20 C
Matola
Sábado, Maio 16, 2026
Site Página 1900

Matola: Homem detido após prostituir sua mulher

Um homem cuja identidade não foi revelada, encontra-se detido na 5ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), desde terça-feira (14), no município da Matola, indiciado de obrigar a sua mulher a prostituir-se. 

O crime, denominado lenocínio e no país punido com uma pena de dois a oito anos de prisão, acontecia desde, até que um dia a vítima decidiu pedir ajuda à sua cunhada. Esta, por sua vez, procurou os irmãos da queixosa para denunciar a humilhação a que a senhora era sujeita pelo próprio marido.

O acusado, de 29 anos de idade, trabalha numa empresa de construção civil. Segundo as suas declarações, os potenciais clientes da sua esposa eram indivíduos de nacionalidade estrangeira que frequentavam o seu local de trabalho.

O casal tem três filhos e está junto há 14 anos. O marido alegou que foram os referidos estrangeiros que manifestaram desejo de ir à cama com a esposa em troca de dinheiro e ele não se opôs à ideia, porém, está arrependido.

A dado momento, o visado disse ainda que mesmo sabendo que a sua consorte dormia com vários homens desconhecidos, ele não sentia repulsa de tal facto.

Um dos familiares da vítima revelou-nos que o sexo feito sem protecção e, por conseguinte, ela engravidou pelo menos uma vez e abortou a mando do próprio marido.

Nesta história, facto curioso é que a mulher saiu em defesa do marido, alegando que ela mesma é que tomou a iniciativa de se prostituir.

Em relação à jovem de 22 anos que recrutava crianças para comércio de sexo, ela vive no bairro da Machava, área de jurisdição da 5a esquadra, onde os dois empreendedores com corpos humanos estão a ver o sol aos quadradinhos.

As vítimas, de 16 e 18 anos de idade, foram recrutadas há mais de um mês para se dedicarem à tal indecência em troca de comida e abrigo. Por cada relação sexual, a indiciada exigia 350 a 500 meticais.

Infelizmente, uma das vítimas está infectada pelo vírus da SIDA. Os clientes predilectos eram os camionistas e as miúdas eram forçadas a trabalhar duro aos fins-de-semana.

@Verdade

Cabo Delgado: PRM expulsa cidadãos em situação ilegal

Segundo o porta-voz da Policia, Abdul Chaguro, a operação começou no distrito de Montepuez, e, inicialmente, está virada para os estrangeiros envolvidos no garimpo e comércio ilegal de recursos minerais.

Entretanto, segundo Abdul Chaguro, citado pelo O País, nesta operação, estão igualmente a serem expulsos cidadãos nacionais que não têm documentos nem residência fixa no distrito de Montepuez.

Esta não é a primeira vez que a polícia moçambicana expulsa estrangeiros envolvido no garimpo ilegal no distrito de Montepuez, mas logo que termina uma operação, os mesmos voltam a entrar de forma ilegal na província de Cabo Delgado.

AIM

Águas de Maputo reconhece fraqueza no controle das restrições

A empresa Águas da Região de Maputo reconhece não estar a conseguir controlar o programa de restrições alternadas de água, anunciado há cerca de um mês, nas cidades de Maputo e Matola.

Esta situação faz com que alguns bairros continuem a ter água em menos tempo por dia em alguns bairros da capital do país e da cidade da Matola enquanto que outros chegam a ficar mais de uma semana sem água.

A nossa margem de manobra é bastante limitada, porque o volume que estamos a distribuir é o mesmo (para todos os bairros). O que nós fazemos é alternar a distribuição ou redireccionarmos a água, de modo a vermos como reequilibramos a rede”, explicou Afonso Mahumane, porta-voz da Águas da Região de Maputo, citado pelo “O País Online”.

A Direcção Nacional dos Recursos Hídricos, por sua vez, alerta para restrições maiores, caso não chova nos próximos meses. “A água que temos agora equivale a cerca de 50 por cento da quantidade de que precisamos para satisfazer os consumidores durante um ano. Caso não consigamos subir para o dobro do que temos agora, teremos que continuar com as restrições e, em algum momento, teremos que agravar”, disse Rute Nhamucho, representante da Direcção Nacional dos Recursos Hídricos, citada pela mesma fonte.

A empresa Águas da Região de Maputo iniciou as restrições no abastecimento há cerca de um mês. Boane, Matola e a capital do país são as zonas afectadas pelas restrições.

Folha de Maputo

Condutores acusam militares de extorsão

Apesar da trégua entre o Governo e a Renamo, os condutores queixam-se de extorsão por parte das forças de segurança, que continuam a patrulhar as vias públicas.

Em conversa com a nossa fonte, vários condutores de camiões de carga e semi-coletivos de passageiros denunciaram a corrupção nas estradas do centro de Moçambique. Os automobilistas no terminal rodoviário da Beira e os transportadores de mercadorias no mercado grossista no Maquinino, na cidade da Beira, pediram o anonimato com medo de repercussões. Mas acusaram sem rodeios os militares que patrulham as principais estradas do país de cobrarem dinheiro pela passagem dos veículos.

Particularmente atingidos estão os automobilistas que circulam nas rotas Beira-Quelimane, Beira-Tete e Beira-Maputo. Segundo as testemunhas ouvidas pela DW África, nos últimos dias, e que pediram o anonimato por receio de retaliação, os soldados moçambicanos que mandam parar os veículos recorrem a ameaças físicas para lhes extorquir dinheiro.

Falta de disciplina

Todos descrevem a forma geralmente uniforme como decorrem estes incidentes: após a paragem do veículo, os militares alegadamente perguntam qual é o destino, o número de passageiros a bordo e o tipo de mercadoria transportada, exigindo então uma determinada quantia ao condutor. Um dos automobilistas ouvidos pela DW África comentou a falta de reação por parte dos altos dirigentes do Estado: “Circulamos bem, mas há problemas devido aos homens armados nas estradas. Mandam-nos parar para pedir alguma coisa. É estranho.

Os condutores no centro de Moçambique não percebem porque é que as autoridades não intervêm para pôr cobro ao problema

Outro condutor disse que a responsabilidade pelo que está a acontecer cabe a quem tem autoridade para travar os soldados: “As posições militares nas estradas continuam a existir. Os homens continuam a mandar-nos parar. Pedem água, pedem cigarros, pedem dinheiro. Devia haver uma disciplina militar, talvez uma visita regular dos superiores, para apreciarem de perto o que está a acontecer connosco na rua”.

Exército nega

A porta-voz do comando provincial de Sofala, Sididi Paulo, negou a prática de corrupção pelos militares, baseando a sua afirmação na falta de denúncias: “Se existir algum cidadão que por ventura tenha sido interpelado, é só contactar a unidade policial mais próxima para denunciar este tipo de atitude. Se ninguém denuncia, isso significa que tudo está bem e que nada ocorreu”.

Não é a opinião dos condutores que falaram, que contaram mesmo que muitos soldados armados também estão fortemente alcoolizados, colocando assim em sério risco a vida dos condutores: “Isso e um sinal de perigo para nós. Se um homem armado e embriagado te parar à tarde ou à noite para te exigir dinheiro, é óbvio que te sentes ameaçado”.

DW

Mulher descobre que namorado é pedófilo após fazer pesquisa na internet

Com quatro filhos, uma mãe britânica ficou assustada após pesquisar o nome do namorado no Google, e descobrir que ele é condenado por pedofilia.

A mulher, que não teve o nome divulgado, conheceu Robert Wynn, de 30 anos, em um jogo online e os dois se envolvendo e marcando encontros. De tão íntimos que estavam ficando, o homem começou a frequentar a casa dela, e até a fazer piqueniques com a mulher e as crianças.

Um dia, no entanto, Wynn disse que havia sido despejado e precisaria voltar a morar com os pais em outra região. Devastada com a notícia, a mulher acabou fazendo a pesquisa e descobriu que ele foi condenado a 18 meses de prisão por nove crimes sexuais, incluindo abuso infantil e distribuição de fotos indecentes. Ele ainda era proibido de manter contato com menores de 16 anos.

O caso foi parar na Justiça. Segundo o promotor Philip Evans, do tribunal de Hull (Inglaterra), a mulher informou que, mesmo sem saber das acusações, jamais deixou seus filhos com o homem. Horrorizada depois da descoberta, questionou as crianças sobre o comportamento dele, mas elas não apontaram nada de anormal.

A polícia encontrou cerca de 30 fotografias indecentes no celular de Wynn, que foi condenado a 16 meses de prisão pelo conteúdo e por violar decisão judicial.

Rede UOL

Morreu o homem que foi queimado com óleo de cozinha pela esposa

Homem queimado com óleo de cozinha e petróleo, supostamente pela esposa, perdeu a vida na manhã de ontem (16), no Hospital Central de Maputo. A Vítima deu entrada na unidade sanitária, nos serviços de cirurgia, com lesões graves em grande parte do corpo.

O crime teria acontecido minutos depois de uma discussão entre o casal. Segundo relato dos vizinhos, a vítima foi encontrada no quarto do filho depois de ter pedido por socorro.

A acusada de cometer o crime foi presa e encontra-se detida. A atitude da mulher é um crime de violência doméstica associada à tentativa de homicídio.

O País

Agentes da Polícia Municipal detidos em Nampula

Quatro membros da Polícia Camarária no município de Nampula foram conduzidos às celas da Cadeia Provincial de Nampula, na tarde de segunda-feira (13), acusados de extorsão a um camionista que alegadamente que circulou numa via com um camião com tonelagem acima do recomendado.

De acordo com Agostinho Baúque, do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, a detenção dos visados foi graças à denúncia da vítima àquela instituição do Estado, através da linha verde criada para o efeito.

Tendo interpelado o automobilista, os polícias envolvidos neste esquema deviam ter emitido um aviso de multa correspondente a seis salários mínimos, mas não o fizeram, optando e tirar proveito da situação.

Consta que eles se apoderaram dos documentos pessoais e do livrete da viatura do queixoso e, acto contínuo, disponibilizaram um dos seus contactos telefónico com orientações claras para que o condutor lhes telefonasse mais tarde com os 5.000 meticais que pretendiam.

O visado, não se opondo à multa, e achando estranho a postura dos agentes da Polícia Municipal, decidiu pedir a ajuda do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção.

“Eles Combinaram para se encontrarem nas imediações do governo provincial” depois de o condutor “descarregar a mercadoria. Ele dirigiu-se ao local combinado” mas seguindo as orientações daquela entidade estatal.

Mesmo diante dos factos, os quatro policiais negaram que o valor encontrado em sua posse provinha da extorsão, mas as notas coincidiam com as que o gabinete teria feito cópias antes da entrega pelo camionista.

Por seu turno, Mariza Caramacha, chefe do Departamento de Educação Pública no pelouro da Policia Municipal e Fiscalização em Nampula, confirma a detenção dos quatro membros, mas disse desconhecer as circunstâncias em que os mesmos foram presos.

@Verdade

Mulher sofre aborto e semanas depois descobre que feto gémeo estava vivo

Carina Marshall e o seu companheiro Kieran Morris, ficaram devastados quando no Natal a mulher sofreu um aborto.

Contudo, o que estes futuros papás não sabiam, era que a mulher estava grávida de gémeos e que apesar de ter perdido um dos bebés, o outro continua vivo e saudável.

Semanas depois do aborto, a mulher, de 22 anos, e natural do País de Gales, começou a sofrer, novamente, de enjoos matinais. No Dia dos Namorados, o casal descobriu, após um exame, que afinal ainda havia um feto vivo.

Eles disseram que não nos conseguiram explicar o que se passou. Disseram-nos que era um grande milagre”, conta, ao The Sun, Carina.

Para tornar este dia ainda mais especial, Kieran decidiu ajoelhar-se e pedir a cara metade em casamento.

Notícias ao Minuto

Sete mortos e 130 mil pessoas afectadas por ciclone em Inhambane

Sete pessoas morreram e outras 130 mil foram afectadas em Inhambane na sequência de um ciclone tropical que atingiu províncias do sul de Moçambique, informou o director do Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE).

Falando durante uma conferência de imprensa de avaliação preliminar do impacto do ciclone tropical Dineo, Maurício Xerinda disse que só na província de Inhambane, a mais atingida pelo fenómeno, perto de 20 mil casas foram destruídas e 104 salas de aulas ficaram danificadas.

Neste momento, decorrem os trabalhos para actualização de dados, mas temos problemas devido a falta de comunicação, na medida em que as vias de acesso foram densificadas e temos o problema da falta de comunicação“, afirmou Maurício Xerinda, acrescentando que boa parte da província de Inhambane está às escuras devido à queda de postes de energia.

Os distritos de Massinga, Morrumbene, Maxixe, Jangamo, Zavala, Homoíne Vilanculos Inharrime e Inhassoro, todos na zona costeira, foram os mais atingidos pelo ciclone, um fenómeno que levou as autoridades moçambicanas a ativarem os centros operativos de emergências em todos estes locais.

De acordo com o director do CNOE, 49 unidades hospitalares foram afectadas e 51 edifícios públicos foram parcialmente destruídos, além de três torres de comunicação terem sido derrubadas.

Estamos a providenciar tendas e alimentos para as famílias afectadas“, observou a fonte, que garante que o Governo moçambicano continua a monitorar a situação em Inhambane e também Gaza, onde os danos do ciclone foram menores e não houve vítimas mortais.

Contacto pela Lusa, o meteorologista Acácio Tembe, do Instituto Nacional de Meteorologia, disse que o ciclone, que chegou à zona costeira de Inhambane na quarta-feira, está a perder a sua força e espera-se que se transforme, nas próximas horas, em baixa pressão.

Neste momento, podemos dizer que já nem é um ciclone, mas sim é uma depressão tropical. Está a perder força e agora dirige-se para o norte da província de Gaza, onde poderá parar na fronteira com a África do Sul“, observou o meteorologista.

O ciclone, que começou como uma depressão tropical, formou-se no canal de Moçambique e, à medida que se aproximava da costa, aumentou a velocidade, tendo os ventos, até ao meio-dia de quarta-feira, atingido uma velocidade de mais de 100 quilómetros por hora, com rajadas de cerca de 150 quilómetros por hora.

Falando hoje na abertura do Primeiro Seminário Internacional da Rede de Provedores de Justiça, em Maputo, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, expressou a sua preocupação com as populações afectadas, garantindo que o Governo tudo fará para assistir as pessoas atingidas pelo fenómeno.

Queremos aqui deixar uma mensagem de muita força e coragem e o Governo tudo fará para dar uma resposta o mais rápido possível aos efeitos destes desastre natural“, referiu o chefe de Estado moçambicano.

Notícias ao Minuto

Munícipes preocupados pela falta corrente eléctrica, água e outros

Munícipes dos bairros 1º de Maio, 7 de Abril, Nhamaonha e Francisco Manhanga, queixaram-se da falta de água potável, de corrente eléctrica nas residências e vias públicas, postos policiais, transportes semi-colectivos de passageiros e socioeconómicas.

No rol das preocupações consta ainda a falta de transporte na via que liga Nhamaonha a Bengo e da rua de Báruè, a Cabeça do Velho, construções desordenadas, ocupação de terrenos sem construções, que dão campo aos malfeitores de ocuparem estes lugares para a prática de acções criminais, erosão, mau estado de vias de acesso, o que impede a livre circulação de pessoas e outros bens como transportes de passageiros e viaturas de cargas.

Os munícipes destes locais, pediram igualmente ao presidente do município de Chimoio, para responsabilizar aos empreiteiros desonestos, que constroem obras sem qualidades, que culminam com desabamento das mesmas.

Sem papas na língua, os populares lamentaram a má qualidade de algumas infra-estruturas que não chegam a durar muito tempo, tendo citado a construção de algumas pontecas, como a que liga o prédio Manuel Nunes à cadeia Cabeça do Velho, Bairro Josina Machel à 7 de Setembro, 4 à 7 de Abril, entre outros bairros, más qualidades em algumas valas de drenagem e vias de acessos para além de poluição sonora.

Chamado a responder as preocupações da população dos bairros Nhamaonha, 1º de Maio, 7 de Abril, e Francisco Manyanga, o presidente do conselho municipal de Chimoio, Raúl Conde, deixou primeiro os vereadores a responderem as questões, começando pelo Lucas Chiguma, que disse que já está reparado um auto-carro do município que será colocado na rota cidade a Nhamaonha, ligando avenida 25 de Setembro até EN6.

Também actividades estão em curso em coordenação com Associação dos Transportadores Públicos de Manica, (ATPM) para alocação de outros semi-colectivos de passageiros que passarão da cidade a monte cabeça do velho passando da Av. 25 de Setembro ligando a estrada que da acesso Av. 25 de Setembro a campo de Nhamnaonha, ate rua de Báruè que liga cidade a ponto de arranque.

Já o vereador da ordem e segurança pública no conselho municipal de Chimoio, Queniasse Quembo, chamou maior atenção aos fóruns de policiamento comunitários juntos da polícia municipal para manterem vigilância e caso haver persistência medidas como apreensão do equipamento e multas que rondarão de 150 a 1500 meticais serão usadas como medidas árduos.

Sobre campos de futebol e salas de aulas que não estão em condições Olga Peniel, vereadora para área da Educação, Juventude, Desporto e Cultura disse que alocara-se uma lâmina dentro de dias para a limpeza dos campos, mais também os jogadores deverão fazerem limpezas regularmente.

Quanto a salas de aulas sublinhou que o presidente junto do seu elenco tudo fará para minimizar a situação de algumas salas de aulas desabadas e que precisam de reabilitação e sua conclusão.

Chamado a responder outras preocupações, o presidente do Município de Chimoio, Raul Conde, disse que existem fundo orçado em cerca de 180 milhões de meticais, para responder alguns problemas como vias de acessos, água potável.

Para energia eléctrica e outras que não cabem ao município trabalho será feito junto dos parceiros de cooperação para a sua resolução. Estas preocupações foram tornadas públicas este sábado e segunda-feira a quando da visita de trabalhos efectuadas pelo edil do município de Chimoio nos bairros da cidade que tinha em vista a auscultação das preocupações dos munícipes.

Abrahamo Cufa Mapuca-Chimoio

Cabo Delgado: Mulher grávida abusada sexualmente

Uma mulher grávida de três meses foi molestada, agredida fisicamente, roubada os seus pertences e abusada sexualmente por indivíduos supostamente desconhecidos, na madrugada de segunda-feira (13), no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado.

O vexame aconteceu em Nanhupo, no posto administrativo de Namanhumbir e foi protagonizado por um grupo de 10 pessoas munidas com uma arma de fogo e catana.

Um parente da vítima contou, telefonicamente, a nossa fonte, que por volta de 00h00 daquele dia, os supostos meliantes bateram à porta da casa daquela mulher e pediram para ver se ela estava ou não a esconder cidadãos estrangeiros, alguns dos quais se dedicam à exploração de minérios em Namanhumbir.

A mulher, que há poucos meses perdeu o marido vítima de assassinato, não se fez de rogada pois não tinha nada a esconder. Porém, já no interior da casa, os bandidos exigiram dinheiro, mas ela disse que não tinha, o que gerou desagrado.

Sem clemência, os indivíduos ora em parte desconhecida espancaram a cidadã, recolheram diversos bens da mesma e quatro elementos do referido grupo mantiveram cópula forçada com a vítima, via anal e vaginal, na presença dos filhos menores de idade.

Até ao fecho desta edição, a senhora encontrava-se sob observação no Hospital Rural de Montepuez.

@Verdade

Menina de 12 anos dá à luz após ser estuprada pelo irmão

Depois de dar à luz aos 12 anos, e perder a guarda de sua filha, a britânica Tressa Middleton decidiu contar sua história 11 anos depois de viver tamanho sofrimento. Isso porque sua primeira gravidez aconteceu depois de ser vítima de estupro provocado por seu irmão, cinco anos mais velho, e  ter perdido a guarda do bebé, que foi colocado para adopção. 

Ainda sofrendo por ter encaminhado sua filha (e sobrinha) para a adopção após o estupro, Tressa, que hoje tem 23 anos, conta que está grávida novamente, dessa vez por escolha. O pai da criança é seu noivo Darren, com quem mantém um relacionamento há sete anos. “Eu nunca vou abrir mão desse bebé”, disse ela ao “The Mirror”.

Descobrir que estava grávida foi agridoce. Eu estou tão ansiosa para o futuro e já amo meu bebê, mas quando o resultado do teste de gravidez deu positivo, mesmo que eu estivesse feliz, também me sentia muito triste. Eu chorei”, conta Tressa, que espera ter a chance de viver a maternidade de forma plena com esse segundo filho.

Apesar de passados tantos anos, ela  conta ainda sente falta de sua filha, Annie, que criou por dois anos. A jovem mãe não teve escolha e foi proibida de ter contacto com a criança depois de ter revelado que havia sido estuprada por seu irmão. Com a confissão de Tressa, ele foi julgado e condenado à prisão por quatro anos, a partir de 2009.

Eu sou tão grata por, finalmente, poder ser a mãe que quis ser todos esses anos, mas não quero que minha primeira filha pense que eu a abandonei ou que ela está sendo substituída por esse novo bebê. Eu a receberia de volta de braços abertos amanhã se pudesse e espero que ela saiba que sempre será parte dessa família”.

Violência e consequências

A perda de sua filha fez com que Tressa entrasse em uma espiral de drogas e álcool. Em seu ponto mais crítico, ela chegou a gastar mais de R$1.500,00 em heroína em um único dia. Segundo contou ao tabloide, foi o noivo quem a ajudou a sair do buraco e, agora, com esta gravides, espera ter superado para sempre seu vício.

Eu fico comparando essa gravidez a quando estava grávida de minha filha, mas são circunstâncias completamente diferentes. Eu era uma criança na época e o que aconteceu comigo estava fora do meu controle. Por mais que eu ainda me sinta culpada, no fundo eu sei que a culpa não é minha”, comentou.

Tressa espera que sua filha um dia conheça o novo bebê, mas não pretende procurar a guarda da menina porque acredita que seria egoísmo de sua parte retirá-la da família que a criou por tantos anos. Ela conta em um livro que escreveu dedicado a Annie.

Último Segundo

Beira: PRM neutraliza ladrão de medicamentos

O indivíduo foi entregue às autoridades policiais no domingo (12), após ter sido flagrado com vários medicamentos escondidos debaixo da roupa, retirados do Hospital Central da Beira.

Segundo o relato do ladrão, citado pelo O País, um funcionário do Hospital Central da Beira ajudou no roubo.

Já o porta-voz do Hospital Central da Beira, Joaquim Cebola, lamentou o caso e revelou que a instituição contratou um serviço de segurança privada para travar o roubo de medicamentos.

Nos últimos 14 meses, instaurou-se 60 processos disciplinares em conexão com os roubos, no Hospital Central da Beira. Destes 20 foram instaurados este ano.

Joaquim Cebola esclarece que o número é aparentemente grande, mas é apenas o resultado do sistema de segurança que permite identificar de imediato a retirada de medicamentos.

Folha de Maputo

Cidadãos paquistaneses presos por subornar Polícia de Trânsito em Maputo

Dois cidadãos, dos quais uma mulher de nacionalidade paquistanesa, estão a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), desde a semana finda, na cidade de Maputo, acusados de suborno à Polícia de Trânsito (PT), com montantes que variam de 200 a 500 meticais.

Um dos visados responde pelo nome de E. Nhadombo, de 60 anos de idade, natural de Gaza, residente no bairro Luís Cabral.

Segundo a corporação, ele desembolsou 200 meticais para se livrar de uma multa por ter transgredido o Código da Estrada.

Já na esquina entre as Avenidas Karl Marx e Eduardo Mondlane, a PT deteve uma cidadã de nome A. Ashraf, de 35 anos, de nacionalidade paquistanesa, também indiciada de suborno aos agentes da PT, no valor de 500 meticais na tentativa de evitar uma multa por igualmente ter transgredido o Código da Estrada.

@Verdade

Mulher cria perfume com os próprios fluidos vaginais

Os perfumes contêm muitas vezes ingredientes estranhos, como almíscar ou ambergris. A escritora norte-americana Allison Ramirez, levou a personalização da fragância que usa ao extremo e criou um perfume com os próprios fluidos vaginais.

Na revista Cosmopolitan, a jovem, de Los Angeles, explicou como criou o perfume e que testou o poder das feromonas femininas em vários encontros com homens. Allison leu duas obras (‘The Joy of Sex’ e ‘Aphrodisiacs’), que abordam a temática dos odores femininos e como antigamente as mulheres usavam gotas de fluídos vaginais nos pulsos, mas quis experimentar em laboratório e criar um perfume a sério.

No Institute of Art and Olfaction, a jovem aprendeu que os fluidos corporais são muito voláteis para serem usados numa fórmula mas recomendaram-lhe outros odores que podiam ajudar na missão de criar a fragância irresistível para os homens. Usou fragâncias de cedro, rosa e um concentrado sintético de almíscar.

Depois de ter a fragância criada, passou a aplicá-la e, em seguida, a molhar um cotonete na vagina, passando-o nos pulsos. Allison conta que usou este perfume em três encontros. O primeiro encontro acabou com ela e um amigo de longa data aos beijos num bar e com ele a dizer-lhe ao ouvido “O teu cheiro deixa-me louco”.

Allison tentou outra vez num encontro para brunch e, à despedida, ele voltou a marcar um encontro. Depois, a norte-americana tentou usar a fragância no dia-a-dia e reparou que o empregado que a atendeu no café ou no supermercado foi bastante mais simpático. Ainda que com resultados à vista, a jovem concluiu que talvez não tenha sido só o perfume a contribuir para o seu sucesso e considera que o ‘perfume vaginal’ tenha funcionado mais como ‘placebo’ (elevando-lhe a autoestima e a excitação’ do que como íman masculino.

Mulher cria perfume com fluidos vaginais.jpg

Cm

Matola: Desmaios estranhos geram pânico no bairro Sidwava

Desmaios em circunstâncias estranhas geram pânico na área atribuída a deficientes militares, no bairro Sidwava, município da Matola, província de Maputo.

Tais fenómenos, segundo os residentes, são também caracterizados por ataques por forças invisíveis, movimentos misteriosos durante a noite, entre outras formas.

São no total catorze famílias de combatentes da Luta de Libertação Nacional, transferidos do bairro Matola F em 2015, para as novas residências construídas pelo ministério de tutela.

Contam que desde que passaram a viver naquelas casas, os referidos fenómenos são visíveis e se agravam a cada dia que passa.

Alguns residentes foram ouvidos pela Rádio Moçambique.
Desmaia a mulher e quando você quer socorrer, também desmaia. Ninguém pode socorrer o outro… Agora vamos pedir ao Régulo para pelo ao menos, fazer cerimónia…. Estamos mal, muito mal mesmo. Não vale a pena. Hoje vomitei e quando a mamã veio prestar socorro, também veio cair na minha frente… Desde muito tempo aproximamo-nos ao régulo, mas ele não resolve nada e quando falamos com o régulo sempre promete, quantas vezes a prometer?”, disseram alguns deficientes militares residentes no bairro Sidwava.

Entretanto o chefe da autoridade tradicional de Sidwava, Jorge Nwamba, disse estar a envidar esforços para realizar uma cerimónia tradicional junto dos Matsolo, família nativa da zona.

RM

República Dominicana: Locutores de rádio assassinados em directo no Facebook

Dois locutores de uma rádio da República Dominicana foram mortos a tiros, esta terça-feira (14), quando estavam em directo. Durante o ataque, ouvem-se tiros e os gritos de uma mulher.

Leo Martínez, produtor, foi morto num escritório, enquanto a outra vítima, o apresentador Luís Medina, foi assassinado quando estava em directo na rádio FM 103, da cidade San Pedro de Macorís. Um outra funcionária da rádio também foi baleada, encontrando-se em estado grave.

O atirador, cuja identidade é desconhecida, terá agido sozinho. Várias pessoas foram detidas num centro comercial onde está instalada a sede da rádio.

A emissão estava a ser transmitida em directo no Facebook e no vídeo Medina está a divulgar informações nacionais pelo microfone quando se escutam disparos ao longe, mas o locutor prossegue o seu trabalho durante alguns segundos.

Antes de o vídeo ser interrompido, segue com um olhar inquieto alguém que acaba de entrar no estúdio, cuja imagem não é visível, e uma voz feminina que grita “tiros, tiros, tiros”. Logo de seguida o ecrã torna-se negro.

Os trabalhadores da estação referiram que o atacante dirigiu-se primeiro ao gabinete do director da estação antes de entrar ao estúdio de gravação para assassinar o jornalista e depois disparar sobre a secretária.

A Sociedade interamericana de imprensa (SIP), organismo de defesa da liberdade de imprensa no continente americano, condenou em comunicado uma “tragédia que atinge a grande família do jornalismo na República Dominicana” e pediu uma investigação “expedita e profunda para conhecer o móbil, identificar o responsável e conduzi-lo perante a justiça“.

O procurador-geral dominicano, Jean Alain Rodríguez, condenou os assassínios e disse que o Ministério público, dirigido pelo procurador fiscal de San Pedro de Macorís, Pedro Núñez Jiménez, em colaboração com a Polícia nacional, iniciou as investigações do caso e prometeu esclarecer o mais rapidamente possível este “horrendo crime”.

Uma fonte policial disse à agência noticiosa Efe que já estão a ser investigados diversos detidos, incluindo três homens que supostamente estavam munidos com armas de fogo no interior do centro comercial.

Em 2016, a República Dominicana ocupava o 62.º posto em 179 no índice sobre a liberdade de imprensa estabelecido pelos Repórteres sem fronteiras (RSF).

Os jornalistas que ousam abordar o tema da corrupção ou do tráfico de drogas são muitas vezes vítimas de violência física, mesmo de morte“, refere a página dos RSF na internet relacionada com este país da América Central.

Em 2015, nos Estados Unidos, a morte em directo de dois jornalistas de uma televisão local, num incidente sem precedentes, suscitou uma vaga de choque, em particular pelo facto de o autor dos disparos, um dos seus antigos colegas, ter também filmado a cena para de seguida a difundir nas redes sociais.

JN

Jorge Ferrão nega ter proibido o uso de mini-saias nas escolas moçambicanas

O antigo ministro da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), actualmente reitor da Universidade Pedagógica (UP), Jorge Ferrão, diz que em nenhum momento proibiu o uso de mini-saias nos estabelecimentos do ensino público moçambicano, assunto que gerou pandemônio e debate na sociedade.

Por conta desta situação, uma cidadã de nacionalidade espanhola, Eva Anadon Moreno, foi humilhantemente detida e deportada 30 de Março do ano passado, por participar, na companhia de outras cidadãs, numa reunião pública cujo fim era reivindicar o término da violência contra a rapariga nas escolas.

Na altura, algumas correntes intenderam que Eva Moreno e as mulheres na sua companhia contestavam a decisão, supostamente do MINEDH, que obrigava as alunas a abandonar o uso de saias cuja bainha fica bem acima dos joelhos.

Aliás, a confusão não parou por aí, a magistrada Benedita Langa foi também presa no Aeroporto de Mavalane quando tentava evitar a deportação de Eva Moreno, pois considerava-se a sua expulsão do país ilegal, facto que, mais tarde, foi corroborado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ordenando a realização de um inquérito cujo desfecho ainda é publicamente desconhecido.

Nesta segunda-feira (13), Jorge Ferrão, a aproveitou a reunião com os professores e estudantes da UP, por ocasião da abertura do ano lectivo académico 2017 (abertura formal terá lugar em Março), para desabafar, dizendo que jamais “proibi as meninas” de trajarem saias curtas. “Eu precisava dizer isto”.

O Conselho de Ministros perguntou-me (sobre o assunto) e fiquei mal, sem o que dizer porque não tinha nada a ver com aquilo”, disse, acrescentando que devido a este mal-entendido, foi-lhe atribuído a cognome de “homem das mini-saias”.

De acordo com o ex-governante, agora reitor da UP, quando ouviu sururus em torno das saias, algumas demasiadas curtas, que as miúdas usavam na escola, procurou, num dos encontros com os pais e encarregados de educação, directores de estabelecimentos de ensino e professores, o que se passava.

Ocorreu, na sequência, que alguns pais e encarregados de educação pediram autorização e autonomia para agirem no sentido parar de uma vez por todas com o uso de minissaias nas escolas, explicou o reitor.

Segundo ele, nem sequer se pronunciou a favor ou contra o que se pretendia fazer, mas volvidos alguns dias, os meninas já trajavam saias decentes, na sua maioria até ao calcanhar.

Apesar da confusão que se instalou por causa disso, Jorge Ferrão disse ter percebido que, o sucesso obtido pelos mentores da iniciativa, deixou claro que “o ensino no país só pode mudar (para o melhor) se os pais tomarem conta das nossas escolas”.

A terminar, Ferrão afirmou que desse episódio concluiu que, sem dúvidas, é preciso vestir de forma decente na escola e “é um lugar que exige disciplina”.

@Verdade

Escassez de água abala Maputo

A procura pela água tornou-se uma verdadeira jornada para os moradores de alguns bairros de Maputo. Uma jornada de todos: adultos e crianças. São pessoas que estavam habituadas a ter água a jorrar nas torneiras todos os dias, mas já não têm o mesmo privilégio há três semanas.

Todos os dias acordo 3h da madrugada, para tentar obter água e, mesmo assim, não consigo nada. Não saí nada. A promessa de dias alternativos não está a ser cumprida”. O desabafo é de Maria do Céu, de 56 anos, que reside no bairro do Aeroporto.

Encontramo-la junto a outros moradores, em busca de água. Eram 5h da manhã e reclamava de ainda não ter água suficiente para responder as necessidades básicas da sua família, como cozinhar e tomar banho. Maria do Céu aguarda pela sua vez para encher um bidão de 20 litros, na rua, numa ligação de tubo da água fornecida pela empresa Águas da Região de Maputo, que foi vandalizada pelos moradores.

Bem próximo a enchente onde Maria do Céu e outros moradores tiram água, um outro grupo capta o líquido precioso, gota a gota, num outro tubo desmontado pelos moradores. Um cenário que se repete em vários pontos do bairro. Um cenário repete-se em vários pontos do bairro.

Nós sabemos que isto não é correcto, mas não temos alternativas. Precisamos de água pelo menos para nossas crianças tomarem banho para irem à escola. Precisamos de água para beber, para cozinhar, não temos outra opção. Sabemos que a culpa não é do Governo, é a falta de chuva, mas o que vamos fazer?”, questiona Maria.

Por volta das 6h da manhã, a água pára de chegar aos tubos. Jovens amarram os tubos e tapam as covas. A maioria das pessoas que aguardavam pela água dos tubos desmontados pelos populares não conseguem água, inclusive, Maria do Céu.

Nesta fase, restam duas alternativas: pagar quatro ou cinco meticais, em algumas casas onde se usa água dos furos, ou em outras poucas da rede que por vezes jorra água nas torneiras ou então pagar dois a três meticais pela água dos poços.

Por falta de tempo e de dinheiro, a maioria das pessoas recorre à segunda opção. “Todos os dias, nós tiramos água daqui. Usamos para beber, cozinhar e lavar, e como estão a ver, aqui perto tem uma força. Madrugamos para tirar água da torneira, mas não saí”, disse Mércia, uma moradora do bairro do Aeroporto.

E quem tira água dos poços também precisa ter paciência, é que devido à procura, por vezes debate-se com situações em que o poço fica praticamente esgotado e precisa aguardar até que a água encha novamente.

Famílias já fazem racionalizações gota a gota

Sem água nas torneiras, algumas famílias vêem-se obrigadas a fazer racionalizações de água, gota a gota. Mónica tem 35 anos, vive no bairro de Hulene B e faz parte destas estatísticas. A sua família têm 12 membros e o desafio desta mulher é gerir apenas 85 litros de água por dia, assegurando água para cozinhar, tomar banho e outras necessidades domésticas.

Racionalização complicada, mas impossível de contornar. É que Mónica diz “não ter condições de gastar dinheiro, nem recipientes para armazenar água para além do tempo que levaria à espera que chegasse a sua vez de conseguir água”.

Gota a gota, a dona de casa consegue cumprir tarefas como: lavar a louça, os alimentos que devem ser confeccionados e até mesmo separar água para cozinhar. Quando questionamos como gere a higiene e uso da casa de banho, particularmente, com as crianças, seis, a resposta foi: “dizemos os nossos filhos para não irem a casa de banho com frequência e quando vão, pedimos que façam apenas necessidades menores”.

Ao fim do dia, a maioria das actividades já haviam sido cumpridas. Começou a escala dos banhos e restava apenas metade de um bidão de 25 litros, ou seja cerca de 12,5 litros para o banho de seis adultos e seis crianças. E não são apenas as famílias que sofrem os efeitos das restrições, alguns centros de saúde já se ressentem da falta de água, particularmente em zonas onde a água da rede não saí há mais de duas semanas.

O País

Exames Laboratoriais confirmam que Frozy não é prejudicial à saúde

Os resultados dos exames laboratoriais das amostras de Frozy, um refrigerante produzido em Moçambique, revelam que aquele produto não contém nenhum ingrediente prejudicial à saúde, anunciou o director do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ), Alfredo Sitoe, em conferência de imprensa havida hoje, em Maputo.

Segundo Sitoe, os testes foram realizados pelo Ministério da Saúde depois que as autoridades malawianas decidiram banir a comercialização daquele refresco naquele país vizinho por, alegadamente, possuir um elevado teor de ácido cítrico.

Aliás, o governo moçambicano, após uma sessão de Conselho de Ministros realizada em Novembro do ano passado, garantiu que o produto não era prejudicial à saúde.

Exames realizados na altura indicavam que o produto possuía um teor de ácido cítrico compreendido entre 0,1 a 0,5mg/100 ml.

O Ministério da Saúde fez as análises laboratoriais e concluiu que não havia nenhum problema com o produto. Como forma de o país obter a garantia absoluta que, de facto, não há problemas, recolheu-se a amostra que foram enviadas para testes laboratoriais fora do país e estes testes, também, confirmaram que o produto estava bom“, disse Sitoe.

Explicou que os resultados foram enviados ao Malawi, que também decidiu enviar uma outra equipe à Moçambique para recolher as amostras do produto.

“Em finais de Dezembro o Malawi mandou cá um técnico que recolheu amostras de 13 sabores. Foram fazer os testes e estes confirmaram que o produto não é prejudicial à saúde”, disse Sitoe.

Entretanto, o “Malawi Bureau of Standards” exigiu a empresa a colocar um rótulo em Inglês ou Chichewa (língua local), em conformidade com as leis do país.

Segundo a fonte, a empresa Frozy prometeu fazer o rótulo até 20 de Abril do corrente ano.

Infelizmente nunca recebemos nenhuma reposta oficial do Malawi Bureau of Standards. Ficamos a espera de uma resposta oficial porque a inicial dizia que o produto pode entrar no Malawi mediante a colocação de um rótulo em Inglês e indicação do distribuidor em inglês ou chichewa“, disse.

A empresa Frozy, segundo Sitoe, garante nunca ter exportado o produto ao Malawi. Por isso, acredita que aquele produto possa ter entrado ilegalmente naquele país.

A empresa nunca enviou o produto àquele país. Não sabemos em que condições este produto entrou ao Malawi, mas não chegou lá por via da empresa Frozy“.

AIM

Últimas Notícias Hoje

Novos autocarros a gás em Maputo registam falhas mecânicas

Apenas três dias após a cerimónia oficial de entrega de 190 novos autocarros para a Área Metropolitana de Maputo, surgiram preocupações acerca do estado...

Margarida Talapa inicia visita oficial à Argélia para fortalecer cooperação parlamentar

A Presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, inicia hoje uma visita oficial de quatro dias à Argélia, a convite do seu...

Moçambicanas são vice-campeãs na I Liga Portuguesa de Basquetebol

As basquetebolistas moçambicanas Chanaya Pinto e Célia Sumbane, que vestem as cores da equipa Quinta dos Lombos, alcançaram a posição de vice-campeãs da I...

Guerra no Irã divide países dos Brics durante reunião na Índia

O aumento das hostilidades no Oriente Médio elevou as tensões durante o encontro dos Brics realizado esta semana em Nova Deli, Índia. A Cúpula...