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Domingo, Abril 5, 2026
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Uma mulher atingida por bala no bairro dos combatentes na vila de Rapale

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Uma idosa conhecida pelo nome de Minia Hura, de 70 anos de idade, residente no distrito de Nampula-Rapale, no bairro dos combatentes, foi, no último dia 15 do presente mês, atingida por um projéctil de uma arma, do tipo AK-47, quando tentava aquecer o corpo numa fogueira no pátio da sua residência.

Segundo dados policiais, o projéctil teria saído numa fogueira depois de aquecida e tendo atingido a idosa na parte do abdómen, tendo sido evacuada, em vida, para o Hospital Central de Nampula onde recebeu cuidados médicos até à retirada da bala que tinha se instalado quase na boca do estômago.

Na altura em que a idosa Minia Hura foi atingida estava a aquecer o corpo junto dos seus três netos e, por força do destino, o projéctil não atingiu os menores.

Aliás, conta a Polícia que Minia Hura, depois de ter feito a limpeza no seu pátio, teria amontoado capim que serviu para aquecer o corpo, sendo por ali onde saiu o projéctil sob forte estrondo até se instalar no corpo daquela idosa.

Inácio João Dina, Porta-voz do Comando Provincial da Policia da Republica de Moçambique em Nampula, disse que com todos os trabalhos feitos no terreno constatou-se que o projéctil havia saído da fogueira e de nenhum outro local e suspeita-se que seja o grupo de instrumentos que eram escondidos naquele local no tempo guerra.

Dina afirmou que por ter ocorrido aquela situação acidental contra aquela anciã, o governo do distrito deve fazer um trabalho minucioso no sentido de pesquisar se não há no local objectos idênticos que possam perigar a vida da população.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Nampula apela à população local no sentido de prestar muita atenção com alguns instrumentos estranhos que possam ser encontrados no local.

Professores deixam de leccionar para trabalhar nas minas

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Para já não há dados estatísticos, mas o facto é que o Ministério da Educação já está a perder professores a favor do sector de recursos minerais que ao longo dos últimos 10 anos se vem impondo em Moçambique.

Atraídos pelos melhores salários na indústria extractiva, alguns professores ao longo do ano lectivo abandonam a carreira e juntam-se aos projectos de pesquisa e exploração mineira no centro e norte do país.

Na sua maioria, segundo o Director Nacional de Formação de Professores no Ministério da Educação, são docentes de ciências naturais.

Atraídos pelos melhores salários na indústria extractiva, alguns professores ao longo do ano lectivo abandonam a carreira e juntam-se aos projectos de pesquisa e exploração mineira no centro e norte do país. Na sua maioria, segundo o Director Nacional de Formação de Professores no Ministério da Educação, são docentes de ciências naturais.

Para travar este problema e assegurar que os alunos tenham uma aprendizagem geradora de capacidades e inovação, o Ministério da Educação vai lançar, esta semana, um estudo com a duração de 12 meses, no qual pretende de forma mais detalhada analisar a situação do professor em Moçambique.

Trata-se de um estudo que vai ser realizado por técnicos do Ministério das Finanças, da Planificação e Desenvolvimento e do Instituto Nacional de Estatística.

INSS pagou 1 milhão USD por uma casa que não existe

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Entre Agosto e Outubro de 2010, o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) decidiu comprar uma casa para o seu presidente do Conselho de Administração, Inocêncio Matavele. No entanto, o negócio foi à margem das regras internas para aquisição de bens e serviços, muito menos seguiu o Regulamento de Contratação de Empreitadas, fornecimento de bens e serviços para o Estado. É que negócios dessa envergadura devem ser aprovados pelo Conselho de Administração e, depois, devem passar pelo Ministério do Trabalho e com o visto do Tribunal Administrativo. Só que os gestores do INSS preferiram ir pela via mais simplificada, contrataram uma imobiliária, que localizou um imóvel na rua Rio Inhambazula, número 88, que supostamente pertencia a um cidadão de origem asiática e ao preço de um milhão de dólares.

Mesmo assim, a direcção do INSS não se assustou com o preço e avançou com um contrato-promessa de compra, tendo desembolsado, na totalidade, o valor do imóvel, nada mais nada menos que um milhão de dólares norte-americanos, o equivalente a cerca de 27 milhões de meticais ao câmbio do dia. Acontece, no entanto, que quando se preparavam para efectuar a escritura pública descobre-se que a casa que o INSS havia pago não pertencia ao cidadão a quem tinham pago um milhão de dólares, mas sim a um outro e que nunca esteve à venda.

Nativos insurgem-se contra alegada usurpação de terra no bairro Tchumene

Foi com barulho que os nativos do Bairro Tchumene II, no Município da Matola, vieram em defesa do jovem Luís Moiane, suposto proprietário de um espaço herdado da mãe e hoje em disputa.

Segundo relatos dos nativos a maior parte dos residentes do bairro foi transferida do Tchumene I, do outro lado da estrada, para dar lugar à construção de mansões.
E o litígio começa, segundo Moiane, depois da morte da mãe, em 2009, quando apareceu uma senhora intitulando-se proprietária do terreno.

No início do ano, a senhora começou a construir o muro sob protecção da polícia, fortemente armada.

Antes da construção do muro, em finais do ano passado, foi demolida a casa de Luís Moiane, depois de agredirem a esposa que estava grávida de 8 meses. Segundo relatos dos visados
Terminado o muro, a suposta proprietário foi impedida pelos nativos de erguer a casa. Para estes, antes de começar a construir deve-se esclarecer o caso.

 “Tenho a dizer que o terreno é deste jovem Moiane. Desde que o conhecemos que este lugar é a casa dele. Tiraram-lhe de Tchumene e trouxeram-no para aqui”

 “Mandámos a senhora parar a construção, porque este rapaz foi colocado neste local ao mesmo tempo que todos nós. Agora querem-no colocar onde? estamos contra esta medida. Antes de o retirarem, retiram-nos todos nós!”

“Não queremos saber dessa senhora que quer erguer a casa aqui. Era vizinha lá no Tchumene I donde nos tiraram? Todos os que saímos do Tchumene I nos conhecemos!”

A viver quase ao relento, no que mais parece uma trincheira improvisada com blocos e sem as mínimas condições de habitabilidade, a família Moiane, onde se incluem dois filhos de 3 e 5 anos de idade, pede que a justiça seja feita.

Segundo Luís Moiane, a mãe e todos outros residentes são nativos do Tchumene I, localizado do outro lado da estrada, donde foram transferidos para este local para dar lugar à construção de mansões.

Reclusos morrem por doenças na cadeia provincial da Zambézia

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Procurador-geral da República visitou cadeia provincial da Zambézia
Pelo menos 11 reclusos perderam a vida, de Janeiro a esta parte, devido a enfermidades de vária ordem, com maior destaque para malária. Estes dados foram anunciados ontem, durante a visita do procurador-geral da República, Augusto Paulino, àquela penitenciária e à Polícia de Investigação Criminal.

Em relação à cadeia, Paulino testemunhou o problema que vem sendo reportado quase sempre: a superlotação da cadeia. É que de uma capacidade instalada de 270, hoje aquela penitenciária alberga um total de 659 reclusos. Destes, 316 em condição de detidos e 343 condenados.

A superlotação da cadeia provincial da Zambézia deve-se à detenção de indivíduos que, em condições normais, lhes deviam ser aplicadas penas alternativas. Se não vejamos, de Janeiro esta a parte deram entrada naquela penitenciária 1 280 reclusos provenientes dos 17 distritos da província, dos quais 1 269 são de sexo masculino e 11 feminino.

Das 1 280 pessoas detidas de Janeiro a esta parte, por motivos de vária ordem, 1 067 reclusos foram soltos naquele período, 10 colocaram-se em fuga e 11 perderam a vida devido a enfermidades de vária ordem.

Para descongestionar a cadeia, no período em análise, foram transferidos para outros centros alguns prisioneiros. Assim, 20 foram para o posto administrativo de Nante, no distrito da Maganja da Costa, e 75 para o centro Alberto de Quinta Girassol.

O procurador-geral da República manteve um encontro com os reclusos daquela penitenciária, com o objectivo de se inteirar das preocupações daquele grupo social. Paulino ficou a saber de algumas doenças que enfermam aquela população, com destaque para as doenças da pele, causadas pela superlotação da cadeia.

22 Pessoas indiciadas nos sequestros

José Mandra
O vice-ministro do Interior diz que já foram indiciadas, até agora, 22 pessoas suspeitas de estarem envolvidas nos sequestros de alguns membros da Comunidade Mahometana, residentes na capital do país. José Mandra garantiu que, deste número, algumas pessoas já estão detidas, enquanto as outras respondem a diversos processos em liberdade. Contudo, o governante não revelou se deste grupo existem cidadãos pertencentes à Comunidade Mahometana, limitando-se, apenas, a revelar o número de envolvidos. Na sua intervenção, Mandra assumiu, igualmente, que dados oficiais indicam que foram até este momento nove os cidadãos de origem asiática sequestrados em diversas circunstâncias na cidade de Maputo. Todavia, escusou-se a revelar mais detalhes, alegando que o caso ainda se encontra em fase de investigação, tanto a nível da Polícia de Investigação Criminal, quanto dos serviços de informação da PRM.
Crime organizado
O vice-ministro do Interior reconhece que o “modus operandi” dos sequestradores é uma clara acção de que se pode tratar de crime organizado e, sobretudo, transfronteiriço. “Temos que assumir que os autores dos raptos na cidade de Maputo usam técnicas sofisticadas e a todo o custo baralham as acções da polícia. Em todo caso, nós estamos atentos e prontos a dar a devida resposta neste tipo de crime que nos preocupa bastante. É preciso perceber que os criminosos agem numa rede bastante complexa”.

Mais de seis mil reclusos aguardam julgamento nas cadeias nacionais

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Desse número, estão em reclusão 157 estrangeiros, dos quais 83 condenados e 74 em prisão preventiva.

As cadeias moçambicanas albergam 16 881 reclusos, mais que o dobro da sua capacidade, dos quais mais de um terço, 6 415, aguarda julgamento, informou ontem o Ministério da Justiça de Moçambique.
Para debater a crónica superlotação das cadeias moçambicanas, o Ministério da Justiça de Moçambique escolheu o tema “Humanizando os Serviços Prisionais em busca da sua Sustentabilidade” para o VI Conselho Coordenador do Serviço Nacional das Prisões (SNAPRI), que inicia hoje em Vilanculos.

Dados distribuídos à imprensa por ocasião do encontro referem que as penitenciárias moçambicanas albergam 16 881 reclusos, dos quais 10 309 condenados e 6 415 em prisão preventiva.

Novas datas para exames extraordinários

Mabote revelou o facto ontem, em Maputo, em conferência de imprensa.

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Os exames extraordinários, os primeiros no presente ano, que, segundo o calendário normal, deveriam iniciar oficialmente no dia 23 de Julho próximo, terão lugar de 9 a 13 do mesmo mês.

Segundo o director do Conselho Nacional de Certificação e Exames no Ministério da Educação (MINED), Jafete Mabote, o reajuste visa criar espaço para a realização do Festival Nacional da Cultura em Nampula.

Mabote revelou o facto ontem, em Maputo, em conferência de imprensa.

Na ocasião, segundo a AIM, Mabote disse que, para esta fase de exames, foram inscritos 6 547 candidatos da 10ª classe e 35 936 da 12ª, o que representa uma queda de 9 e 8 por cento, respectivamente, em relação aos registos do ano passado.

16 Antigos combatentes graduados pelo INEFP em Gaza

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Igualmente, o INEFP prepara a graduação de mais de 150 finalistas, no distrito de Massingir, ainda em Gaza, no quadro do modelo de formação-produção preconizado pelo Governo, que consiste em, simultaneamente, ministrar a teoria e a prática nos cursos.

O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP), ao nível da província de Gaza, vai entregar, nos próximos dias, kits contendo diverso material e certificados profissionais, na especialidade de Refrigeração, a 16 antigos combatentes que concluíram uma formação que vinham frequentando desde os princípios do presente ano naquela região do sul do país.

Trata-se, segundo comunicado do Ministério do Trabalho, de uma iniciativa conjunta entre as direcções provinciais do Trabalho, através do INEFP, e direcção dos Combatentes de Gaza, com o objectivo de garantir a reinserção social. Igualmente, o INEFP prepara a graduação de mais de 150 finalistas, no distrito de Massingir, ainda em Gaza, no quadro do modelo de formação-produção preconizado pelo Governo, que consiste em, simultaneamente, ministrar a teoria e a prática nos cursos.

“Foi assim que estes finalistas de Massingir construíram, como parte prática dos seus cursos (pedreiro, carpintaria, mecânica e electricidade), um total de 20 casas destinadas ao reassentamento das populações abrangidas pelo projecto do Parque Nacional do Limpopo (PNL), em parceria com o INGC”, remata o comunicado em referência.

Animais mataram 17 pessoas em Tambara desde Janeiro

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Pelo menos 17 pessoas morreram por ataques de crocodilos e hipopótamos desde o início do ano no distrito de Tambara, norte de Manica, no centro de Moçambique, disse ontem à Lusa o administrador local.

Desde janeiro, foram registados ao todo naquele distrito 16 casos de ataques por crocodilos, de que resultaram 11 mortes, e nove casos de investidas de hipopótamos, com seis óbitos, quase o dobro dos casos registados em 2011.

“O último caso ocorreu quando três membros da mesma família, incluindo uma criança de um ano, passaram, acidentalmente, por cima de um crocodilo quando atravessavam o rio Zambeze, tendo a canoa em que seguiam naufragado”, contou à Lusa Gilberto Canheze, administrador de Tambara.

Em Tambara, um distrito, ciclicamente, assolado pela seca e com constantes bolsas de fome, a população recorre às margens e ilhas do rio Zambeze para a produção agrícola, situação que tem aumentado o conflito homem-fauna bravia.

Esquartejador extraditado para o Canadá

Luka Rocco Magnotta, ex-ator pornográfico, principal suspeito da morte e desmembramento do corpo do estudante chinês Lin Jun foi hoje extraditado da Alemanha para o Canadá.

Luka Rocco Magnotta

Luka, de 29 anos, foi transportado num avião militar, anunciou o Ministério da Justiça canadiano citado pela AFP.
“O nosso Governo trabalhou em estreita colaboração com o SPVM [polícia de Montréal], o serviço de investigação penal do Quebeque e as autoridades alemãs a fim de obter a extradição do senhor Magnotta da Alemanha, tendo em conta o seu rápidao envio para o Canadá”, indicou o ministro canadiano da Justiça, Rob Nicholson, no comunicado citado pela mesma agência.

Lançada semana de protecção social básica em Maputo

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No âmbito da protecção Social aos vulneráveis, o Ministério da Mulher e Acção Social passa a envolver pessoas carenciadas em programas de trabalhos públicos.

São actividades remunerados que terão trabalhos e dias específicos.

A informação foi avançada esta segunda-feira, no lançamento da semana de protecção social básica, levado a cabo pelo Ministério da Mulher e Acção Social.

A aprovação dos programas de apoio social, bem como as estratégias de segurança social básica, vão ser objecto de análise e reflexões durante a semana e vai culminar com uma conferência envolvendo os parceiros internacionais.

Segundo deu a conhecer Miguel Mausse, Director Nacional da Acção Social.

Refira-se que mais de quatro mil pessoas carenciadas beneficiam de assistência directa ou indirectamente através dos programas desta instituição.

Criminosos espancam e roubam carro de cidadão em Maputo

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Três indivíduos, ainda a monte, apoderaram-se, na noite da Quarta-feira passada, em Maputo, de uma viatura de marca Toyota Vitz, com a chapa de inscrição AAY-654-MC, pertencente ao cidadão que responde pelo nome de Isac Alberto.

Segundo Isac Alberto, o caso ocorreu no bairro de Malhampsene, arredores da cidade da Matola, quando, a caminho de casa, voltando de um grupo de estudo, foi interpelado pelos bandidos, seguido de espancamento e roubo da viatura.

“Eu acabava de sair da casa de um colega da faculdade, quando, numa das barracas, estacionei o carro para comprar água. Ao entrar no carro e sem esperar, um sujeito aproximou-se de mim e partiu um dos vidros do carro e apontou-me com uma arma. Quando tentei resistir apareceu o segundo, também portador de uma arma, a dar-me coronhadas na cabeça”, disse.

A vítima explicou que lhe meteram no carro, tendo sido abandonado algures em Malhampsene. Eles arrancaram-lhe todos os seus documentos pessoais e bancários.

“Levaram-me todos os documentos e cartões bancários e foram largar-me numa rua deserta, mas ainda no mesmo bairro. O caso já está na esquadra de Malhampsene”, referiu.

Os criminosos faziam-se transportar numa viatura também de marca Toyota Vitz e com a matrícula não identificada.

SINTESP denuncia irregularidades nas inspecções às empresas de segurança

SINTESP denuncia irregularidades nas inspecções às empresas de segurança
O Sindicato Nacional de Trabalhadores de Empresas de Segurança Privadas, SINTESP, põe em causa as inspecções realizadas em Maio último às empresas deste ramo.

Segundo o sindicato, que ameaça levar acabo uma manifestação em grande escala, a Inspecção-Geral do Trabalho não se faz sentir nesta área.

Mais adiante, o sindicato acusou a Inspecção do Trabalho de não actuar em algumas empresas de segurança privada, alegadamente por pertencerem a altas figuras da sociedade moçambicana.

O sindicato denuncia ainda a proliferação de empresas de segurança privada que não respeitam os mais elementares direitos dos trabalhadores.

Boaventura Sibinde, Secretário-geral do SINTESP, disse ainda que o Ministério do Interior devia deixar de atribuir licenças a empresas deste ramo e fiscalizar o trabalho das empresas já existentes.

Refira-se que as empresas de segurança privada empregam, em todo o país, cerca de 35 mil trabalhadores.

Viaturas de patrulhamento destinadas a uma esquadra são alocadas a toda a cidade de Maputo

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É uma gota de água num mar de dificuldades. A Polícia da República de Moçambique na cidade de Maputo recebeu, na manhã desta segunda-feira, cinco viaturas novas adquiridas pelo Ministério do Interior para reforçar a sua capacidade operativa.

Meios que não vão cobrir as necessidades de muitas esquadras e, sobretudo, dos postos policiais que continuam a trabalhar sem meios de patrulhamento.

O vice-ministro do Interior, José Mandra, disse que o ideal seria afectar cinco viaturas a cada esquadra, mas estas vão ser repartidas porque a situação económica do país não permite a aquisição de muito mais.

Numa altura em que mais de vinte pessoas estão arroladas como indiciadas na prática de raptos na cidade de Maputo, Mandra disse aos agentes da PRM durante a formatura que o impacto deste tipo de crime é negativo na sociedade. Por isso, alertou Mandra, mais do que desculpas alegando falta de colaboração das vítimas e seus familiares, a polícia tem suas obrigações.

Foi de peito aberto que José Mandra assumiu o acórdão do Tribunal Administrativo que condena o Estado moçambicano, através do Ministério do Interior, a pagar 500 mil meticais, a título de indemnização, à família de Hélio Muianga, menor de 11 anos, atingido mortalmente por uma bala durante as manifestações populares de 1 e 2 de Setembro de 2010.

Sabe-se que a Procuradoria-Geral da República vai recorrer da decisão.

Na fundamentação da sua defesa, o Ministério Público alega que o Estado devia ser absolvido do caso, por entender que não ficou demonstrado que o tiro fatal teve origem numa arma da polícia.

Tribunal Comunitário condena mulher de 30 anos por bruxaria na Beira

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O tribunal Comunitário do bairro da Munhava Central, na cidade da Beira, condenou, na passada quarta-feira (13), Anita Luís, de 30 anos de idade, acusada de matar um menor por meio de bruxaria, na Munhava Matope, ao pagamento de uma indemnização em valor ainda a ser estipulado.

Francisco Zeca Caetano, presidente do tribunal, é citado pelo jornal Diário de Moçambique, como tendo afirmado que a acusada confirmou ter “enviado os seus espíritos” para eliminação física da criança de uma família vizinha, “para se vingar do desaparecimento físico da sua filha de 15 anos”.

Anita Luís, para “enviar os maus espíritos”, conforme Francisco Caetano, alegou que a sua filha tinha sido morta pela vizinha que a acusa de feitiçaria, resultando em dois casos de bruxaria. Mas ela, inicialmente, negou que tivesse enfeitiçado a criança finada.

Caetano disse, no entanto, que parte do dinheiro que deve ser apresentado até 30 de junho, servirá para custear as despesas com um curandeiro que vai fazer a purificação da casa da família vítima de feitiçaria.

“Não estimamos o valor a ser pago por Anita Luís, porque ainda vai ser feito um levantamento dos custos para os trabalhos de purificação da família enfeitiçada, porque diz-se que a casa está ensombrada de espírito mau”, – referiu Caetano, precisando que esta foi a decisão do tribunal, numa altura em que a família ofendida reivindicava a venda da casa da acusada de feitiçaria.

O mesmo tribunal comunitário decidiu também ilibar Imaculada Luís, de 46 anos, irmã de Anita, por considerar que não participou de feitiçaria, pese embora as duas fossem apontadas como bruxas no caso e foram forçadas a se refugiar na 4ª esquadra da polícia, na Munhava, devido a ameaças de linchamento.

Entretanto, o secretário do 9º bairro, Acácio Vinte, disse que são muitos casos de feitiçarias que são julgados naquele tribunal comunitário, seguidos de disputa de terrenos e divórcios.

Referiu que os primeiros casos do género são encaminhados ao sector social para o aconselhamento. Quando se afiguram difíceis, transitam para o tribunal comunitário.

Os casos de alegado feitiço chegam a resultar em vítimas mortais, mesmo entre filhos e seus pais, sobretudo quando aqueles acusam os seus progenitores de insucessos na vida.

Trata-se de uma realidade que somente encontra uma possível explicação com recurso à metafísica, segundo o estudo sobre usos e costumes locais.

Acácio Vinte chega mesmo a dizer que há necessidade de campanha de sensibilização no sentido de as pessoas abandonarem actos de feitiçaria, de forma que as pessoas vivam em paz e harmonia nas sociedades.

Segundo o Diário de Moçambique, esta condenação tem a ver com as conclusões a que chegam os curandeiros indicados pela Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO) junto a tais tribunais, por processos de adivinhação.

O secretário da Munhava Central disse, anteriormente, que o cadáver da criança no centro deste caso chegou a ser transportado para a sede do bairro

. “A família chegou a levar o cadáver para aqui (bairro), mas, com o nosso aconselhamento, foi possível remové-lo para a morgue e a realização do funeral… Anita Luís foi apontada como a mandante de feitiçaria. Mais tarde, ela mesma confessou ter sido a pessoa que mandou os seus espíritos matarem o recém-nascido da vizinha em retaliação pela morte de uma filha sua de 15 anos” – disse Acácio Vinte.

A confissão a que se refere Vinte é arrancada pela AMETRAMO e mesmo a acusação feita segue-se a consultas a curandeiros. Estes casos não são de esfera dos tribunais comuns, mas, tal como disse o secretário do bairro, são muitos, complexos e são responsáveis por alguma violência entre pais e filhos, avós e netos, entre outros parentes.

Banco de Moçambique promete punições aos contraventores cambiais

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Coimas variando entre os 100 mil e um milhão de meticais poderão vir a ser aplicadas pelo Banco de Moçambique (BM) contra infractores que cometerem, simultaneamente, mais do que uma contravenção cambial, segundo alerta aquela instituição financeira moçambicana que serve de banqueiro do Estado.

Esta moldura penal será aplicada se o infractor for pessoa colectiva, enquanto a multa de 20 mil a 200 mil meticais será aplicada contra pessoa singular, segundo o artigo 11 da Lei Cambial número 11/2009, de 11 de Março, e do Decreto 83/2010, de 30 de Dezembro.

Os infractores podem perder os seus bens ou valores utilizados ou obtidos no exercício de operações cambiais, segundo reza o artigo 12 do mesmo dispositivo legal, de acordo ainda com o banco central no seu comunicado de alerta para a ocorrência de casos susceptíveis de configurar contravenções cambiais envolvendo operações de capitais.

Entretanto, Waldemar de Sousa, porta-voz do Banco de Moçambique (BM), indagado pelo Correio da manhã sobre se há já casos concretos de contravenções cambiais detectados, disse não se ter registado nenhum até ao momento.

“Apenas nós estamos a alertar os agentes económicos para evitarem contravenções cambiais”, explicou, indicando a seguir que o BM está apenas a exercer a sua função de sensibilização dos agentes económicos para “o respeito estrito da Lei Cambial e seu regulamento”.

Segundo este dispositivo legal, todas as operações de capitais, nomeadamente, investimento, empréstimos e créditos financeiros estão sujeitas à autorização prévia do Banco de Moçambique.

Os pedidos para a importação ou exportação de capitais devem ser submetidos ao BM, através do interessado ou do seu respectivo banco.

O comunicado do banco central chama a atenção de todos os interessados que a realização de qualquer operação classificada como de capitais, sem a prévia autorização do Banco de Moçambique, constitui contravenção cambial, punível nos termos dos artigos 10 e seguintes da Lei Cambial.

Governo vai eliminar pagamento de subsídios de combustíveis e de alimentos

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Cerca de 4,4 biliões de meticais estão a ser desembolsados até finais do presente ano de 2012 pelo Governo a favor de gasolineiras, estabelecimentos comerciais e fábricas do ramo alimentar em forma de subsídios suportados pelo Estado para suavizar os preços de combustíveis e de produtos alimentares.

Só em combustíveis, em 2011 foram desembolsados cerca de 3,6 mil milhões de meticais que constituíam o valor global da dívida do Estado incorrida em 2010 face às gasolineiras pelo fornecimento do gasóleo e gasolina a preços reduzidos em benefício de camadas da população moçambicana mais empobrecidas.

Fonte governamental moçambicana revelou, segundo o Correio da manhã, que os cerca de 4,4 biliões de meticais constituem o valor global em dívida referente a subsídios aos preços dos combustíveis e de produtos alimentares introduzidos em 2011.

Face à dívida de 2010, o montante deste presente ano representa uma redução estimada em cerca de 0,3 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, segundo a mesma fonte governamental moçambicana.

Lembre-se que, no ano passado, os preços do gasóleo e da gasolina aumentaram em 10%, em Abril de 2011, e 8%, em Julho do mesmo ano.

A eliminação deste tipo de subsídios está prevista para ocorrer até finais de 2012.

Passe escolar

Entretanto, o Orçamento do Estado de 2012 prevê recursos adicionais para a manutenção dos subsídios à farinha de trigo para pão e para a introdução de passes escolares para o transporte urbano.

Para concretização da medida de introdução do passe escolar acaba de ser lançado um concurso público para a gestão do sistema de passes e já foi criado um fundo de financiamento através da afectação de parte da receita do imposto sobre os combustíveis, receitas dos transportes e venda de activos ociosos do Governo, de acordo igualmente com fonte governamental moçambicana.

Proteccionismo à LAM prejudica sector do turismo

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A liberalização do espaço aéreo é a melhor terapia, uma vez que os serviços teriam melhor qualidade e ao menor preço, dada a concorrência entre as companhias.

A liberalização do espaço aéreo nacional não é total. Embora seja permitida a entrada de companhias aéreas internacionais e/ou nacionais para explorar certas rotas em território nacional, persistem, ainda, algumas barreiras que limitam o livre funcionamento do mercado de aviação civil. Tais barreiras consistem, por exemplo, na assinatura de acordos bilaterais para favorecer certas companhias aéreas (de bandeira) em detrimento de outras mais eficientes. Esta constatação é da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), uma entidade que representa o sector privado nacional, na sua publicação “Prioridades de Reforma para 2012”.

Para sustentar este argumento, a CTA recorre a “um exemplo prático”, que é o da “rota Maputo – Joanesburgo – Maputo onde, pelo poder de acordos entre os governos sul-africano e moçambicano apenas estão permitidas a operar nessa rota as companhias de bandeira dos dois países, nomeadamente: South Africa Air Ways (SA) e Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

De acordo com o sector privado, essa medida de política da aviação aérea nacional entra em conflito com os objectivos de promoção do crescimento e da competitividade da actividade turística nacional, pois, devido ao elevado custo da passagem aérea praticado pelas companhias de bandeira, grande número de turistas opta por outros destinos turísticos, em detrimento do potencial turístico nacional, resultando em perdas financeiras para o país.

Face a estes problemas, a CTA entende que a liberalização do espaço aéreo é a melhor terapia. “Nesse sentido propõe-se uma total liberalização do mercado de aviação civil, facto que proporcionaria uma maior-valia aos ramos de comércio e turismo; um maior fluxo de clientes e mercadorias, uma vez que os serviços seriam prestados com melhor qualidade e ao menor preço, dada a concorrência entre as companhias”.

“Deste modo, o país teria maiores ganhos com as despesas efectuadas pelos turistas ao invés de obter elevados custos com o proteccionismo à LAM”, conclui.

Janela electrónica aquém das metas

O presidente da Autoridade Tributária de Moçambique (AT),disse que a Janela Única Electrónica (JUE) ainda está longe de alcançar as metas de cobranças para ela estabelecida aquando da sua criação.
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Introduzido em Dezembro do ano passado, este sistema visa reduzir o tempo de desembaraço aduaneiro de bens e mercadorias de três dias para apenas algumas horas.

Falando há dias, durante a assinatura do acordo que formalizou a adesão do Standard Bank a este sistema, Rosário Fernandes disse que a actual fase piloto, abrangendo o Terminais Internacionais Marítimos (TIMAR) de Maputo, Beira e Nacala, bem como o Terminal de Tete, se encontram em assinalável estágio de progresso, mas ainda aquém do desiderato do contrato de concessão.

`De Janeiro a Maio (2012), foram canalizados para a JUE, o equivalente a pouco mais de 51 milhões de dólares americanos, contra a meta orçamental das alfândegas, no mesmo período, do equivalente a 485 milhões de dólares, valendo dizer uma prestação da JUE sobre a carteira global Jan/Maio das Alfândegas de, sensivelmente, 10,5 por cento, contra os mínimos expectados de 40 por cento (só ambiente Timar)´, disse Fernandes.

Segundo a fonte, tal indica que a produtividade da JUE ainda se situa na ordem de 25 por cento da meta compatível com as potencialidades dos terminais marítimos.

Todavia, o presidente da AT disse ser satisfatória a formação de profissionais para esta área, bem como a percentagem significativa de declarações aduaneiras de importação e exportação recebidas e processadas electronicamente. Até semana haviam sido processadas 6.100 declarações…

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