O ministro das Finanças angolano, Archer Mangueira, aterrou em Lisboa acompanhado do então governador do Banco Nacional de Angola, Valter Filipe com uma missão: receber o representante do banco francês BNP Paribas, que havia enviado uma carta ao presidente José Eduardo dos Santos a propor constituir um Fundo de Investimento Estratégico através de um financiamento de 30 mil milhões de dólares, ou seja, 25,7 mil milhões de euros.
Só que nessa audiência não apareceu ninguém do banco. No lugar dos franceses estavam o filho do presidente José Eduardo dos Santos, José Filomeno dos Santos (Zenu) — e quem avisou o pai deste encontro –, o seu amigo Jorge Sebastião e o empresário Hugo Onderwater. Surpreendido, o ministro das Finanças ainda fez algumas perguntas, mas acabaria por abortar o encontro “insatisfeito” com o que viu, como conta o jornal angolano Maka Angola. Só mais tarde o Ministério Público percebeu que este encontro era afinal um golpe, parte de um plano que visava tirar dinheiro ao Estado e que culminou agora numa acusação do Ministério Público pelos crimes e associação criminosa, falsificação, tráfico de influências, burla, peculato e branqueamento de capitais.
Segundo o despacho de acusação, que contém 18 páginas, as negociações não morreram depois de Archer Mangueira bater com a porta. Sem se perceber bem como, ele acabou afastado das negociações e Valter Filipe, que o acompanhava, assinou mesmo um contrato de consultoria com a empresa Mais Financial Services S.A. (empresa do amigo de Zenu), corria o mês de Julho de 2017. Esta empresa, garante o procurador angolano que assina a acusação, não chegou a prestar qualquer serviço, mas recebeu do BNA 25 milhões de euros logo nesse mês.
Estes movimentos financeiros levantaram suspeitas do vice-governador, Manuel Dias, que acabou por assinar um parecer em que suscitava dúvidas sobre as capacidades da empresa para prestar os serviços a que se propunha. De nada serviu. Pouco depois o governador do BNA deu uma ordem verbal de transferência de 500 milhões de dólares a favor de um consórcio formado pela Mais Financial (de Jorge Sebastião) e pela Resource Project Partnership (de Hugo Onderwater). A transferência foi feita entre duas contas sediadas em Inglaterra e, segundo a acusação, não respeitou os procedimentos administrativos. Estes são apenas alguns dos movimentos efectuados.
O filho de José Eduardo dos Santos, conhecido por Zenu, e o ex-governador Valter Filipe são os dois principais arguidos no processo. Ambos foram exonerados dos cargos que ocupavam pelo actual presidente angolano João Lourenço. Além deles, também Jorge Sebastião e António Manuel, actual director do Departamento de Gestão de Reservas do BNA que fez a transferência, são acusados de crimes semelhantes, que podem implicar penas de prisão superiores a 20 anos.
Na visão do Ministério Público angolano todos eles se organizaram para conseguir sacar 500 milhões de dólares do estado angolano (ou seja 427,9 milhões de euros), desempenhando cada um deles um papel para o conseguirem. A maior parte do dinheiro já foi recuperado, mas o estado sofreu um prejuízo de mais de dez milhões de dólares.
Zenu foi um dos filhos de José Eduardo dos Santos exonerado, do cargo de presidente do Fundo Soberano de Angola, pelo actual presidente João Lourenço. A exoneração foi conhecida em Janeiro último, dois meses antes de ser constituído arguido. Na altura a agência de informação de Angola, Angop, dizia que a exoneração não era uma “surpresa”, uma vez que se seguiu ao afastamento da irmã, Isabel dos Santos, da presidência da petrolífera Sonangol e de Tschizé dos Santos da televisão pública, TPA, à qual estava ligada. O Fundo presidido por Zenu geria cinco mil milhões de dólares.
O ex-primeiro-ministro da Malásia Najib Razak foi hoje confrontado com 25 novas acusações de corrupção e branqueamento de dinheiro no âmbito da investigação sobre o presumível desvio multimilionário do fundo de investimento público 1MDB.
Najib, 65 anos e que esteve no poder entre 2009 e 2018, foi detido na quarta-feira e declarou-se hoje inocente em relação a todas as acusações — quatro por corrupção e 21 por branqueamento — lidas num tribunal em Kuala Lumpur.
A comissão anticorrupção malaia conseguiu que Najib fosse detido no quadro da investigação sobre o escândalo financeiro da sociedade estatal 1Malaysia Development Berhad (1MDB) e a alegada transferência de 681 milhões de dólares (581,6 milhões de euros) para a sua conta pessoal.
O escândalo e as suspeitas de desvio de grandes somas daquele fundo de investimento pelo ex-primeiro-ministro e aliados desempenharam um papel chave na derrota nas eleições de maio da coligação dirigida por Najib face à aliança do primeiro-ministro Mahathir Mohamad.
O novo governo anunciou que pretendia recuperar os fundos desviados da 1MDB, criada em 2009 por Najib para promover o desenvolvimento económico do país.
Desde que deixou a chefia do governo, Najib já foi detido duas vezes e depois libertado sob fiança, acusado de vários crimes ligados ao presumível desvio de cerca de 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros) de uma antiga entidade do fundo 1MDB.
O Departamento de Justiça norte-americano, que procura recuperar bens adquiridos ilegalmente, calcula que 4,5 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros) foram desviados daquele fundo.
Dois cidadãos moçambicanos estão detidos na primeira esquadra da Policia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo, acusados de tráfico de marfim.
De acordo com a Polícia as três pontas de marfim estavam camufladas na viatura onde se faziam transportar. Entretanto, Bernardo Armando, um dos Indiciados diz que é motorista e não sabia que se tratava do tráfico de pontas de marfim.
Já, Mateus Nununes confirma a sua participação no crime e soube do negócio a partir do facebook.
O porta-voz do comando da PRM ao nível da cidade de Maputo, Leonel Muchina diz que a detenção dos dois indivíduos foi graças ao trabalho coordenado da corporação.
Na ocasião, a Polícia apresentou também quantidades significativas de cavalo-marinho, barbatanas de Tubarão, que estavam na posse de uma cidadã chinesas, prestes para embarcar para o seu país.
A província da Zambézia está a registar focos de Queimadas descontroladas. O destaque vai para Derre, Morrumbala, Golo entre outros.
A nossa reportagem deparou com uma dura realidade ao longo da Estrada Nacional Número 1 no distrito de Mopeia. Os camponeses estão a praticar queimadas descontroladas como forma de caçar pequenos animais.
O responsável na direcção provincial da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural da Zambézia, Zaqueu Chicuate, diz que nesta época do ano as queimadas descontroladas atingem níveis preocupantes.
“Esse é um factor muito complicado, estes meses são de pico, as comunidades por conhecimentos empíricos a prática de agricultura, limpeza dos campos e para afugentar os animais ferozes acabam ateando fogo”, disse Chicuate.
E quando o fogo começa a ganhar contornos, os camponeses ficam assustados e começam a apagar.
Uma cidadã de origem sul-africana está detida desde terça-feira em Maputo, acusada de tráfico de drogas. A indiciada foi encontrada na posse de uma droga denominada efedrina.
Foram 4.8 quilos de efedrina apreendidas no Aeroporto Internacional de Maputo, e a Polícia diz que a mesma partiu de Acra, em Gana e o destino era onde parou, Maputo, mas não nas mãos da Polícia e sim dos traficantes.
A indiciada nega que é traficante e atira a culpa a um amigo, indivíduo que supostamente terá lhe entregue a mala onde se encontravam as drogas.
A efedrina é uma droga que eleva de forma considerável a pressão arterial e a circulação já que ela tem efeito vasopressor e é responsável por contrair vasos sanguíneos, provocando também alguma adrenalina.
A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, insurgiu-se esta quinta-feira contra a decisão de um juiz de lhe impor um exame psiquiátrico por ter divulgado em 2015 no Twitter fotos de execuções do grupo Estado Islâmico.
“É verdadeiramente alucinante. Este regime começa a ser assustador”, escreveu a líder da União Nacional (ex-Frente Nacional) no Twitter ao publicar o documento judicial.
A ordem data de 11 de Setembro e foi emitida pelo juiz instrutor do processo em que Marine Le Pen é acusada de “difusão de imagens violentas” e nela é ordenada a realização de um exame psiquiátrico “no mais breve prazo”. “Eu achava que era legítimo, mas não! Por denunciar os horrores do Daesh [o grupo jihadista Estado Islâmico] em tweets, a ‘justiça’ submete-me a perícia psiquiátrica! Até onde é que eles irão?”, reagiu a política.
O exame, lê-se na ordem judicial, visa determinar “se ela está condições de compreender o discurso e de responder às questões” e se “a infracção apontada tem relação com elementos factuais ou biográficos da interessada”.
A 16 de Dezembro de 2015, Marine Le Pen divulgou no Twitter fotos de execuções do grupo Estado Islâmico, em resposta ao jornalista Jean-Jacques Bourin, da BFMTV-RMC que ela acusava de ter “feito um paralelo” entre o grupo jihadista e a Frente Nacional. Le Pen criticou o jornalista pelo que considerou uma “derrapagem inaceitável” e “declarações imundas” e, identificando-o na publicação, divulgou três fotografias com a frase: “O Daesh é isto!”.
As fotos mostravam um soldado sírio, vivo, esmagado pelas lagartas de um tanque, um piloto jordano queimado vivo numa jaula e o corpo decapitado do jornalista norte-americano James Foley. Publicadas um mês depois dos atentados de Paris, que fizeram 130 mortos, as fotos suscitaram forte polémica em França.
A Renamo veio a público esta quarta-feira (19) conformar-se com o acórdão do Conselho Constitucional que rejeita a candidatura de Venâncio Mondlane como cabeça de lista do seu partido na cidade de Maputo, mas deixou claro que não concorda com o posicionamento daquele órgão.
O mandatário do partido, André Magibire, reiterou numa conferência de imprensa que a Renamo interpôs recurso porque a deliberação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) em relação ao afastamento de Venâncio Mondlane tinha como base uma reclamação de uma pessoa ilegítima, no caso vertente o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Magibire considerou, igualmente, que Venâncio Mondlane foi afastado da corrida eleitoral em violação da Constituição por ter renunciado a um mandato como membro da Assembleia municipal para se tornar deputado do Parlamento.
Mudança com impacto
O mandatário da Renamo anunciou que perante a recusa da Comissão Nacional de Eleições e do Conselho Constitucional, o partido decidiu que “o número dois pela cidade de Maputo, que é o general Hermínio Morais, passa a ser cabeça-de-lista”.
André Magibire admite que esta mudança poderá ter um impacto na forma como o partido estava a preparar-se para as eleições, sublinhando que Venâncio Mondlane goza de muita popularidade.
“Torna-se mais frustrante ainda quando nós sabemos que isso é fruto de uma perseguição”.
Conhecidos candidatos de outros partidos
A mudança do cabeça de lista da Renamo na cidade de Maputo acontece numa altura em que já são conhecidos os candidatos dos outros partidos e está em curso a pré campanha eleitoral. Mas André Magibire desdramatiza afirmando que “para os munícipes de Maputo, o general Hermínio Morais já é sobejamente conhecido. É verdade que teremos que redobrar os esforços”.
Para o mandatário da Renamo constitui, igualmente, uma vantagem para o seu partido o facto das formações políticas concorrentes aparecem em primeiro plano no boletim de voto, num contexto em que os munícipes de Maputo conhecem a Renamo.
O novo cabeça de lista, Hermínio Morais é um antigo guerrilheiro da Renamo actualmente com a patente de Major General na Reserva. Participou nas negociações que culminaram com a assinatura do Acordo de Paz em Roma em 1992 e na formação do exército unificado. Já fez parte do Conselho Nacional de Defesa e Segurança e recentemente foi nomeado Administrador não Executivo da Empresa Estatal de Petróleos, Petromoc.
Preparado para um novo desafio
Hermínio Morais afirma estar preparado para o novo desafio.
“Encontro-me preparado desde o princípio, uma vez que faço parte da lista (dos membros a Assembleia Municipal) e cabe a todos os membros dessa lista fazerem um trabalho árduo e preciso em conjunto de forma a vencermos o município de Maputo”.
Questionado se não sairia prejudicado com a apresentação tardia, afirmou que “nós sempre trabalhamos juntos, eu e o Venâncio, e os ideais do Venâncio são os ideais da Renamo e os ideais da Renamo são os ideais de todo o munícipe de Maputo”, destacou Morais.
Por seu turno, Venâncio Mondlane foi indicado como porta-voz da campanha eleitoral da Renamo na cidade de Maputo.
Mondlane comentou o seu afastamento pelo Conselho Constitucional considerando ter sido uma pena que um órgão com a vocação de ser o último recurso para aspectos da estabilidade jurídico-constitucional do país se tenha furtado em entrar em matéria de fundo e de substância.
“Acho que é uma pena porque era uma oportunidade de se fazer uma pedagogia para uma situação em que estava a sociedade dividida na interpretação da norma em si, esse é o primeiro aspecto. Segundo, o que vou dizer é apenas uma mensagem para os maputenses: penso que esta é uma oportunidade de todos nos juntarmos para que de uma vez por todas possamos resgatar esta cidade”.
Um outro concorrente à cabeça de lista na cidade de Maputo, cuja candidatura foi rejeitada, Samora Machel Júnior, considerou que as decisões tomadas pelo Conselho Constitucional e a Comissão Nacional de Eleições que culminaram com o seu afastamento da corrida eleitoral “privam muitos milhares de munícipes de expressarem de forma livre e espontânea a sua opinião, o seu direito de fazer parte de um processo em que pudessem contribuir para a melhoria das suas vidas”.
Três pessoas da mesma família morreram carbonizadas em resultado de um incêndio que deflagrou na sua casa quando se encontravam a dormir, na terça-feira (18), na cidade da Beira, província de Sofala.
Trata-se de um jovem, sua esposa grávida de sete meses e a filha de quatro anos de idade. A tragédia aconteceu por volta das 23h50, no bairro Nduda. Não foi possível apurar a identidade das vítimas.
A residência era construção precária e a Polícia da República de Moçambique (PRM) acredita tratar-se de fogo posto, “o que constitui crime”.
Daniel Macuácua, porta-voz do Comando Provincial da PRM, em Sofala, disse que está em curso uma investigação com vista a identificar os indivíduos que supostamente atearam fogo no domicílio e as prováveis motivações.
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O Secretariado Provincial de Combate ao SIDA (SPCS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior N1 – Planificação, Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
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O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Moçambique (PNUD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista de Comunicação. Saiba mais.
A Friends in Global Health (FGH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Clínico Regional de Actividades Colaborativas TB/HIV. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Área de População e Desenvolvimento. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo e Financeiro – GS7. Saiba mais.
Três grupos de malfeitores indiciados na prática de diferentes crimes caíram nas malhas da polícia da República de Moçambique em Nampula. Alguns confessam o crime enquanto outros negam a sua participação nos actos de que são indiciados.
O primeiro grupo é indiciado de assalto na via pública em residências e estabelecimentos comerciais. O segundo, assassinato a um seu membro familiar e o terceiro composto por agentes de uma empresa de segurança privada confiada no transporte de valores, de desvio um milhão e duzentos mil meticais.
De entre os detidos, há quem assume o seu envolvimento nos crimes enquanto outros negam a sua participação nos casos de que são indiciados.
Contudo, na posse dos detidos, para além dos valores monetários a polícia recuperou na posse do segundo grupo duas viaturas e diferentes chapas de inscrição usadas para despistar os agentes reguladores de trânsito do SERNIC.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, na última segunda-feira na cidade da Beira, um falso funcionário da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), que responde pelo nome de Pereira Tenente, que burlou algumas senhoras e jovens, com falsas promessas de emprego, em cerca de 30 mil meticais.
O burlador, que se fazia passar por técnico dos Recursos Humanos da empresa em alusão, contactou as suas vítimas pessoalmente e as outras por intermediário. Prometia-lhes emprego a troco de valores que variavam de 1.500, para as mulheres e 4.500 para homens.
“Ele é meu vizinho. Certo dia contactou-me alegando que havia vagas na Empresa Electricidade de Moçambique a troco de dinheiro. Fomos juntos até a referida empresa e entramos num certo gabinete. Fiquei numa sala a espera e passado algum tempo ele retornou e levou toda a minha documentação e a do meu filho, alegando que era para vagas no sector de limpeza. No dia seguinte, exigiu-me seis mil meticais, sendo 1.500 para supostamente pagar a minha vaga e os outros 4.500 para a vaga do meu filho. Garantiu-me que duas semanas depois o emprego estaria garantido. Passam hoje seis meses e sempre inventou desculpas, até ficarmos a saber que foi detido porque outras vítimas foram queixar à polícia”, explicou Felismina Joaquim, uma das vítimas.
O indiciado assumiu o crime, reconheceu que cometeu um erro e acrescentou que o fez em conluio com um suposto funcionário da EDM na cidade da Beira, identificado apenas com o nome de Helton.
“A iniciativa de burlar as pessoas não foi minha. Fui contactado por um amigo denominado Helton que trabalhava na EDM na Beira, que fiquei a saber mais tarde que foi expulso. Ele pediu-me para contactar pessoas com promessas de emprego e em troca eu recebia 200 meticais por cada vítima. Lembro-me que contactei 15 pessoas”, explicou Pereira Tenente, ora detido.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve três cidadãos portugueses no Aeroporto Internacional de Maputo na posse de 16,5 quilos de uma droga não identificada, noticiou a agência Lusa.
Tratou-se da maior apreensão de drogas de sempre no Aeroporto Internacional de Maputo”, disse Leonel Muchina, porta-voz da PRM na cidade de Maputo, à Lusa.
Uma mulher, de idade desconhecida, o seu namorado, de 32 anos, e o filho dela, de 19 anos, tentavam embarcar para Lisboa na passada quinta-feira, quando as autoridades detectaram substâncias proibidas dissimuladas no interior de três malas durante as operações de fiscalização.
Confrontada pelas autoridades, a mulher recusou-se a falar. O namorado e o filho disseram que não sabiam como é que a droga apareceu nas suas malas de viagem.
Ainda não sabemos ao certo que tipo de droga é esta, mas presume-se que seja cocaína (…). Estava camuflada em três malas”, explicou o porta-voz da polícia moçambicana.
A polícia moçambicana não quis avançar detalhes para não “prejudicar as investigações”. Os três portugueses estão detidos na 18.ª esquadra da cidade de Maputo.
A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) disse hoje que está a ser alvo de uma perseguição política, considerando que o afastamento do candidato do principal partido de oposição para a autarquia de Maputo, Venâncio Mondlane, é “ilegal e frustrante”.
“É frustrante a decisão de afastar Venâncio Mondlane porque nós sabemos que isto é fruto de uma perseguição”, declarou André Madjibire, mandatário de candidatura da Renamo, falando durante uma conferência de imprensa em Maputo.
Na terça-feira, o Conselho Constitucional de Moçambique (CC) negou o recurso interposto pela Renamo e pelo seu cabeça-de-lista ao município de Maputo à rejeição da sua candidatura pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Na sua fundamentação, o CC considera que não pode apreciar o pedido de declaração de inconstitucionalidade das normas aplicadas pela CNE na rejeição da candidatura de Venâncio Mondlane, assinalando que o cabeça-de-lista e o seu partido não têm legitimidade para tal solicitação.
Para a Renamo, a decisão da CNE de afastar Venâncio Mondlane é baseada numa reclamação ilegítima, na medida em que o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), antigo partido de Mondlane e que reclamou as alegadas irregularidades do candidato da Renamo, não tem legitimidade para tal.
“No mesmo dia em que a CNE decidiu afastar o nosso candidato, nós submetemos um pedido de nulidade porque entendemos que o MDM não era pessoa legitima para reclamar a lista da Renamo, isto ao abrigo do artigo 25 da lei 7/2018. Mas mesmo assim a CNE aceitou e deliberou com base numa reclamação de uma pessoa que não é legítima”, observou André Madjibire.
Na sua reclamação, o MDM considerou ilegal a candidatura de Mondlane, que concorreu ao município de Maputo por esta formação política em 2013, por ele ter renunciado ao mandato na Assembleia Municipal em 2015 para ocupar a posição de deputado na Assembleia da República.
No total, a Renamo submeteu ao CC dois recursos para evitar o afastamento de Venâncio Mondlane na corrida às autárquicas no município de Maputo, mas não teve sucesso.
A conferência de imprensa de hoje serviu também para a Renamo apresentar oficialmente o candidato substituto, Hermínio Morais, que ocupava a segunda posição na lista de candidatura da Renamo.
Hermínio Morais, antigo comandante da guerrilha da Renamo, já começou a ser apresentado em alguns bairros de Maputo.
Venâncio Mondlane, por sua vez, vai assumir a posição de porta-voz da lista de candidatura da Renamo, segundo André Madjibire.
“O Venâncio Mondlane, mesmo excluído, continua na Renamo e com os mesmos ideais do partido”, concluiu André Madjibire.
As eleições autárquicas em Moçambique estão agendadas para 10 de Outubro nas 53 autarquias do país.
Quatro pessoas tiveram cancro, e três morreram, após terem recebido órgãos doados pela mesma paciente, na Holanda. Um caso raro.
Em 2007, uma mulher de 53 anos morreu devido a um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e, para avaliar se poderia ser uma potencial dadora de órgãos, foram realizados exames médicos que não detectaram qualquer impedimento. Assim, foram doados alguns dos seus órgãos: pulmões, rins, coração e fígado. No entanto, quatro dos pacientes receptores vieram mais tarde a ter cancro.
Dezasseis meses após receber o transplante de pulmões, uma mulher de 42 anos, morreu devido a um cancro da mama que desenvolveu metástases noutros órgãos. Várias análises de ADN confirmaram que as células cancerígenas pertenciam à doadora.
Em 2013 e 2014, morreram mais dois pacientes que receberam, respectivamente, o rim esquerdo e o fígado. A mulher que recebeu o fígado foi alertada para a presença do tumor em 2011, mas recusou-se a retirar o órgão.
O receptor do rim direito, um homem de 32 anos, também sofreu cancro, mas foi alertado a tempo de ser feita a extracção e o tratamento posterior foi bem sucedido – permanece vivo.
Já o receptor do coração também morreu, após cinco meses do transplante, mas devido a uma infecção generalizada dos órgãos, sépsis.
Segundo o estudo publicado na revista norte-americana de transplantes (American Journal of Transplantation), liderado Frederike Bemelman, especialista em transplantes renais do centro médico da Universidade de Amesterdão, “este é o primeiro caso de transmissão de cancro de mama em consequência de um transplante de órgãos de apenas uma paciente afectando quatro receptores”. “Nenhum estudo anterior tinha detectado um intervalo tão grande entre o transplante e a manifestação do tumor”, sublinhou – entre os 16 meses e os seis anos.
A razão, segundo explica o estudo, está na presença de “micrometástases” em cada um dos órgãos doados que passaram despercebidas nos exames médicos efectuados após a morte da dadora. Além disso, as pessoas sujeitas a transplantes consomem medicamentos que suspendem o sistema imunológico para que não haja rejeição do órgão recebido, o que favoreceu a expansão das células cancerígenas “recebidas”.
Contudo, casos como este não implicam que tenha havido falha médica, explicaram os autores do estudo, sublinhando que os pacientes são alertados de que não há “risco zero” e que testes mais detalhados causariam “falsos positivos”, ou então, desperdício de órgãos sãos. “Estes casos são algo totalmente extraordinário. Ao mesmo tempo, é um risco necessário que há que correr porque senão as pessoas morriam por não receberem o transplante”, referiu Elisabeth Coll, directora dos Serviços Médicos da Organização Nacional de Transplantes de Espanha ao “El País”, acrescentando que não existe nenhum protocolo em que seja reconhecida a necessidade de testes para detectar um “fenómeno tão excepcional”.
Em Chimoio, munícipes estão agastados pelo facto do Conselho Municipal não encerrar o cemitério de Chissui por estar completamente lotado, abrindo espaço para invasão dos seus talhões onde chegam a ser enterrados os defuntos.
O O País escalou o referido cemitério e constatou que deixou de ser um lugar sagrado onde os mortos devem merecer um eterno descanso. Ali, homens, mulheres e crianças cruzam caminhos, passando por meio de campas para poderem ter acesso às suas residências localizadas dentro do cemitério.
O problema é do conhecimento do Município cujo edil Raúl Conde, que está na hora do seu adeus, diz estar a ter dificuldades para descobrir espaço para implantar um novo cemitério.
“Na verdade não estão a invadir o cemitério, o município é que está a invadir os seus terrenos. Vamos avançar brevemente com o início da construção de um novo cemitério”, disse Conde.
Justificações plausíveis ou não, mas o certo é que enquanto o município não encontrar lugar para novo cemitério os munícipes continuam a dividir o espaço com os mortos.
A agência anticorrupção da Malásia anunciou hoje a detenção do ex-primeiro-ministro Najib Razak devido a um desvio multimilionário num fundo de investimento estatal e ainda que o político malaio enfrentará novas acusações em tribunal.
O organismo declarou que Najib Razak — que esteve no poder entre 2009 e 2018 – foi detido hoje no seu escritório e será levado a tribunal na quinta-feira para enfrentar as acusações que lhe serão impostas.
Razak já havia sido anteriormente acusado de crimes como quebra de confiança, corrupção e branqueamento de capitais num escândalo que envolveu o fundo estadual 1 Malaysia Development Berhad (1MDB).
O ex-primeiro-ministro sempre se declarou inocente.
As acusações contra o ex-primeiro-ministro envolviam a transferência de 42 milhões de ringgit (10,3 milhões de dólares/ 8,8 milhões de euros) para as suas contas bancárias do SRC International, uma antiga filial do fundo 1MDB.
Najib Razak criou o fundo estatal 1MDB quando assumiu o poder em 2009, com o objectivo declarado de promover o desenvolvimento económico do país, mas o fundo acumulou vários milhões em dívidas e está a ser investigado nos Estados Unidos e em vários outros países por alegado desvio de verbas e branqueamento de capitais.
Depois de documentos terem sido tornados públicos e gerado um grande escândalo, Razak demitiu os críticos no seu Governo, silenciou os meios de comunicação e anulou as investigações que estavam em curso.
Toda esta história levou à derrota da coligação governamental de Najib Razak nas eleições de 09 de maio deste ano e deu-se início à primeira mudança de poder desde que a Malásia conquistou a independência da Grã-Bretanha em 1957.
O novo Governo reabriu as investigações encerradas sob o Governo de Najib e impediu que o ex-primeiro-ministro e a sua mulher deixassem o país.
A polícia também apreendeu jóias e objectos de valor avaliados em mais de 1,1 mil milhões de ringgit (270,2 milhões de dólares/ 231,01 milhões de euros) de propriedades ligadas a Najib Razak.
O ex-primeiro-ministro, ao comparecer em tribunal na quinta-feira, irá ouvir as novas acusações formais que terá de enfrentar, nomeadamente em relação a 2,6 mil milhões de ringgit (627 milhões de dólares /536 milhões de euros) encontrados nas suas contas pessoais, que se suspeita terem saído do fundo 1MDB.
Razak estava em liberdade condicional, depois de ter passado menos de uma semana preso em Julho.
O município de Maputo vai investir 1,5 milhões de euros no aluguer de máquinas pesadas para carregar e compactar resíduos na lixeira de Hulene, onde o desabamento de um monte de lixo matou 16 pessoas, em Fevereiro.
Uma nova lixeira foi anunciada pelo Governo para 2019, mas, até lá, o município vai usar retroescavadoras, ‘bulldozers’ e ‘compactadoras’ alugadas a duas empresas privadas para gerir Hulene, anuncia o jornal Notícias na edição de hoje.
Uma noite de chuva intensa desencadeou o desabamento, em Fevereiro, em que o lixo acumulado até uma altura equivalente a um edifício de três andares soterrou moradores de casas precárias instaladas à beira da lixeira.
Com uma nova época chuvosa à porta (a partir de Outubro), o aluguer de máquinas servirá para “abrir arruamentos, reduzir a altura do monte de lixo e outras operações de gestão diária dos resíduos acumulados”, acrescenta.
Os contratos assinados com as empresas de aluguer de equipamento são válidos por um ano, renováveis por igual período, disse João Mucavele, director municipal de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos e Salubridade.
Seis pessoas perderam a vida em consequência de um acidente de viação, ocorrido na manhã desta quarta-feira no distrito de Meituge, província de Cabo Delgado.
Segundo testemunhas, o excesso de velocidade pode ter sido a principal causa do acidente.
O acidente de viação ocorreu na aldeia Impire, há cerca de 50 quilómetros da cidade de Pemba, e segundo testemunhas, a viatura do tipo mini bus que fazia transporte de passageiros para o distrito de Chiure, despistou se e embateu violentamente contra uma árvore.
A Polícia ainda não conhece as causas do acidente, no entanto, o motorista diz que acabou despistando, supostamente devido a um passageiro que atrapalhou na condução.
A Premier Human Capital Corporation Mozambique Limitada – PHCCMZ, pretende recrutar para o seu cliente, Mecânicos de Viaturas Pesadas (Chefe de Oficina). Saiba mais.
O Secretariado Provincial de Combate ao SIDA (SPCS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior N1 – Planificação, Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
O Secretariado Provincial de Combate ao SIDA (SPCS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior N1, para a Assistência à Sociedade Civil. Saiba mais.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Moçambique (PNUD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos. Saiba mais.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Moçambique (PNUD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista de Comunicação. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Friends in Global Health (FGH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Clínico Regional de Actividades Colaborativas TB/HIV. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Área de População e Desenvolvimento. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo e Financeiro – GS7. Saiba mais.
O Ministério da Defesa russo informou esta terça-feira em comunicado que um avião militar com 14 pessoas a bordo desapareceu do radar na costa do Mar Mediterrâneo, na Síria.
O avião desapareceu do radar a 35 quilómetros da costa na segunda-feira, quando regressava à base russa perto da cidade de Lattakia, no momento em que quatro caças israelitas atacavam alvos na área.
As autoridades russas não indicaram se o avião foi abatido.
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