Os Ministros da Justiça e da Educação de Moçambique, Benvinda Levi e Zeferino Martins respectivamente, convenceram neste Sábado (25) na cidade de Nampula os Álimos daquela Província a não aderirem as ações de protesto que a Comunidade Muçulmana da capital do País pretende levar a cabo, caso o governo não procure exclarecer a situação dos sequestros poderão fazer uma “greve” comercial e até mesmo redireccionar o sentido de votos da Comunidade.

Segundo revelou o grupo de sete representantes dos Álimos de Nampula a sua maior preocuapação era salvaguardar as suas esposas ou simplesmente as mulheres muçulmanas, para que pudessem ser autorizadas a usar o lenço em quase todos os locais públicos com enfoque para as escolas.

“Ficamos satisfeitos com a cedência do governo em autorizar o uso de lenço muçulmano, porque o que queriamos não era o uso de burca ou de tapar todo o rosto, mas sim elas se identificarem como acontecem com as freiras ou irmãs catolicas” afirmou para depois acrescentar que os pontos mais importantes que estiveram em discussão com os dois ministros da Educação e Cultura e da Justiça são: A não instrumentalização, a falta de valorização; respeito dos irmão muçulmanos e união entre as tradições, culturas e religião pois é da união que são identificados os moçambicanos.

Segundo apurou a nossa reportagem os Álimos de Nampula estão unidos e querem que todos os muçulmanos sejam respeitados e que não sejam espesinhados pelo governo do dia, como aconteceu no processo da descolonização e de transição que eram obrigados a realizar actividades não próprias para aquela comunidade.

O que se abordou naquele encontro são casos meramentes ligados a nossa comunidade, “queremos que as coisas mudem, mas acima de tudo temos depositada uma carta no Conselho de Ministro onde abordamos assuntos ligados a traje muçulmanos e outro assuntos que poderemos abordar nos proxímos tempos” disse Abdul Latifo Porta-voz dos Álimos de Nampula.

Abdul Latifo referiu que se aquela comunidade Muçulmana reivindicou foi porque as duas circulares passadas pelos ministros da Educação, principalmente num grande mês para os muçulmanos, como é o de Ramadão, e a outra coisa como somos tratados pelo governo e com o partido no poder.

O porta-voz dos Álimos de Nampula disse que saiu daquele encontro satisfeito porque foram exclarecidos e autorizados sobre os seu pedido, e o resto dos pontos que ficaram por concertar são casos a serem tratados pacificamente e não como foram tratados o primeiro que obrigaram ao governo moçambicano autorizar o uso de lenço muçulmano.

Sequestros e ameaças da Comunidade de Maputo

Sobre os dois encontros que aconteceram na cidade de Maputo, envolvendo membros das Comunidades Muçulmana, Hindú e Ismaelita, e que exigem ao governo o exclarecimento da onda de sequestros, a comunidade muçulmana de Nampula mostrou-se posição diferente.

“Não temos informações com bases, mas ouvimos e estaremos atentos se for uma questão que nos divide poderemos lutar para nos unir e se não nos tocar nós os de Nampula não vamos abraça-los” garantiu o porta-voz dos Álimos.

Entretanto, a ministra da Justiça Benvinda Levi referiu que a questão de sequestros não foi abordada pelos Álimos de Nampula, afirmando que o que lhe levou a estar na cidade de Nampula foi o lenço muçulmano e não o caso de direccionamento de votos nos proxímas eleições.

“Essa questão não tratamos aqui e acredito que o assunto poderá ser tratado igualmente num período próprio” disse a ministra da Justiça que referiu ainda que saiu e volta a capital do país com tranquilidade devido ao diálogo, o que necessariamente obrigou obrigou as ambas partes a sentarem na mesma mesa para juntos tratarem o assunto.

“Não há razões nenhumas de apreensão entre o governo e os muçulmanos; eles tinham uma preocupação e era legítima e temos a nossa posição que era de permitir que as meninas muçulmanas podessem usar o lenço durante o período lectivo.