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Sexta-feira, Abril 10, 2026
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Estudante estupra rapaz de 14 anos

Estudante estupra rapaz de 14 anos

Segundo a Polícia, trata-se de um estudante da Escola Superior de Jornalismo e técnico da Rádio Moçambique, que terá convidado, no fim-de-semana, o menor para o local onde ele se encontrava a beber cerveja a qual forçou o menor a beber.

Em contacto com a nossa fonte, Afonso M. negou ter violado sexualmente a criança, admitindo no entanto que o convidou para uma conversa durante a qual pediu fazer sexo oral com o rapaz.

`Eu não cheguei a violar sexualmente o menino, mas sim pedi apenas para fazer sexo oral´, afirmou Afonso, considerando que está a ser acusado por um crime que não acometeu.

Soubemos que esta é a segunda vez que Afonso M. viola o mesmo rapaz. A primeira foi no semestre passado mas os pais do menor decidiram não participar o caso às autoridades policiais.

Entretanto, o porta-voz da Polícia da República de Moçambique na província de Maputo, João Machava, disse que Afonso foi detido após investigações. Explicou que o copo em que o rapaz foi dado de beber continha algum sedativo introduzido para drogar a vítima.

A criança foi submetida a exames médicos para apurar a gravidade da violação, mas a Polícia instaurou um processo-crime contra o indiciado.

Zucula reconhece incapacidade perante crise dos transportes

Zucula reconhece incapacidade perante crise dos transportes

O ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, reconheceu, ontem, no parlamento, que a crise dos transportes urbanos está muito longe do fim. Para Paulo Zucula, a população ainda é muito afectada por este problema, apesar dos altos investimentos no sector que dirige.

Aliás, a falta de transporte é o pão de cada dia dos moçambicanos em todo o país, quer nas cidades, quer nas zonas rurais. A crise instalou-se de tal forma que as pessoas recorrem às camionetas para chegarem aos locais de trabalho e para transportarem os seus bens.

Uma situação que já é do conhecimento do ministro que tutela a área. Para inverter o cenário, o executivo já investiu no sector dos transportes públicos perto de 3 mil milhões de meticais, tendo adquirido 100 autocarros por ano, desde 2008.

Agricultores sul-africanos deixam o seu país com destino a Moçambique

Agricultores sul-africanos deixam o seu país com destino a Moçambique
Um número crescente de agricultores comerciais sul-africanos tem abandonado o seu país para iniciar projectos noutros países africanos e Moçambique é o destino preferido da maioria, disse, na última terça-feira, um dirigente associativo.

“Em Moçambique, já trabalham cerca de 950 agricultores e explorações de maiores dimensões por eles geridas são nas áreas do cultivo de cana-de-açúcar, bananas e criação de gado”, disse à Lusa, Dirk Hanekom, responsável da maior associação de agricultores do país, a Agri SA, para o mercado de Moçambique.

Hanekom salientou que os fazendeiros sul-africanos produzem em Moçambique um vasto leque de produtos, como milho e até hortícolas, tirando partido da qualidade dos solos, da abundância de água para regadio e dos relativamente baixos preços da electricidade e da mão-de-obra, factores que têm encarecido e mesmo inviabilizado muitas explorações agropecuárias na África do Sul por via de um encarecimento brutal dos custos.

“Os aumentos desenfreados do custo da electricidade, as inúmeras reivindicações sobre a posse de terras ao abrigo do programa de reforma agrária, as greves violentas e os consequentes aumentos dos salários dos trabalhadores agrícolas e a criminalidade no mundo rural são os factores determinantes que têm levado milhares de agricultores, com ‘know-how’ e capacidade técnica a emigrarem”, referiu aquele dirigente.

A Agri SA é um facilitador, junto do Governo sul-africano e dos países com os quais a África do Sul tem acordos de protecção de investimentos, do estabelecimento de negócios em países africanos que envolvem os seus sócios.

Transportadores internacionais trocam acusações

Transportadores internacionais trocam acusações
Quatro associações de transportadores internacionais que trabalham no Terminal Internacional da Baixa, na cidade de Maputo, estão, desde ontem, em conflito. Trata-se de três associações, nomeadamente, Tuva, Hluvukane e Kindlimuka, estas acusam a associação denominada Mosata de estar a inviabilizar o trabalho das restantes, impedindo as suas viaturas de carregarem para os destinos para os quais foram licenciadas.

Na verdade, trata-se de um problema antigo. Leonor Armando, uma das operadoras da praça, explicou ao nosso jornal que desenvolve a actividade de transporte internacional desde 1994, muito antes de se construir a praça da baixa.

Quando a edilidade decidiu construir aquela infra-estrutura, foi acordado que todos os operadores que faziam transporte internacional deviam passar a trabalhar dentro da praça. Porém, de há um tempo para cá, o cenário mudou. Apareceu um grupo de pessoas que luta a todo o custo para inviabilizar o trabalho dos outros, e, desta vez, essa associação chama-se Mosata.

Este grupo de transportadores que formam a Mosata alega que os membros das três outras associações não podem operar em determinadas rotas para África do Sul, nomeadamente, Joanesburgo, Rustenberg e Durban, alegadamente porque não possuem nenhuma parceria com as associações locais daqueles pontos.

É que, no âmbito dos acordos bilaterais, no quadro da implementação do protocolo da SADC, Moçambique e África do Sul, representados pelos respectivos ministérios dos transportes, assinaram um acordo que rege esta actividade entre os dois países.

Esse acordo exige, dentre outras obrigações, a constituição de parcerias entre associações de transportadores nacionais e as daquele país, para permitir que estes, quando lá chegam, sejam apadrinhados pelo parceiro, para, por via disso, conseguirem carregar noutras praças internacionais.

Vem aí a barragem de Boroma

Vem aí a barragem de Boroma

Está projectada para finais do próximo ano ou princípios de 2014 início das obras de construção da barragem hidroeléctrica sobre o rio Zambeze, na região do Baixo Zambeze, no distrito de Changara, a cerca de 24 quilómetros a montante da cidade de Tete.

Segundo o matutino Notícias, a futura barragem hidroeléctrica de Boroma situa-se concretamente na região do Baixo Zambeze, na localidade de Boroma, entre os distritos de Changara e Moatize e a zona a inundar abrange algumas extensões dos territórios de Moatize, Changara e Chiúta.

A finalidade da construção do empreendimento hidroeléctrico de Boroma, segundo Paulo Murilo de Albuquerque da ATP- Moçambique Engenharia e Consultoria Lda, proponente do projecto, é a produção de energia eléctrica e a barragem será do tipo «fio-de–água» concebida para descarregar tanta água recebida da montante. «A implementação da actividade abarca a construção de uma barragem de terra, com face de concreto, com a extensão de 1.295 metros assente sobre aluvião» referiu a nossa fonte.

A infra-estrutura, com uma capacidade de potência unitária de 52,5 MW, vai estar dotada de cinco unidades de geradores, accionados por turbinas bulbo e a central hidroeléctrica terá uma potência instalada de 210 MW com um descarregador constituído por 12 comportas para o controlo da vazão.

A partir do local de implementação da barragem partirá uma linha de transporte de energia eléctrica, para interligar a produção de Boroma ao sistema da rede nacional de energia eléctrica, na Subestação de Matambo, a cerca de 40 km da barragem, sendo que, em caso de produção de excedente de energia, poderá ser considerada a sua exportação.

Neste momento uma equipa de pessoal técnico constituído por técnicos do IMPACTO, MICOA e a ATP- Moçambique Engenharia e Consultoria, estão em Tete a trabalhar nas regiões visadas nos distritos de Moatize, Chiúta e Changara com as autoridades administrativas locais e as comunidades para a recolha de subsídios no âmbito de consulta pública.

«Praticamente já temos todo o dossier sobre o projecto de impacto ambiental já concluído e quase que aprovado. Iniciamos no passado dia 20 de Novembro corrente, a fase de contactos com as comunidades locais para consultas públicas e recolha de depoimentos e só depois desta fase é que vamos entrar no processo de financiamentos da obra e lançamento do concurso para a empreitada. Tudo indica que vamos arrancar a obra em finais do próximo ano ou princípios de 2014» – disse Paulo Murilo, citado pelo Notícias.

Estudos de Viabilidade Realizados

Os estudos da viabilidade para este projecto hidroeléctrico de Boroma foram realizados em conformidade com as orientações e procedimentos da Empresa Electricidade de Moçambique, (EDM), parceiro representante do Governo de Moçambique no empreendimento. A escolha do local para a implantação do eixo hidroeléctrico de Boroma resultou da análise de uma série de alternativas, sendo que o local situa-se sobre o leito do Rio Zambeze, a aproximadamente 24 quilómetros da cidade de Tete e a 47 quilómetros a jusante do eixo proposto para a barragem de Mphanda Nkuwa.

Devido a capacidade de armazenamento ser relativamente baixa da albufeira de Boroma, será possível proceder ao seu enchimento em qualquer período húmido do ano de regime hidrológico médio, sem causar impacto significativo a jusante.

«Considerando uma capacidade, no nível normal, da ordem de 400 milhões de metros cúbicos e uma vazão média diária libertada por Cahora-Bassa da ordem de 1600m3/s para jusante e, neste caso, o enchimento se daria em cerca de apenas sete dias» – precisou Paulo Murilo.

O enchimento da albufeira deverá ocorrer logo após o término da construção e antes de se proceder a operação será realizada uma série de actividades preparatórias, que deverão incluir a desmatação na área da futura albufeira, bem como o reassentamento da população residente nas áreas abarcadas pelo lago artificial.

Segundo Murilo, a operação é bastante sensível e deverá ser cautelosamente planeada, de modo a assegurar que sejam aplicadas todas as medidas de segurança que permitam garantir a prevenção de acidentes, que possam afectar trabalhadores ou mesmo pessoas não envolvidas nas obras.

Estão previstos alojamentos a serem localizados em área próxima do estaleiro industrial e administrativo para atender ao efectivo da obra estimado em aproximadamente 1.700 homens no período de pico ou utilizando-se a cidade de Tete como dormitório parcial. Cerca de 80%2525 do efectivo previsto de mão-de-obra será recrutada localmente.

«Há que se considerar a hipótese de aplicação de módulos termo acústicos adquiridos ou arrendados, o que pode se configurar como a solução economicamente viável, evitando que se construam residências e alojamentos para uso num pequeno intervalo de tempo» – disse a fonte.

O valor de investimento da futura barragem hidroeléctrica de Boroma é avaliado em cerca de 563.553.000 dólares norte-americanos

Moçambique entre 28 países africanos que ignoram recomendações da ONU

Moçambique entre 28 países africanos que ignoram recomendações da ONU

A Comissão dos Peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos da criança coloca Moçambique entre os 28 países africanos que não cumprem, de forma rigorosa, a implementação da Carta Africana dos Direitos e do Bem-Estar da Criança aprovada por este organismo em 1990.

Moçambique faz parte do grupo de 15 primeiros países africanos signatários do mesmo, mas, no entanto, “nunca enviou um relatório sequer sobre a sua implementação”, segundo Edmund Foley, investigador sénior e coordenador de projectos de direitos da criança na União Africana (UA).

No total são 46 países africanos que ractificaram a Carta Africana dos Direitos e do Bem-Estar da Criança, dos quais apenas 18 deles enviam relatórios periódicos sobre a sua implementação, realçou Foley, salientando que “não há sanções específicas para os países que não enviam os relatórios”, realçando, contudo, que todos os signatários têm a obrigação de pagar quotas.

Edmund Foley falava esta terça-feira, em Maputo, à margem de uma reunião da Comissão dos Peritos da Organização das Nações Unidas e Rede de Organização da Sociedade Civil (ROSC) moçambicana, visando discutir o estágio actual da implementação da Carta Africana e pressionar o Governo de Moçambique a enviar relatórios periódicos.

Apreendidos em Nampula 200 quilogramas de haxixe

 Apreendidos em Nampula 200 quilogramas de haxixe

Cerca de 200 quilogramas de haxixe, droga extraída de uma planta herbácea cujo consumo produz efeitos alucinogénios, foram apreendidas no período compreendido entre Janeiro e Setembro do corrente ano na província de Nampula.

A droga, tida como sendo de alto valor no mercado, terá entrado para aquela província, a partir do distrito costeiro de Angoche, em circuitos ainda por esclarecer.

Dados tornados públicos pelo director do Gabinete Provincial de Prevenção e Combate à Droga (GPPCD) de Nampula, Germano Joaquim, indicam que a apreensão de 180 quilogramas da droga aconteceu na cidade capital provincial e a restante ainda em Angoche.

Germano Joaquim precisou que das investigações feitas até ao momento constatou-se haver conivência de pescadores, os quais transportam a droga do alto mar até a costa para daqui seguir aos destinatários.

Avança que pelas quantidades apreendidas há fortes evidências de que o produto não seja para consumo local, mas sim que se usa a província de Nampula como simples corredor para chegar a outros pontos. Lembra que a partir de Nampula, o indivíduo consegue acesso a várias paragens, tanto internas como externas.

A convivência com povos de vários quadrantes aliado ao fluxo de transporte, tanto terrestre, ferroviário, marítimo como aéreo de quase todas partes constam do rol dos motivos vistos pelo sector de combate a droga como os que contribuem para a circulação da droga.

No período em análise, segundo escreve o DM, foram apreendidas igualmente, 805 quilogramas de cannabis sativa mais conhecida por soruma, 30 quilogramas de heroína, e quatro quilogramas de cocaína.

Para Germano Joaquim, a apreensão destas quantidades constitui indicador evidente de que Nampula é um corredor de droga, havendo a necessidade de se verificar o que se está a passar.

No entanto, apontou a preocupação pelo lucro fácil como do que se presume seja razão para o envolvimento das comunidades no tráfico ilícito de droga naquele ponto do país.

Ilustra o cenário indicando que em quase todos os distritos com particular destaque para, Nampula-Rapale, Erate, Mogovolas e Murrupula como regiões onde as comunidades estão envolvidas na produção de droga.

Em Nampula-Rapale, por exemplo, a sua instituição conjuntamente com a polícia destruiu este ano uma machamba de quatro hectares, a qual estava disfarçada de milho tendo a suruma como principal cultura.

Processo-crime

Pelo menos 37 pessoas cujas idades variam de 18 a 49 anos recolheram às celas em Nampula indiciadas de tráfico e consumo de drogas.

De forma descriminada, e de acordo com o relatório do gabinete provincial de prevenção e combate à droga de Nampula, o consumo e tráfico de droga na província de Nampula envolveu, três tanzanianos, um libanês e moçambicanos.

Neste momento e de acordo ainda com o mesmo relatório, 26 pessoas encontram-se detidas nas celas da cadeia civil de Nampula entre as quais, nove por tráfico e as restantes por se provar serem consumidoras de droga de vários tipos.

Moçambique entre os países mais activos no comércio ilegal de animais

Moçambique entre os países mais activos no comércio ilegal de animais

Devido à caça ilegal de rinocerontes e elefantes, dentro e fora das fronteiras nacionais, Moçambique consta da lista dos países mais activos no comércio clandestino de animais no mundo, segundo o relatório de 2012 do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

No global, aquela organização avaliou 23 países e concluiu que, nos últimos anos, Moçambique “não conseguiu deter o envolvimento dos seus cidadãos na caça ilegal de animais selvagens nas zonas de protecção nacionais e da vizinha África do Sul”.

Refere a seguir que tal como o Vietname e Laos, Moçambique faz parte das regiões do mundo que menos esforços empreendem para reprimir o comércio clandestino de espécies selvagens em vias de extinção.

Para além de Moçambique figuram na lista de países com maiores casos de comércio ilegal de animais o Quénia, Nigéria, Tanzânia, Zâmbia, Vietname e Myanmar, de acordo ainda com a organização WWF, no seu documento institulado Wildlife Crime Scorecard 2012.

O comércio clandestino das espécies selvagens é feito preferencialmente na China, Tailândia e Egipto.

A maioria dos países abrangidos pela pesquisa é dos continentes africano e asiático, de acordo ainda com aquele documento, realçando que o ano de 2012 teve um maior número de elefantes caçados em África, “o que pode ser sinal de que há um crescente envolvimento do crime organizado neste tipo de comércio”.

A organização WWF está sediada na Suíça e opera em cerca de 100 países, incluindo Moçambique.

Afogamentos e naufrágios fazem 17 mortos em Sofala

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De Janeiro a Outubro deste ano, pelo menos 17 pessoas perderam a vida por afogamento e naufrágio na província de Sofala, contra quatro do igual período do ano passado, de acordo com os dados fornecidos pela Administração Marítima de Sofala, instituição do Estado que tem, entre outras, atribuições de efectuar vistoria, inspecção de embarcações e meio ambiente marítimo.

Uma fonte daquela instituição disse que alguns banhistas morreram por terem nadado embriagados, sobretudo na praia do Estoril.

Quanto aos naufrágios, os sinistros ficaram-se a dever ao excesso de passageiros e de carga nas embarcações artesanais nos locais de travessia.

No que diz respeito aos desaparecidos após afogamento ou naufrágio, no período em análise, a Administração Marítima de Sofala registou nove casos contra dois em 2011.

O administrador Marítimo de Sofala, António Vilanculos, disse que estes dados foram recolhidos em zonas acessíveis.

Vilanculos referiu que os afogamentos ocorrem com frequência nas praias de Estoril e no desaguadouro nas Palmeiras, locais preferidos pelos banhistas, enquanto os naufrágios acontecem com regularidade na Praia Nova, na Beira, local de travessia das embarcações de pesca artesanal para os distritos de Búzi e Machanga.

“Temos vindo a levar a cabo campanhas de sensibilização dos operadores marítimos e a população, de forma a evitar que tomem banho em estado de embriaguez e também proibir o excesso de carga nas embarcações artesanais” – referiu Vilanculos.

Precisou que nesta actividade de sensibilização, a Administração Marítima de Sofala conta com a colaboração da Força Policial Marítima Lacustre e órgãos locais de comunicação social.

Entretanto, o mais recente caso de afogamento ocorreu no mês de Setembro, quando foram encontrados no mesmo dia, dois corpos sem vida a flutuar na Praia do Estoril.

Enquanto o caso mais actual de naufrágio, também registado em Setembro, envolveu uma embarcação do tipo “Chata” construída de madeira. No incidente, duas pessoas perderam a vida, duas são dadas como desaparecidas e seis contraíram ferimentos.

Indisciplina dos condutores preocupa Polícia em Nampula

 Indisciplina dos condutores preocupa Polícia em Nampula

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula diz que está preocupada com a indisciplina dos automobilistas na via pública, facto que se reflecte no recrudescimento dos acidentes de viação. Porém, não se rerefe a números concretos nem a um limite temporal para que se possa medir o fenómeno.

Inácio Dina, porta-voz da PRM nesta parcela do país, apela aos automobilistas e peões a respeitarem e acatarem as mensagens de sensibilização porque elas visam garantir a ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Dina receia que a quadra festiva seja sangrenta. Por isso, a sensibilização deve ser intensificada para reduzir o número de automobilistas que vão ao volante sob efeito do álcool, conduzem à alta velocidade, superlotam as viaturas, principalmente os operadores do transporte público de passageiros. “Nisto temos vindo a registar negligência”.

Esta situação, segundo o agente da Lei e Ordem, mostra que as penalizações impostas através de multas aos infractores do Código da Estrada, a interdição na condução, as detenções devido a várias irregularidades, não são suficientes para estancar a indisciplina que continua a ceifar vidas humanas nas estradas.

Adolescentes e jovens envolvem-se no crime em Nampula

Adolescentes e jovens envolvem-se no crime em Nampula

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula considera que há cada vez mais adolescentes e jovens a envolverem-se no crime devido às más companhias, à má conduta, ganância pela vida fácil e à falta de acompanhamento pelos pais.

Inácio Dina, porta-voz da PRM em Nampula, disse que nesta parcela da região do país maior parte dos crimes é cometida por adolescentes e jovens com idades entre 15 a 36 anos de idade. Sem avançar números, ele referiu ainda que os que cometem crimes com uma idades acima dos 15 e 36 anos geralmente não chegam a duas dezenas.

Segundo as estatísticas da Polícia, dos crimes que ocorrem em Nampula 25 por cento são perpetrados por adolescentes. Sem avançar números acrescentou que dentre os jovens, alguns são estudantes universitários, outros de escolas secundárias e primárias.

Dina afirmou igualmente que há agentes da Lei e Ordem que também se envolvem actos ilícitos, alguns dos quais poderão ser expulsos da corporação. “Até este momento já temos uma autorização do Comando-Geral da Polícia para expulsar pelo menos um colega. Mas aguardamos pelo processo em curso no Tribunal Judicial da Província de Nampula”.

Uma fonte ligada às prisões ao nível da província de Nampula disse que há, nas diferentes celas desta região, mais de cinquenta adolescentes misturados reclusos maiores de idade.

Actores de "Jesus gay" julgados por blasfêmia na Grécia

Actores de "Jesus gay" julgados por blasfêmia na Grécia
Os actores e produtores de uma peça de teatro que representa Jesus Cristo e os apóstolos como homossexuais serão julgados na Grécia por “blasfémia” e podem ser condenados a dois anos de prisão, informou neste sábado a imprensa grega.

A Justiça aceitou a denúncia de um bispo contra a peça “Corpus Christi”, do americano Terrence McNally, encenada em Atenas por uma companhia dirigida pelo director greco-albanês Laertis Vasiliu.

A peça foi recentemente suspensa, por decisão do teatro no qual era apresentada, após três semanas de constantes pressões e agressões ao público por parte de fundamentalistas religiosos e membros do partido nazista Aurora Dourada.

Esta situação gerou um debate inclusive dentro da própria Igreja Ortodoxa já que vários bispos, ainda sentindo-se incomodados com a peça, denunciaram a aliança de alguns religiosos com a formação fascista, que conta com 18 cadeiras no Parlamento da Grécia.

Em declarações ao jornal “Kathimerini”, Vasiliu negou as acusações de “insulto à religião” e “blasfêmia mal-intencionada”.

“O que eu vejo é que aqui há gente que roubou e não estão na prisão enquanto a procuradoria se volta contra a arte”, lamentou.

Vários meios de comunicação gregos chamaram a atenção para o fato de que, ao mesmo tempo em que processou os actores e produtores de ‘Corpus Christi’, as autoridades não averiguaram as agressões sofridas pelos espectadores da peça.

A Grécia é, na prática, um Estado confessional no qual a Igreja Ortodoxa tem um papel preeminente segundo a Constituição e o Código Penal grego castiga com até dois anos de prisão “qualquer ofensa mal-intencionada a Deus” e “qualquer ofensa à Igreja Ortodoxa de Cristo ou outra religião tolerada” no país. 

Mulher de 58 anos fica grávida do próprio neto para realizar sonho de filha infértil

Mulher de 58 anos fica grávida do próprio neto para realizar sonho de filha infértil
Cathy Donnelly, de 58 anos, já é avó de deis netos, mas resolveu ter mais um por conta própria. Explica-se: a filha Shannon Fischer sempre quis ser mãe, mas descobriu ser incapaz de conceber. Para realizar o sonho da moça, dentro de três meses Cathy dará à luz ao sétimo neto, filho de sua filha.

Segundo o jornal britânico “Mirror”, Shannon descobriu ser infértil depois de dois anos de tentativas com seu marido Jamie. Após exames, foi constado um problema com seu útero, resultando na impossibilidade de gerar um bebê naturalmente, ou por meio de fertilização. A única solução para ela seria uma barriga de aluguer.

Ao ver a tristeza da filha, Cathy, que tem outros dois herdeiros, se ofereceu para ajudar o casal, de Ontário, Canadá. “Me senti mal por eles. Eu apenas pensei, ‘o que são nove meses da minha vida, perto de um filho para o resto da vida deles?’ Foi aí que comecei a tomar uma forte dose de medicamentos para fertilidade e no final tudo deu certo”, contou a avó-mãe.

Cathy diz que a confirmação da gravidez veio num momento inesperado. “Eu estava na fila para compra um café, quando meu médico ligou dando a notícia e eu comecei a gritar. As pessoas ao meu redor devem ter achado que alguém tinha morrido”, brinca.

Apesar da gravidez bem sucedida, o especialista em fertilidade, Michael Murray, garante que a fertilização em uma mulher nessa idade não é aconselhada pela comunidade médica. “Geralmente é uma amiga próxima, ou uma irmã, que actua como ‘barriga de aluguer’, mas mulheres com mais de 45 anos, normalmente, não têm saúde boa o suficiente para isso e a gravidez é muito mais arriscada, por conta de complicações como pressão alta, diabetes gestacional, entre outros”, explica.

Mesmo com todos os contras, a vovó Cathy está disposta a aceitar os riscos, porém, admite que a gravidez não tem sido fácil, além dos olhares que enfrenta na rua. “Eles provavelmente pensam, ‘olhe para aquela velha senhora’”, confessa. No entanto, em três meses o bebê chega e já vêm estreitando os laços entre mãe e filha.

Shannon garante que se sente ainda mais próxima da mãe após a fecundação. “Estamos muito mais próximas do que antes. Quero ser para minha filha o mesmo que ela é para mim”, diz a futura mamãe. 

Bispos católicos voltam a atacar

Bispos católicos voltam a atacar
A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) voltou a mandar recados ao Governo. Desta vez, em comunicado, os bispos católicos dizem que `As populações continuam a ter uma vida dura, marcada por uma situação de pobreza cada vez mais acentuada, sobretudo nas zonas rurais do país´ e `não obstante a existência, no país, de riqueza, os pobres são cada vez mais pobres´. Igualmente, manifestou a sua preocupação com a ocupação de terras pelos mega-projectos, que obrigam as populações a abandonarem os seus lugares naturais de residência e de cultivo.

No mesmo comunicado, datado de 13 de Novembro em curso, os Bispos Católicos de Moçambique expressam igualmente a sua preocupação com aumento da criminalidade, assaltos à mão armada a residências, nas ruas e nas aldeias. A situação cria um ambiente de insatisfação e de grande ansiedade, apesar de há 20 anos ter cessado a guerra no país, conforme refere o comunicado.

“Chissano quer enganar Guebuza” – Mazanga

“Chissano quer enganar Guebuza” - Mazanga
As declarações do ex-Presidente da República, Joaquim Chissano, segundo as quais o líder da Renamo deve estar “inconsciente”, caíram mal nas hostes no partido da oposição. Ontem, através do porta-voz, Fernando Mazanga, o partido de Afonso Dhlakama veio a público manifestar a sua indignação. “Quero lamentar as declarações do antigo Presidente. Não sei se, quando as proferiu, estava no uso das suas perfeitas faculdades”, disse Mazanga ao “O País”. Em nome da renamo, o porta-voz diz que “gostaria  que o antigo Presidente não enganasse Armando Guebuza. Gostaria que Chissano desse o exemplo daquilo que fazia com Dhlakama”, numa alusão ao facto de o ex-Presidente da República ter mantido vários encontros com o líder da Renamo durante a sua presidência.

Dois estrangeiros interditos no país

Dois estrangeiros interditos no país

Trata-se de Manoj Kumar Pandey e Ram Many Pandey, que vinham desempenhando, respectivamente, as funções de director dos Recursos Humanos e de coordenador das Operações da empresa MGC, que opera em Chirodzi, distrito de Changara, subcontratada pela mineradora Jindal.

Segundo um comunicado do Ministério do Trabalho, pesa sobre os visados o comportamento humilhante infligido aos mais de 250 trabalhadores moçambicanos, maus tratos, recurso a palavras injuriosas, promessas falsas aos trabalhadores nacionais, falta de contrato de trabalho, ausência do livro de registo de trabalho extraordinário, falta de equipamento de protecção individual, entre outros.

Pai mata filho em Quelimane

 Pai mata filho em Quelimane

Um pai, de 43 anos de idade, identificado por Rosito, está, desde segunda-feira (12) passada, na cidade de Quelimane, sob custódia policial acusado de ter morto o seu filho durante uma desavença motivada pela bebida alcoólica tradicional que ambos consumiam num convívio familiar.

Segundo o chefe da Repartição de Imprensa no Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Raúl Freia, Rosito zangou-se com o filho Evaristo, de 23 anos de idade, e pegou numa garrafa, com a qual atingiu-o no pescoço. Ele veio a perder a vida a caminho do hospital.

A Polícia investiga o caso, enquanto Rosito aguarda pelos trâmites legais do processo.

Detido assaltante de residências em Nampula

Detido assaltante de residências em Nampula

Um cidadão, de 20 anos de idade, identificado por Hélio Lucas, encontra-se detido nas celas da segunda esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Nampula, Centro de Moçambique, acusado de cometer roubos e desmandos na via pública.

O porta-voz da PRM em Nampula, Inácio Dina, disse que o jovem já foi detido mais de cinco vezes, das quais a última de que se lembra culminou com a sua reclusão na Penitenciária Industrial de Nampula, onde somente cumpriu cinco meses de pena.

Era indiciado de assalto a residências e a cidadãos indefesos na via pública durante a calada da noite.

Desta vez, Hélio Lucas está detido porque foi surpreendido na posse de electrodomésticos, um colchão, dentre outros bens roubados no bairro de Mutotope, arredores da cidade de Nampula.

Em declarações à Imprensa, Hélio Lucas refutou as acusações e alegou que os bens em causa foram lhe entregue por um conhecido seu, por sinal empregado doméstico da casa onde houve roubo.

A Polícia suspeita tratar-se de um jogo que tinha em vista procurar compradores para os bens em apreço. “Eu aceitei porque estou desempregado e precisava de dinheiro”, afirmou.

Enquanto isso, a PRM em Nampula deteve um guarda de um estabelecimento comercial acusado de ter facilitado um grupo de ladrões arrombarem a porta do armazém, do qual retiram vários bens.

Os prejuízos rondam os trinta mil meticais. Trata-se de Minezes Eugénio, de 27 anos de idade. Ele trabalhava como guarda há mais de dois anos e é a primeira vez que se envolve em casos de roubos.

A proprietária da mercearia, Saquina Babi, disse que dos bens roubados recuperou pouca coisa e não tem como pagar o empréstimo feito para adquirir a mercadoria ora roubada.

Inácio Dina acrescentou que nesta parcela do país, a Polícia registou, na semana passada, seis crimes, contra 17 de igual período do ano transacto.

Leão cria pânico no distrito de Ribáuè

Leão cria pânico no distrito de Ribáuè
Os residentes do bairro 25 de Junho, no Posto Administrativo de Cunle, no distrito de Ribáuè, província de Nampula, vivem momentos de pânico devido à presença, há três dias, de um leão que, apesar de ainda não ter feito vítimas humanas, devora cabritos.

Segundo os moradores daquele bairro, deveras aterrorizados, na semana passada o leão em causa devorou cinco cabritos.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cunle pediu emprestado, a um caçador local, uma arma para abater o felino.

João Inácio Dina, porta-voz da PRM, disse que a situação é preocupante também para a corporação, por isso, já está a caçar o animal.

Atropelamentos matam 17 pessoas no país

 Atropelamentos matam 17 pessoas no país

Na semana de 10 a 16 de Novembro em curso, segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), 30 pessoas morreram por causa dos acidentes de viação no país, das quais 17 foram vítimas de atropelamentos.

No mesmo período do ano passado morreram 34 pessoas e 36 ficaram feridas, segundo Raul Freia, chefe de Repartição da Imprensa no Comando-Geral da PRM.

Na semana em alusão, nas palavras de Raul Freia, no total houve 48 acidentes, contra 55 de igual período de 2011, e 23 feridos ligeiros. As causas foram o excesso de velocidade, má travessia de peões e ultrapassagem irregular.

As acções de combater e prevenção da sinistralidade rodoviária resultaram na fiscalização de 22.000 viaturas, das quais 2.288 multadas por diversas irregularidades, 65 apreendidas e 58 condutores surpreendidos a conduzir sob efeito de álcool.

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