Um autocarro da transportadora Nagy Investimentos embateu violentamente contra um comboio de carvão da mineradora da Vale Moçambique, na tarde desta terça-feira, no distrito municipal de Cuamba, província do Niassa.
Segundo informações, o sinistro aconteceu quando o motorista do autocarro tentou atravessar antecipadamente uma passagem de nível sem guarda, mas este acabou embatendo violentamente o autocarro ao comboio, sobre a parte lateral do mesmo.
Pelo menos três pessoas morreram e outras quarenta contraíram ferimentos graves e ligeiros.
Após o sucedido, o motorista abandonou o veículo no local do embate.
Uma criança de nove anos foi amarrada com correntes a um altar pelo próprio pai, o pastor de uma igreja na cidade de Ota, em Ognu, na Nigéria.
O menino passou mais de um mês amarrado e à fome, tendo entrado em coma.
De acordo com o site The Punch, o pastor acreditava que esta era a única forma de libertar o filho do demónio que o havia possuído e que o fazia roubar.
O pesadelo só terminou quando os vizinhos acharam que algo de estranho se passava na igreja e alertaram as autoridades.
O pai, Francis Taiwo, de 40 anos, foi preso, à semelhança do que aconteceu com a sua mulher e madrasta do menino.
“Eu quero voltar para a escola, quero ser médico. Não quero voltar para casa do meu pai”, disse o menino já recuperado.
Quatro pessoas morreram no último sábado (23) e vinte e quatro feridos, dos quais oito contraíram ferimentos graves, em resultado de um acidente de viação registado no distrito de Bárué, a norte da província de Manica.
Os feridos graves estão a receber cuidados intensivos no hospital provincial de Chimoio, segundo deu a conhecer Elsidia Filipe, porta-voz da PRM em Manica na segunda feira (25), no briefing semanal.
Trata-se de um acidente envolvendo duas viaturas de transporte semi-colectivo de passageiros, vulgo chapa sem, em que um dos dois estava na estrada regional, cortou prioridade o que a PRM aponta como a causa principal do acidente.
Ainda neste fim-de-semana, homens armados da Renamo, atacaram duas viaturas de longo curso que estavam sob escolta militar, na estrada nacional número 7 no distrito de Bàrué, onde duas pessoas ficaram feridas.
Trata-se de um cidadão malawiano de nome Fraderik Mutende Kalua e moçambicano Sérgio florindo Macie, residente na capital moçambicana, Maputo, de 52 e 44 anos de idade respectivamente.
Os cidadãos foram alvejados na nádega e na perna propriamente, e neste momento encontram-se hospitalizados no hospital provincial de Chimoio.
De realçar que os ataques da Renamo intensificam-se na região centro de Moçambique, numa altura em que a equipa mista criada pelo Governo, Renamo e mediadores estrangeiros, estão em negociações para por fim as hostilidades militares, visando o bem-estar dos moçambicanos.
Textáfrica de Chimoio, recebeu e venceu 16 Cacks também de Chimoio, por duas bolas a zero e isolou-se a cinco pontos na frente do campeonato provincial de futebol em Manica.
Numa tarde em que o Textáfrica, entra a pressionar o seu adversário, o que culminou com o primeiro golo por Ciso aos vinte minutos da primeira parte, num lance de bola parada e no minuto trinta e nove, Crimildo recebe cruzamento do seu companheiro da direita e bate com êxito o guarda redes dos Cracks, Ramos.
Após os golos, os visitantes equilibram a partida e joga-se a pé de igualdade, até ao apito da equipa de arbitragem, liderada por Armando Nhambo, anunciando o fim da primeira parte.
No reatamento, só deu 16 Cracks, os fabris optaram em jogadas de contenção e partida em contra ataques, que não surtiam efeito, por falta de pontaria de seus atacantes na tarde deste domingo.
Num fim da partida, Castelo António, treinador de 16 Cracks era hum homem feliz, pela actuação da sua rapaziada, apesar da derrota, tendo dito que foi bom jogo e o publico precisa de ir ao campo ver este tipo de jogo de futebol.
Já Custodio Parruque, timoneiro fabril, avaliou a partida de ser complicado e esta confiante nos trabalhos de finalização para alterar seu resultado dos jogos da sua equipa.
Outros jogos a contar para a décima primeira jornada, do Campeonato Provincial de Futebol em Manica, forneceram o seguinte quadro de resultados, Sussundenga futebol Clube Zero UP Zero, Matchedje recebeu e empatou com Desportivo de Manica a Zero bolas, Clube Agua Vumba recebeu e bateu Desportivo de Chibata por dois Zero.
O jogo Pipeline Atlético de Gondola, não terminou devido as escaramuças verificadas, quando a primeira equipa, marcou o golo contestado pelos Gondolenses, o que culminou no espancamento, do Arbitro principal e uma das assistentes.
Assim sendo o Textáfrica lidera a prova com vinte e nove pontos contra vinte e quatro da UP e o lanterna vermelha continua Matchedje com dois pontos.
Terroristas sequestraram fiéis em igreja de Rouen e degolaram o pároco, naquele que foi o primeiro ataque efectivo a atingir símbolos religiosos na Europa. Jacques Hamel era pelo diálogo entre religiões.
Um padre católico francês foi barbaramente assassinado, na terça-feira. Dois homens armados com facas e bombas falsas entraram pela manhã numa igreja de Rouen, em França, e degolaram Jacques Hamel quando celebrava a missa.
É a primeira vez que, na Europa, um templo e o seu sacerdote são sacrificados. O autoproclamado Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque. Dizem os especialistas que, mesmo que tenha sido um ato isolado e que os jihadistas estejam só a aproveitá-lo, o ataque pode ser replicado. E que o fundamentalismo islâmico “está pronto a atacar aqui as comunidades religiosas“.
Terça-feira, pelas 9.43 horas, cinco pessoas foram sequestradas dentro da Igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray e ali mantidas pouco mais de meia hora. Uma conseguiu escapar e chamou as autoridades, outra estava ontem entre a vida e a morte, o sacerdote, um homem de 84 anos que dedicou mais de 50 à Igreja Católica, foi degolado depois de ter sido mandado ajoelhar, com um dos terroristas a fazer um discurso em árabe.
Um dos assassinos, Adel Kermiche, tinha 19 anos e estava referenciado pelas autoridades. Chegou a ser preso numa das vezes em que tentou embarcar para a Síria. Estava com termo de residência e pulseira electrónica. A identidade do outro não foi revelada, mas teria 19 anos também. Foram abatidos.
“Até aqui, na Europa, os terroristas abstinham-se de atacar os símbolos religiosos. O que aconteceu hoje é muito mau sinal, é um ataque frontal à religião do outro. Não tenhamos dúvidas de que estamos numa guerra cultural, civilizacional“, analisa Moisés Espírito Santo, do Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões (ISER).
O templo que foi atacado em Saint-Etienne-du-Rouvray fazia parte de uma lista de alvos do extremismo islâmico, na posse de um jovem terrorista de 24 anos que a polícia conseguiu interceptar há pouco mais de um ano. O homem, de origem argelina, teria contacto com terroristas na Síria que lhe pediram para atacar “especificamente” uma igreja, segundo as notícias da altura, em Abril de 2015.
Terça-feira, o templo acabou por ser alvo de um atentado que o EI reivindicaria poucas horas depois. “Os dois autores do ataque a uma igreja na Normandia, em França, eram soldados do Estado Islâmico. Executaram a operação em resposta aos apelos para atacar países da coligação da cruzada“, escreveu o EI no órgão de propaganda, Amaq.
Antes mesmo, já o presidente francês François Hollande tinha vindo dizer que o seu país estava perante “uma nova provocação”. Ainda há menos de 15 dias, a França sofreu um ataque bárbaro em Nice. Em novembro, fora em Paris.
Hollande asseverou que a França está “perante um grupo, o Estado Islâmico, que declarou guerra” e que é preciso “lutar com todos os meios ao dispor, respeitando a lei e a democracia“. O presidente francês recordou que outros países europeus estão sob fogo cerrado e pediu união a toda a Europa. Horas depois, veio dizer ainda que “atacar uma igreja e matar um padre é uma profanação da República” e que “a guerra vai ser longa“.
Trata-se de lutar para manter os valores de uma Europa que “é o berço de toda a civilização moderna“, afirmou o sociólogo Moisés Espírito Santo. “Uma civilização que cresceu e assentou na liberdade, onde cada um pode ser o que entender“, acrescentou, afirmando mesmo que “a civilização ocidental é invencível, precisamente porque tem na base a liberdade e a criatividade, assustando o extremismo, que recorre ao terror“.
A Polícia da República de Moçambique disse que quer “acabar com actos criminosos e monstruosos” da Renamo, considerando que tudo fará para evitar que o maior partido de oposição governe à força as regiões onde reivindica vitória eleitoral.
“O nosso mandato é acabar com actos criminosos e monstruosos da Renamo [Resistência Nacional Moçambicana]“, afirmou o porta-voz do comando-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Inácio Dina, falando durante a conferência de imprensa de balanço semanal das actividades policiais.
Apesar de as negociações entre o Governo e a Renamo estarem em curso, prosseguiu Inácio Dina, as autoridades continuam a registar mortes devido aos ataques a civis atribuídos ao braço armado da oposição, principalmente no centro do país.
De acordo com o porta-voz da PRM, que não avança detalhes sobre os incidentes, na semana passada, três pessoas foram assassinadas em ataques imputados pelas autoridades a homens da Renamo, incluindo o régulo de Muxúnguè, distrito de Chibabava, província de Sofala, morto a tiro na noite de quinta-feira na sua residência.
Inácio Dina disse que as autoridades estão a reforçar a sua presença nas comunidades no centro, principalmente em áreas de influência do maior partido de oposição.
“Trata-se de uma violação escrupulosa dos direitos humanos“, declarou, observando que “a Polícia de República de Moçambique tudo fará para evitar que a Renamo coloque em prática o suposto plano que anunciou“.
A região centro do país tem sido marcada por confrontos e acusações mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos das duas partes.
Apesar de o Governo e a Renamo terem reatado as negociações, com a presença de mediadores internacionais, os ataques imputados a homens armados da Renamo a veículos civis e militares nas principais estradas do centro do país não têm cessado e o movimento acusou recentemente as Forças de Defesa e Segurança de intensificarem os bombardeamentos na serra da Gorongosa, onde se presume encontrar-se o seu líder, Afonso Dhlakama.
O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.
A antiga secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton entrou na terça-feira (26), na história dos Estados Unidos ao tornar-se na primeira mulher a ser nomeada pelo Partido Democrático como candidata à Casa Branca, na convenção de Filadélfia.
Antiga primeira-dama (mulher do antigo Presidente norte-americano Bill Clinton), senadora e secretária de Estado, Hillary Clinton ultrapassou os 2.383 votos de delegados necessários para ser candidata do partido às eleições presidenciais de 08 de Novembro nos Estados Unidos.
Hillary Clinton vai defrontar Donald Trump, nomeado a semana passada como candidato do Partido Republicano.
A nomeação de Hillary Clinton foi formalmente apresentada pela senadora Barbara Mikulski, do Maryland, a mulher mais antiga na história do Congresso dos Estados Unidos.
Homens armados da Renamo, o principal partido da oposição, atacaram, na manhã de segunda-feira (25), um comboio da mineradora Vale Moçambique, em Cheringoma, um distrito da província central de Sofala.
O comboio, carregado de carvão mineral, fazia o trajecto Moatize (província de Tete) cidade portuária da Beira (Sofala), na linha de Sena.
Segundo o jornal electrónico Mediafax, pelo menos dois maquinistas foram atingidos gravemente por projécteis de armas de fogo, tendo sido transportados, tempo depois, para cuidados médicos no hospital de Cheringoma.
Até ao final da tarde de Segunda-feira, o comboio continuava imobilizado, impedindo, deste modo, a circulação de outras locomotivas naquela via.
Por causa dos ataques e consequente acumulação de prejuízos, em resultado da danificação dos seus meios de transporte e de todo o cenário de insegurança, a Vale havia decidido interromper, temporariamente, o transporte de carvão, cenário que agravou a acumulação de prejuízos, uma vez que a empresa não tinha como exportar o carvão produzido em Tete.
No entanto, há semana e meia, a empresa decidiu voltar a operar.
O Mediafax escreve que depois da paralisação do transporte de carvão, por razões de segurança, as autoridades moçambicanas decidiram reforçar a segurança naquela linha, montando posições militares em várias zonas do troço, porém, os ataques continuam.
Fontes da Vale, citadas pelo jornal, asseveraram que maquinistas da empresa estão a considerar remeter, nos próximos dias, uma carta à empresa para manifestar preocupação em relação a segurança.
No âmbito das medidas de reforço ao combate ao tráfico de drogas, a Unidade Canina da Polícia da República de Moçambique (PRM), será instalada na fronteira de Ressano Garcia para auxiliar a detenção de estupefacientes.
De acordo com o Notícias a informação avançada, sexta-feira última, naquele posto fronteiriço pelo Comandante-Geral da Polícia, Júlio Jane, dá conta de que a afectação da unidade canina visa fazer face a situações que em norma as os outros agentes não conseguem detectar devido a sofisticação das artimanhas dos traficantes.
Os cães serão usados para farejar viaturas e malas, dos viajantes que atravessam por aquele elo de ligação entre Moçambique e Africa do Sul.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu armas de fogo, granadas e munições diversas que se encontravam guardadas na casa de hóspedes da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), em Révuè, no distrito de Sussundenga, na província de Manica.
O material bélico estava dentro de um armário da residência, no recinto da Central Hidroeléctrica de Révuè.
Fonte policial disse que o material foi encontrado graças a denúncias populares, referindo que a corporação foi informada sobre a existência dos artefactos de guerra e tomou medidas para sua apreensão. As armas estavam num dos quartos da casa de hóspedes da EDM, desconhecendo-se a sua proveniência e destino.
“Na verdade, trata-se de armas de fogo, munições e algumas granadas que foram retiradas do lugar onde estavam escondidas. Uma equipa da PRM foi destacada para o terreno para remover o material. Estamos a investigar a proveniência do material, porque queremos saber porquê e como é que foi parar ali e com que objectivo”, referiu.
O director de divisão de produção, Sérgio Sacama, lembrou que, no período de conflito armado, aquela subestação foi atacada por duas vezes, sendo a primeira em 1979 e a segunda em 1980. O último ataque deixou quase todas as infraestruturas de produção destruídas, facto que fez com que o Governo colocasse um quartel no interior da subestação.
Sacama explicou ainda que, no mesmo período do conflito armado, na casa de hóspedes, local onde foram encontradas as armas, viveu um grupo de cidadãos de nacionalidade russa que trabalhou para a empresa durante três anos. Assim sendo, não se descarta a possibilidade destes terem deixado o material que podia servir para a sua segurança.
“No período da guerra, tivemos militares que residiam no recinto da subestação para garantir a segurança da central. Depois apareceu um grupo de cidadãos russos que viveu naquela casa durante três anos. Podem ter sido eles a deixar as armas que serviam para a sua segurança. Estamos a tentar trazer o historial deste lugar para ver se conseguimos encontrar a origem do material”, afirmou Sacama.
Duas pessoas morreram e nove ficaram feridas em consequência de um acidente de viação ocorrido no sábado (23), ao longo da estrada número um (EN1) em Bobole, província de Maputo.
Trata-se de um acidente do tipo embate frontal que envolveu das viaturas de transporte de passageiros que faziam o trajecto Maputo – Manhiça e vice-versa.
A polícia aponta a má observância das regras de trânsito como a causa do sinistro.
A equipa de diálogo, constituída pelo Governo e pela Renamo, sentou por três vezes na presença de mediadores, para discutir a governação de Manica, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula e Niassa, e não chegou a entendimento. Por isso, os mediadores viram-se obrigados a pedir um tempo para encontrar uma saída ao diferendo.
“Tomando em consideração que muitos aspectos foram levantados, precisamos discutir entre nós (mediadores) para elaborar uma sugestão que ajude nas negociações”, disse Mário Raffaelli, mediador representante da União Europeia.
Os mediadores não avançam prazos para encontrarem uma solução que agrade tanto o Governo, assim como a Renamo, mas prometem encontrar uma saída o mais breve possível.
“Agora não podemos dizer o dia, mas acreditamos que não levaremos muito tempo. O objectivo é encontrar uma melhor saída para atingirmos resultados satisfatórios para todos”, acrescentou Raffaelli.
Na última Sexta-feira, as delegações do Governo e da Renamo haviam pedido tempo para consultarem às suas lideranças sobre a proposta de governação das províncias reivindicadas pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e no Sábado as partes colocaram os seus posicionamentos, que não foram consensuais.
O técnico Dário Monteiro já não é treinador principal da equipa sénior de futebol da Liga Desportiva de Maputo.
Há poucos detalhes sobre os motivos da saída, contudo, há fortes probabilidades da chicotada psicológica estar ligada aos resultados menos conseguidos dos últimos dois jogos em casa: (0-1) com Ferroviário da Beira e (0-1) União Desportiva de Songo.
Dário Monteiro deixa a Liga no sexto lugar do Moçambola, a menos de seis pontos do líder da prova, decorridas 16 jornadas com 25 pontos frutos de sete vitórias, quarto empates e cinco derrotas.
O último jogo do Dário ao leme dos “muçulmanos” foi diante da União Desportiva de Songo, líder da prova, na 16ª jornada. A equipa ainda se mantém na Taça da Liga BNI, todavia, foi eliminada na Taça de Moçambique pelo Maxaquene.
Dário Monteiro é sexto treinador que sofre chicotada psicológica no Moçambola versão 2016, depois de Abdul Omar (Chingale), Nacir Armando (Ferroviário de Nacala), António Sábado (1.º de Maio de Quelimane), Uzaras Momed (Desportivo de Maputo), Sérgio Faife (Costa do Sol) e Chaquir Bemat (Estrela Vermelha).
Um grupo de investigadores defende que uma solução política entre o Governo moçambicano e a Renamo é fundamental para Moçambique conseguir ultrapassar a “tempestade perfeita” de crises e impedir que a tempestade aumente para um furacão.
“A não ser que uma solução política seja encontrada com a Renamo, a violência vai continuar a prejudicar o povo moçambicano, o investimento directo estrangeiro e o turismo, criando as condições para uma tempestade perfeita que, se não for atacada devidamente, pode tornar-se num furacão, no qual o cidadão médio será novamente o mais prejudicado“, escrevem investigadores.
O artigo de análise assinado por Jonathan Rozen, Lisa Reppell e Gustavo de Carvalho, publicado na All Africa Media, defende que as pequenas manifestações que têm acontecido no país podem evoluir para “motins em grande escala” se as necessidades dos 60% de moçambicanos com menos de 25 anos, e 40% dos quais sem emprego, não forem satisfeitas.
“À medida que a crise continua a materializar-se e o fraco metical compra cada vez menos pão e combustível, os receios da Frelimo [no poder] relativamente aos protestos públicos continua a crescer, e o apoio à Renamo aumenta na razão da insatisfação económica“, acrescentam os investigadores.
“A produção significativa de gás só deve ocorrer a partir de 2025, e o Governo de Moçambique precisa de encontrar uma maneira de gerir a sua dívida, restaurar a confiança dos investidores e conter a inflação; o imperativo de encontrar financiamento rápido vai provavelmente ter implicações na estabilidade futura, especialmente se os contratos sobre os recursos naturais não tiverem visão e forem assinados apenas com o objectivo de servir as necessidades imediatas da dívida“, concluem os investigadores.
Moçambique sofreu nos últimos anos uma desvalorização do metical e um abrandamento das receitas motivada pela descida do preço das matérias-primas, um cenário económico negativo que se adensou com a admissão de empréstimos escondidos no valor de mais de 1,4 mil milhões de dólares (cerca de 93,2 mil milhões de meticais) que levou à suspensão dos apoios orçamentais estrangeiros, à descida do ‘rating’ das agências de notação financeira e ao fim, na prática, da possibilidade de recorrer aos mercados internacionais para financiar o desenvolvimento económico.
A agência de notação financeira Fitch Ratings manteve o ‘rating’ sobre a dívida de curto e longo prazo de Moçambique no nível ‘lixo’, atribuindo o nível de não recomendação de investimento às emissões de curto prazo em moeda local.
De acordo com um comunicado emitido na sexta-feira (22), ao princípio da noite, a agência de notação financeira norte-americana manteve a recomendação de não investimento para a dívida de longo prazo em moeda nacional (CC), para a dívida de curto prazo em moeda estrangeira (C) e introduziu um novo ‘rating’ para avaliar as emissões de curto prazo em meticais, classificando-as igualmente como ‘lixo’, ou ‘junk’, no nível C.
Na argumentação para a afirmação do ‘rating’ para as operações de emissão de dívida pública, a Fitch aponta que “nenhum dos dois principais factores para o melhoramento da notação financeira está presente em Moçambique“.
Estes dois principais factores são, diz a Fitch, indicadores das finanças públicas fortes relativamente às finanças externas, e tratamento preferencial dos credores em moeda local face aos que detêm dívida em dólares.
Na semana passada, o porta-voz da empresa norte-americana Lazard anunciou ter sido contratado pelo Governo moçambicano como consultora financeira para avaliar a sua dívida externa, e o ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, indicou igualmente a White & Case LLP como consultora legal na avaliação da dívida externa, num momento em que Moçambique se confronta com a revelação de empréstimos não declarados pelo Estado e que levou à suspensão de financiamentos internacionais.
As firmas, ambas criadas em Nova Iorque, “vão assistir o ministério na avaliação da actual dívida externa de Moçambique“, avança o porta-voz da Lazard.
O Governo moçambicano reconheceu no final de Abril a existência de dívidas fora das contas públicas de 1,4 mil milhões de dólares (cerca de 93,2 mil milhões de meticais), justificando com razões de segurança e infraestruturas estratégicas para o país.
A revelação de empréstimos com aval do Governo, contraídos entre 2013 e 2014, levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a suspender um empréstimo a Moçambique.
O grupo de 14 doadores do Orçamento do Estado também suspendeu os seus pagamentos, uma medida acompanhada pelos EUA, que anunciaram a revisão do seu apoio bilateral.
Com a revelação dos novos empréstimos, a dívida pública de Moçambique é de 11,66 mil milhões de dólares (776 mil milhões de meticais), dos quais 9,89 mil milhões de dólares (659 mil milhões de meticais) são dívida externa.
Este valor representa mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e traduz uma escalada de endividamento desde 2012, quando se fixava em 42%.
Em maio, a Mozambique Asset Management (MAM), uma das empresas de capitais estatais beneficiadas com empréstimos garantidos mas não declarados pelo Governo moçambicano, falhou o pagamento da primeira prestação de 178 milhões de dólares (11.853 milhões de meticais).
O Governo moçambicano declarou entretanto que a MAM procurava renegociar a dívida, que totaliza 535 milhões de dólares, (35.626 milhões de meticais) com os credores, mas não são ainda conhecidos resultados.
O caso das dívidas escondidas e o risco de incumprimento no pagamento dos encargos da MAM e também da Proindicus, levaram as principais agências de notação financeira a baixar os respectivos ‘ratings’ de Moçambique.
Na visita de uma delegação a Maputo, o FMI defendeu uma auditoria internacional e independente ao serviço da dívida moçambicana.
A missão do FMI concordou que as iniciativas recentes por parte da Procuradoria-Geral a República e de uma comissão parlamentar de inquérito, para investigar as dívidas não declaradas, constituíam passos importantes para se restaurar a confiança, embora tenha sublinhado a necessidade de medidas adicionais e alertado para o risco de sobre-endividamento das contas públicas.
Cerca de sessenta menores foram violadas sexualmente, nos primeiros seis meses deste ano, na província de Inhambane.
Os mentores são, na sua maioria, próximos das vítimas, destacando-se os progenitores, vizinhos e amigos.
Para lograr os seus intentos, os violadores aliciam as menores com doces, programas televisivos, a exemplo de novelas e filmes.
A chefe do departamento de Atendimento da Família e Menores Vítimas de Violência em Inhambane, Graça Arnaldo, disse que o fenómeno está a tomar contornos alarmantes e alerta aos pais a serem olheiros nas pessoas que se relacionam com os seus filhos.
“Em mais de três anos como juíza neste tribunal, este é de longe o pior caso que aqui chegou“, afirmou a juíza Leslie Ghiz, no tribunal de Ohio, nos Estados Unidos da América, durante o julgamento de April Corcoran, uma mulher que entregava a filha de apenas 11 anos a um traficante, para que fizesse sexo com a menor, em troca a mãe recebia heroína.
De acordo com o Washington Post, a menina foi forçada a vários actos sexuais com o traficante da mãe, um pedófilo de 40 anos. Os abusos sexuais eram quase sempre filmados.
Uma vez que o pedófilo preferia crianças mais novas do que 11 anos, a mãe da criança mudava a aparência da filha para que esta parecesse mais nova e dizia-lhe que “era corajosa” por fazer sexo com o traficante.
Em tribunal, foi mostrada uma das gravações de sexo feitas pelo pedófilo a quem a mãe entregava a filha. A avó da menina ficou em choque. “Vi a gravação, vi a minha neta, ouvi a vozinha dela. Não sei se ela alguma vez irá conseguir ter uma vida normal“, disse em tribunal.
April Corcoran, de 32 anos, foi condenada a 51 anos de prisão por ser cúmplice de violação, por tráfico humano, e por pôr em risco o bem-estar de uma menor. Em tribunal deu-se como culpada de todas as acusações. O traficante pedófilo será julgado num caso separado.
Foi detido pela Polícia Federal Brasileira, esta quinta-feira, um grupo de dez pessoas suspeito de preparar ataques terroristas nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. As detenções ocorrem 15 dias antes do início das Olimpíadas. O grupo terá sido recrutado pelo Daesh através da internet. Entre os presos, está um menor de idade.
“Eles passaram de simples comentários sobre Estado Islâmico e terrorismo para actos preparatórios“, disse o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em conferência de imprensa esta tarde. As detenções tiveram lugar em 10 estados. De acordo com o ministro, todos os detidos são cidadãos brasileiros e comunicavam por apps de mensagens, como o Telegram.
As detenções foram autorizadas pela 14.ª Vara Federal de Curitiba, no âmbito da Operação ‘Hashtag’, levada a cabo pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira. A investigação apura a possível participação de brasileiros numa organização criminosa de alcance internacional, como uma célula do Daesh naquele país.
Ministro da Justiça brasileiro fala sobre Operação Hashtag De acordo com Alexandre de Moraes, foram emitidos 12 mandados de prisão temporária por 30 dias podendo ser prorrogados por mais 30. Os suspeitos revelaram “intolerância racial, de género e religiosa, bem como o uso de armas e tácticas de guerrilha para alcançar seus objectivos“, em escutas telefónicas.
Estas 10 detenções constituem as primeiras feitas ao abrigo das leis antiterroristas, instauradas a 16 de Março deste ano no Brasil, que prevêem como crime “promover, constituir, integrar ou prestar auxílio, pessoalmente ou por interposta pessoa, a organização terrorista” e “realizar actos preparatórios de terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal delito“.
“Para assegurar o êxito da operação e eventual realização de novas fases, os nomes dos presos, actualmente sob custódia da Polícia Federal, não serão divulgados neste momento. O processo tramita em segredo de Justiça“, diz a nota do Ministério da Justiça brasileiro.
O Presidente interino, Michel Temer, foi informado esta quarta-feira da Operação ‘Hashtag’. Temer reuniu na manhã desta quinta-feira com com os ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, e com o director-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, para acompanhar o desenvolvimento da operação antiterrorista, que contou a cooperação de várias agências internacionais de inteligência.
No início de Julho, Alexandre Moraes salientou que um ataque terrorista no Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos era uma “possibilidade”, mas “não uma probabilidade”. Para os Jogos estão previstos 85.000 agentes de segurança, dos quais 47.000 polícias e 38.000 militares, de modo a assegurarem a segurança de 10.500 atletas, bem como de oficiais, jornalistas e turistas, na competição que decorrerá de 05 a 21 de Agosto.
Terroristas sugerem formas de espalhar o terror
O Daesh e outro grupos ‘jihadistas’ apelaram para que os seus seguidores actuem solitários na realização de ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Dão sugestões de alvos, como as delegações dos EUA, Inglaterra, França e Israel, e até sugerem métodos para espalhar o terror durante as Olimpíadas.
De acordo com o site Intelligence, através da app de mensagens Telegram, os terroristas propõem a utilização de drones com explosivos, acidentes de trânsito e o uso de armas químicas, medicamentos e venenos para levar a cabo os ataques.
No passado mês de Junho o Daesh criou, na app Telegram, o primeiro canal para divulgação de propaganda ‘jihadista’ em português, voltado, acima de tudo, para o público brasileiro e tendo em vista a preparação de eventuais ataques durante os Jogos Olímpicos. Os seguidores brasileiros do grupo passaram a disseminar informação e a incitar a actos terroristas, e autointitulam-se ‘Ansar al-Khilafah Brazil’.
O autor das mensagens dá ordens para que os seguidores aproveitem a criminalidade das favelas do Rio de Janeiro e para usarem a “porosa fronteira” com o Paraguai para transportarem armas para o Brasil. “O recente post sobre os Jogos Olímpicos do Rio diz que ‘vistos, entradas e viagens para o Brasil serão fáceis de obter'”, diz o site Intelligence. A mesma fonte adianta que os ‘jihadistas’ utilizam o Telegram para fornecer manuais para realização de atentados e celebrarem a realização de ataques.
Governo brasileiro monitoriza 100 suspeitos
O Governo e os serviços de inteligência brasileiros monitorizam cerca de 100 pessoas suspeitas de serem simpatizantes com o terrorismo naquele país. A Folha de São Paulo apurou que a lista foi elaborada pelas autoridades, tendo em conta o comportamento desses cidadãos, que são brasileiros e também estrangeiros a viver no Brasil.
A grande maioria destes suspeitos está a ser cuidadosamente observada depois de aceder mais de duas vezes a portais ou peças de propaganda e conteúdo associado a grupos extremistas islâmicos.
Um grupo mais pequeno (cerca de 10% dos suspeitos) trata-se de pessoas que, nessas páginas, escreveram mensagens mais desenvolvidas, elogiando iniciativas extremistas, ou partilhando conteúdos que incitam ao terror.
Todos os suspeitos serão monitorados pelo menos até o fim dos Jogos Olímpicos, no dia 21 de Agosto.
Os deputados das duas bancadas da oposição na Assembleia da República (AR), manifestaram-se inconformados com as respostas que o Governo prestou, esta quarta e quinta-feira, no plenário do parlamento moçambicano.
Falando à imprensa, momentos após o término da sessão de Perguntas ao Governo, o porta-voz da bancada parlamentar da Renamo, o maior partido da oposição, José Lopes, disse que o Executivo, tal como tem acontecido em outras sessões, desta vez não trouxe nada de novo.
Por isso, Lopes frisou que o Governo não se centrou em questões que actualmente ocupam a agenda dos moçambicanos, apontando para o que considera de manipulação de órgãos de comunicação social, bem como dos acordos assinados com as multinacionais na exploração de recursos naturais.
O Governo não esteve em altura de responder as perguntas sobre o Estado de Direito e Democrático, disse.
Por seu turno, o porta-voz da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) Fernando Bismarque, afirmou que os deputados desta que é a segunda força política da oposição, reprovam as respostas do Governo, na medida em que são repetitivas.
Bismarque afirmou que o Executivo não explicou, de forma detalhada, as áreas de actividade do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), bem como as razões que levam a falta de celeridade da transferência de competências dos serviços de educação e saúde para os municípios da Beira, Quelimane e Nampula, respectivamente das províncias de Sofala, Zambézia (centro do país) e Nampula (norte).
‘A bancada do MDM quis saber do Governo, de entre várias inquietações, os resultados financeiros dos exercícios de 2014 e 2015 do INSS, mas não há nada de concreto, disse.
Contudo, nenhum dos porta-vozes das duas bancadas avançou a intenção de submeter uma moção de reprovação das informações do Governo nos próximos dias, tal como tem acontecido em anteriores sessões de Perguntas ao Governo.
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