Quatro empresas do ramo comercial ao nível da província de Nampula foram, os primeiros cinco meses do presente ano, multadas por várias irregularidades, com destaque para a venda de produtos deteriorados e fora do prazo aos consumidores daquele ponto do país.

Sem apontar nomes, o director provincial da Indústria e Comercio de Nampula, Ilídio Marques, disse que dessas empresas há aquelas que chegaram a ser penalizadas com um total de nove salários mínimos como a medida mais severa para que os infractores não voltem a cometer os mesmos erros que vinham cometendo durante anos antes da criação do Instituto Nacional de Inspecção (INAE), onde, na província de Nampula, já foram instalados órgãos directivos no sentido de dinamizar as actividades de prevenção, educação e sanção dos violadores da lei do consumidor.

Ilídio Marques afirmou que durante este semestre, para além de serem penalizadas vários proprietários juntamente com os seus funcionários, beneficiaram de capacitação e sensibilização promovido pelo Instituto Nacional de inspecção que tutela a área no Ministério da Indústria e Comercio como forma de criar uma boa harmonia para que as várias instituições comerciais não sejam apenas sancionadas por falta de conhecimento.

Segundo Ilídio Marques, nessas capacitações estão agendados mais temas ligados à sensibilização no sentido de se controlar os produtos que são vendidos aos consumidores para não criar várias situações ligadas a doenças provocadas por consumo de produtos deteriorados adquiridos em instituições comerciais com destaque para a província de Nampula.

“Nós estamos a trabalhar no sentido de criar as boas condições para os consumidores não comprarem produtos fora do prazo que muitas vezes são vendidos por preços aliciantes” disse, para depois acrescentar que dos centros comerciais descobertos a vender produtos fora do prazo neste momento esta a decorrer um trabalho rigoroso no sentido a que aquelas instituições não venham a repetir os mesmos actos cometidos antes de serem sancionadas.

O director Provincial da Industria e Comercio em Nampula referiu que, como forma de serem acauteladas as medidas, há um grupo de instituições que poderão ainda ser penalizadas nos próximos dias em consequência da venda de produtos fora do prazo e outras irregularidades ligadas à venda de produtos com vários problemas ou não aceites para alimentação da população.

Produtos incinerados

Ilídio Marques avançou que, durante os últimos cinco meses do presente ano, foram incinerados um total de 189 caixas de cerveja de diferentes marcas e 1.311 unidades de garrafas de Maheu.

Ilídio Marques referiu que foram ainda incineradas quantidades não especificadas de produtos diversos com destaque para sardinhas, salchichas, carapau, massa, tomate entre outros produtos de primeira necessidade.