Os resultados dos exames laboratoriais das amostras de Frozy, um refrigerante produzido em Moçambique, revelam que aquele produto não contém nenhum ingrediente prejudicial à saúde, anunciou o director do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ), Alfredo Sitoe, em conferência de imprensa havida hoje, em Maputo.
Segundo Sitoe, os testes foram realizados pelo Ministério da Saúde depois que as autoridades malawianas decidiram banir a comercialização daquele refresco naquele país vizinho por, alegadamente, possuir um elevado teor de ácido cítrico.
Aliás, o governo moçambicano, após uma sessão de Conselho de Ministros realizada em Novembro do ano passado, garantiu que o produto não era prejudicial à saúde.
Exames realizados na altura indicavam que o produto possuía um teor de ácido cítrico compreendido entre 0,1 a 0,5mg/100 ml.
“O Ministério da Saúde fez as análises laboratoriais e concluiu que não havia nenhum problema com o produto. Como forma de o país obter a garantia absoluta que, de facto, não há problemas, recolheu-se a amostra que foram enviadas para testes laboratoriais fora do país e estes testes, também, confirmaram que o produto estava bom“, disse Sitoe.
Explicou que os resultados foram enviados ao Malawi, que também decidiu enviar uma outra equipe à Moçambique para recolher as amostras do produto.
Em finais de Dezembro o Malawi mandou cá um técnico que recolheu amostras de 13 sabores. Foram fazer os testes e estes confirmaram que o produto não é prejudicial à saúde, disse Sitoe.
Entretanto, o Malawi Bureau of Standards exigiu a empresa a colocar um rótulo em Inglês ou Chichewa (língua local), em conformidade com as leis do país.
Segundo a fonte, a empresa Frozy prometeu fazer o rótulo até 20 de Abril do corrente ano.
“Infelizmente nunca recebemos nenhuma reposta oficial do Malawi Bureau of Standards. Ficamos a espera de uma resposta oficial porque a inicial dizia que o produto pode entrar no Malawi mediante a colocação de um rótulo em Inglês e indicação do distribuidor em inglês ou chichewa“, disse.
A empresa Frozy, segundo Sitoe, garante nunca ter exportado o produto ao Malawi. Por isso, acredita que aquele produto possa ter entrado ilegalmente naquele país.
“A empresa nunca enviou o produto àquele país. Não sabemos em que condições este produto entrou ao Malawi, mas não chegou lá por via da empresa Frozy“.
AIM














