24.2 C
Matola
Quarta-feira, Julho 15, 2026
Site Página 173

África une forças para um tratado global contra a poluição plástica

Na retomada da quinta sessão das negociações para um tratado global sobre poluição plástica, que decorre no Palais des Nations em Genebra, os países africanos afirmaram a sua posição conjunta, evidenciando os desafios singulares que enfrentam, apesar de serem uma das regiões menos responsáveis pela produção de plástico.

Com a África a contribuir com menos de cinco por cento da produção mundial de plástico, regista, no entanto, uma das maiores taxas de contaminação plástica, consequência do uso excessivo de plásticos descartáveis e de sistemas de gestão de resíduos ineficazes. Esta realidade coloca o continente numa posição paradoxal: entre os menos responsáveis pela poluição e os mais afectados por ela.

Os países africanos manifestaram o compromisso de apresentar uma voz coesa nas negociações, enfatizando a necessidade urgente de reduzir a produção de plásticos e de proibir polímeros e aditivos químicos prejudiciais. Este encontro é visto como um possível ponto de viragem no processo de um “acordo de Paris para o plástico”.

Contudo, as negociações enfrentam a resistência de nações produtoras de combustíveis fósseis, como os Estados Unidos, a Arábia Saudita e a Rússia, que se opõem a limites na produção de plásticos, preferindo soluções que se baseiem na reciclagem. Especialistas alertam que a mera reciclagem não será suficiente para enfrentar a crise da poluição.

Na abertura da sessão, Inger Andersen, directora do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, sublinhou que “a poluição plástica está agora presente nos nossos oceanos, na natureza e até nos nossos corpos. Se continuarmos neste ritmo, o mundo estará imerso em plástico, com graves consequências para o planeta, a economia e a saúde humana”.

Para os países africanos, este tratado representa uma oportunidade crucial para abordar os impactos desproporcionais que já condicionam os ecossistemas e as vidas na região. Há uma expectativa de que o texto final contemple mecanismos financeiros robustos, apoio à transição e definições claras de responsabilidades para os produtores de plásticos.

Países africanos sem litoral reforçam apelo à cooperação global na conferência de Avaza

Os países africanos sem litoral reuniram-se na Terceira Conferência das Nações Unidas sobre os Países em Desenvolvimento Sem Acesso ao Mar, realizada em Avaza, Turcomenistão. 

O encontro teve como foco a promoção de uma maior cooperação internacional para mitigar as desvantagens geográficas enfrentadas por essas nações.

O evento contou com a participação de chefes de Estado e de Governo, incluindo o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e o Presidente do Turcomenistão, Serdar Berdimuhamedov. Além de representantes da sociedade civil, do sector privado, da juventude, de parlamentos e de parceiros internacionais, a agenda abordou temas cruciais como conectividade, liderança feminina, resiliência climática e integração regional.

Dos 32 países classificados como LLDCs (Landlocked Developing Countries), 16 pertencem ao continente africano, entre eles Botswana, Burkina Faso, Burundi, República Centro-Africana, Chade, Essuatíni, Etiópia, Lesoto, Malawi, Mali, Níger, Ruanda, Sudão do Sul, Uganda, Zâmbia e Zimbabué. Estas nações, sem acesso directo ao mar, enfrentam desafios significativos, como custos elevados de transporte e entraves ao comércio externo.

Uma das situações mais discutidas foi a da Etiópia, cujo primeiro-ministro, Abiy Ahmed, tem defendido um acesso estratégico ao Mar Vermelho. Essa pressão tem gerado tensões com a Somália, especialmente após um acordo controverso com a região não reconhecida da Somalilândia.

Além disso, Mali, Níger, Burkina Faso e Chade manifestaram apoio à Iniciativa Atlântica, proposta por Marrocos. Esta iniciativa visa estabelecer um corredor de acesso ao Oceano Atlântico para os países do Sahel, visando dinamizar as economias regionais, ao mesmo tempo que se insere numa disputa geoestratégica com a Argélia sobre o controlo de rotas comerciais.

No decorrer da conferência, foi oficialmente apresentado o Programa de Ação de Avaza, que terá vigência entre 2024 e 2034. Este plano foca no desenvolvimento sustentável dos LLDCs, priorizando áreas como transformação estrutural, inovação tecnológica, comércio e integração regional, transporte e conectividade, adaptação às alterações climáticas e mitigação da vulnerabilidade a desastres naturais.

A implementação deste programa será acompanhada por um roteiro estratégico, com o objetivo de alinhar políticas nacionais a iniciativas regionais e apoio internacional.

Mais de cinco mil moçambicanos deportados da África do Sul este ano

No primeiro semestre de 2025, mais de cinco mil cidadãos moçambicanos foram deportados da República da África do Sul, segundo informações reveladas pelo Serviço Nacional de Migração (SENAMI). 

As deportações foram motivadas por diversas infracções, incluindo porte de documentação falsa, imigração clandestina e crimes violentos, como assalto à mão armada.

Dos 5.012 cidadãos deportados, 4.866 foram repatriados por imigração irregular, 143 foram detidos devido à prática de mineração ilegal, 42 por envolvimento em quadrilhas de assaltantes, 11 por agressões físicas, quatro acusados de homicídio, quatro relacionados com contrabando e seis por violência doméstica. Entre os deportados, 253 são mulheres.

A maioria dos deportados provém da província de Gaza, seguida por Manica, Inhambane, Sofala e Maputo, com um número reduzido das restantes regiões do país.

A porta-voz do SENAMI na Província de Maputo, Carmen Mazenga, expressou a crescente preocupação das autoridades face ao aumento do número de repatriamentos. Salientou ainda a necessidade urgente de reforçar as medidas de controlo nas fronteiras e de acelerar a emissão de documentos, com o objectivo de mitigar este fenómeno.

Quelimane condena Manuel de Araújo a dois anos de prisão por desobediência

O Tribunal Judicial da Cidade de Quelimane decidiu condenar o edil Manuel de Araújo a dois anos de prisão por desobediência. 

A pena, no entanto, foi convertida em uma multa diária de 100 meticais ao longo de dois anos, sendo que o pagamento da referida multa ficará a cargo da edilidade.

A condenação surge na sequência do incumprimento de uma ordem emitida pela Procuradoria Provincial da Zambézia, que exigia a remoção de barracas móveis localizadas na Avenida Marginal.

Segundo a acusação, as estruturas instaladas junto à orla do Cuacua infringiam regulamentos municipais concernentes à ocupação do espaço público e apresentavam riscos à segurança da população.

Manuel de Araújo, após a leitura da sentença, reconheceu a condenação, mas qualificou o processo como “politizado”, sustentando que não existe “nexo entre o argumento do tribunal e a realidade”. O edil expressou que o município foi penalizado por permitir que mulheres, muitas delas mães desempregadas e viúvas, permanecessem na Avenida Bonifácio Gruveta, afirmando que estas eram as responsáveis pela confecção de pratos tradicionais, servindo como uma fonte vital de rendimento para várias famílias.

Araújo ainda sublinhou que o momento em que a ordem foi emitida coincidiu com um clima de tensão social, resultado de manifestações pós-eleitorais que ocorreram no início deste ano.

Mulher detida por encomendar assassinato de rival em Tete

Uma mulher foi detida no distrito de Changara, na província de Tete, acusada de encomendar a morte da sua rival amorosa. 

O incidente, que remete a um enredo de novela, teve como pano de fundo a desavença provocada por um relacionamento tumultuado.

A alegada mandante, cujo nome permanece em anonimato, nega qualquer envolvimento na trama. Em declarações à polícia, afirmou que a sua relação com a vítima era caracterizada por conflitos constantes, descrevendo-a como uma “tempestade sem fim”. Contudo, o desentendimento entre as duas mulheres culminou em um plano de assassinato.

Um jovem de 22 anos, que aceitou a proposta de 14 mil meticais para executar o crime, confessou a sua intenção. Armado com uma catana e um machado, tentou atacar a vítima enquanto esta dormia. O ato violento foi interrompido pelo irmão mais velho da vítima, que impediu que o crime se consumasse.

A vítima, que conseguiu escapar com ferimentos, identificou a mulher responsável pela encomenda do crime, frisando que este não era um episódio isolado. Para as autoridades, o caso revela uma premeditação clara, com datas e intenções definidas, embora a execução tenha falhado.

Este acontecimento em Changara serve como um lembrete de que, mesmo em comunidades tranquilas, os ciúmes e desentendimentos amorosos podem levar a consequências trágicas.

Governo moçambicano implementa acções nas escolas para conter varíola dos macacos

Samaria Tovela, Ministra da Educação e Cultura, revelou que o seu ministério está a implementar medidas para garantir a higienização nas escolas moçambicanas, em resposta ao surto de Varíola dos Macacos (MPox) que se regista no país.

Em declarações à imprensa, a ministra enfatizou a importância de criar condições sanitárias adequadas para proteger os estudantes. Desde o início do surto, Moçambique já contabilizou 33 casos, incluindo dois na província de Manica, três na província de Maputo e os restantes na província do Niassa. Nos últimos dias, dois novos casos foram diagnosticados na capital.

A ministra, que falava em Maputo após uma audiência com Fernando Jone, 2.º vice-presidente da Assembleia da República, indicou que a prioridade reside na implementação de infraestruturas para a lavagem das mãos nas escolas. “É imperativo manter os nossos alunos num ambiente saudável e em condições de higiene adequadas”, afirmou Tovela.

A governante destacou ainda a relevância de aplicar lições aprendidas durante a pandemia de COVID-19, reforçando a necessidade de educar a população sobre medidas de prevenção. Em resposta a questionamentos sobre possíveis medidas adicionais no sector, Tovela confirmou que está em colaboração com o Ministério da Saúde para evitar a propagação da doença.

No que se refere ao acesso à vacina contra a Varíola dos Macacos para os estudantes, a ministra reconheceu que a vacina ainda não está disponível em Moçambique, mas sublinhou a importância de prevenir a disseminação do vírus.

Por sua vez, Fernando Jone questionou a ministra sobre a situação de uma escola primária em Quelimane, na província da Zambézia, que permanece não operacional apesar da sua construção há três anos. Jone solicitou explicações sobre as dificuldades que têm mantido os alunos a assistir aulas ao ar livre, em condições desfavoráveis. A ministra assegurou ter solicitado informações ao presidente do município de Quelimane para resolver a situação.

A sessão culminou sem mais informações adicionais sobre as questões discutidas com o 2º vice-presidente da Assembleia.

Distrito de Guruè prevê produção superior a 4.400 toneladas de folhas de chá

O distrito de Guruè, localizado na província da Zambézia, projecta uma produção superior a quatro mil e quatrocentas toneladas de folhas verdes de chá durante a presente campanha. 

Essas folhas serão posteriormente processadas para o consumo.

Este volume resulta da contribuição conjunta de três empresas operacionais na região: a Sociedade de Desenvolvimento do Zambeze, a Chá Magoma e as Chazeiras de Moçambique, que juntas exploram uma área estimada em quatro mil e novecentos hectares.

A informação foi divulgada à Rádio Moçambique pelo director dos Serviços Distritais das Actividades Económicas do Guruè, José Manuel. O responsável destacou que, até ao momento, as três empresas já conseguiram produzir mais de três mil toneladas de folhas verdes de chá para o processamento.

Galp e Autoridade Tributária em disputa sobre ganhos de capital na exploração de gás

A prestigiada ONG de combate à corrupção, Centro de Integridade Pública (CIP), acusou a empresa petrolífera portuguesa Galp de ameaçar a soberania económica de Moçambique numa disputa legal em curso com a Autoridade Tributária (AT) do país.

A contenda iniciou quando a Galp decidiu vender, ao longo do último ano, a sua participação no consórcio que explora gás natural na Área Quatro da bacia do Rovuma, localizada ao largo da costa da província de Cabo Delgado, à ADNOC, a empresa petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos.

A Galp alienou os seus activos em Moçambique por 1,2 mil milhões de euros (cerca de 1,3 mil milhões de dólares americanos, segundo a taxa de câmbio actual).

Segundo a AT, este valor resulta num ganho de capital tributável de 162 milhões de euros, fundamentado na aplicação da taxa padrão de 17,6%. Contudo, a Galp argumenta que o ganho de capital justo não ultrapassa os 26 milhões de euros.

Com o intuito de contestar a decisão da Autoridade Tributária, a Galp decidiu levar o caso para arbitragem internacional, através do Centro Internacional de Resolução de Disputas de Investimento (ICSID) do Banco Mundial.

Segundo a análise do CIP, a decisão da Galp de contestar as exigências da AT e optar pela arbitragem internacional “coloca em conflito o direito legítimo de um Estado de tributar os seus recursos subsolares com a estratégia de uma empresa de minimizar a sua carga tributária através de estruturas corporativas complexas e mecanismos de litígios internacionais.”

O CIP salienta que a empresa terá que provar em tribunal que os seus investimentos dedutíveis eram quase três vezes superiores ao valor aceito pela Autoridade Tributária. Esta discrepância sugere uma interpretação fiscal agressiva por parte da Galp, que poderá estar a inflacionar artificialmente os custos dedutíveis para erosionar a base tributável e, por conseguinte, o imposto a pagar.

O cerne da disputa, segundo o CIP, reside na maneira como a transacção foi estruturada, uma vez que a Galp não vendeu directamente a sua licença de operação no país, mas sim acções da sua subsidiária Galp Energia Rovuma B.V., sediada na Holanda.

A organização argumenta que “o objetivo é transferir o local legal da transação para uma jurisdição estrangeira, na tentativa de a retirar da autoridade fiscal do país onde se encontram o ativo físico e o seu valor económico.” Os indícios sugerem que a empresa visa evitar o pagamento de impostos em Moçambique, invocando extraterritorialidade, e não pagar impostos na Holanda, beneficiando de regimes fiscais internos favoráveis, conhecidos como isenções de participação.

O CIP observa que, na ausência de um Acordo de Dupla Tributação com a Holanda, a legislação moçambicana é a única regra aplicável. O código tributário moçambicano determina que os ganhos provenientes da venda indireta de ativos localizados em Moçambique são considerados rendimento de origem moçambicana, independentemente do local onde a transação ocorra. Esta norma, concebida especificamente para combater o planeamento fiscal agressivo, sustenta a posição da AT.

A organização acredita também que a Galp recorreu à arbitragem internacional para “explorar o profundo desequilíbrio de poder financeiro entre a empresa e o Estado moçambicano, forçando o país a aceitar um acordo desfavorável para evitar custos legais exorbitantes, estimados conservadoramente entre 6 e 8 milhões de dólares, o que corresponde a cerca de 3,4% a 4,6% do total de imposto devido.”

O CIP, citando estudos sobre litígios fiscais no setor extrativo, refere que “nestes cenários, as empresas não buscam necessariamente vencer. Muitas vezes, o seu objetivo é forçar concessões e impor uma negociação injusta. Neste campo de batalha, o processo legal deixa de ser um instrumento de justiça e transforma-se numa arma de dissuasão económica.”

Actividade económica em Moçambique atinge pico de crescimento em dois anos

A actividade económica em Moçambique alcançou, no último mês, o seu crescimento mais robusto em dois anos, conforme revela o Índice de Gestores de Compras (PMI) divulgado pela filial moçambicana do Standard Bank da África do Sul.

Segundo o relatório, as condições de negócios em Moçambique melhoraram pela primeira vez em três meses durante o mês de Julho, evidenciando uma expansão significativa da actividade em resposta ao aumento de novos negócios. O crescimento da actividade foi o mais acentuado verificado nos últimos dois anos.

O documento classifica Julho como um mês de recuperação da actividade económica, sublinhando que o emprego também registou uma subida, marcando assim o segundo aumento mensal consecutivo.

Entretanto, as compras e os estoques de matérias-primas diminuíram. Os custos de venda mantiveram-se estáveis após aumentos consecutivos, uma vez que as empresas procuraram preservar os preços num ambiente de custos favorável.

O PMI subiu de 50,2 em Março para 50,5 em Abril, permanecendo acima do valor neutro de 50 durante três meses consecutivos. No entanto, caiu para 49,6 pontos em Maio e 49,1 em Junho, voltando a território positivo em Julho ao atingir 50,7 pontos.

O relatório destaca uma melhoria nas condições de negócios em comparação com os meses anteriores. Os indicadores abaixo deste patamar sinalizam deterioração.

O índice indica uma leve melhoria na saúde da economia do sector privado. As empresas de Moçambique registaram um aumento nas vendas no início do terceiro trimestre, à medida que as condições de procura se elevaram após um período de fraqueza em Junho.

Os dados também sugerem que as empresas aumentaram a sua produção ao longo do mês de Julho, com uma taxa de crescimento sólida, a mais acentuada nos últimos dois anos. O sector da construção lidera este crescimento, com os inquiridos a mencionar novos projectos e uma produtividade melhorada.

A produção aumentou em todos os outros sectores, excepto no grossista e retalho, onde a actividade total foi estável. O aumento das vendas contribuiu para a criação de empregos no sector privado de Moçambique em Julho, ajudando as empresas a reduzir as suas pendências na maior medida em quase dois anos.

Vagas de emprego do dia 08 de Agosto de 2025

Foram publicadas hoje, dia 08 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vagas para Estafetas

A Pluma pretende recrutar para sua equipa dois (2) Estafetas. Saiba mais.

2. Vagas para Comerciais Jr

A Pluma pretende recrutar para sua equipa dois (2) Comerciais Jr. Saiba mais.

3. Vaga para Supervisor de Loja

A Pluma pretende recrutar para sua equipa um (1) Supervisor de Loja. Saiba mais.

4. Vaga para Consultor para Avaliação Técnica Final de um Projecto

A MADRE CORAJE pretende recrutar um (1) Consultor para Avaliação Técnica Final de um Projecto. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Coordenador Associado de Conteúdo

A GiveDirectly (GD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Associado de Conteúdo. Saiba mais.

2. Vaga para Programme Policy Officer (Disaster Risk Financing)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Programme Policy Officer (Disaster Risk Financing). Saiba mais.

3. Vaga para Tractor Operator

A Unitrans pretende recrutar um (1) Tractor Operator. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Ligação Comunitária

O Santuário Bravio de Vilanculos (Sanctuary) pretende recrutar um (1) Oficial de Ligação Comunitária. Saiba mais.

5. Vaga para Senior Security Specialist

A McDermott International pretende recrutar um (1) Senior Security Specialist. Saiba mais.

6. Vaga para National Climate Change and Environmental Officer

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) National Climate Change and Environmental Officer. Saiba mais.

7. Vagas para Engineers in Training

A Sasol pretende recrutar dez (10) Engineers in Training. Saiba mais.

8. Vaga para Site Maintenance Assistant (Cleaner)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Site Maintenance Assistant (Cleaner). Saiba mais.

9. Vaga para Técnico Analista de Sistemas de Informação para a Saúde

A Dream – Sant’Egidio pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Analista de Sistemas de Informação para a Saúde. Saiba mais.

10. Vaga para Técnico de Nutrição

A Associação para o Desenvolvimento Sustentável de Moçambique (APDS-MOZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a de Nutrição. Saiba mais.

11. Vaga para Principal Project Controls Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Principal Project Controls Specialist. Saiba mais.

12. Vaga para Exams Invigilator

A British Council pretende recrutar um (1) Exams Invigilator. Saiba mais.

13. Vaga para Especialista – Proteção à Criança em Emergências

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.

14. Vaga para Platform Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Platform Engineer. Saiba mais.

15. Vaga para Procurement Specialist – Commercial & Service

A Vodafone pretende recrutar um (1) Procurement Specialist – Commercial & Service. Saiba mais.

16. Vaga para Site Maintenance Assistant

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Site Maintenance Assistant. Saiba mais.

17. Vaga para Técnico Agrónomo

A Progettomondo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a Agrónomo. Saiba mais.

18. Vaga para HSE Officer

A DP World pretende recrutar um (1) HSE Officer. Saiba mais.

19. Vaga para Gestor Associado de Administração

A GiveDirectly (GD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Associado de Administração. Saiba mais.

20. Vaga para Country Technical Adviser

A DAI pretende recrutar um (1) Country Technical Adviser. Saiba mais.

21. Vaga para Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities

A Vital Strategies pretende recrutar um (1) Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities. Saiba mais.

22. Vaga para Consultor Para Gestão de Bases de Dados do Projecto FILOVC-AMASI

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Para Gestão de Bases de Dados do Projecto FILOVC-AMASI. Saiba mais.

23. Vaga para Gestor de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem. Saiba mais.

24. Vaga para Facilitator

Empresa anónima pretende recrutar um (1) Facilitator. Saiba mais.

Lançamento aéreo de ajuda alimentar em Gaza não resolve crise de fome

No contexto da crescente crise alimentar em Gaza, Israel permitiu que diversos países realizassem lançamentos aéreos de alimentos no território palestino. 

Aviões dos Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Egito, Alemanha, Bélgica e Canadá despejaram 120 fardos de ajuda, conforme informações das Forças de Defesa de Israel (FDI).

Após este ato, o governo israelense anunciou, no dia seguinte, que permitiria a entrada parcial de mercadorias para comércio em Gaza, através de fornecedores locais, com o propósito de reduzir a dependência da ajuda humanitária.

Contudo, tanto palestinos quanto organizações humanitárias têm relatado que a quantidade de alimentos que chega ao enclave, seja por via aérea ou terrestre, é insuficiente para mitigar a crise alimentar, além de não ser distribuída de forma equitativa entre a população.

Philippe Lazzarini, comissário-geral da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados Palestinos (UNRWA), afirmou que “lançamentos aéreos custam pelo menos 100 vezes mais do que caminhões. Um caminhão carrega o dobro do que um avião”.

Indivíduo detido por assassinato e tentativa de ocultação de corpo em Marracuene

Um homem encontra-se detido e indiciado pelo crime de assassinato, bem como pela tentativa de ocultar o corpo da vítima, no município de Marracuene, na província de Maputo.

O incidente teve lugar na zona de Xipassane, no bairro Mali, conhecido popularmente como Santa Isabel. Segundo relatos de vizinhos, o autor do crime terá acusado a vítima de ter roubado os seus pertences, o que culminou na tragédia.

As autoridades locais estão a investigar o caso, na busca por mais detalhes que possam esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

Tete: Polícia detém três indivíduos por posse ilegal de arma e equipamento militar

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Tete realizou a detenção de três indivíduos em flagrante delito, na posse de uma arma de fogo, fardamento militar e diverso equipamento relacionado.

Entre os detidos, encontram-se dois ex-militares das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, que planeavam vender a arma, e um cidadão indiano que manifestou intenção de adquirir o armamento.

Feliciano da Câmara, porta-voz do Comando Provincial da PRM, revelou que a operação que culminou nas detenções resultou de um trabalho de investigação efectuado pelos membros da unidade de Lei e Ordem, após o recebimento de denúncias que alertaram para a situação.

As autoridades continuam a investigar o caso e a reforçar a segurança na região, tendo em vista a redução de actividades ilícitas.

Nigéria enfrenta fome severa em meio a violência e falta de financiamento

Agências humanitárias alertam que cortes no financiamento e a violência jihadista incessante geram uma combinação devastadora para a insegurança alimentar na Nigéria.

A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta sobre a grave crise de fome que afecta o norte da Nigéria, onde mais de cinco milhões de crianças estão a sofrer de desnutrição aguda. Esta região, que paradoxalmente representa o coração agrícola do país, enfrenta uma situação alarmante.

No nordeste da Nigéria, que inclui o estado de Borno, mais de um milhão de pessoas estão a passar fome. De acordo com Margot van der Velden, directora regional para a África Ocidental do Programa Alimentar Mundial (PAM), cerca de 31 milhões de nigerianos necessitam de assistência urgente para sobreviver.

“Estamos a enfrentar uma situação crítica, justamente quando os fundos para a África Ocidental estão a diminuir”, salientou Margot van der Velden.

Jovem detido em Sofala por burlar centenas com falsas promessas de emprego

Um jovem de 26 anos foi detido no distrito de Dondo, acusado de ter burlado mais de cem pessoas com promessas de emprego nas cidades da Beira e Dondo, na província de Sofala.

As vítimas relataram que o suspeito criou uma falsa Organização Não-Governamental, através da qual exigia quantias que variavam entre 1500 e 5000 meticais para a aquisição de vagas de trabalho.

Atraídas pela promessa de um salário de 8500 meticais, as pessoas acabaram por assinar contractos de trabalho, que nunca se concretizaram.

Dércio Chacate, porta-voz da Polícia da República de Moçambique na província de Sofala, confirmou a detenção do indivíduo na cidade de Dondo, acrescentando que estão a decorrer investigações para apurar os detalhes do caso.

Isolamento hospitalar não é necessário para a maioria dos casos de Mpox em Moçambique

O Director Nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, confirmou que, apesar da capacidade das unidades sanitárias para o isolamento de pacientes, tal medida não é necessária actualmente.

Durante uma actualização na província de Maputo sobre a evolução da Mpox no país, Fernandes assegurou que os pacientes que contraíram a doença estão a apresentar uma recuperação satisfatória, mesmo no seu isolamento domiciliar. “A Mpox é uma doença zoonótica de origem viral e, geralmente, autolimitada. A maioria dos pacientes evolui de forma positiva, não necessitando de internamento”, explicou.

Actualmente, Moçambique regista um total de 31 casos cumulativos de Mpox, com 28 casos na província de Niassa, dois em Manica e um na província de Maputo. Entre os confirmados, 13 são do sexo feminino, 18 do sexo masculino, e a maioria dos casos (80%) ocorre na faixa etária dos 15 aos 45 anos, havendo também dois casos em crianças com menos de cinco anos. Treze pacientes já receberam alta após o período de isolamento, enquanto 18 permanecem em acompanhamento, todos a evoluir de forma satisfatória, sem registos de óbitos.

Quinhas Fernandes informou que todas as províncias possuem capacidade para isolar casos que requeiram cuidados hospitalares, mas indicou que a maioria dos pacientes não necessitará de internamento.

Até então, o país reporta 185 casos suspeitos de Mpox, com 153 testados, dos quais 122 resultaram negativos e 32 estão ainda em processamento.

O elevado número de casos suspeitos é considerado normal e reflete um estado de alerta no país. De acordo com Fernandes, isso é indicativo da capacidade de resposta do sistema de saúde, uma vez que várias outras doenças apresentam sintomas semelhantes.

Em relação à vacinação, o director esclareceu que esta é uma medida complementar e não a principal, destacando o caso de 2022 em Maputo, em que a doença foi controlada sem necessidade de vacinação. Embora o país espere solicitar vacinas, o acesso a elas é limitado ao nível global.

Fernandes apelou à população para a intensificação das medidas de prevenção, incluindo o isolamento de casos positivos e a evitação de contacto com objectos dos doentes. O uso de máscara é crucial, especialmente para os afectados, para reduzir a disseminação do vírus. Ademais, recomenda-se a prática de relações sexuais protegidas.

No encerramento, deixou um apelo para evitar a propagação de desinformação que possa gerar pânico e discriminação entre aqueles que se encontram infectados, e reiterou a necessidade de que todos os casos suspeitos sejam encaminhados para as unidades sanitárias para verificação e análise laboratorial.

Elefantes causam inquietação nas comunidades de Cahora Bassa

A presença de manadas de elefantes nas comunidades de Cahora Bassa tem gerado preocupação entre a população local e as autoridades do distrito. 

A situação tem-se agravado, levando o governo distrital a buscar soluções em colaboração com diversas instituições.

Santos Canizane, director dos Serviços Distritais das Actividades Económicas de Cahora Bassa, revelou que a administração está em parceria com o Parque Nacional de Mágoè e os Serviços Provinciais de Ambiente para abordar o problema.

Segundo Canizane, uma das medidas propostas consiste na colocação de colares nos elefantes mais problemáticos, permitindo o seu monitoramento através de dispositivos móveis, como smartphones e computadores, utilizando programas específicos para o efeito.

A iniciativa visa não apenas proteger as comunidades locais, mas também assegurar a conservação da fauna selvagem na região. As autoridades destacam a importância de encontrar soluções que respeitem tanto os direitos da população como a preservação dos elefantes.

Nampula: Acesso à sede de Lalaua continua difícil devido a pontes destruídas

O acesso à sede do distrito de Lalaua, na província de Nampula, continua a ser um desafio significativo devido ao corte das pontes sobre os rios Mpuipui e Lalaua, que permanecem sem solução desde as intempéries que afectaram a região.

O incidente ocorreu no troço que liga o distrito de Ribauè a Lalaua, tendo sido provocado pela passagem da tempestade tropical JUDE em Março deste ano.

A situação obrigou os moradores a recorrer a um percurso alternativo que se estende por mais de duzentos quilómetros, em comparação com os oitenta quilómetros originalmente previstos, antes da destruição das infraestruturas.

Teófilo Feliciano, secretário-permanente do distrito de Lalaua, confirmou que a população enfrenta dificuldades acrescidas devido à degradação de várias faixas de rodagem, o que tem comprometido a mobilidade e o transporte de bens essenciais na região.

Ministra das Finanças lança estratégia para ampliar inclusão financeira e modernizar serviços até 2031

A ministra das Finanças, Carla Louveira, apresentou a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF) para o período de 2025 a 2031, em um evento realizado em Maputo.

A iniciativa tem como objectivo promover um crescimento económico sustentável e inclusivo em Moçambique.

Durante o lançamento, Louveira enfatizou que a nova estratégia é coesa com o primeiro pilar da Estratégia Nacional de Desenvolvimento (END) 2025–2044, que se refere à transformação estrutural da economia moçambicana, alinhando-se também aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“A estratégia que hoje iniciamos visa garantir o acesso e a utilização de produtos e serviços financeiros de qualidade e acessíveis. É primordial proporcionar conhecimento, confiança e segurança, de forma responsável, contribuindo para o bem-estar da população moçambicana”, afirmou a ministra.

O documento da nova estratégia BASEIA-SE em quatro pilares centrais. O primeiro foca na acessibilidade a produtos e serviços financeiros de qualidade. O segundo aborda a promoção do uso destes produtos, através da digitalização dos pagamentos, melhoria do acesso ao crédito, estímulo ao investimento e ao financiamento verde.

O terceiro pilar destaca a importância da literacia financeira, especialmente nas zonas rurais, capacitando os cidadãos com conhecimentos e competências necessárias para tomarem decisões financeiras conscientes. O último pilar destina-se a reforçar a protecção dos consumidores, promovendo a consciencialização sobre os direitos dos mesmos e a segurança digital, através de uma regulamentação robusta.

Carla Louveira reconheceu os progressos da anterior estratégia (ENIF 2016–2022), mas admitiu que persistem desafios significativos. A percentagem de adultos com contas bancárias aumentou de 30,1% em 2015 para 32,3% no primeiro trimestre de 2025, ainda aquém da meta de 60%. A cobertura geográfica do sistema bancário avançou, passando de 68% para 82,6% no mesmo período.

A ministra apelou à implementação de medidas que promovam a inclusão e a flexibilidade no acesso aos serviços financeiros, destacando que reformas profundas e o uso de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e a biometria, são essenciais para acelerar a inclusão financeira.

Por sua vez, o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, reiterou que a nova estratégia reafirma o compromisso de construir um sistema financeiro mais justo e acessível a todos os cidadãos, incluindo aqueles que habitam nas áreas mais remotas do país.

Ester dos Santos, presidente do Conselho de Administração do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), acrescentou que o principal objetivo da ENIF é fixar diretrizes que expandam o acesso e aumentem a utilização de produtos e serviços financeiros de qualidade para todos os moçambicanos.

Menciona-se que a elaboração da estratégia resultou de um processo abrangente de consultas com o Governo, instituições financeiras, sector público e privado, assim como com parceiros de desenvolvimento, através de entrevistas.

Zelensky revela que Rússia mostra maior disposição para cessar-fogo

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que a Rússia demonstra uma crescente disposição para considerar um cessar-fogo, após a visita do enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, a Moscovo.

Durante o seu discurso nocturno, Zelensky sublinhou que a pressão internacional sobre a Rússia está a produzir resultados. “Parece que a Rússia está agora mais inclinada a um cessar-fogo. A pressão sobre eles está a surtir efeito. Mas o mais importante é que não sejamos enganados nos detalhes – nem nós, nem os Estados Unidos”, afirmou.

Este desenvolvimento surge num contexto de intensificação dos esforços diplomáticos para encontrar uma solução pacífica para o conflito em curso na Ucrânia, com o governo ucraniano a reiterar o seu compromisso com uma paz justa e duradoura.

Últimas Notícias Hoje

Matola investe em drenagem para combater inundações

O Município da Matola anunciou a implementação de dois novos sistemas de drenagem com o objectivo de minimizar os efeitos das inundações em áreas...

Maputo enfrenta crise de lixo com nova campanha de limpeza

A cidade de Maputo enfrenta um desafio crescente na gestão de resíduos, produzindo diariamente cerca de 1.500 toneladas de lixo, um aumento significativo em...

Aumento de ataques de fauna bravia preocupa autoridades em Sofala

O agravamento das confrontações entre seres humanos e a fauna bravia na província de Sofala tem suscitado a preocupação da Procuradoria-Geral da República. Relatos indicam...

March and march intensifica protestos após assassinato de líder em Gauteng

O movimento March and March anunciou a intensificação das suas marchas, que ocorrerão todas as quintas-feiras, após o assassinato do seu líder, Andile Mvuyelwa...