O Governo emitiu novas regras para a exploração e exportação de seis espécies de madeira do país, anunciou o Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural em despacho.
“Não será permitida a exportação de madeira” de três das espécies com procura em Moçambique, designadas “chanfuta, umbila e jambire” e que “serão licenciadas apenas para abastecer o mercado interno”, de acordo com o despacho divulgado hoje pelas televisões moçambicanas
O documento proíbe ainda a exploração e recolha de madeira de nkula, pau-ferro e mondzo.
Segundo as novas regras, a saída de madeira de espécies nativas só será autorizada mediante a apresentação de um plano anual de exportação e o cumprimento de critérios de estabelecimento de indústria.
O governo estima que Moçambique perca anualmente entre 140 a 187 milhões de euros devido ao contrabando de madeira.
Os rebeldes sírios que continuam em Duma, região de Ghouta Oriental, a leste de Damasco, aceitaram se render neste domingo (08).
A informação é da agência estatal Sana , que afirmou ainda que os milicianos serão deportados ao norte do país com seus familiares, e os civis se entregarão às autoridades de Damasco. A rendição acontece horas após um suposto ataque químico que matou dezenas de pessoas na região.
Não se sabe ao certo quantas pessoas perderam a vida no ataque químico e as estimativas variam. No entanto, os números vão de 70 vítimas, segundo a Al Jazeera , a 100, de acordo com a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
Além dos mortos, outras dezenas de pessoas ficaram feridas, muitas delas em estado grave. O primeiro relato do ataque foi feito pelos White Helmets (Capacetes Brancos), ONG de defesa civil que actua em áreas do território sírio controladas pela oposição. De acordo com eles, mais de mil pessoas tiveram problemas para respirar após a explosão de uma bomba.
“Neste momento, estamos cuidando de mais de mil casos de pessoas com dificuldades para respirar depois que uma bomba de cloro foi jogada sobre a cidade”, afirmou Moayed al Dayrani, morador de Duma e médico voluntário, para a Al Jazeera na Síria.
A cidade é o último reduto dos rebeldes em Ghouta Oriental e alvo de uma pesada ofensiva por terra das forças do governo desde a última sexta-feira (06). No início de abril, Damasco chegou a anunciar a evacuação de 450 pessoas ligadas a grupos de oposição, mas nem todos os focos de resistência foram eliminados.
Culpados do ataque químico
Embora os rebeldes também acusem o regime de Assad e a Rússia, pelo suposto ataque, Damasco rebate e diz que trata-se de uma armação do grupo radical Jaysh al Islam, apoiado pela Arábia Saudita.
Por sua vez, o general russo Yuri Yevtushenko acusou “alguns países ocidentais” de tentarem impedir a retomada de Duma, usando o “batido argumento preferido do uso de armas químicas”.
Frente ao novo episódio de sofrimento sírio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou a Rússia, o Irã e o regime de Bashar al-Assad pelo suposto ataque em Duma.
“Muitos mortos, incluindo mulheres e crianças, em um estúpido ataque químico na Síria. A área da atrocidade está cercada pelo exército sírio, deixando-a completamente inacessível para o mundo exterior. Presidente Putin, Rússia e Irã são responsáveis por apoiar o animal Assad”, publicou o magnata no Twitter.
Pelo menos 17 pessoas morreram e outras 40 sofreram ferimentos na queda de um autocarro num rio da região de Narok, no sudoeste do Quénia, revelou a polícia, que atribuiu o acidente a um erro humano.
A polícia comunicou que o motorista do autocarro perdeu o controlo do veículo pesado, depois de ter evitado a colisão com outro veículo que circulava em sentido oposto, numa ponte sobre um rio.
O oficial de controlo da ponte enviou um sinal errado, o que levou ao acidente, segundo o chefe de polícia local, George Natembeya.
Cerca de 3.000 pessoas morrem anualmente em acidentes rodoviários no Quénia, de acordo com as estatísticas oficiais daquele país africano.
Números da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam para um registo anual de aproximadamente 12.000 mortos em consequência de acidentes rodoviários.
O mau estado das estradas, a velocidade excessiva, a condução perigosa e o um parque automóvel maioritariamente envelhecido são as principais causas de acidentes rodoviários mortais no Quénia, bem como em grande número de outros países africanos.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) vão desenvolver acções conjuntas.
A confederação e o GCCC assinaram um memorando de entendimento ao abrigo do qual a CTA vai realizar acções específicas de prevenção e combate à corrupção e sensibilizar os seus associados para comunicarem ao gabinete estatal actos de corrupção nos negócios envolvendo os seus associados.
O entendimento prevê igualmente a realização de acções de capacitação sobre ética empresarial, boa governação e produtividade e criação de uma cultura de divulgação de informação que promova a elevação da consciência e transparência dos empresários.
Por seu turno, o GCCC deverá prestar assistência jurídica no esclarecimento de dúvidas relativas à corrupção e acções preventivas, bem com promover a inclusão de módulos sobre a prevenção e combate à corrupção nas formações organizadas pela CTA.
Agostinho Vuma, presidente do organismo, considera a integridade na celebração e execução dos negócios uma qualidade necessária para a criação de um bom ambiente de investimento no país, refere, citado no comunicado.
Uma mulher foi acusada de arrancar o saco escrotal do seu marido com as próprias mãos após vê-lo conversando no telefone com outra mulher.
Segundo o Daily Mail, Sue Green, de 50 anos, cravou as unhas e puxou para fora parte do órgão sexual do seu marido por suspeitar que ele a traía com uma amiga próxima do casal.
O marido, Barry Green, fugiu para seu apartamento no noroeste da Inglaterra após o ocorrido. O promotor Andy Robinson disse ao Tribunal da Coroa de Preston, que “enquanto o rapaz estava no telefone, a réu deslizou a mão por seu corpo e segurou o órgão, arrancando o lado direito do escroto, movimento que deixou a vítima extremamente ferida”.
Agressão contra o marido e julgamento
Robinson explicou que Barry contactou a polícia minutos após o incidente. Antes disso, porém, ele já tinha solicitado uma ordem de restrição, em Janeiro deste ano, por ter sido agredido pela esposa. Eles retomaram o relacionamento e passaram a morar em locais diferentes.
“Barry relatou que sua esposa é uma óptima pessoa, mas tem sérios problemas com o álcool. Ele afirmou que ambos foram convidados para uma festa na casa de uns amigos e que, depois do evento, Sue o acusou de ter um caso com uma amiga. Ela então passou a ficar violenta e obrigou Barry a ligar para a possível ‘amante’ a fim de descobrir algo”.
De acordo com o advogado de defesa da mulher, Damian Pickup, o fato de Barry ter se mudado para o mesmo condomínio de Sue não ajudou, “já que ela vinha tentando se afastar dele desde o último término, mas não conseguia devido à quantidade de mensagens de amor que recebia do mesmo”.
No tribunal, durante a última semana, Sue admitiu ter agredido o marido e violado a ordem de restrição definida anteriormente. Ela será sentenciada na Corte de Preston no dia 8 de maio deste ano.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou, através de Despacho Presidencial, Alberto Maverengue Augusto para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da República Francesa.
O Chefe do Estado, em Despacho Presidencial separado, exonerou Alexandre da Conceição Zandamela do cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da República Francesa.
Até à sua nomeação, Alberto Maverengue Augusto desempenhava funções de Director para África e Médio-Oriente no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
O Presidente do Sudão, Omar al-Bashir, ordenou a libertação de todos os presos políticos, com efeitos imediatos, como parte dos esforços para promover o diálogo nacional, noticiou hoje a agência estatal.
A notícia da agência SUNA não especificava quantas pessoas serão libertadas, mas referia que a decisão tinha o espírito de “reconciliação, harmonia nacional e paz”, permitindo “abrindo a porta à participação de todas as forças políticas” para discutir os problemas do país.
O Sudão atravessa uma crise económica e uma hiperinflação, que tem causado descontentamento, apesar de os protestos públicos serem proibidos e frequentemente reprimidos pelas forças de segurança.
Em Fevereiro, al-Bashir procedeu a alterações nos comandos das forças armadas.
Lyudmila Sadryeva, de 40 anos, está a ser acusada de querer vender o filho bebé.
A russa, natural da cidade de Chelyabinsk, terá colocado um anúncio na Internet a publicitar a criança a traficantes de órgãos no mercado negro em troca de dinheiro.
O menino era descrito como “completamente saudável” e o título do anúncio não deixava margem para dúvidas: “Vendo uma criança para [dar] órgãos”, avança o jornal The Sun.
Nas imagens que o acompanhavam, era possível ver a mulher com o bebé ao colo. Em sua defesa, a mulher refere que a colocação do anúncio não é da sua responsabilidade mas sim de uma colega de casa com quem se desentendeu.
A publicação, alega Lyudmila, foi uma vingança levado a cabo pela ex-amiga: “Estou muito assustada com esta situação. As pessoas conhecem-me na rua. Fui ameaçada por homens que disseram que se me encontrassem me matavam”, contou, citada pela mesma publicação.
As autoridades russas estão a investigar o caso e a apurar as responsabilidades por este crime. Tanto Lyudmila, a mãe acusada, como antiga colega de casa vão ser ouvidas no âmbito do inquérito criminal.
A Save the Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Supervisores Distritais do Projecto (Ngumi Mamu). Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais do Projecto de Saúde e Nutrição (Kudziua). Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Desenvolvimento da Primeira Infância do Projecto (Kudziua). Saiba mais.
A ONU Mulheres pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Nacional para o Estudo sobre a Lacuna de Género na Segurança da Posse da Terra. Saiba mais.
A Arquitectos Sem Fronteiras (ASF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Arquitecto(a)/ Técnico(a) de Planeamento para Projecto de Cooperação em Maputo. Saiba mais.
A polícia convocou a imprensa para apresentar o indivíduo que roubou de Janeiro a esta parte sete computadores na Biblioteca da Universidade Pedagógica, delegação da Beira.
O primeiro roubo foi registado pelas câmaras de segurança, onde o indivíduo é visto a planificar o assalto e mais tarde a transportar os computadores.
O suposto ladrão, de acordo com a polícia, foi detido na madrugada do passado sábado no interior da referida instituição de ensino superior, quando tentava roubar pela terceira vez, mas foi neutralizado pelo segurança.
No primeiro assalto, ocorrido em finais de Janeiro, foram roubados quatro computadores e, no segundo, há cerca de um mês, foram roubados três, totalizando assim sete.
O indiciado, professor secundário numa escola no distrito de Nhamatanda, localizado há cerca de 100 quilómetros da cidade da Beira, assumiu o roubo e foi muito reservado em palavras. Mediante todas perguntas de jornalistas de diversos órgãos de informação, como por exemplo, como entrou na biblioteca da UP, como soube da existência dos computadores, tendo em conta que nunca frequentou o local e quem são os possíveis comparsas, ele deu sempre a mesma resposta: “houve um furto na UP no qual eu me responsabilizo”.
“Parte dos sete computadores já tinha sido vendidos mas a polícia recuperou todos. Foram também detidos todos os indivíduos que os tinham comprados. Todos os factos foram arrolados e devem seguir os seus trâmites legais” – explicou Daniel Macuácua, porta-voz da PRM, em Sofala.
A UP- delegação da Beira, estava feliz com a neutralização do suposto ladrão e a recuperação dos seus equipamentos electrónicos, mas triste porque todas as informações que os mesmos continham, foram apagadas, segundo explicou Jacinto Banze, responsável pela comunicação e informação da instituição.
Apesar da prisão do ex-presidente brasileiro Lula da Silva e da prevista inelegibilidade por ter sido condenado em segunda instância, o Partido dos Trabalhadores (PT) não abre mão da sua candidatura às presidenciais de Outubro.
Pelo menos em público, dirigentes do PT garantem que, livre ou preso, Lula é e será candidato e que o partido não tem nem estuda um plano B. Alexandre Padilha, vice-presidente do partido, garantiu que não vai ser o PT a tirar Lula da disputa, enquanto outro dirigente, Paulo Teixeira, declarou que a prisão de Lula foi uma manobra para o tirar das presidenciais, cujas intenções de voto lidera, mas que o partido vai defender a sua candidatura até ao fim.
Na mesma linha, Gleisi Hoffmann, presidente do partido, tem-se desdobrado em declarações garantindo que o PT não vai escolher outro nome e que vai recorrer a todos os meios legais para viabilizar a presença de Lula nas urnas.
Ontem, reunida em Curitiba, cidade onde o ex-presidente está preso desde sábado, a Comissão Executiva do PT decidiu desencadear uma grande ofensiva política e jurídica em defesa da liberdade e da candidatura de Lula. Também foi decidido transferir simbolicamente para Curitiba a sede do PT, para chamar à atenção para a cidade e para Lula enquanto este ali estiver preso.
Lula “indignado e inconformado” com prisão
Após visitar Lula na cadeia em que começou sábado a cumprir a pena de 12 anos e um mês a que foi condenado, o advogado Cristiano Zanin afirmou que o ex-presidente está bem mas “indignado” e “inconformado” com a sentença e com a prisão.
Um indivíduo, cuja identidade ainda é desconhecida, foi espancado até à morte pelos residentes do bairro da Manga, na cidade da Beira, cerca das 23 horas de segunda-feira, quando foi alegadamente surpreendido, na companhia de mais duas pessoas, a tentarem assaltar pessoas na via pública.
Os autores do crime não se identificaram. Aliás, as reacções são divergentes. Enquanto uns defendem maior actuação da Polícia, outros consideram que fazer emboscadas e linchar os homens catanas pode resolver a questão
Os moradores afirmaram que antes do linchamento, ouviram tiros e gritos, e suspeitam que tenham sido os bandidos a dispararem.
Pela primeira vez desde que Moçambique existe o banco central sancionou 15 instituições financeiras e tornou públicas as punições que incluem os dois maiores bancos comerciais, por violação da lei de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.
“A chegada do Governador Zandamela trouxe seriedade ao sistema financeiro” disse ao @Verdade uma fonte sénior da banca moçambicana.
O Banco Único, instituição controlada pelo grupo sul-africano Nedbank e onde o Estado é acionista através do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), foi a instituição financeira que mais violou as leis das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras e de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, entre 2015 e 2016, tendo sido sancionado com três contravenções que totalizam 32,8 milhões de meticais.
O Banco Comercial e de Investimentos, o líder do sistema financeiro, também foi sancionado pela violação dos mesmo dispositivos legais que o Único, no exercícios económicos de 2015 e 2016, e recebeu duas multas que totalizam 24,2 milhões de meticais.
Outro líder da banca nacional, e também participado pelo Estado directamente e ainda através do INSS e da EMOSE, o Millenium Bim foi multando em 24 milhões de meticais por violar a Lei de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo tal como o Moza Banco e o Barclays, durante o ano de 2015.
O @Verdade tentou obter uma reacção do Millenium Bim e do Banco Comercial e de Investimentos, mas sem sucesso.
Fontes seniores e experientes do sector financeiro moçambicano garantiram ao @Verdade que esta decisão do Banco de Moçambique não tem precedentes.
“A chegada do Governador Zandamela trouxe seriedade ao sistema financeiro”, “Acabou com o lambebotismo” declararam.
Uma recém-nascida está a ser considerada um bebé milagre depois de ter sobrevivido ao ser abandonada, num esgoto, durante uma tempestade e onde estava rodeada de uma colónia de formigas vermelhas.
A bebé foi encontrada por Charmaine Keevy, de 63 anos, que fazia uma caminhada matinal, em Port Elizabeth, na África do Sul, quando o seu cão começou a ladrar perto do local.
Quando se apercebeu tratar-se de um bebé, a mulher começou a acenar freneticamente aos carros que passavam para pedir ajuda e foi quando um homem parou para a ajudar
Com ajuda de uma barra de ferro para libertar o caminho, Cornie Viljoen conseguiu descer para perto da recém-nascida. Assim que pousou os pés no chão começou a ser picado pelas formigas de imediato quando tentava agarrar a bebé.
“As formigas vermelhas estavam a picar-me as pernas mas quando vi a bebé percebi que se tratava de uma cena de crime, por isso tirei uma fotografia com flash e dei o meu telefone a Charmaine”, explicou Cornie ao Daily Mail.
A polícia e os serviços de emergência chegaram rapidamente ao local e os paramédicos assistiram a bebé ali. A criança, que tinha ainda o cordão umbilical agarrado a umbigo, sofria de hipotermia e de problemas respiratórios.
Segundo a porta-voz da polícia local, a única forma de a bebé ter ido parar à conduta era alguém ter retirado o cimento e a ter ido deixar lá abaixo.
A bebé foi baptizada pelos funcionários do hospital como Grace April e tornou-se uma celebridade na maternidade
O caso está agora a ser alvo de investigação por parte das autoridades.
O FBI, polícia federal dos Estados Unidos, apreendeu documentos no escritório do advogado pessoal do presidente americano Donald Trump, Michael Cohen. O New York Times relata que parte do material está relacionada com pagamentos feitos à actriz pornográfica Stephanie Clifford, conhecida como Stormy Daniels.
Ela alega ter se envolvido em um caso extraconjugal com Trump na década de 2000. Cohen disse recentemente que pagou 130 mil dólares a Stormy Daniels.
Uma fonte ouvida pela Dow Jones Newswires aponta que os agentes federais também estiveram na casa do advogado pessoal de Trump e em um quarto de hotel em Manhattan associado a ele.
O advogado de Cohen, Stephen Ryan, segundo a AP, afirmou que os mandados foram concedidos pelo escritório do procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, mas estão “em parte” relacionados à investigação do conselheiro especial Robert Mueller sobre suposta interferência da Rússia na eleição presidencial americana de 2016.
Ryan disse ainda que os agentes apreenderam “comunicações protegidas pelo sigilo entre cliente e advogado” e o uso de mandados de busca e apreensão foi “completamente inapropriado e desnecessário”.
Desconhecidos raptaram o chefe-adjunto do sector de armamento no Comando Regional Norte das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), no penúltimo dia do Março passado, na cidade de Nampula. Dias depois, o seu corpo foi encontrado debaixo de um camião avariado e imobilizado na via pública, nas proximidades da sua residência.
A vítima, de 60 anos de idade, respondia pelo nome de Isdambul Chaimbo. O sequestro aconteceu na noite de sexta-feira (30), nas imediações do prédio onde residia, na zona militar.
O rapto foi protagonizado de forma relâmpago por três indivíduos armados e que se faziam transportar numa viatura dupla cabina, cuja chapa de inscrição e outras características não foram identificadas.
Apurámos ainda que o malogrado regressava à casa depois de mais uma jornada de trabalho. No referido dia, Isdambul Chaimbo conferiu uma quantidade significativa de armamento que supostamente foi transportado para Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado.
A esposa da vítima confirmou a ocorrência e disse que desconhece as motivações que levaram os indivíduos até aqui desconhecidos a raptarem o seu esposo.
Conta-se ainda que, antes do finado chegar ao seu domicílio, dois indivíduos não identificado fizeram-se à porta da sua casa mas não mantiveram contacto com nenhum membro da família de Chaimbo. Presume-se que seja o mesmo grupo de raptou a vítima.
O Vaticano comunicou neste sábado (07) a prisão preventiva do monsenhor Carlo Alberto Capella no âmbito de uma investigação sobre pornografia infantil.
Capella havia trabalhado como núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) nos Estados Unidos e foi chamado de volta em Setembro do ano passado, depois de o Departamento de Estado dos EUA tê-lo acusado de violação das leis de pornografia infantil.
Segundo um comunicado do Vaticano, Carlo Alberto Capella está detido numa cela nas instalações do Corpo da Gendarmaria, à disposição das autoridades judiciais. Capella é acusado de posse e difusão de uma grande quantidade de imagens de pornografia infantil.
Um dos advogados do ex-Presidente brasileiro Lula da Silva, que cumpre pena de prisão na sede da Polícia Federal em Curitiba, afirmou no domingo que o antigo chefe de Estado está bem, mas indignado com a situação.
“Estive agora com o ex-presidente Lula. Ele está bem, embora indignado com a situação”, afirma o advogado Cristiano Zanin Martins, num vídeo publicado no domingo na rede social Facebook e citado pelo portal de notícias da Globo, G1.
O causídico, que terá sido a única visita de Lula da Silva no primeiro dia de cumprimento da pena de 12 anos e um mês de prisão, adianta que “evidentemente” a “prisão foi decretada sem que houvesse fundamento jurídico”.
“Continuamos com as medidas jurídicas cabíveis para reverter essa prisão e termos expectativa de que num futuro próximo possamos reverter”, refere ainda o advogado.
Lula da Silva, que sempre se declarou inocente, foi considerado culpado dos crimes de corrupção e branqueamento de capitais, por ter alegadamente recebido um apartamento de luxo na cidade do litoral do Guarujá como suborno da construtora OAS, uma das empresas envolvidas nos escândalos da Operação Lava Jato.
Na madrugada de quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou um ‘habeas corpus’ apresentado pela defesa de Lula da Silva, que visava evitar a sua prisão antes de se esgotarem os recursos na Justiça.
Na sequência da decisão do STF, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão de Lula da Silva e deu como prazo a tarde de sexta-feira para o ex-Presidente brasileiro se apresentar voluntariamente à Polícia Federal na cidade de Curitiba, no Estado do Paraná, sul do Brasil.
No sábado, quase 26 horas depois do prazo dado pelo magistrado, Lula da Silva saiu a pé, rodeado de seguranças, do Sindicato dos Metalúrgicos onde se encontrava desde quinta-feira, em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo, para se entregar à Polícia Federal (PF).
Luiz Inácio Lula da Silva, 72 anos, foi o 35.º Presidente do Brasil (2003-2011) e é o primeiro ex-chefe de Estado condenado por um crime comum.
Entretanto, o Partido dos Trabalhadores, num comunicado citado pela agência Efe, informa que no seu primeiro dia na prisão Lula da Silva esteve totalmente isolado e o seu único contacto foi com o advogado Cristiano Zanin Martins.
“Dormiu tranquilamente e não foi maltratado pelos agentes. Permanece sereno e tranquilo”, refere a nota do PT, partido que Lula da Silva ajudou a fundar em 1980 e que convocou manifestações em todo o país para exigir a libertação do ex-chefe de Estado, candidato às eleições presidenciais de Outubro e cujas sondagens lidera.
O PT anunciou também que vai manter uma vigília permanente nas imediações da sede da PF, para exigir a sua libertação, assim como para defender o direito de Lula da Silva a disputar aquele sufrágio.
Carregados de panfletos com mensagens de rejeição à implantação da lixeira em Marracuene, província de Maputo, os residentes juntaram-se em frente à sede do governo distrital para ouvir explicações e apresentar os seus argumentos.
Mas não foi ali onde aconteceu a consulta pública. Houve alteração do local sem se informar previamente aos residentes, o que levou à revolta popular.
Diante das tentativas de se impedir o administrador de Marracuene de abandonar a sede do governo distrital, foi mesmo necessária a intervenção da polícia. Contudo, o encontro veio a acontecer num anfiteatro do hospital local, onde as discussões continuaram acesas. Os populares rejeitaram por completo a colocação de uma lixeira em Marracuene.
Na tentativa de argumentar, o proponente do projecto foi rejeitado e os populares abandonaram a sala sem nenhum consenso.
De seguida, o governo do distrito de Marracuene e o proponente contratado pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural convocaram uma conferência de imprensa, na qual, afirmaram que nada está decidido e que as auscultações aos residentes dos restantes bairros vão prosseguir.
O projecto de colocação de uma lixeira provisória em Marracuene surge na sequência do desabamento da lixeira de Hulene, que matou 16 pessoas, tendo o Conselho de Ministros decidido o seu encerramento imediato.
A Renamo e a Frelimo têm trocado acusações sobre a movimentação de eleitores de regiões que não têm municípios para se registarem nas áreas onde decorre o recenseamento eleitoral com vista às eleições autárquicas de Outubro.
O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) confirma a movimentação de eleitores de regiões não autárquicas para se recensearem em distritos com autarquias, mas adverte que não se deve relacionar este facto a motivações políticas.
“Eleitores que não vivem, que não residem numa certa vila autárquica são coagidos a irem se recensear naquela vila autárquica, sobretudo os funcionários do Estado”, denunciou André Mamjibire, da Renamo.
A província da Zambézia é aquela que regista um maior número de casos.
A Frelimo saiu em defesa de sua honra e Rijone Bombino repudia as acusações feitas pela oposição.
“Há dirigentes seniores da Renamo, por exemplo o director-adjunto do STAE da província e da cidade, do distrito de Quelimane, foram recensear no Instituto Industrial mas eles vivem distante dali, para acusar a Frelimo e queremos repudiar”, disse Bombino.
Carlos Langa, porta-voz do STAE, confirma a existência destas movimentações, mas garante que quem quis recensear fora da sua área de residência foi impedido.
“Temos situações de pessoas que não sei imbuídas de que lógica ou por iniciativa própria não sabemos, mas que foram impedidos de recensear, as pessoas foram lá mas foram questionavas aonde é que vivem”, comentou Carlos Langa.
O Instituto Eleitoral para a Democracia Sustentável em África (EISA) diz estar a observar o recenseamento eleitoral 2018, mas Miguel de Brito afirma ter registado poucos casos.
“Não encontramos muitas situações desta natureza, mas é natural que haja. Há muita gente pelos mais variados motivos que querem recensear-se, ou porque querem participar ou porque os partidos políticos a que pertencem podem estar a instiga-los a fazer isso, ou ainda agem por falta de conhecimento da lei”, comentou Miguel de Brito.
O STAE fez uma revisão em baixa do número de eleitores a recensear, de 8,500 milhões para 8,063 mil potenciais eleitores.
Até 1 de Abril tinham sido recenseados 18 por cento.
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