Todas as províncias do país terão, até ao final do próximo ano, pelo menos uma maternidade-modelo para garantir que grande parte das mulheres usufruam de melhores cuidados de saúde durante a gravidez, gestação, parto e pós-parto.

A informação foi avançada, recentemente, por Páscoa Wate, falando no âmbito da acreditação de mais uma maternidade-modelo em Moçambique, que teve lugar em Sofala.

A chefe do departamento de Saúde da Mulher e Criança do Ministério da Saúde (MISAU) fez saber que, actualmente, o país tem 1436 unidades sanitárias com maternidades, contudo, apenas 14 é que estão acreditadas como modelo.

A fonte entende que esta realidade revela um desafio para a Saúde, atendendo os benefícios que uma maternidade-modelo tem na provisão de serviços de qualidade e humanizados aceites pela Organização Mundial da Saúde.

Referiu que este tipo de maternidade serve também de centro de “docência por excelência”, ao conferir formação contínua dos quadros da Saúde.

“A meta é termos pelo menos uma maternidade-modelo por cada uma das 11 províncias do país. Falta Niassa e a cidade e província de Maputo. Estamos a trabalhar no sentido de completar até ao fim de 2019. Contudo, temos desafios em termos de infra-estruturas e recursos humanos”, referiu.

Explicou que para que uma maternidade seja acreditada há vários critérios que deve reunir, entre os quais estar ligada a uma instituição de formação em saúde ou em altura de receber profissionais para o estágio.

Para além disso, a unidade hospitalar deve permitir a participação da comunidade na qualidade de observadores.

Segundo a fonte, a participação dos membros da comunidade permite conquistar mais mulheres para usarem as maternidades para a realização do parto, contribuindo para a redução de mortes maternas e neonatais.

“As maternidades-modelo incentivam o parto seguro, porque a comunidade mobiliza as mulheres a aderirem à consulta pré-natal no início da gravidez, para que beneficiem dos cuidados que necessitam para uma gravidez saudável”, reforçou.

O projecto faz parte das actividades previstas no Plano Nacional para a Qualidade e Humanização dos Cuidados de Saúde, aprovado em 2006.

A iniciativa é liderada e coordenada pelo MISAU com a assistência técnica e apoio financeiro da Agência Norte Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), através do seu programa global de saúde, sobrevivência materna, neonatal e infantil.

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