpula dos Povos, não foi explicado a Vunjanhe o motivo de mandá-lo de volta a Moçambique.

A Polícia Federal, em São Paulo, confirmou o impedimento e informou que os motivos não serão divulgados.

Em nota, os organizadores da Cúpula dos Povos disseram que a Embaixada do Brasil, em Moçambique, concedeu visto de entrada no país a Vunjanhe. De acordo com o documento, em nenhum momento foi feita qualquer restrição à sua entrada no Brasil.

Vunjanhe é conhecido em Moçambique por ser um crítico à atuação da companhia Vale no país. Na Cimeira dos Povos, ele participaria de um evento chamado 3o Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale. A instalação da mineradora brasileira em Moçambique tem gerado polêmica e diversos conflitos entre o governo e os órgãos de direitos humanos locais.

A Justiça Ambiental informou em nota que irá utilizar todos os meios disponíveis para desvendar esta questão e razões por detrás deste vergonhoso acontecimento e que não irá desistir enquanto não for devidamente esclarecidoº. Vunjanhe também estava credenciado como observador da sociedade civil na Cimeira do Rio+20.

Japão disponibiliza de 2 milhões USD para desminagem em Moçambique

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O Governo do Japão vai disponibilizar cerca de 2 milhões de dólares norte-americanos para apoiar a desminagem no país. Com efeito, foi ontem assinado um memorando de entendimento entre aquele país e o Ministério dos Negócios estrangeiros e Cooperação de Moçambique no qual o Japão se compromete, mais uma vez, a apoiar este sector.
O valor destina-se ao reforço da formação de quadros e da capacidade institucional do Instituto Nacional de Desminagem (IND), assim como à aceleração das operações de desminagem humanitária nas províncias de Inhambane, Sofala e Manica, ainda muito afectadas por minas anti-pessoal.

Falando na  cerimónia de troca de notas entre o Governo do Japão e o PNUD, que teve lugar nas instalações do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, em Maputo, o embaixador do Japão, Eiji Hashimoto, anunciou o incremento e o contínuo apoio do Governo do Japão ao Governo de Moçambique para fazer face a este grande desafio de desminar o território moçambicano até 2014.

Docentes moçambicanos serão formados em matéria de nutrição

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Neste momento, cerca de 44 por cento das crianças moçambicanas sofrem de desnutrição crónica.

Professores moçambicanos do ensino primário serão formados em matéria de nutrição como forma de diminuir os índices elevados de desnutrição crónica que, neste momento, afectam grande parte das crianças no país. Para o efeito, o Ministério da Educação e a Nestle Lda assinaram, ontem, um memorando de entendimento no qual a Nestle se compromete a abraçar o projecto de formação de professores.  Neste momento, cerca de 44 por cento das crianças moçambicanas sofrem de desnutrição crónica, sendo que, na província de Cabo Delgado, o número sobe para 59 por cento.
De acordo com o relatório Pobreza Infantil e Disparidades em Moçambique, a mais alta taxa de desnutrição crónica regista-se na província de Cabo Delgado, onde 59 por cento dos menores enfrentam este problema. O Ministério da Educação acredita que formando os professores sobre os bons hábitos alimentares estes podem servir de transmissores desses hábitos, eliminando, desta forma, este mal.

Polícia ladrão condenado a seis meses de prisão em Chimoio

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O Tribunal Judicial da Cidade de Chimoio condenou, esta quinta-feira, Osvaldo Macamo, membro da Polícia da República de Moçambique (PRM), a uma pena de seis meses de prisão e dois de multa, por se ter aproveitado da negligência de um funcionário bancário para usar dinheiro alheio.

O facto aconteceu em Março do ano passado, quando um funcionário bancário se enganou e entregou ao agente da polícia o cartão de débito e respectivo código a outro cidadão com o mesmo nome  – Osvaldo.

 O agente, embora se tenha apercebido do engano, usou o cartão, retirando cerca de 44 mil meticais da conta alheia.

Ao fim de um mês, o verdadeiro proprietário da conta, Osvaldo Francisco Sande, apercebeu-se que a sua conta estava a ser usada por um indivíduo estranho e comunicou a situação ao banco.

Sande contou que teria pedido a renovação do cartão na cidade de Chimoio, mas, pelo facto de ter aberto a conta em Maputo, o balcão do Banco Internacional de Moçambique, BIM, teria demorado a emitir o novo cartão, pois aguardava autorização de Maputo.

Na mesma altura, Osvaldo Macamo, agente da polícia, solicitou a renovação do seu cartão. Ora, no dia em que se dirigiu ao balcão para saber se o seu cartão de débito já estava pronto, o funcionário bancário, também arrolado nos processos 1303 de 2011 e 259/2012 movido contra o banco pelo lesado, orientou-se apenas pelo primeiro nome e entregou o cartão de Osvaldo Sande a Osvaldo Macamo, sem  ter o cuidado de conferir o apelido.

Governo Quer delegação a Cartum para apoiar 45 estudantes

Eduardo Koloma
Contrariando o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, o vice-ministro da mesma instituição, Eduardo Koloma, assumiu, ontem, que é função do seu ministério dar protecção consular a qualquer moçambicano que esteja fora do país.
Koloma disse que o Governo tem a “intenção de enviar uma delegação” ao Sudão, composta por técnicos do Ministério da Educação e dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, para “viver o problema” dos estudantes em Cartum.

Os 45 estudantes moçambicanos da Universidade Internacional de África no Sudão denunciaram, em contactos com o nosso jornal, precárias condições de vida que levam naquele país,  atribuindo culpas às pessoas que os levaram ao Sudão.

Na altura, o Ministério da Educação de Moçambique emitiu um comunicado a distanciar-se de qualquer responsabilidade no caso, por alegadamente o grupo não ter ido para aquele país a coberto de bolsas do Governo moçambicano.

Em declarações, ontem, à Lusa, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Eduardo Koloma, garantiu que “o Governo tem intenção de enviar uma delegação para viver o problema no terreno”.

“Nós estamos em articulação com o MINED, que nos informou que uma delegação irá ao Sudão”, disse Eduardo Koloma.

Moçambique não tem representação diplomática na capital sudanesa, pelo que as autoridades moçambicanas pretendem contactar o Governo do Sudão por via da “embaixada moçambicana mais próxima de Cartum, que deverá ser a do Cairo, ou a da Argélia”, acrescentou.

Inspecção detecta 23 empresas ilegais na Ponta d’ouro

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A equipa enviada à ponta d’ouro é a segunda, depois da primeira ter sido afastada por alegado envolvimento em esquemas de corrupção, tendo valido a alguns membros processos disciplinares.

Há menos de uma semana que a ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, enviou uma equipa de nove inspectores para o posto administrativo da Ponta de Ouro, no distrito de Matutuíne, para investigar as queixas apresentadas pelos trabalhadores sobre vários desmandos protagonizados por operadores turísticos, e já há resultados. A equipa de inspectores detectou (25) empresas que funcionavam de forma irregular, sendo 23 que operavam sem alvará, nomeadamente: a campismo residencial mar e sol, Ntsuty Lodge, Lda, Café Delmar – todas do ramo hoteleiro -, Beach bar, da área de restauração, e a boutique ponta patrol trading, Lda. A empresa Up Stairs, Lda foi encontrada a vender produtos fora do prazo.

Ocupação de suposta reserva militar gera desentendimento no município da Matola

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É um clima de crispação que se vive entre os militares e a população dos bairros de Mukhatine e Gulhosa, no município da Matola.

Em causa está o arranque dos trabalhos de vedação duma extensa área tida como reserva militar do quartel de Boquisso, mas que ao longo dos últimos dez anos, depois da desminagem, terá sido invadida pela população que aqui ergueu os seus imóveis.

Todas as casas deverão ser demolidas porque, segundo apurou a TIM, esta área foi sempre propriedade militar. São dezenas de casas que nos próximos tempos serão reduzidas a escombros. A população mostra-se inconformada ao mesmo tempo que considera grave a alegada indiferença do município da Matola.

Muitos moradores ainda estavam a construir as suas habitações quando foram colhidos, primeiro com os trabalhos de demarcação e depois com a vedação da dita zona militar.

A escassos metros dos lamentos da população, alguns militares, assistidos pelos colegas munidos de armas de fogo, fazem as demarcações. Militares que, de resto, são acusados de semearem dor e pânico nos moradores, sobretudo nas mulheres.

Os trabalhos vão prosseguir, segundo confirmou uma fonte do Ministério da Defesa Nacional que explicou que a zona em causa sempre foi reserva militar, mas a população mesmo advertida foi invadindo o espaço para a construção de casas.

Mukhatine, Boquisso e Gulhosa são bairros que vão beneficiar de parte da estrada denominada Circular de Maputo, facto que coloca muitas pessoas em busca de uma parcela de terra nestes locais.

Não sabemos o que devemos fazer. Estamos a sofrer. Agridem-nos, as mulheres são violadas, as crianças são espancadas. Quando vamos ao município para mediar este conflito para na qualidade de presidente dizer que os moradores devem fixar as residências deste lado e os militares fixarem o seu quartel do outro lado, nada acontece.

O relacionamento entre nós e os militares não é bom. Agridem-nos, violam, fazem tudo o que querem.

Funcionário da Africâmbios raptado e solto

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Tratou-se de Sha, funcionário da Africa Câmbios – `Áfricambios´, que teria sido raptado na Av. 25 de Setembro, concretamente em frente a Pastelaria Continental, por o terem confundido com Amin Razak ou Abdul Razak, respectivamente dono e filho da empresa de conversão de moeda estrangeira que se situa ao lado do Hotel Tivoli.

Fontes políciais haviam-nos confirmado na tarde de ontem a ocorrência do rapto sem adiantar mais pormenores.

Mas o raptado viria a ser solto no final do dia, dado que segundo as fontes os raptores não pretendiam a ele, mas, sim, ao seu patrão Amin Razak ou filho Abdul Razak.

A comunidade muçulmana, também confirmou ao Canalmoz/Canal de Moçambique, o alegado rapto, bem como a soltura pelos raptores cuja identidade não foi apurada.

Na última segunda-feira, o ministro do Interior, Alberto Mondlane, esteve reunido com a comunidade Muçulmana/Mahometana, acerca dos raptos. Nesse encontro o governante pediu calma aquela comunidade pelo que vem sucedendo.

Esta comunidade continua a dizer que a Polícia tem `muita coisa a dizer sobre os raptos´…

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O Governo do Japão comprometeu-se a destinar mais de um milhão e quatrocentos mil dólares, o que corresponde a mais de noventa milhões de...