Duas pessoas permanecem desaparecidas na sequência de dois naufrágios ocorridos na última semana nas águas do Lago Niassa, situado no distrito do Lago, na província de Niassa.
As autoridades locais relataram que os acidentes foram desencadeados por condições climáticas adversas, caracterizadas por ventos fortes e ondas intensas.
O primeiro naufrágio teve lugar no sábado, dia 4 de Outubro, nas proximidades de Messumba, no posto administrativo de Lunho. A embarcação foi encontrada à deriva, acompanhada de um colete salva-vidas, mas o pescador que se encontrava a bordo continua desaparecido.
O segundo incidente ocorreu no domingo (12), nas águas de Mbueca, no posto administrativo de Cóbuè. Duas pessoas estavam a bordo de um barco de pesca, tendo uma delas sido resgatada com vida, enquanto a outra ainda não foi localizada.
Equipes de busca e salvamento, compostas por pescadores locais e agentes distritais, continuam a realizar operações na tentativa de encontrar os desaparecidos, mas até ao momento não obtiveram resultados positivos.
As autoridades reiteram o apelo à cautela em relação à navegação no lago durante condições meteorológicas desfavoráveis, instando pescadores e passageiros a tomarem todas as precauções necessárias antes de se aventurarem nas águas.
O líder da juventude da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ivan Mazanga, apelou para a realização de um conselho nacional alargado do partido no primeiro trimestre de 2026, com o objectivo de antecipar a eleição de um novo presidente.
Durante uma reunião do Conselho Nacional do partido, que decorreu na província de Nampula, no norte de Moçambique, Mazanga admitiu que a Renamo enfrenta uma séria crise. “Olhos nos olhos, com honestidade, assumamos que o nosso partido não está bem. Não estamos bem não apenas no nosso relacionamento interno, mas também no nosso relacionamento com o povo”, destacou.
O apelo de Mazanga surge num contexto de crescente descontentamento em relação ao actual líder do partido, Ossufo Momade. Ex-guerrilheiros têm encerrado sedes e delegações, expressando a sua insatisfação e a necessidade de um Conselho Nacional. O líder da juventude da Renamo salientou que esta situação não faz jus ao legado dos “heróis tombados” nem aos que lutaram pela democracia, enfatizando a importância de deixar o “orgulho de lado” e atender à vontade do povo.
A Renamo, que nas eleições gerais de 9 de Outubro de 2024 perdeu o status de segunda força política mais votada, viu a sua representação parlamentar reduzida de 60 para 28 deputados em comparação com as legislativas de 2019. Desde essa data, a contestação à liderança de Momade intensificou-se, sendo este acusado de alegada “má gestão”, falta de pagamento de pensões e subsídios, além de “incompetência total” em face da crise que afecta o partido. Momade, reeleito para um segundo mandato de cinco anos em 2024, já declarou que não se voltará a candidatar ao cargo.
Uma manifestação que ocorreu em várias cidades do Peru resultou em pelo menos uma morte e mais de 100 feridos, conforme relatado por fontes locais.
A vítima mortal, um jovem, não sobreviveu a um ferimento causado por disparo de arma de fogo durante os tumultos na capital, Lima.
Segundo informações da agência espanhola EFE, os confrontos provocaram, até ao momento, 78 feridos entre as forças policiais e 24 entre os manifestantes, em diversos pontos do país. As autoridades peruanas também confirmaram a detenção de pelo menos 10 pessoas.
As manifestações, que juntaram milhares de participantes, predominantemente jovens, foram organizadas como um protesto contra a corrupção, a crescente insegurança e o aumento do crime organizado, dirigindo-se contra o governo e o Parlamento. O descontentamento dos cidadãos foi ainda exacerbado pela recente destituição da Presidente Dina Boluarte, tendo os manifestantes, contestado a ascensão de José Jerí ao cargo de chefe de Estado interino.
A mobilização em várias zonas de Lima causou bloqueios nas estradas e a suspensão temporária do transporte público, conforme anunciado pela Autoridade de Transportes Urbanos de Lima e Callao nas suas redes sociais.
Vicente Tiburcio, o novo ministro do Interior, expressou pesar pela morte do manifestante e anunciou o início de uma investigação. O ministro esclareceu que a força policial destacada para o protesto não estava presente na área onde ocorreu o incidente fatal. Refere ainda que alguns manifestantes estavam disfarçados, utilizando capacetes e carregando mochilas com objectos contundentes.
Este novo governo interino, que inclui figuras controversas, tem suscitado um elevado descontentamento entre a população, que considera que se trata de uma continuidade do Executivo da ex-Presidente Boluarte.
Um agente das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) foi detido na cidade de Nampula, acusado de participação no roubo de cabos eléctricos com uma extensão de 4 mil metros, cujo valor é estimado em cerca de 2 milhões e 300 mil meticais.
A detenção do militar foi confirmada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). A porta-voz da instituição, Enina Tsinine, informou à imprensa que o indivíduo, além de ser um membro das FADM, exercia ainda funções no conselho comunitário do bairro de Namicopo.
Investigações apontam que os cabos foram retirados de forma ilegal na província da Zambézia, especificamente no distrito de Milange, e que eram transportados para serem vendidos no distrito de Moma, que também se localiza na província de Nampula.
As autoridades prosseguem com as investigações para identificar possíveis cúmplices e desmantelar a rede de comercialização ilegal associada ao caso.
A Angel Supplies, Lda uma empresa que actua no ramo de importação, representação comercial e venda de produtos diversos, pretende recrutar Promotores de Vendas. Saiba mais.
A empresa AKA SOLUTION, LDA, localizada em Maputo, Cidade da Matola, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Profissional em Marketing (Promotora de Vendas). Saiba mais.
Uma empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente integrada no Grupo “A”, pretende reforçar a sua equipa em Maputo com a admissão de um(a) Técnico(a) Superior em Contabilidade. Saiba mais.
A Zero Waste Offshore, Lda., empresa especializada em gestão de resíduos e soluções ambientais sustentáveis, está a recrutar um (1) Motorista para a Recolha de Resíduos. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor, Analista e Digitador de Dados para Gestão de Casos e HIV Pediátrico. Saiba mais.
O governo moçambicano anunciou um défice de oito mil milhões de meticais, equivalente a 125,1 milhões de dólares, no seu Plano de Contingência para a época chuvosa de 2025-2026, que se inicia este Outubro e se prolonga até Abril de 2026.
O valor total necessário para a implementação do plano ascende a 14 mil milhões de meticais.
Durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo, o porta-voz do governo e ministro da Administração Estatal, Inocêncio Impissa, revelou que, em cenário mais pessimista, cerca de quatro milhões de pessoas poderão ser afectadas por esta época chuvosa. O governo delineou diferentes cenários para a situação: o mais optimista prevê menos de um milhão de pessoas afectadas, enquanto a segunda hipótese aponta para um impacto entre 1,2 e dois milhões de pessoas.
“Análises realizadas pelas nossas equipas, com base nos sinais provenientes dos mecanismos de avaliação, indicam que, se as previsões se concretizarem, o segundo cenário poderá ser o mais provável, abrangendo até dois milhões de pessoas,” afirmou Impissa.
Em Julho passado, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGD) alertou para os riscos associados a diversas ameaças meteorológicas, que podem afectar 64 dos 154 distritos do país.
O ministro enfatizou a importância de uma avaliação precisa por parte das autoridades, baseada nos dados disponíveis, para a prevenção de desastres. “A outra medida crucial é continuar a colaboração com a população. Este plano foi aprovado hoje, o que significa que uma série de actividades preparatórias já foram iniciadas,” acrescentou.
Impissa explicou que o governo pretende reduzir o défice através de outras fontes de financiamento, como o seguro paramétrico e a implementação de medidas antecipatórias para secas, inundações e ciclones, além de doações em espécie ou em dinheiro.
Nos últimos anos, Moçambique tem enfrentado um aumento significativo na frequência e intensidade de desastres relacionados com o clima. Durante a época chuvosa de 2024-2025, o país foi atingido pelos ciclones tropicais Chido, Dikeledi e Jude, que devastaram as províncias do norte, já fragilizadas por pressões humanitárias decorrentes de ataques terroristas em alguns distritos da província de Cabo Delgado.
O administrador do distrito de Memba, na província de Nampula, Manuel Cintura, afirmou que, apesar do pânico ainda presente entre os residentes após os ataques terroristas ocorridos nos dias 30 de Setembro e 3 de Outubro, “algumas pessoas estão a regressar timidamente às suas áreas de origem”.
Os ataques perpetrados contra os postos administrativos de Lúrio e Chipene resultaram na destruição de 51 habitações, uma igreja e uma escola primária. Manuel Cintura revelou que, embora uma parte da população esteja a retornar, muitos ainda evitam dormir nas suas casas devido ao receio de novos ataques.
O administrador destacou também que cidadãos de Memba estão entre os grupos armados que têm realizado ataques, em virtude dos laços históricos da população com comunidades piscatórias em regiões anteriormente ocupadas por insurgentes da vizinha província de Cabo Delgado.
Desde 2017, as incursões terroristas têm sido frequentes em Cabo Delgado, mas a Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou para a propagação da violência para outras regiões, particularmente Nampula. Nos últimos 15 dias, 40.000 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas em Cabo Delgado e Nampula devido a ataques jihadistas.
Num comunicado, a Direcção-Geral para a Protecção Civil e Operações de Ajuda Humanitária da União Europeia (ECHO) manifestou preocupação com a violência que se tem verificado em Memba, incluindo sequestros e ataques a infraestruturas civis e públicas. “Os ataques em Nampula representam uma preocupante expansão do conflito de Cabo Delgado, evidenciando a capacidade crescente de grupos armados não estatais para realizar ataques simultâneos e menos previsíveis”, pode ler-se no documento.
Além disso, as Nações Unidas reportam que, pela primeira vez, todos os 17 distritos de Cabo Delgado foram afectados pelo conflito, deslocando 1,3 milhões de pessoas, muitas delas repetidamente, desde o início do conflito.
O governo moçambicano anunciou a criação de equipas multissetoriais com o objectivo de recolher motobombas e outros instrumentos utilizados por garimpeiros na extracção de ouro, especialmente ao longo das margens dos rios na província de Manica.
As equipas iniciarão o seu trabalho no distrito de Vanduzi, onde, numa fase inicial, realizarão campanhas de sensibilização dirigidas aos garimpeiros que operam nas margens do rio Púnguè e seus afluentes.
Recentemente, as autoridades notificaram gestores de empresas mineiras sobre a suspensão total da mineração na província, uma decisão tomada pelo governo em meados de Setembro. Esta suspensão aplica-se tanto à mineração semi-industrial como à artesanal e foi estabelecida durante uma reunião do Conselho de Ministros.
A medida visa combater a poluição das águas, um problema sério que afecta também a albufeira de Chicamba, uma importante fonte de água potável para as cidades de Chimoio e Manica, bem como para as localidades de Gondola, Messica e Bandula. Estudos realizados por instituições de ensino superior revelaram a presença de mercúrio e cianeto nos rios, substâncias nocivas à saúde pública.
O governo considera a poluição hídrica e a degradação dos solos como crimes ambientais, o que justifica a necessidade urgente de interromper qualquer actividade mineradora prejudicial ao meio-ambiente. Contudo, as equipas de monitoramento identificaram empresas que continuam a explorar ouro clandestinamente, mesmo após a suspensão. Recentemente, cidadãos de nacionalidade chinesa foram detidos em flagrante por extracção ilegal de ouro no distrito de Manica e, após alguns dias, foram libertados sob termo de identidade e residência.
As equipas constataram igualmente a persistência de garimpeiros nacionais a explorarem ouro durante a noite nas margens dos rios. Um membro da equipa multissetorial, que preferiu manter o anonimato, referiu que a recolha de motobombas e equipamentos usados pelos garimpeiros está a ser realizada ao longo do rio Púnguè, com planos de expansão para os distritos de Manica e Sussundenga, onde a mineração artesanal é mais prevalente.
“Estamos a trabalhar em Vanduzi e iremos prosseguir para outros distritos. Iniciámos campanhas de sensibilização, mas a exploração ainda persiste de outras formas. O governo está a recolher o material utilizado como forma de desencorajar esta prática e a poluição dos rios”, explicou a fonte.
Em menos de dois dias de operação, as equipas já recolheram cerca de dez motobombas e outros instrumentos, enquanto dialogam com os garimpeiros sobre a importância da medida governamental. No distrito de Manica, mais de 30 empresas estão envolvidas na extração de ouro, todas já a cumprir a suspensão decretada. Apesar de o garimpo artesanal estar paralisado, ainda existem focos de exploração clandestina.
Os tanques e drones israelitas desencadearam uma nova ofensiva em vários pontos do norte da Faixa de Gaza e na cidade de Rafah, no sul, com foco em tendas de refugiados localizadas em Mawasi, conforme relatado pela agência noticiosa espanhola EFE.
Até ao momento, não há informações sobre vítimas mortais ou feridos em decorrência dos ataques.
Um cessar-fogo, que entrou em vigor na passada sexta-feira, foi estabelecido entre Israel e o movimento islamista palestiniano Hamas, com o patrocínio do presidente norte-americano Donald Trump e a mediação de países como Egito, Qatar, Turquia e Arábia Saudita.
Este entendimento resultou na entrega, por parte do Hamas, de 20 reféns vivos a Israel na segunda-feira. Contudo, apenas quatro dos 28 corpos que se presume estarem mortos foram devolvidos.
Em contrapartida, foram libertados 1.968 prisioneiros palestinianos, muitos dos quais cumpriam pena por ataques mortais contra Israel, além de 1.700 palestinianos detidos por supostas “razões de segurança”, desde o início do conflito em Outubro de 2023.
A actual guerra na Faixa de Gaza iniciou com os ataques do Hamas em 7 de Outubro de 2023, que resultaram na morte de cerca de 1.200 pessoas em Israel e na captura de 251 reféns.
Como resposta, Israel lançou uma vasta operação militar na Faixa de Gaza, que já provocou mais de 67 mil mortos, segundo as autoridades locais sob controlo do Hamas, além da destruição quase total das infraestruturas da região e da deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.
Hoje, o centro de Cabul foi palco de duas explosões que provocaram incêndios e geraram pânico na capital afegã. Este incidente ocorre num contexto de crescente tensão entre o Afeganistão e o Paquistão.
Zabihullah Mujahid, porta-voz do governo talibã, confirmou que as explosões resultaram da detonação de um camião-cisterna e de um transformador eléctrico, levando a incêndios em diversos quarteirões da cidade.
As forças de segurança talibã rapidamente isolaram a área afectada, enquanto ambulâncias circulavam em alta velocidade pelas principais avenidas. Densas colunas de fumo negro eram visíveis no céu da capital, intensificando a preocupação da população.
Testemunhas relataram que o impacto das explosões causou a destruição de janelas em vários edifícios, deixando o chão coberto de vidro e detritos.
Cabe recordar que, na semana passada, Cabul já tinha sido alvo de duas explosões de grande magnitude, que o governo talibã atribuiu ao Paquistão. Tais ataques antecederam confrontos armados na fronteira entre os dois países, que se prolongaram até hoje e resultaram em dezenas de mortos, exacerbando a crise diplomática entre Cabul e Islamabad.
Vários corpos sem vida, em avançado estado de decomposição, foram descobertos no fundo de um poço situado no bairro Nhamadjessa, na cidade de Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique. As autoridades ainda não conseguiram determinar o número exacto de vítimas.
As autoridades suspeitam que as mortes estejam ligadas a um grupo de criminosos, que permanece em fuga. A província de Manica tem sido palco de uma crescente onda de assassinatos, principalmente envolvendo mototaxistas que prestam serviços nos diversos bairros da cidade.
Segundo o Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), apenas um corpo foi retirado do poço até o momento. Os restantes, que já se encontram em estado de ossadas, ainda não foram identificados. O poço pertence ao governo provincial de Manica e está localizado em um terreno que abriga uma obra abandonada, que deveria ter sido a futura residência protocolar do governo provincial.
Entretanto, este espaço, marcado pela desocupação, tem sido utilizado por malfeitores como abrigo. A construção, com mais de dois metros de muro de vedação, apresenta vários compartimentos, alguns dos quais são conhecidos por serem utilizados para actividades ilícitas, como o consumo de drogas. Acredita-se que os criminosos tenham utilizado serviços de táxi para atrair as suas vítimas até ao local onde os crimes eram perpetrados.
Familiares de pessoas desaparecidas expressaram preocupação e desespero. Um dos cidadãos, à procura do seu irmão mototaxista que desapareceu há dias, revelou: “Recebeu uma chamada para prestar serviço. Até hoje não apareceu. Não sabemos se pode estar entre os corpos que estão no interior do poço.” Outra mulher relatou que o seu marido também está desaparecido, tendo utilizado a sua moto para serviços na mesma área.
O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Mouzinho Manasse, informou à imprensa que foi montada uma equipa multissectorial para investigar o caso e proceder ao resgate dos corpos. Confirmou também que a única vítima resgatada até agora é um mototaxista e assegurou que irão colaborar com as entidades municipais para o encerramento do poço.
No local, diversas pessoas, incluindo mototaxistas, deslocaram-se para acompanhar a situação, enquanto a polícia, técnicos de medicina legal e outros setores prosseguem com a investigação. O corpo resgatado foi sepultado ao fim da tarde de hoje no cemitério de Chissui, nos arredores de Chimoio.
Cerca de 80 mil cidadãos tomaram as ruas de Bruxelas manifestando-se contra os cortes orçamentais impostos pelo Governo de Bart De Wever, líder do partido conservador flamengo.
A manifestação gerou diversos actos de vandalismo, incêndios e confrontos com a polícia, resultando na detenção de várias pessoas.
Os protestos foram organizados pelos principais sindicatos e coincidiram com uma greve geral que paralisou os serviços públicos e a rede de transportes em todo o país, incluindo metro e autocarros. A situação levou ao cancelamento de vários voos, devido à escassez de pessoal nos aeroportos.
Bart De Wever, que assumiu o cargo de primeiro-ministro no início de Fevereiro, já estabeleceu um limite de dois anos para o subsídio de desemprego e planeia uma extensa reforma das pensões, com a abolição de regimes especiais e a uniformização das condições entre funcionários públicos e do sector privado.
Nos cartazes dos manifestantes, destacavam-se frases como “Direito à reforma aos 65 anos” e “Procurados por roubo de pensões”, acompanhadas de faixas e bandeiras sindicais.
O Presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, anunciou hoje, em Nampula, que não tem intenções de se candidatar no próximo Congresso do partido. “Tenho dito, no próximo Congresso eu não vou concorrer. Vou deixar os jovens para poderem continuar neste barco”, afirmou.
O Congresso da RENAMO é o órgão responsável pela eleição do líder do partido, e a declaração de Momade marca um momento significativo na política interna da formação.
O político fez estas declarações à chegada à cidade de Nampula, onde amanhã terá início o Conselho Nacional da RENAMO. “Este é um Conselho Nacional que vai tomar várias decisões para o bem do nosso partido e do país”, acrescentou, sublinhando que as tensões dentro do partido são “normais”, tal como ocorre em outras formações políticas.
Momade enfatizou que “isto é normal. Mesmo nos outros partidos existem esses tipos de problemas. Não estamos preocupados com isso. A nossa agenda é única, unir a família e avançarmos para a vitória”.
O governo da Argélia anunciou a criação de uma empresa mista voltada para o fabrico de equipamentos eléctricos e a construção de uma central térmica capaz de produzir 40,2 MW de energia em Moçambique.
As iniciativas foram divulgadas pelo ministro da Energia e Energias Renováveis da Argélia, Mourad Adjal, após um encontro com o Presidente moçambicano, Daniel Chapo.
O ministro Adjal explicou que o primeiro projecto visa a fabricação de equipamentos eléctricos, enquanto o segundo supõe a edificação de uma nova central de produção de electricidade em território moçambicano. Este encontro surge na sequência da visita oficial do Presidente Chapo à Argélia, ocorrida em Setembro, e tem como objectivo acelerar a implementação das orientações discutidas entre os líderes dos dois países, reforçando a parceria africana e a integração económica regional.
Na ocasião, o Presidente Chapo sublinhou a disposição de Moçambique em acolher investimentos e estabelecer parcerias estratégicas, destacando o papel geoestratégico do país. “Moçambique representa uma porta de entrada para a África Austral e para o Oceano Índico”, afirmou.
O ministro argelino também salientou a importância da visita, expressando a determinação da Argélia em fortalecer a cooperação bilateral. “Esta audiência reforça as relações fraternas entre Moçambique e a Argélia”, afirmou Adjal, transmitindo ainda as saudações do Presidente Abdelmadjid Tebboune.
O ministro moçambicano dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, referiu que as conversações permitiram identificar diversas áreas passíveis de desenvolvimento e implementação, com vista a beneficiar ambas as economias. Pale destacou a experiência da Argélia no sector energético e a intenção de cooperar na pesquisa, prospecção e exploração de petróleo e gás, assim como na utilização do gás natural.
Foi também acordado entre as partes a criação de um mecanismo para encontros regulares entre os operadores dos dois países, visando a exploração conjunta de diferentes áreas de cooperação. O compromisso inclui a formação e capacitação de quadros moçambicanos em diversos domínios técnicos.
Os dois governantes expressaram otimismo em relação à implementação dos projetos e ao aprofundamento das relações bilaterais entre Moçambique e a Argélia.
O projecto Ponte África, com o apoio da China, foi oficialmente lançado no distrito de Kamavota, na capital moçambicana, com a finalidade de contribuir para a redução da pobreza agrícola e promover o desenvolvimento sustentável em Moçambique. Esta iniciativa foca na assistência educacional, na melhoria de infraestruturas e na cooperação agrícola.
Promovido em parceria pelo Programa de Desenvolvimento Ponte África—uma organização internacional com sede em África, suportada pelo Gabinete dos Assuntos Estrangeiros da Província de Shandong—e pela Associação dos Empresários da Província de Shandong em Moçambique, o projecto contará com a colaboração de especialistas agrícolas provenientes de Shandong. Estes especialistas trabalharão junto aos parceiros moçambicanos, visando reforçar as capacidades técnicas dos agricultores locais e potencializar a segurança alimentar.
Durante a cerimónia de lançamento, foram realizadas doações de material escolar, ferramentas agrícolas e de construção, além de apoio financeiro destinado à renovação de escolas e à melhoria das infraestruturas.
Wu Jinjia, charge d’affaires ad interim da Embaixada da China em Moçambique, sublinhou que este projecto representa um resultado concreto da implementação das 10 Acções de Parceria, anunciadas na Cimeira de Pequim de 2024 do Fórum de Cooperação China–África (FOCAC). A diplomata enfatizou a importância atribuída pelo governo chinês à cooperação agrícola com Moçambique, com o intuito de promover a modernização agrícola no país.
Jabula Zibia, director Nacional de Agricultura do Ministério de Agricultura, Ambiente e Pescas, destacou a relevância do projecto Ponte África para o avanço do desenvolvimento agrícola e o fortalecimento das comunidades. O director reiterou que a China se tem consolidado como um parceiro agrícola fundamental para Moçambique, colaborando em múltiplos projectos nas áreas de transferência de tecnologia e produção alimentar.
Wen Nuan, vice-governador da Província de Shandong, mencionou que as empresas da sua província têm estado activamente envolvidas na construção de infraestruturas, doações de habitação e no desenvolvimento de terras agrícolas em Moçambique, trazendo benefícios directos às comunidades locais.
Desde a sua criação em 2024, o Programa de Desenvolvimento Ponte África foca em iniciativas de desenvolvimento sustentável e na melhoria das condições de vida, criando plataformas de inovação para empresas e promovendo a partilha de recursos para garantir a eficácia na implementação dos seus projectos. O programa já lançou diversas iniciativas agrícolas voltadas à redução da pobreza em vários países africanos.
Na sua mais recente Sessão Ordinária, o Conselho de Ministros de Moçambique aprovou várias resoluções que visam fortalecer as relações legais com diversos países, incluindo Botswana, Quénia e Federação Russa.
Os acordos em causa dizem respeito à Assistência Mútua-Legal em matéria penal, à Extradição e à Transferência de Pessoas Condenadas.
Os instrumentos, que serão apresentados à Assembleia da República, incluem a ratificação do Acordo de Assistência Mútua-Legal e do Acordo de Extradição com Botswana, ambos assinados a 26 de Outubro de 2022 na cidade de Gaborone. Com o Quénia, foi igualmente aprovada a ratificação do Acordo de Assistência Mútua-Legal e do Acordo sobre a Transferência de Pessoas Condenadas, acordos estes firmados a 10 de Agosto de 2023 em Maputo.
Além disso, o Governo ratificou o Acordo de Extradição entre Moçambique e a Federação Russa, assinado a 21 de Maio de 2025 em São Petersburgo, assim como o Acordo sobre Transferência de Pessoas Condenadas entre Moçambique e a República Unida da Tanzânia, assinado a 08 de Maio de 2025 em Dar-Es-Salam.
Segundo o documento oficial do Governo, estes acordos têm como objectivo assegurar e promover mecanismos que melhorem o sistema de administração da justiça em matéria penal no país.
O coronel Michael Randrianirina, líder do golpe militar em Madagáscar, declarou que irá assumir a presidência do país, seguindo uma decisão do Tribunal Constitucional e a fuga do presidente Andry Rajoelina.
Randrianirina, que anunciou a tomada de poder pelas forças armadas, referiu que a oficialização do cargo de Presidente deverá ocorrer nos próximos dias. Este desenvolvimento surge após semanas de protestos contra Rajoelina, que foram amplamente protagonizados por grupos de jovens insatisfeitos com a actual conjuntura económica e social.
Os protestos atingiram um clímax no passado sábado, quando Randrianirina e soldados da sua unidade de elite, o Corpo de Administração de Pessoal e Serviços do Exército Terrestre (CAPSAT), se revoltaram contra Rajoelina e se juntaram às manifestações que exigiam a sua demissão, levando o presidente a fugir.
Rajoelina, que ocupa a presidência desde 2018, alegou ter procurado abrigo em um local seguro devido a temores pela sua vida após a insurreição das forças militares, rejeitando, por sua vez, a legitimidade da tomada de poder, que classificou como um golpe ilegal promovido por uma facção rebelde.
Na tentativa de evitar a sua destituição, Rajoelina havia dissolvido a Assembleia Nacional na passada terça-feira, denunciando a votação que pedia o seu afastamento como sem “qualquer base legal”. Contudo, 130 dos 163 deputados presentes votaram a favor do seu destituir, ultrapassando a maioria de dois terços exigida.
Randrianirina assegurou ainda que a nova liderança militar designará rapidamente um primeiro-ministro encarregado de formar o governo, embora não tenha especificado um prazo para a implementação dessa medida.
A companhia aérea Emirates anunciou oficialmente a suspensão da emissão de bilhetes para todas as agências de viagens licenciadas em Moçambique.
Esta decisão resulta da escassez de moeda estrangeira, especialmente dólares americanos, no mercado nacional, bem como das dificuldades associadas à repatriação das receitas em moeda estrangeira.
A medida, que entrou em vigor na segunda-feira, implica que as agências moçambicanas não podem mais emitir bilhetes da Emirates, tendo de recorrer a intermediários estrangeiros.
Muhammad Abdullah, CEO da Cotur, uma das principais agências de viagens do país, comentou com os jornalistas que a decisão da Emirates representa um problema grave para o turismo em Moçambique. “Na prática, isto significa uma perda total de autonomia operacional. Os efeitos desta suspensão são imediatos e profundamente preocupantes para o sector. Embora a suspensão tenha apenas agora entrado em vigor, os problemas subjacentes datam de 2023, em virtude das restrições cambiais e da crescente dificuldade para as companhias aéreas transferirem as suas receitas para fora do país”, afirmou.
Abdullah destacou que a Emirates é a primeira empresa a adoptar medidas drásticas, mas advertiu que todas as companhias aéreas internacionais enfrentam dificuldades semelhantes. “Se nada for feito, outras seguirão o mesmo caminho. Outras empresas afectadas pelo mesmo problema incluem a Qatar Airways, Ethiopian Airlines, Kenya Airways, Rwandair, TAAG e TAP Air Portugal, que já começaram a limitar a emissão local a bilhetes SOTO (Vendidos fora, Emitidos fora)”, acrescentou.
O CEO expressou preocupação de que a decisão da Emirates tornará as viagens mais caras e logisticamente complexas. “As agências de viagens perdem margem e competitividade, e os passageiros, especialmente os que viajam a negócios, enfrentarão atrasos, custos adicionais e uma perda de flexibilidade”, disse.
Abdullah referiu ainda que esta situação acarreta um aumento nos custos operacionais e administrativos devido à perda de comissões locais, o que pode resultar numa diminuição do fluxo turístico por causa das tarifas mais elevadas e da redução de voos. O acesso a Moçambique torna-se também mais difícil, o que poderá afastar operadores e viajantes internacionais.
“Além disso, esta situação pode levar ao cancelamento de eventos e conferências devido à instabilidade logística. Também provoca uma perda de credibilidade institucional devido ao bloqueio e aos atrasos na obtenção de moeda estrangeira”, acrescentou.
Por último, Abdullah alertou que esta situação mina a confiança no sistema financeiro nacional e na capacidade do país de garantir estabilidade e previsibilidade cambial para empresas estrangeiras. O turismo é um setor estratégico e transversal—se este ecossistema colapsar, os efeitos estender-se-ão à hospitalidade, conferências, transportes e receitas fiscais.
Como responsável pelas agências de viagens e operadores turísticos na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Abdullah concluiu: “É imprescindível normalizar o acesso à moeda estrangeira e criar mecanismos transparentes para a repatriação de fundos. Apenas assim poderemos evitar um isolamento aéreo progressivo e garantir a sustentabilidade de um setor vital para o desenvolvimento económico e a imagem de Moçambique como destino turístico e de negócios.”
Dubai está a preparar-se para acolher uma nova era de transporte aéreo, com a previsão de que táxis voadores comecem a operar em 2026.
As aeronaves eléctricas de descolagem e aterragem vertical (eVTOL) estão a dar passos significativos em direcção ao uso comercial, prometendo revolucionar a mobilidade nas cidades.
Segundo a Euronews, os veículos eVTOL são projectados para descolar e aterrar verticalmente, oferecendo uma alternativa rápida e eficiente às viagens aéreas convencionais. Com um design que se assemelha a um helicóptero gigante dotado de asas e hélices de drone, estas máquinas poderão transportar passageiros por cima de áreas urbanas congestionadas, proporcionando uma nova forma de deslocação em curtas distâncias.
Ali Ahmad Al Blooshi, especialista em Aviação Civil no Dubai, comentou que “imaginamos o espaço aéreo como sendo semelhante a uma rua hoje em dia”.
Recentemente, a Xpeng Aeroht, uma subsidiária da fabricante chinesa de veículos eléctricos Xpeng, apresentou o seu novo eVTOL denominado Land Aircraft Carrier. Esta aeronave está disponível em versões para um ou dois passageiros, podendo ser pilotada ou operar de forma autónoma. A empresa garantiu que o veículo é fácil de controlar e seguro para voar, tendo já realizado mais de 5.000 voos de teste em diversas condições climáticas.
Michael Du, director financeiro e vice-presidente da Xpeng Aeroht, sublinhou que durante o desenvolvimento do modelo, foram fabricados 200 unidades e testados em situações extremas, como calor intenso e altitudes elevadas. A Xpeng também revelou um veículo todo-o-terreno de seis rodas que pode transportar o eVTOL, facilitando a transição entre o modo terrestre e o modo aéreo, além de simplificar o armazenamento e a recarga da aeronave.
“Estou convencido de que isto reduzirá significativamente a barreira para as pessoas usarem o voo,” afirmou Du.
Contudo, o sector de eVTOL enfrenta desafios significativos, incluindo a duração da bateria, o controlo do tráfego aéreo e a necessidade de infra-estrutura adequada. A Xpeng espera que o seu Land Aircraft Carrier esteja disponível no Dubai em 2027, com cerca de 600 unidades já encomendadas por clientes da região.
Raila Odinga, líder da oposição e ex-primeiro-ministro do Quénia, faleceu no sul da Índia, aos 80 anos. A informação foi confirmada pela polícia indiana, que relatou que Odinga perdeu os sentidos enquanto caminhava.
Krishnan M., responsável da polícia do distrito de Ernakumam, explicou à Agência France Presse que Odinga desmaiou enquanto se encontrava a caminhar com a irmã, a filha e o seu médico. Após o incidente, foi imediatamente levado para um hospital local, onde foi declarado morto.
O político recebia tratamento médico na cidade de Cochim, onde sofreu uma paragem cardíaca. O jornal indiano Mathrubhumi relatou que a situação exigiu uma rápida intervenção, mas infelizmente não foi suficiente para salvá-lo.
Raila Odinga serviu como primeiro-ministro do Quénia entre 2008 e 2013, deixando uma marca significativa na política do seu país e sendo uma figura proeminente na luta pela democracia e justiça social.
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