Apesar da prisão do ex-presidente brasileiro Lula da Silva e da prevista inelegibilidade por ter sido condenado em segunda instância, o Partido dos Trabalhadores (PT) não abre mão da sua candidatura às presidenciais de Outubro.

Pelo menos em público, dirigentes do PT garantem que, livre ou preso, Lula é e será candidato e que o partido não tem nem estuda um plano B. Alexandre Padilha, vice-presidente do partido, garantiu que não vai ser o PT a tirar Lula da disputa, enquanto outro dirigente, Paulo Teixeira, declarou que a prisão de Lula foi uma manobra para o tirar das presidenciais, cujas intenções de voto lidera, mas que o partido vai defender a sua candidatura até ao fim.

Na mesma linha, Gleisi Hoffmann, presidente do partido, tem-se desdobrado em declarações garantindo que o PT não vai escolher outro nome e que vai recorrer a todos os meios legais para viabilizar a presença de Lula nas urnas.

Ontem, reunida em Curitiba, cidade onde o ex-presidente está preso desde sábado, a Comissão Executiva do PT decidiu desencadear uma grande ofensiva política e jurídica em defesa da liberdade e da candidatura de Lula. Também foi decidido transferir simbolicamente para Curitiba a sede do PT, para chamar à atenção para a cidade e para Lula enquanto este ali estiver preso.

Lula “indignado e inconformado” com prisão

Após visitar Lula na cadeia em que começou sábado a cumprir a pena de 12 anos e um mês a que foi condenado, o advogado Cristiano Zanin afirmou que o ex-presidente está bem mas “indignado” e “inconformado” com a sentença e com a prisão.

CM